Zeca Baleiro, a formiga e a cigarra

Há muitos anos atrás, alguém me contou a fábula da formiga e a cigarra. A formiga representa o trabalho; a cigarra passa a vida tranqüilamente a cantar e não se prepara para enfrentar o período difícil que se avizinha. A formiga é trabalhadora e acumula para enfrentar o inverno, a cigarra, não. Quando, no inverno, pedir a ajuda da formiga, merecerá o desprezo.

Demorei a compreender a ideologia contida na fábula. Aprendi que a formiga expressa o “espírito capitalista” e a cigarra a sua negação. Mas a fábula mostra apenas parte da realidade. Na verdade, precisamos de alegria, não vivemos apenas para trabalhar. É de se supor que o canto da cigarra torna mais suportável a labuta da formiga. Por outro lado, a cigarra, ao seu modo, também trabalha. Embora seja outro tipo de trabalho, não produtivo.

Na fábula a cigarra não explora a formiga, mas pede ajuda. Teria o direito de exigir a recompensa pelo cantar. Mas a moral da história não admite a solidariedade, quando muito aceita o assistencialismo. Assim, os que não conseguem acumular não merecem socorro. A fábula convence os desavisados e ignorantes sobre os mecanismos de funcionamento da sociedade moderna. E, é claro, os que compartilham conscientemente desta ideologia.

Esta fábula me veio à mente quando, em minha caminhada, ouvia Zeca Baleiro.* Maravilhado com a melodia e letras, pensei: “Ainda bem que existem artistas como Zeca Baleiro! Suas músicas e poesias fazem sentir o pulsar da vida, alimentam o espírito. E, como afirma o dito bíblico, nem só de pão vive o homem”. Sorri e continuei a caminhar, ouvindo Zeca Baleiro. Se o encontrasse, agradeceria.

O trabalho do Zeca Baleiro, como da cigarra, não é considerado produtivo. Da mesma forma que o que faço também não o é. Escrever estas linhas, por exemplo, exigiu uma reflexão que se iniciou naquela caminhada e que me fez ouvir novamente as músicas e prestar mais atenção às letras; me trouxe as memórias da infância, as minhas experiências de “formiga” e também me fez pensar sobre as teorias que aprendi, os livros que li e a realidade social do meu tempo. Mas tudo isso não produz nenhuma mercadoria material, mas apenas um texto de poucas linhas que será lido por algumas almas benevolentes.

Se escrever é improdutivo, é também uma necessidade humana. Da mesma forma que a música do Zeca Baleiro. Suas palavras, sua poesia, ressoam em minha mente e me sinto melhor. O humano que há em mim se reconhece no ser genérico homem e mulher, humanidade, enfim. E compreendo melhor a mim mesmo e ao outro que é tão diferente, mas também tão igual. Então, recordo Dostoiévski e sua sentença de que é fácil amar a humanidade, o difícil é amar o próximo, o ser particular concreto, que pode ser o seu vizinho, o colega de trabalho. Ele está certo! Os homens e mulheres específicos e concretos são muito difíceis. Mas se a música e a poesia, como a literatura, educa a nossa sensibilidade, também ajuda a conviver.

O trabalho da cigarra é tão importante quanto o da formiga. Agradeçamos às “formigas” que produzem tudo o que o corpo precisa para se reproduzir; e também às “cigarras” pelo cantoria. Afinal, somos humanos que também precisam de música e poesia. Obrigado aos operários que produziram o MP3 e ao Zeca Baleiro que deu razão de ser à tecnologia. A fusão de ambos torna mais belo e suportável o viver.

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* Biografia, discografia e mais informações sobre Zeca Baleiro, clique: http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/2006/home/index_full.html# (site oficial)

18 comentários sobre “Zeca Baleiro, a formiga e a cigarra

  1. Meu trecho favorito também foi esse que Duval apontou.
    O Zeca traz mesmo essa satisfação de ouvir excelente combinação de arte e sons. Também gosto muito.

