Biblioteca pública, uso privado

Aos trabalhadores da Biblioteca Central da Universidade Estadual de Maringá (BCE/UEM)
Sou assíduo freqüentador da biblioteca da Universidade Estadual de Maringá. Estes dias, conversava com a senhora que gentilmente me atendia e, de supetão, perguntei: “Já pensou se não existissem bibliotecas públicas”. Ela me olhou com certa perplexidade. Não sei o que pensou, mas passou a impressão que considerava natural a existência da biblioteca. Ainda tentei argumentar de que nem sempre foi assim, mas despedi-me agradecendo.

E se tivéssemos que comprar todos os livros que utilizamos para estudar, pesquisar, preparar aulas, etc.? Apenas a minoria teria condições de arcar com o custo. E os estudantes? Muitos nem conseguem manter os gastos com cópias, que dirá comprar todos os livros que precisam. E muitas vezes gastamos mais do que podemos para adquirir obras não disponíveis na biblioteca.

Quem mantém as bibliotecas públicas? A resposta parece óbvia. Mas quantos usuários, os quais se consideram cidadãos, se perguntam sobre isso? Muitos até acham que é o governo quem mantém as bibliotecas. As verbas, afinal, são repassadas pelo poder público. Geralmente é esquecido que governantes não produzem dinheiro e, mesmos eles, com seus privilégios, nepotismo e atitudes nem sempre republicanas e éticas, também são mantidos pelas riquezas produzidas pela sociedade e transformadas em impostos. Portanto, quem mantém as bibliotecas públicas é a sociedade, isto é, cada indivíduo que, direta ou indiretamente, paga impostos. Isto significa que o investimento em bibliotecas retém recursos que poderiam ser utilizados em outras áreas, como a saúde pública. Não pense o leitor que sou contrário ao investimento na melhoria das bibliotecas e das condições salariais e de trabalho dos que a fazem funcionar. Quero enfatizar o significado e importância das mesmas enquanto órgãos mantidos pela sociedade.

Agir conscientemente é zelar pelos livros e outros recursos que as bibliotecas oferecem. Infelizmente, nem sempre é assim. É comum encontrar livros rabiscados e maltratados (outro dia vi um livro que parecia um arco-íris, pois os leitores o grifaram e rabiscaram com canetas de várias cores; de outra feita, encontrei um livro sujo de gordura e é comum os estropiados). Este tipo de leitor usa as obras como se fossem propriedade privada. Pior, pois talvez não agissem assim se os livros fossem adquiridos com recursos próprios. No fundo imagina que o bem público não pertence a ninguém – ou é do governo. Assim, justifica o injustificável. Tais leitores são analfabetos políticos.

Paradoxalmente, os que têm a liberdade para cometer estes pequenos delitos, sem que sejam importunados, terminam por contribuir com aqueles que não gozam da liberdade de ir e vir. São os presidiários que restauram os livros destruídos por usuários pouco ou nada cuidadosos. Um convênio entre a UEM e a Penitenciaria Estadual de Maringá (PEM), garante o trabalho de restauração das obras. A UEM treina os presos para o serviço. Estes, em troca, recebem uma pequena quantia a título de pecúlio e têm a pena reduzida.*

Não seria o caso de oferecer aos destruidores de livros e bibliotecas públicas um estágio sem remuneração na PEM? Quem sabe seriam estimulados a tratar o bem público de maneira adequada. É preciso conscientizar a todos de que o público não é do governo, muito menos privado (e nisto nós, educadores, podemos contribuir). Talvez seja necessário agir com mais rigor. De qualquer forma, ainda bem que existem bibliotecas públicas e devemos agradecer aos que cuidam dela: leitores diligentes, presidiários restauradores e, em especial, aos funcionários e às bibliotecárias. Obrigado!

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* Ver: Ana Paula Machado, “Projeto agiliza ressocialização de detentos da PEM”, Jornal da UEM, Nº 34, julho de 2006. Disponível em http://www.jornal.uem.br/cms/index.php?option=com_content&task=view&id=259&Itemid=2. Acesso em 13 de julho de 2007 (Fonte da foto: http://www.jornal.uem.br/galeria/displayimage.php?album=17&pos=10)

33 comentários sobre “Biblioteca pública, uso privado

  1. Sr Paulo, quem é que defende o bem público no Brasil? A polícia? a tropa de choque? os capangas das empresas e governantes? Bem público de quem? para quem? Uma coisa é a universidade para pessoas como o senhor, com bom salário e boa vida garantida e que, assim, podem desfrutá-la. Outra coisa é a universidade para os alunos pobres que conseguiram passar pelo filtro socio-econômico do vestibular e que, nao tendo moradia, alimentação, dinheiro para custear os estudos, nao podem aproveitá-la plenamente. A universidade nao é homogênea. Se ela é uma maravilha para pessoas bem assentadas como o SR., pode ser uma experiência traumatizante para os pobres que nela vivem as condições mais aviltantes. É por isso que houveram e sempre houve muitas lutas e ocupações por moradia, subsidio, etc, para que os ben públicos nao sejam públicos apenas de uns, ams do maior número de pessoas possível. Quanta mesquinhahia, quanto egoísmo!!!

