Uma formatura especial

Confesso que não gosto de formaturas. Mesmo as minhas, compareci apenas à entrega de diploma do curso de mecânico no SENAI de São Bernardo do Campo (SP). Tenho vaga lembrança do evento, mas recordo que fomos instruídos a nos vestir a rigor, ou seja, de paletó e gravata. Éramos chamados à frente para receber o diploma. Fui porque não havia outra alternativa. Foi nos meus saudosos e longínquos 17 anos de idade.

Sempre estudei em escolas públicas e, que eu recorde, não houve formatura no ginásio e colegial (como se chamava naquela época). Se houve, não fui. Na graduação, fiz Ciências Sociais na Fundação Santo André, havia a comissão de formatura. Lembro o dia em que seus componentes foram à minha turma buscar adesões. A reação da maioria foi de recusa e eles, coitados, saíram decepcionados. Talvez tenham nos achado um bando de gente esquisita. “Onde já se viu, não querer fazer formatura?!” Não fizemos do jeito deles, mas nos organizamos, alugamos uma chácara e passamos um final de semana nos divertindo.

Fui à outra formatura, na creche das minhas filhas. Foi algo simples, que fez bem ao ego das crianças, das educadoras e, é claro, aos pais envaidecidos. Desde então, não fui a outras formaturas. Não fico imune às críticas, mas parece que elas me entendem.

Como professor, tento ser compreensivo diante do envolvimento entusiástico dos alunos em suas formaturas. Nisto, apesar dos problemas que aparecem, mostram um grau de organização e autonomia admirável. Também é de admirar o esforço de muitos para, a despeito dos parcos recursos financeiros, participar destes momentos. As empresas que vendem esses serviços têm técnicas de propaganda que os estimulam. Compreendo o esforço e orgulho, deles e dos familiares, para realizar a formatura. Mas ainda não compareci a tais eventos. Pago o ônus por agir assim.

Recentemente, tentei superar esta aversão. Fui a uma formatura que se revelou diferente. Foi no Centro de Convivência João Paulo II, em Maringá, que abriga cerca de vinte idosos. Não é um asilo como imaginamos. Os idosos ficam apenas no horário comercial e de segunda a sexta-feira. O carro da entidade busca e leva-os às suas residências. Eles são oriundos de famílias que não têm condições para pagar quem cuide deles. O projeto é da Renovação Carismática Católica, conta com a ajuda da prefeitura, que fornece dois funcionários, o trabalho voluntário de pessoas vinculadas às instituições universitárias e doações em geral.


Catorze participaram da formatura de um projeto de alfabetização. Foi comovedor vê-los recebendo os diplomas. Observei o brilho em seus olhos, o sorriso estampado em suas faces enrugadas e a expressão de orgulho. Claro, é uma conquista significativa, em especial se considerarmos a idade elevada deles. É admirável como se envolveram.


Foi uma formatura diferente, mas também teve o seu lado formal. Uma das empresas promotoras de formaturas fez a sua boa ação e emprestou as becas. Era interessante, e ao mesmo tempo entenercedor, vê-los naquelas vestimentas. Para eles, como para um jovem que se forma no ensino superior, aquele era um momento muito especial. Considerando-se as dificuldades que tiveram em suas vidas, e que os impediram de estudar, foi realmente um dia inesquecível.


Ainda que comovido e reconheça a importância do trabalho de instituições como o Centro de Convivência João Paulo II, fico a pensar que o fato em si indica o quanto estamos distantes de uma sociedade cujos idosos não precisem fazer curso de alfabetização. Deve haver algo errado com uma sociedade na qual seus idosos dependem da caridade para aprender os rudimentos da escrita e leitura!

PS.: Este texto foi publicado originalmente em 22 de janeiro de 2007, em http://antoniozai.blog.uol.com.br. Lembrei dele estes dias ao participar da formatura da Luana, minha filha. Ela se formou em inglês, no Instituto de Línguas da Universidade Estadual de Maringá. Agora já sabe o que significa “I love you”, “Open the door”, “The book on the table” etc. (brincadeira!) Foi um evento, como todos deste tipo, formal e ritual. Porém, simples. Um dos momentos que me chamou a atenção foi quando os representantes das turmas pronunciavam um discurso na respectiva língua em que se formavam (inglês, francês, espanhol e italiano). Foi até engraçado, pois, salvo os professores, os formandos de cada turma e algum poliglota da platéia, a maioria não entendia o que falavam, mas ficava em silêncio respeitoso. Dava até para compreender algumas palavras! Participar deste evento me fez compreender melhor o significado destes rituais para os professores, pais e, especialmente, os formandos. Foi uma fase da vida deles que se concluía e todos, inclusive este que vos escreve, estavam orgulhosos. Parabéns à Luana Ozaí da Silva!
__________
Agradeço a Waney Tonietti e Marcos Fagner Ribeiro (na imagem acima com uma das formandas), que gentilmente cederam as fotos.