    Muito boa reflexão. Se formos analisar uma por uma, a maioria das fábulas que nos contam na infância deveriam ser reformuladas e (re-)refletidas…

    Espero me tornar uma mãe que ao ler para meus filhos não acabe as fábulas no ponto final após o “fim”.

  2. Olá Ozaí! Cheguei ao seu blog através da indicação de uma leitora do meu blog, porque também escrevi algumas palavras sobre o Zeca Baleiro.Gostaria de dizer qeu achei belíssimo teu texto e que compartilho com você as afinidades com a música do Zeca. Além disso, achei ótima a utilizção da fábula da formiga e da cigarra. Um cantor de Porto Alegre chamado Carlinhos Hartlieb, que faleceu precocemente,fez uma caçaõ cuja letra é justamten a inversão dessa fábula, pois ele tentava valorizar o trabalho dos cantores em tempos de profissionalizção dos artistas aqui em Porto Alegre. Se te interessar a múscia posso te passar ela por e-mail.E se quiseres conferir minahs singelas palavras sobre o Zeca Baleiro é só clicar no link abaixo.http://musicaesparsa.wordpress.com/2009/11/02/baleiroramil-parte-1/Grande abraço!Icaro

  3. Prof. OzaiEsta crônica é a coisa mais bonita que eu já li sobre a música do Zeca Baleiro.Pela primeira vez eu consegui entender melhor o porque da minha paixão pela musica dele.Se o encontrasse cermente ele é quem muito provavelmente agradeceria .Tive a oportunidade de vê-lo pessoalmente e trocar algumas palavras e é muito bom sentir a verdade que ele expressa. É confortador sentir que a vida pulsa ao som da sua música porque que ela é exatamente o espelho do ser humano concreto e particular que imaginamos que ele é.Abraços,

  4. Também amo-venero o zeca! Talento e alma sempre. Plena comunhão com a beleza que é viver… até quando se sofre. Quando não se sabe bem. Quando não é o que se quer. Com Zeca, tem dias pra tudo. Sensibilidade pra poucos.Parabéns.

  5. Caro Antôni Ozai, como fora por acaso me vi frente ao computador lendo suas palavras “não produtivas” em seu blog. Claro que o acaso cai por terra quando nos deparamos com a predileção por artitas e não operarios de uma arte cada vez mais embalada e lacrada, para ver tem que pagar como diz o nosso querido Zeca Baleiro em Bienal, pra entender uma arte tão moderna é preciso ler o segundo caderno que é exatamente o caderno de economia. Meu caro, a arte se faz presente em cada passo que damos, tudo o que nos cerca está cheio de arte, uma arte real, próxima, cotidiana, simples e ao mesmo tempo complexa. Produzir músicas pensando nos números que elas farão não pode ser visto como arte. Arte não se vende, não se compra, arte se presenteia. Toda vez que escuto Zeca e muitos outros artistas, me sinto como se ganhasse um presente, como se aquela música fora minha e é, porque elas são de quem as compreende e infelizmente no Brasil somos poucos os que compreendemos arte.Deixo como sugestão que escutem Manu Chao, um artista Franco espanhol de grande valor e de caráter contestador e engajado. Para você ter uma idéia, o Manu Chao ficou por anos sem fazer shows na França (seu país de origem) porque não concordava com a política internacional daquele país. Bom, me despeço desejando a todos muito som de qualidade e um grande abraço. Att Cassiano