  2. Concordo inteiramente com o texto sobre a biblioteca de Maringá pelo responsável pelo blog, Antonio Ozai. Acho que ele foi inclusive cuidadoso na condenação do vandalismo praticado contra esses objetos de cultura que são os livros, e foi moderado na aceitação do uso de presidiários para trabalhos de tipo “comunitário”. Presideíarios, em determinados países, são obrigados a pagar pelo seu próprio sustento, trabalhando, portanto, para comer. Não é justo, de fato, que quem se encontra detido por crimes contra a sociedade, seja alimentado graciosamente por essa mesma sociedade, numa espécie de férias remuneradas. Confesso, por outro lado, meu estupor contra certos comentários aqui postados, todos voltados para a defesa dos direitos humanos dos presos — se o trabalho dignifica o homem, como pretendia o próprio Marx, não tem porque o criminoso ser dispensado de sua integração ao processo produtivo — e a condenação do suposto capitalismo embutido nas relações mercantis criadas pelo sistema de recuperação de obras danificadas por vândalos modernos.Esses comentários me relembram o tipo de cultura universitária que se está desenvolvendo no Brasil: do total descomprometimento com a defesas dos bens públicos, em nome de uma pretensa defesa de direitos individuais, o que redunda, obviamente, no tipo de violência a que assistimos recentemente com a invasão de várias universidades por grupúsculos organizados que pretendem representar os estudantes. Tudo isso com a conivência de muitos professores, e obviamente dos representantes do sindicalismo de baixo clero dos funcionários administrativos.Você tem a minha solidariedade, Ozai.

  3. É verdade que o presidiário não deve ser explorado e/ou tratado como “coisa” seja o que for que tenha cometido? Sim, sem dúvida alguma. Mas, talvez, o “horror” cantado por alguns ante a “possibilidade” de enviar usuários inconscientes das bibliotecas a um “estágio” em presídio demonstre somente preconceito em relação àquele meio (quem sabe não se considerem demais, a ponto de não merecerem o contato com o mundo dos “esquecidos”, certos de que nada teriam a aprender com eles?). Se é fato que o pagamento poderia ser mais generoso, em termos quantitativos, quem pode dizer que não o é em termos qualitativos? De qualquer forma, não podemos deixar de ver que, firme ou vacilante, é um passo dado rumo a algo melhor…Por outro lado, vergonhoso ler que “por haver problemas mais graves” a enfrentar, etc., não devemos encarar com seriedade a questão dos pequenos delitos diários. Realmente, se as Universidades se prestam a “enfiar, goela abaixo” informações sem dar sentido ético a elas, melhor seria que sumissem… Hoje, não é importante impedir danos ao patrimônio representado pelos livros, porque há fome, miséria (como se com idéias, sempre exaltadas, alguém de fato fizesse algo para mudar a situação; na verdade, inflam-se egos e todos, como crianças bem mimadas, citam autores, livros, frases e “saem bem na foto”). Amanhã, talvez, caso estejamos em guerra ou enfrentando a falta de água ou comida, não seja importante coibir e punir os latrocínios, os roubos, os estupros. O câncer começa com uma única célula…Que se procurem soluções para os problemas sociais, sim! Mas, convenhamos, dar a entender que cuidar de livros não é importante, no processo educacional (e outras “entidades” que, infelizmente, os acadêmicos costumam criar com o ridículo apetite das palavras vazias) é, no mínimo, lamentável…Em tempo, essa conversa de pobres e ricos, classe média “nojenta” e “heróis” que somente esperam uma chance, já criou muitos “cancros” na história da Humanidade, não acham? Comparem as idéias dos “idealistas” a suas vidas de “idealistas” e assistiremos ao “ruir do mundo”…Abraços!

