13 comentários em “Durkheim: análise sociológica do suicídio

  1. Prof. Ozaí, é muito interessante esta página, parabéns, porque Durkheim, sempre enfatiza que só a comparação pode nos fornecer explicações, sobre os tipos e diferentes mortes por suicídio e o que podem ter características comum?

  2. Roberto Monteiro
    Não morrerei mas viverei e anuciarei as obras do Senhor. (São Paulo aos Corinthianos)

  3. Nilda comenta.
    Seus textos são sempre desafiadores à reflexão. Ricos em mergulhoSs na complexidade da vida/existência. Falar de suício não se reduz a dados númericos; quantos onde e como? Idosos, jovens, desempregaqdos enfim, fica em aberto qualidade de vidade; desilusão, desamor. perda de sentido da vida. Afinal: VIVER VALE A PENA?

    • Cara Nilda,

      boa tarde.
      Muito obrigado por ler e comentar.
      Também estou aberto às críticas, sugestões e contribuições.

      O suicídio é algo muito doloroso e difícil de compreender; e assim é o humano, complexo e, muitas vezes, incompreensível. Números não dizem muito da dor de um único indivíduo e dos que se encontram diretamente vinculados a ele por laços sentimentais. Sim, VIVER VALE A PENA. Mas esta é uma percepção individual e pessoal, não responde a questão. Na verdade, é um grande dilema.

      Obrigado.
      Abraços e ótima semana,

  4. Um tema muito interessante esse do suicídio. Quem já não teve um dia vontade de se matar?
    Há necessidade de muita coragem, isso é indiscutível, além de razões poderosas para dar cabo da propria vida.
    Imagino o quanto a pessoa não se desprende de si mesma, de sua religiosidade, convicções, alegrias, prazeres, e acabar com isso de forma violenta.
    Que grande tristeza! Que extraordinária decepção!
    Mas acredito que o maior índice de suicídios ainda esteja ligado à frustração amorosa, o ser amado que abandona quem lhe ama e o faz sentir um corpo sem espírito, sem alma, sem razão para continuar vivendo.
    O sofrimento é insuportável. Há casos, inclusive, que antes de suicidar-se a pessoa mata o seu amor e depois faz o mesmo consigo!
    Uma grande tragédia. Algo no sentido de, se não vai ser meu esse amor, então que não seja de ninguém.
    Aliás, a literatura aborda essa questão com muita propriedade e as grandes óperas de Verdi, Puccinni, Wagner, são primorosas em demonstrar esse sofrimento torturante.
    Em termos de contos, Romeu e Julieta, de Shakespeare, e Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, foram exponenciais nessa área.
    Agora, a forma de suicídio mais significativa, que mais enaltece o ser humano, paradoxalmente, sem dúvida nenhuma é quando se lava a honra ofendida!
    Os japoneses são mestres com o Haraquiri.
    Claro, nada pode valer mais que a vida, no entanto, uma existência sem honra também não é viver de acordo, então…
    Curiosa essa decisão de se matar, haja vista que no conceito do suicida nada poderá compensar a sua perda, mesmo o mistério de partir para o além, de não saber o que vai encontrar após a vida, se descanso ou mais atribulações.
    Que desespero!
    Penso que deveria haver a partir do Ensino Médio, aulas de psicologia que alertassem os jovens a respeito desta forma de se deixar vencer pelas circunstãncias, pois eles são facilmente influenciáveis e seguidamente entram em depressão.
    As drogas não seriam, assim, uma espécie de suicídio mais brando por um lado e mais terrível pelo outro em razão da dependência?
    Enfim, um aspecto do ser humano muito intrincado, complexo, que ultrapassa o nosso próprio instinto de sobrevivência.

  5. Parabéns pela reflexão, que se apresenta atual e necessária. Este tema, dentre outros, normalmente provocam as mais diferentes reações, e por vezes moralistas e carregadas de juizos de valor.
    A sociedade moderna, com extrema tranquilidade, transfere ao indivíduo a responsabilidade por tudo o que acontece, ou não, em sua vida, e com o suicídio não poderia ser diferente.
    Esquece-se que o homem é um ser social e histórico.

    • Cara Rosemeri,

      bom dia.
      Muito obrigado por ler e comentar.
      Sim, este é um tema difícil e, até mesmo, angustiante. Mas é preciso refletir. Suas palavras contribuem nesta direção.

      Abraços e ótimo domingo,

  6. Nas crises econômicas da Primeira República, os jornais da época, tipo “O Paiz” (Rio de Janeiro) registravam o aumento no número dos casos de suicídios, relacionando-os às dificuldades materiais do suicida, individuais e familiares. No pouco que li do Correio do Povo (Porto Alegre), também desse período há menção aos casos de suicídio. Grosseiramente falando e em tese tem relação com o que o autor citado presume, ou seja, as causas sociais estão presentes. Muitos estrangeiros que aqui aportavam “se isolavam” (na verdade deviam ter encontrado barreiras intransponíveis) para se socializarem e serem aceitos, praticavam o suicídio. O desemprego também era uma constante o que levava obviamente ao desespero, levando ao fim trágico de por termo a vida. Mereceria também análise os casos de suicídio praticados por idosos, geralmente solitários, de origem estrangeira residentes em hotéis e pensões, num período que a Previdência Social era ainda demanda dos Movimentos Sociais. Os suicídios materiais em geral estavam ligados ao sexo masculino, não sendo regra, por outro lado aparecem os casos que atingem a mulher, havendo forte ligação com a moral e costumes da localidade, região e/ou “predominantes”. Gravidez indesejada, expulsão do meio familiar, alcoolismo, abandono pelo marido, levavam a ação fatal. Salvo melhor informação esse tipo de noticia não mais circula na mídia, mas se for (fosse) possível acessar os dados – números do suicídio no Brasil – poderíamos a princípio (hipóteses) verificar o quanto é possível no nosso caso em especifico aproximar a realidade com as teses Émile Durkheim. Pode inclusive que o “sucesso” econômico atual do nosso país também tenha elevado ou diminuído drasticamente o número de suicidas?
    Pedro
    Caxias do Sul

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