  6. NOVA VERSÃO DA FABULA A formiga e a cigarraEra uma vez, uma formiguinha e uma cigarra muito amigas. Durante todo o outono, a formiguinha trabalhou sem parar, armazenando comida para o período de inverno.Não aproveitou nada do sol, da brisa suave do fim da tarde e nem do bate papo com os amigos ao final do trabalho tomando uma cervejinha. Seu nome era “trabalho” e seu sobrenome “sempre”.Enquanto isso, a cigarra só queria saber de cantar nas rodas de amigos e nos bares da cidade; não desperdiçou um minuto sequer, cantou durante todo o outono, dançou, aproveitou o sol, curtiu para valer sem se preocupar com o inverno que estava por vir.Então, passados alguns dias, começou a esfriar. Era o inverno que estava começando. A formiguinha, exausta de tanto trabalhar, entrou para a sua singela e aconchegante toca repleta de comida.Mas alguém chamava por seu nome do lado de fora da toca.Quando abriu a porta para ver quem era, ficou surpresa com o que viu: sua amiga cigarra estava dentro de uma Ferrari com um aconchegante casaco de vison.E a cigarra disse para a formiguinha:- Olá, amiga, vou passar o inverno em Paris. Será que você poderia cuidar da minha toca?E a formiguinha respondeu:- Claro, sem problemas ! Mas o que lhe aconteceu ?Como você conseguiu dinheiro para ir a Paris e comprar esta Ferrari ?E a cigarra respondeu:- Imagine você que eu estava cantando em um bar na semana passada e um produtor gostou da minha voz. Fechei um contrato de seis meses para fazer shows em Paris…A propósito, a amiga deseja algo de lá?- Desejo sim. Se você encontrar o La Fontaine (autor da fábula original) por lá, manda ele ir para a puta que pariu!!!

  7. Adorei o seu blog e o seu texto fazendo uma reflexão excelente sobre o conflito de ser artista e ser um trabalhador comun dentro dos padrões da sociedade …Enfim, sou artista visual e vivo diariamente esse conflito…Se permitir, quero usar seu texto nas reuniões que iniciarei sobre arte- CONVERSARTE , aqui na minha cidade…te adicionei no meu blog…parabéns !!!

  8. Oi Ozaí, Alguns dias atrás, realizei um curso sobre alienação e, quando li o texto: Zeca Baleiro, a formiga e a cigarra, lembrei-me de muitos conceitos do curso que identifiquei no seu artigo. Como você já citou, “a sociedade moderna transformou tudo em mercadoria”, sendo assim “posso ser o homem mais feio, mas posso comprar a mais bela mulher. Portanto, não sou feio, pois o efeito da feiúra, sua força afugentadora, é aniquilada pelo dinheiro.” Eis o espírito de nosso tempo, não é mesmo. Bom, tendo em vista que a sociedade moderna transforma o trabalho em algo mortificante as relações humanas perdem a capacidade de gozo, justamente porque a propriedade privada entorpece os sentidos, e o ser humano deixa de reconhecer-se como ser genérico, isto é, se aliena enquanto ser genérico, poderíamos dizer que é o que acontece de forma mais profunda com a Formiga da fábula, a Cigarra poderia se comparada ao vagabundo que apesar de também ser alienado do seu ser genérico, ainda encontra uma resistência para se disciplinar para o Capital. Como você disse “o humano que há em mim se reconhece (ou, deveria) no ser genérico homem e mulher”. Aproveitando o Dostoievski, e uma passagem da sua “Sentença”: ”Olhem as pessoas que são felizes neste mundo, as que consentem sofrer! São precisamente os que parecem com os animais, que se aproximam da besta pelo desenvolvimento limitado da consciência, os que vivem vida brutal, que consiste unicamente em comer, beber, dormir e procriar.” Depois destas e outras leituras fica mais compreensível observar as pessoas que se sentem felizes assistindo Big Brother, caindo no Conformismo, respirando a resignação, ouvindo músicas que banalizam as relações sociais. Realmente, esse texto é fascinante, mas o problema que vejo nele (apesar de não ter lido por completo) é que como ele mesmo diz não poder cumprir toda sua sentença, e por não suportar uma tirania de que ninguém tem culpa, resolve suicidar-se, buscando uma saída individual para um problema coletivo. Bom é isso! É sempre um prazer buscar a nossa essência como ser genérico e recuperar para os nossos sentidos o seu caráter humano que o capital corrói a cada instante e animaliza, por isso é muito agradável ler o blog. Abraço e Tudo de bom,