  4. Acho que os textos de crítica possuem razão. Embora alguns tenham uma linguagem mais pesada a crítica se sustenta. Se a questão era escrever sobre o uso privado de estruturas públicas, o autor realmente pegou algo muito insignificante, principalmente para um país onde, embora o executivo, o legislativo e o judiciário sejam completamente de controle e uso privados dos lobbies empresariais, não há uma clara noção sobre o mesmo. O problema foi – além de pegar um exemplo que nao estava à altura do tema discutido,que nao é representativo da real privatização do estado pelos grupos empresariais e de interesses – o autor sinalizar positivamente quanto à exploração do trabalho de presos. No caso da UEM, pode-se considerar a profissão que está sendo ensinada aos prisioneiros, o valor humanístico da iniciativa, mas nada justifica o vergonhoso pecúlio de 40 reais. A restauração de livros é um trabalho caro e se a UEM se prontificasse a pagar minimamente um salário minimo estaria saindo em muito bom termo, sem contar a ausencia de encargos trabalhistas, transporte etc. Mas se a UEM tem propósitos bons e seu trabalho reverte-se ao público, nao é o caso das outras milhares de empresas que exploram trabalho carcerário em regime de semi-escravidão: Avon, Penalti, Topper e tantas outras. Então, contrariamente aos que defenderam o Ozai e acusam de falta de compreensão os seus críticos, ficamos sem entender como que o autor que deseja criticar o uso privado da estrutura pública vai, no final do texto, dar sinalização positiva à industria de trabalho carcerário, que é justamente um exemplo brutal de aproveitamento privado desumanizador de uma estrutura pública. Alguns defensores do Ozai podem gostar da exploração do trabalho carcerário em condições desumanas, mas os concorrentes dessas empresas nao pensam o mesmo: para uns, mao de obra à 40 reais; para outros, encargos e salário mínimo. É diferença de falir! Por fim, a indicação de que os rabiscadores de livro deveriam ir para as penitenciárias fazer “estágios”, o que outros já estenderam positivamente como cadeia certa, so pode ser apreciado como algo dito sem pensar, como um deslize da consciência. Até os professores universitários erram. Nesse caso, nada mais há a fazer que reconhecer o erro. Acho que os críticos levaram a sério demais essa sincope Ozaiana. Vc, Ozaí, afirmou algo desprovido de qualquer raciocínio sobre o mesmo, como num daqueles vários atos que fazemos mas nao nos apercebemos, aquelas frases ditas de sopetão, aqueles trancos da consciência. Foi um momento de sono, de sono da razão. Vc nao acompanhou mais 10 centimetros sequer as consequências de tal afirmação. Não assinaria de minha parte todas as críticas, mas nao tenho louvor a cantar a nenhuma das suas defesas. Estou acompanhando o debate e triste ficaria se nao houvesse surgido nenhuma polêmica. Mesmo para um blog, é bom ter um pouco da precaução que dedicamos aos artigos e livros. Grande abraçoMarcos CantelProfessor UNIP – SP

  5. Virgínia,posso viver sem seus comentários, com certeza. Mas nao posso viver sem a senbilidade com o outro de que vc dá mostra. Que absurdo vc defender que rabiscadores de livros devem ir para a cadeia. Aposto que se vc descobrir que algum filho ou parente seu rabisca ou rabiscou livros nao vai desejar a cadeia para eles. Bem notorio da hiprocrisia e da mesquinharia de dadas pessoas: uma moral pública, outra privada. Horror para os outros e louvor ao próprio umbigo.

  6. O comentário do Uraniano – o proprio nome ja é pesado – são pura declamação de ódio e destratamento, assim como, deturpação de uma variedade de escritos opinativos transformando-os em algo único – o que interpretou o Autor (Uraniano), auto célebre, intelectual, humanista. Quem disse que para escrever é necessário ser intelectual? (quanto elitismo!) E que é necessário ser o que o senhor classifica como humanista? Tal comentário tem muito pouco de intelectual e menos ainda de humanista. É pura vibração de ódio fascista, na boa linhagem de Mussolini. A vibração odienta daqueles que só pensam no próprio umbigo e que odeiam tudo que cheire a pobre. POde ainda ser mais uma manifestação tupiniquim de clientelismo e puxa- saquismo, bem tradicional nos meios “humanistas e intelectuais” da universidade. É triste ver que a maioria dos que estão a defender o Ozai se coloquem numa linha panfletária direitista que lembra a revista VEJA. Próprio Ozai nao enveredou para tal linha. Que Horror!!!!

  7. Sou a favor da crítica, que nem precisa ser construtiva, mas que não seja de raiva. Depositar no comentarista todo o peso do mundo é simplesmente inútil, a não ser para aplacar a raiva de que acha que está sendo crítico.No final da leitura de todos os comentários imaginei se passássemos a viver num mundo de só de analfabetos, sem prisões para deter infratores de todas as naturezas (de alunos travessos rabiscadores de livros à facínoras), sem esporte e jovens medalhistas, sem professores, sem alunos, sem universidades, sem bibliotecas… sem meus comentários…

  8. Quanta incompreensão, quanta estupidez se escreveu contra o seu post, Ozaí! Como é que pode, um professor, um intelectual se preocupar com livros e bibliotecas? Que besteira, Ozaí, quanta besteira, com tantos problemas em torno, como saúde pública, racismo, exploração sexual, etc.etc.!!! Isso mostra que você é: 1. Um humanista (“que coisa mais antiga”!). 2. Que você é um intelectual (“Que coisa mais inútil”!). Por outro, mostra que a maioria dos comentários aqui: 1. Não são de humanistas, nem de intelectuais. 2. Pior: que esses comentaristas precisam voltar urgente para o ensino fundamental. Note-se que criticar uma posição, discordar em pontos da sua argumentação é uma coisa. Mas passar ao largo da sua defesa do livro, do espaço público, do bem público, como se isto fosse uma coisa menor…. A sua cruz é pesada, amigo. Saudações fraternas e solidárias.