  9. Realmente Antônio Ozaí, entender porque as formigas trabalham tanto e a cigarra canta até se arrebentar é mais que uma reflexão, é dar sentido à vida. Esta vida atordoada e estressante que estamos vivenciando a cada dia um pouco mais. A sua sensibilidade também me fez recordar de um fato, onde me encantei por vários cantores, pelos os seus cantos e não pelo dinheiro ou a sua produção reconhecida mundialmente. Existem alguns sentimentos em nossas vidas que deveriam ser mais explorados por nós, como, o respeito e o valor pelo próximo independente da posição social, econômica, cultural ou religiosa. Afinal, segundo as leis de Deus, viemos do pó e para ele iremos. “A formiga e a cigarra”, “o trabalhador e o cantor”, “a vida e a morte”, “eu e o próximo”, enfim “nós”, vivemos a arte de “trabalhar para viver”. Parabéns, a cada artigo me encanto mais e mais com a sua produção como “formiga” ou como “cigarra”.Abraços! Kátia de Cássia Pires20/09/2007

  10. Zeca Baleiro é mesmo um dos poucos bons artistas que temos hj… agora… desde cedo somos doutrinados a sermos como formigas… enquanto outros aproveitam o labor da formiga vivendo como cigarras!!!

  11. Professor Ozaí:Seu texto me tocou muito. Assim, apesar da correria do dia-a-dia, resolvi comentá-lo. Quando criança ouvindo palavras de exortação… Temos que ser como a formiga! Trabalhadora e previdente… Perguntava-me entre brincar de carrinho na terra vermelha de Maringá e refletir as palavras dos adultos. Porque uns trabalham tanto e não têm nada… E outros não fazem nada e se dão tão bem? Mais tarde, em uma das aulas de História antiga com a professora Dr. Renata na UEM, quando dizia: Na Grécia o ócio não era para todos… Também fui transportado à minha infância. Agora com uma visão um pouco mais sintética da prática social. Na sociedade atual a única solidariedade possível é a “mecânica” e a “orgânica”. Contudo, fica restrita à produção para o lucro de poucos, nunca para a socialização das riquezas. Com relação ao trabalho produtivo e improdutivo, sua produção contribui para a formação do humano genérico. O socializado e universal. Como disse: “Mas se a música e a poesia, como a literatura, educa a nossa sensibilidade, também ajuda a conviver”.Digo: Mas se seu blog traz informações, sugestões, reflexões, como tantas teorias existentes, educa também nossa capacidade de perceber coisas simples como ideologias complexas e legitimadoras do status quo de uma minoria.Parabéns por escrever.James Simões de Brito.

  12. Ozaí,Maravilha de texto e essa visão da fábula foi um expetáculo!Irei, mas uma vez repassar suas palavras para que mais pessoas venha a juntar-se a nós, que pensamos de modo parecido.Abraço!Ely SenaManaus-AM