  9. Entendo a raiva, frustração, desilusão e sejá lá o que for que o professor sinta ao ver os livros na biblioteca. Também a sinto.Não acho que tenha a ver com produtividade, é possível ser produtivo sem danificar. Com todas as ressalvas é uma maneira de se apropriar privadamente daquilo que é “público”.Talvez seja esse o motivo do professor ter carregado na mão. E realmente carregou! Pisou na bola! Mas os patrulheiros estão (ou estamos) aí pra isso mesmo.Um debate dá hora. Um choque de opiniões proveitoso, ainda que às vezes esquecemos o modo como argumentamos, deixando palavras desnecessárias suportar nossas críticas. Intimidando…Acontece.

  10. Pelo balanço dos comentários postados no Blog tem-se claramente, no mínimo, duas correntes distintas. Uma que leu o artigo do Ozaí e busca realizar um debate de idéias, seja a favor de alguns elementos do texto ou posicionando-se contrário a outros. A outra corrente é a do corporativismo professoral, que acha que qualquer comentário, que não seja elogioso, significa “patrulhamento”, incapacidade de compreensão etc. E ao ver tais “argumentos” (se assim podemos chamar), me causa mal estar saber que são professores de uma universidade, e ainda mais pública. Utilizam de uma verborragia para tentar denotar autoridade e conhecimento ao comentário, e depois demonstram seus reais “argumentos” que beiram o cúmulo da irracionalidade, “o pior dos livros é melhor do que o melhor dos presos” diz um, o outro que preso não é cidadão e demonstra uma brutal ignorância sobre os processos de trabalho na sociedade. Realmente, com professores como esses fico me perguntando quando a “sociedade” (ou no mínimo, a comunidade acadêmica) poderá influir na avaliação e permanência de tais parasitas intelectuais, que mais do que rabiscos em livros, constituem um tremendo desperdício do “bem” público.

  11. Abriram-se as portas do fascio e pousaram dois membros aqui no BLOG. O Anonimo afirma que o pior livro e mais valoroso que o melhor dos presos. O raimundo afirma que os presos nao são cidadãos, merecem o que tem, esta com o Janine Ribeiro a defender a pena de morte e o suplicio. No final das contas, parece que os comentadores primeiros so confirmaram o que dizem ao despertar a ira dos professores e, claro, da classe media mesquinha e nojenta. Mas quando for o caso de pegarem os filhos deles com drogas, prostitutas, espqncando gente na rua e etc ai as opiniões mudam bastante sobre a que deve ser submetido um prisioneiro, bastante mesmo. Ave!!!

  12. Causa-me mal estar ver as respostas gratuitamente raivosas contra o texto opinativo do prof. Ozai. Um professor é condenado porque expressa uma “opinião” (doxa). O professor é autorizado a ser somente porta-voz do “conhecimento” (episteme)? De acordo com o patrulhamento do blog do Ozai, os professores devem escrever apenas assuntos “elevados”. Eles sofrem da “angústia da influência” kantista, hegelianista, e marxista! Para eles somente um assunto “universal” merece tomar palavra. Mas, quem ousa proibir o cidadão-professor dizer o que pensa? Aquele que reclama “razoabilidade” através de um argumento falacioso? Ou aquela resposta que acha “secundário” um professor escrever sobre a biblioteca publica de uma universidade pública? Se não for um professor ou um aluno que reclama sobre os livros, quem o fará? Deve o prisioneiro pagar a pena na ociosidade, ou fazer o serviço de restauração de livros? Quem sabe, assim eles passam a se interessar um pouquinho para ler e estudar. Uma “pesquisadora” reclama dos “direitos trabalhistas” para os prisioneiros?! Qual é mesmo o argumento, colega? Preso ainda é cidadão? Em qual código de direito ela se sustenta? Tomando algumas respostas defensoras dos fracos e oprimidos prisioneiros, começo a entender por que, aqui, eles não trabalham como eu, você…Ainda, uma leitora – que foi aluno do professor – sugiro ela reler o artigo opinativo do prof. Janine sobre a pena de morte, isto é, se quiser compreender o pensamento complexo do autor. (O analfabetismo funcional é uma realidade, porque até mesmo no meio universitário há quem lê, mas não compreende). Lamentei não ler nenhuma resposta reclamando da baixa freqüência de professores às bibliotecas! Sempre vejo os mesmos na nossa biblioteca. Estimo que, de cada 10, apenas um é freqüentador assíduo de bibliotecas. Estou sendo otimista. Lamento…Raymundo de Lima