  13. Segundo COELHO,O individualismo e suas verdades absolutas são a pedra angular do sistema. Tudo na sociedade tradicional (cristã, liberal, burguesa, pragmática, progressista, capitalista, patriarcal) parte do indivíduo e nele tem seu maior sustentáculo. Embora ideais generosos visassem o benefício da coletividade, na prática, o individualismo fortemente competitivo, que era a base do sistema, acabou por se transformar no poder absoluto das minorias.Professor o engraçado é que esses tipos de fábula são tipico para as crianças, isto é, são influência direta para a formação intelectual delas, que inocentimente absorvem tudo o que os adultos dizem como se fossem verdades unicas… Se sairmos nas ruas e perguntarmos para alguma criança que leu essa fabula, quem estava errada na história, ou enfim quem seria o exemplo…ela responderia sem margem de duvida: Claro que a formiga é o exemplo ela era trabalhadora, enquanto a cigarra estava lá tranquila a cantar… Acredito que apontar apenas uma vertente para a criança torna ela acrítica.É preciso mostrar as crianças varias formas de ver uma realidade possibilitando uma postura crítica-reflexiva, o que é extremamente importante. E isso deve partir a principio da “tia” da escolinha, para despertar a potencialidade reflexivas da dos seus alunos…Aceitar varias posições torna as pessoas menos ignorante a ponto de compreender que existe várias pessoas que não pensam da mesma forma que você. Sela estas questões politica religiosas, futebol enfim de tudo. E isso deve começar a partir de quando essa concepação intelectual esta sendo formada, isto é, acostumarmos desde pequenos que sempre existe mais de uma vertente… E que não há um certo ou um errado absoluto…

  14. Ozaí, a arte seja ela através da música, literatura, pintura, dança, … tem um poder enorme de aproximar homens e mulheres da vida e dar algum sentido aos dias, noites, manhãs de solidão e isolamento.

  15. Ozaí, a sina do intelectual é padecer. É ser incompreendido. É não compreender ou não aceitar aquilo que o senso comum aceita com naturalidade ou resignação.Quanto às formigas, o que é que elas produzem mesmo? Devastam e predam o que podem. Mesmo assim, se elas fazem parte da natureza, utilidades elas devem ter. Elas, ao menos São solidárias e ferroam quando atacadas. Poderíamos copiar-lhes. Seus métodos de avanço e recuo foram adotados até por organizações militares.Quanto ao trabalho do intelectual, é possível sua mensuração pela qualidade e energia dos seus discípulos. Ao que parece, apenas a parte traseira das tanajuras é que estão sendo produzidas. E essa, nem canta nem ferroa.Ivan Luiz Colossi de Arruda

  16. Maravilha, Ozaí, este teu texto!Misturar fábula, revista e comentada com lucidez e leveza, com Zeca Baleiro, é bálsamo puro para o espírito, que tanto precisa de bom alimento nesses dias de tão escassas boas ofertas nesse sentido…Já fui em um espetáculo do gigante Zeca, esse homem-cigarra que cresce no palco, com sua poesia e música, e bem dosada alegria e ironia, espírito crítico e fé na vida…Bem, se acreditarmos “que toda ocupação útil é trabalho”, haveremos de romper com esse maniqueísta e parcial conceito de trabalho capitalista, elitista e excludente… A Formiguinha Z também nos ajuda a compreender este “darwinismo social” tão arraigado em nosso meio social tão marcadamente burguês. E fiquemos, por fim, como Caetano, em Podres Poderes:”Eu quero aproximar o meu cantar vagabundoDaqueles que velam pela alegria do mundoIndo e mais fundo tins e bens e tais”Abraços

  17. Mui lindo, professor. E acho esse trabalho de divulgar arte nao global da maior importância. Tem até um valor subversivo, de contra–a-corrente do mercado, que vai plantando uma vontade de partilhar essa mesma emoçao que você sentiu, e ouvir coisas um pouco à frente, um pouco ao fundo, um pouco mais emocionantes do que a avalanche que despejam na cabeça da gente todos os dias.Um abraço,Regina M.A. Machado

  18. “Ainda bem que existem artistas como Zeca Baleiro [blogueiros como Antonio Ozai]! Suas músicas e poesias fazem sentir o pulsar da vida, alimentam o espírito. E, como afirma o dito bíblico, nem só de pão vive o homem”. Sorri e continuei a caminhar, ouvindo Zeca Baleiro [lendo Antonio Ozai]. Se o encontrasse, agradeceria.Meus sinceros parabens, Ozai, pelo excelente blog, e pelas valiosas palavras de sempre!Abraco,

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