  13. Parabenizo o professor Ozai pelo seu espírito público e ousaria de tratar um assunto que não é secundário no meio escolar e universitário. Infelizmente, alunos e professores tomam como privado o que é público. Vícios privados com benefícios públicos. Já vi estantes da casa de professor com livros esquecidos de devolver para as bibliotecas públicas. Podem me criticar, mas também tenho paixão pelos livros. Gosto mais dos livros do que de algumas pessoas. Com certeza, o pior livro é melhor do que o melhor dos prisioneiros. Como professor, também penso que devemos defender o livro, as bibliotecas, porque se não o fazemos quem o fará? Os operários, os empresários, os políticos? Tudo bem se querem que o preso não trabalhe como nós, cidadãos mas, que pelo menos eles recebam o incentivo para ler. Agora, só faltava reivindicar um salário para esse pessoal ocioso ler. Como diz Ziraldo ler é mais importante do que estudar. Tem gente que precisa estudar mais para melhorar o raciocínio lógico, antes de responder blogs. Ser razoável nem sempre coincide com ser racional.

  14. “Delitos”. Mas quem disse que rabiscar livros é um delito? que isso é crime? Trata-se de um professor ou de um delegado? De um instrutor ou de um policial? Tratar as pessoas por criminosas. Há rabiscos? cadeia neles!!! Há orelhas amassadas? cadeia neles!!Fico imaginando o que faria o autor se descobrisse algum professor que praticasse delitos na biblioteca. Será que desejaria à eles a cadeia? Nossa, está parecendo aqueles programas policiais da televisão, do tipo ratinho, Datena, etc… “Estudantes são pegos praticando delitos na Biblioteca da UEM. Eles foram imediatamente encaminhados à Penitenciária Estadual de Maringá. Nosso repórter está tentando falar com os meliantes”. Isso dá pra fazer um conto!

  15. O dinheiro que é gasto em bibliotecas públicas pode ser gasto enviando tropas para o Haiti, expulsando os mendigos da rua (como é o caso de Maringá), ser destinado aos latifundiários, aos empresários, aos politicos e seus familiares, às empreiteiras, à rede Globo, à estúpida campanha para tornar cristo uma das maravilhas do mundo, com grupos de extermínio, realizando (a custo de 3,7 bilhões) o PAN e etc. Caro Ozaí, a ver a situação das escolas e dos hospitais, para a saúde é que nao vai, nem para a rede de deseducação pública. Abraço,

  16. Acompanho regularmente o blog do Ozaí e outros blogs, e me assusta que algumas pessoas como o “anonimo” ou o Ivan fiquem a criticar banalmente e tentar desmoralizar os argumentos de quem discorda de elementos do texto do Ozaí, com adjetivos do tipo “patrulhamento ideológico”. Não conheço o Ozaí pessoalmente, e realmente acho que isso é um tanto quanto irrelevante. Ele é um professor de uma Universidade Pública, pago pela sociedade e a partir do momento que escreve um texto público, ele está aberto a críticas e comentários. Blogs, revistas, artigos e livros são para isso, mas parece que a maioria dos professores tratam o ataque aos seus argumentos como se fosse um ataque pessoal, daí essa defesa (que diga-se de passagem não é o Ozaí quem faz) de pessoas que “conhecem” ele, que ele é um lutador etc. Não se discuti aqui a biografia de tal pessoa, mas seus argumentos em tal artigo que ele escreveu e tornou público, e imagino que não apenas para ser elogiado e paparicado, mas para ver posições e idéias distintas. Pois, é nesse sentido que podemos refletir sobre nossas próprias. E antes que “passar a mão” na cabeça de tal intelectual, vale alertar sobre certas posições suas sim, como grande parte dos leitores estão a fazer. Quem escreve o que quer tem que no mínimo ter o senso de aceitar críticas.

  17. Senhora anônima. Então a senhora acha que o blog so deve ser utilizado por quem concorda com o autor? Lembro-lhe que os comentários são publicados com o aval do mesmo. Caso o autor ache muito pesado um dado comentário, tem a possibilidade de nao publicá-lo. Acho que a senhora nao está acostumada a ler e debater em blogs. Aconselho-a a ler o do Marcelo Coelho da Folha de São Paulo (que tem um ego bem maior e mais exposto a ser defendido) e outros mais que há. Com esse exercicio, a senhora vai perceber que os blogs nao são apenas para louvação dos autores. E nao queira deslegitimar um pensamento difentente do seu ao postular que as pessoas que nao concordam com o autor é pq, (menos inteligentes?)nao interpretaram o texto corretamente. No final das contas, sua posição so documenta a falta de debate aberto dentro da universidade e a falta de livre expressão. Num ambiente como esse, discordar é ser intolerante, agressivo ou ter mal interpretado.

  18. estou abismada com tanta intolerancia! nao me lembro do autor classificando esse blog como sendo apenas para denuncias.quem o conhece, sabe de suas posições politico -ideologicas.o SR.Eduardo exagerou em seu ataque.espero que ele use toda essa indignação (legitima)contra os responsaveis pela atual situação citada por ele. o autor é funcionario da UEM e não reitor.por que entregar a bandeira só pra ele? o fato dele não sair gritando por aí ,nao significa que esteja conivente.nem sempre discursos raivosos convencem… pq será que ao ver tanta ‘solidariedade ” logo pensei em demagogia? e olha que nem rima ! se o problema maior do sistema prisional ou dos trabalhadores no Brasil fosse esse, seria muito facil resolver.uma declaração de apreço pelos livros gerar tanto patrulhamento me assusta.mas é o risco que corre quem gosta de escrever, ser mal interpretado…

  19. Senhor Ivan, nao tenho laços pessoais com o dono do blog e, portanto, nao posso afirmar se o texto publicado é de um crápula ou de um anjo, ou qualquer coisa entre os dois. Acho louvável que existam bibliotecas abertas ao público e louvável que elas sejam preservadas. Mas o fato de tê-las como louváveis nao me permite ter como socialmente aceitável a exploração de trabalho carcerário semi-escravo, pagando-se 40 reais por mês aos presos. Um preso pode custar o quanto for, mesmo assim, ao explorá-los os chefes da UEM estão saindo em indubitável vantagem e sendo bastante oportunistas. Contrariamente ao senhor, nao acho louvável tal postura por parte da universidade. As preocupações do Ozaí são mais um típico caso em que “o administrativo precede o pedagógico”. Quando o autor se preocupa com o administrativo e deixa de lado o pedagógico esquece-se, ou prefere esquecer, que talvez as pessoas que nao rabisquem os livros nao sejam as mais produtivas. Enquanto dano material, os rabiscos em livros são uma coisa insignificante se for acompanhado por bom aprendizado.Há muitos professores extremamente inúteis na universidade, dos quais se assiste a um semetre inteiro de aulas sem aprender coisa alguma. Comparado com os livros, é um esperdício material muito maior. Posso debater até a exaustão com o senhor. Sou a favor de bibliotecas públicas e que sejam preservadas. Mas sou incisivamente contra a exploração de trabalho semi escravo de presidiários e contra o autoritarismo barato que pretende punir as pessoas por qualquer bagatela, portanto, contra o discurso de criminalização da vida social universitária.

  20. Eduardo, se alguém deturpou a interpretação, esse alguém não fui eu. Conheço pouco o Ozaí, mas esse pouco, na casa dele, rodeado de alunos, quando da criação da revista urutágua, me mostrou uma pessoa preocupada e comprometida com os alunos. Com a educação e formação dos alunos. Com os espaços dedicados aos alunos. Como a biblioteca. Por isso, julgo injustas e severas as interpretações de que ele deseja punições com o rigor que muitos comentários sugerem. Concordo que há muitos temas que a juízo de cada um de nós mereceriam destaque, mas devemos respeitar o livre arbítrio do escritor. Subjacente às críticas apresentadas há denúncias como as de exploração e assédio de alunos que, desde que não sejam levianas, merecem ser investigadas, apuradas e punidas. Sejam quais forem os autores ou agentes. Com penas proporcionais ao tamanho do delito como sugerem os juristas de diversas nacionalidades e épocas. Quanto à remuneração de um preso – que talvez ocupe uma vaga de quem não cometeu nenhum delito – que não sei o quanto é, devemos computar os custos que são o dobro do que custa um aluno numa Universidade pública. No Brasil há várias formas de se praticar injustiças. Uma delas é desmerecer ou atacar a pessoa quando não pode refutar seus argumentos. Essa é uma prática antiga e usual dos políticos de quase todos os partidos. Infelizmente os vícios se perpetuam e as virtudes vão sendo riscadas como muitos livros. Cabe aos mais jovens, prncipalmente, descontinuar essas práticas.

  21. Além disso é realmente instrutivo se uma pessoa se peocupa com o estado dos livros de uma biblioteca, mas nao se preocupa com o estado das pessoas que lá trabalham ou com o estado das pessoas que no presídio concertam os livros. Se acha o presídio um excelente lugar para desejar que os alunos façam lá estágios punitivos. Num país com uma classe média mesquinha e nojenta há sempre coisas com as quais se preocupar que ficam acima dos interesses da população pobre. Olhando o tipo de coisa com as quais as pessoas se indignam se conhece o que as pessoas são. Mas fora a falta de qualquer dimensão da totalidade, de uma reflexão mais apurada, de uma preocupação social, o texto peca pelo autoritarismo barato que lhe é subjacente. Deixemos fora a falta de precoupação social. Mesmo como perspectiva administrativa a posição é condenável. Há várias formas de se trabalhar a questão dentro da academia que nao passe pelo envio de alunos para estágios forçados na penitenciária. É bom ficar-se atento pq ” o sonho da razão produz monstros”

  22. Caro Ivan, nao pratique sofismas tentando deturpar o conteudo dos escritos pelos demais. Pelo que eu lí nenhum dos autores se posta contra a preservação da biblioteca, o zelo com o que é público, o respeito com o erário e etc. Mas sim com o fato de o dono do Blog apontar para uma solução extremamente inadequada e irracionalista, indigna de um professor. Também pelo fato de aceitar como algo louvável a exploração de trabalho carcerário à 40 reais por mês. Agora meu caro, vamos e convenhamos, o blog é para debate. Quando vc se queixa das críticas adota uma postura infantil – somente as crianças esperam sempre ser louvadas, talvez nem elas. Ou o blog só é bacana se servir como fonte de documentação dos puxa-sacos que se acumulam aos montes na universidade? Faça-me o favor… a razão agradece!!!!

  23. É como você cita Ozaí: a compreensão correta de algo e a apreciação falsa do mesmo não são coisas que se excluem mutuamente.Então você gostaria que os livros da BCE ficassem íntegros para que outras gerações de leitores pudessem aproveitá-los? E ainda por cima sugere civilidade e zelo com o patrimônio público e que não se desperdisse o dinheiro dos impostos que pagamos? Aonde é que você está com a cabeça? Se preocupar com uma biblioteca? Imagine só perder tempo com uma coisa insignificante dessas?Há, da próxima vez nos consulte sobre o que escrever. Você tem a liberdade de escolher o assunto ou tema que os patrulheiros pautarem.Ozaí, só pedindo auxílio ao Prof. Raymundo para se interpretar reações como as aqui expostas. Nós somos de um tempo em que havia prêmio e castigo mas hoje é diferente. Só há um deles. Daí, talvez, esse contingente de restauradores. Agora, se forem retaliações pelos seus sonhos mal sonhados ou realidade melhor percebida o terreno da razão fica estéril para o debate ou reflexão.

  24. Estimado Ozaí:Muy interesante vuestra crónica descriptiva de la realidad que vive la Biblioteca universitaria en vuestro país en este mundo globalizado. El trato privatizado a los libros también reproducen similar conducta en las bibliotecas de San Marcos. Lima, Perú. Y de igual forma se ha implementado el sistema de bolsistas para el trabajo de servicio a los lectores y de mantenimiento técnico por 300 soles mensuales, siguiendo el modelo brasileiro. Para mí es la constatación de un modelo vigente de precarización de los servicios y expresión de la falta de una política pública y presupuestaria en beneficio de instituciones obligadas a producir conocimientos y producir investigadores que reflexiones hacia donde marcha su país y el mundo.SaludosCésar Espinoza ClaudioCCSS.UNMSM

  25. Estimado Ozaí, me parece que a questão do seu texto não está na escolha dos temas (a conjuntura nacional/internacional ou coisas mais da “vida cotidiana”, como lhe falou seu Walter-Ego), mas a forma como tratou isso, porque inconscientemente acaba fazendo coro a criminalização de setores sociais. Realmente foi extremamente infeliz a comparação da questão de ‘depredação’ dos livros (que sim acontece, apesar de não ser a única das coisas má utilizadas com a verba pública, inclusive na universidade)com o restauro dos livros por presidiários, que inclusive são comumente explorados em seu trabalho por empresas nos Estados Unidos e isso já vem se configurando no Brasil sem muita reflexão (e isso os educadores devem contribuir para a crítica). Essa criminalização dos estudantes dentro da universidade, por exemplo, vêm de várias frentes, dos alunos “invasores”, envolvidos com o “tráfico de drogas” (como mencionou o reitor da UEL), expulsões, tentativas de implementar bases militares nos campi das universidades, tutelagem dos alunos e inclusive com a questão da reprodução de cópias de livros. Pois pela “lei”, nem mesmo fotocopiar um livro é permitido, isso dentro das universidades, o que coloca a maior parte dos estudantes em situação criminosa. Se é relevante que façamos a reflexão e a crítica ao “cotidiano” vivido, não podemos ser irresponsáveis no que escrevemos, e muito menos negligentes, talvez a quantidade de artigos que você está escrevendo mensalmente esteja influindo na qualidade dos mesmos. Manter o senso-crítico, o compromisso político e intelectual são mais importantes do que “correr atrás do lattes”, de escrever por escrever, não prestando atenção a naturalização das explorações e opressões que acontecem de baixo de nosso nariz, no quintal da Universidade, por exemplo. Mais do que com os livros, como são remunerados os faxineiros da biblioteca “pública” da UEM? Quem tem acesso a essa biblioteca “pública”? Pessoas “estranhas” à Universidade a utilizam? No caso das Estaduais Paulistas nem sequer ex-alunos podem ter acesso ao empréstimo dos livros, muito menos a comunidade que custeia a biblioteca “pública”. E os funcionários que lá “limpam” o espaço “público” da Universidade, são terceirizados, que recebem um salário mínimo por mês para que o “público” universitário possa desenvolver o trabalho intelectual, enquanto o braçal é desenvolvido por terceirizados, por presos (que nunca aparecem nas reivindicações da Universidade Pública, Gratuita e de Qualidade)… nem nos textos escritos (e talvez nem nas consciências) dos intelectuais (pagos também pelo “público”, pela comunidade) que utilizam a biblioteca “pública”…

  26. Poxa Ozaí, dessa vez vc pisou na bola hein? tenho acompanhado seu blog e gosto muito. Fui aluna sua e acho que esse seu texto não compromete a sua trajetória e sua linha de atuação. Mas ficou feio! Me lembrei do texto do Janine Ribeiro defendendo a pena de morte e o suplício na Folha de São Paulo. Mas vale o debate. Abraço,

  27. Primeiro as empresas descobriram que mão-de-obra carcerária é mais rentável que terceirização. Agora são as universidades que querem mão-de-obra semi-escrava…em nada me espanta…afinal, são meros “marginais” não? Moral absurda essa que permite tal exploração…o que me espanta é como vc vê isso com total normalidade…

  28. Que país estamos? Quando seria o caso de escrever denunciando e criticando o fato de a Universidade ter se inserido no mercado de exploraração de trabalhado carcerário, pagando 40 reais por mês aos presos, sem direitos trabalhistas, garantias contra acidentes etc, o autor escreve contra marcas nos livros que há em todo lugar. Não deveria ter o tom de orgulho o fato de a UEM estar junta com a AVON, Penalt, Topper, Contém 1 G, e outras mais na exploração e manutenção de uma industria baseada na exploração de trabalho extremamente precarizado. Sem contar as proprinas que são pagas aos diretores de presídios para a instalação das empresas lá dentro. afinal, todo mundo quer empregar com esse salário, sem ter que pagar agua e luz, aluguel, direitos etc. A UEM pagando 40 reais aos presos. Daqui a pouco vão demitir os funcionários e contratar presos para limpeza, manuntenção etc. A industria carcerária tem crescido muito no mundo, tendo os E.U.A e China à frente. Talvez o autor devesse estudar melhor essa questão. Lamentavelmente, a postura prática e a linhagem do texto nao está à altura dos demais. Tenho certeza que é somente uma recaída. Sou pesquisadora do assunto e achei lamentável a postura.Carla Katz

  29. Discordo do Vinícius, estou com o Rodrigo. É muito fácil as pessoas se isolarem e do seu isolamento, sem pensar o todo, passarem a se preocupar com coisas que são secundárias. Acho que a questão está na falta de uma cultura pública no país. A própria universidade é algo privado da classe média e dos brancos. E para que nao exista uma cultura pública quanto às bibliotecas a inexistência de bibliotecas municipais e, principalmente, escolares é um fator determinante. Mas a preocupação do Ozai é absurda e sua posição de reforçar a tradicional tendência dos professores de requerer o aumento de punição e controle sobre a vida estudantil é lastimável. A questão é a falta de uma cultura pública no país. Qualquer campo de futebol instalado num terreno baldio é considerado mais público que qualquer estrutura do estado. Quanto ao bem material, aos pejuízos monetários, é uma questão muitíssimo menor. O autor deveria, nesse caso, preocupar-se com a gestão da universidade, cheia de falcatruas e desonestidades e que acarretam prejuízos muitíssimo maiores. Aqui na UEL, os moradores da moradia estudantil são proibidos de receberem visitas, coisas que os presos podem. Os chefes da universidade a tratam como coisa privada e os professores e demais aceitam tal situação. Pela preocupação do Ozaí parece nao estar muito diferente.

  30. Além do estágio, talvez um pouco de prisão também. Afinal, qté onde sei, há o crime de dano ao patrimônio alheio. obs: rigorosamente, não se trata propriamente de crime, apesar da indignação provocada.Vinícius,(criticadodireito@gmail.com)

  31. Caro Ozaí, o destrato com as bibliotecas é algo real. Ocorrem coisas piores, como o roubo dos livros. Mas em geral não é tao ruim assim a situação. Para um País sem tradição de educação pública, até que a coisa é razoável.O que nao é razoável é a sua postura diante de tal fato. Numa universidade com tantas atrocidades, vc está preocupado com os livros. Tem trabalhador ganhando 380 reais, aluno sendo explorado material e sexualmente, racismo, enorme desigualdade interna e suas preocupações são essas. Outra vergonha é se postar favorável à exploração do trabalho carcerário. Pq vc não divulgou quanto ganha o trabalhador preso para tal serviço e refletiu um pouco qual o impacto para a classe trabalhadora de haver exploração de trabalho semi escravo? Tal preocupação num momento em que o governo acaba de gastar o referente ao PIB do Haiti com o PAN parece muito estranha. Vc pretende que os alunos sejam punidos. Que tal instalar câmeras dentro da biblioteca, por toda a universidade, transformando-a numa prisão? Ao postular a ida à penitenciária aos alunos “infratores” vc se insere numa corrente de opinião que inclui o que há de pior neste país. Na próxima estará com a boca cheia de sangue pedindo pena de morte para alguém. Que tal valorizar mais as pessoas e menos os livros????

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