23 comentários sobre “Uma formatura especial

  1. Nossa Ozaí, eu fiquei emocionada com essa formatura de 2007. Não conhecia o texto, mas sei como é a alegria dos velhinhos. Além de ter um pai de 73 anos, trabalho montando processos de aposentadoria. Muitos não são tão velhinhos, mas alguns… e contam suas histórias, suas lutas, suas derrotas e vitórias. É mto bacana. Sem contar que qualquer coisa a mais que você faça para eles é incrível. Voltam pra agradecer e trazem até presentinhos!! Uma graça mesmo! E com essa vitória – que como vc disse, mostra que há algo errado no nosso país – imagino a felicidade deles. Deve ser como a do meu pai que aprendeu a mexer na internet ano passado!!!

  2. Como vê, mestre Ozaí,mexe muito a formatura de uma filha (o) a ponto de quebrar os modelos mais sólidos de conduta política “adulta”, estabelecidos por nós e incrustados de forma a pontificar as mais conscientes “convicções” ideológicas as quais, independente de qualquer posição profissional e, ou social, quebram-se mostrando-nos nossa fragilidade diante da ternura do amor paterno. Parabéns por sua sensibilidade e visão do belo que é a união familiar. Se lhe falei disso foi porque aconteceu comigo há 15 anos, quando a minha filha Ana Paula colou Grau em Direito pela UFPE. Agradeço-lhe pois, a sua e a minha história, têem pontos comuns, os quais são muito gratificantes. Um grande abraço e tudo de bom, Andrade.

  3. Concordo com o Silvio José, com o Jonas e com o Raymundo. Também não me apetecem os rituais medievais das formaturas, as becas, os paletós, os discursos, as homenagens, as vaidades, todo aquele ar aristocrático etc. Só participei de minha formatura de oitava série, porque fui obrigada por minha mãe. Mas o pior de tudo mesmo é toda aquela hipocrisia, como se tudo, verdadeiramente, estivesse transcorrido num clima de respeito mútuo, de compromisso, de amor pelo conhecimento etc. Porém, respeito quem aprecia as formaturas. Sou professora e procuro arranjar um outro compromisso nos dias de formatura. Faço isso como forma de privar-me desse aborrecimento, e de preservar os alunos e os demais professores daquilo que penso a respeito das formaturas. Quando eu for mãe, pode ser que eu mude de opinião. Vamos ver…

  4. auto-estima faz milagres, parabéns a eles todos pelo esforço dignificante,e a todas as pessoas que os ajudaram. e, claro, parabéns à luana!pior que que formatura só mesmo os almoços, jantares,etc comemorativos de X anos da “nossa formatura” …ligia

  5. [raymundo de lima] [ray_lima@uol.com.br] [parana] Também não gosto de formaturas. Resisti e resisto este tipo de ritual, cerimonial, discursos, salamaleques, etc. próprio das formaturas. Mas, parece que o ser humano precisa desse tipo de “ritual de passagem”. Que tal ouvirmos os antropólogos?11/02/2007 13:44

  6. [Jonas Jorge] [jonasjorge13@hotmail.com] [Sarandi – Pr] Sou a favor de que todos os certificados de conclusão de cursos fossem entregues em sala de aula ou na secretaria mais próxima. 04/02/2007 09:25

  7. [paulo giardullo] [pauloblues@brsuper.com.br] Continuando as críticas sobre formaturas e formalidades, acho que o episódio citado, quando questionei os procedimentos de praxe de preparativos da formatura, na graduaçã, não fui simpático com a turma, o que acabou dificultando o relacionamento. Mas acho que fui mal compreendido, pois não queria negar o processo em sim, apenas, fazer uma reflexão de que não deveríamos colocar o deputado como paraninfo, pois como historiadores, devemos entender que estas não são as funções de um político e mesmo um grande empenho financeiro nosso mesmo seria questionável, uma vez que muitas destas coisas são formalidades exteriores, passageiras. Agora na pós-graduação, tive um outro problema, pois uma professora mais velha fez algumas considerações na sala, ressaltando a importância do professor de história valorizar a classe, procurando vestir-se de maneira mais formal na sala de aula. Eu quis relativizar este vestir bem, mas algumas alunas professoras defenderam com unhas e dentes a professora29/01/2007 12:26

  8. [paulo giardullo] [pauloblues@brsuper.com.br] Olá, Ozaí, excelente o texto, tanto a primeira parte de uma reflexão sobre os formalismos das formaturas em geral, quanto da parte final da reflexão social de velhinhos estarem tendo acesso a letramento somente na 3ª idade. Quanto à formatura, concordo totalmente com você, nunca me senti bem com elas e todo aquele investimento e desgaste que se tem nos vários anos da graduação, com rifas, mensalidades, promoções, cotação de preços, quando um líder da turma ou comissão de formatura dirige os trabalhos, em que há supostamente uma convergência da turma em torno de um bem coletivo, o que apesar do aprendizado e interação social durante o curso, sabemos que é uma utopia em nossa sociedade capitalista de competição. Sempre questionei, mais comigo mesmo, a obrigatoriedade e o sentido destes formalismos. Na graduação acho que não fui simpático com a turma, quando um dia, levantei essas reflexões quando alguém da comissão propunha a procura de um deputado para patrocinar o nosso evento; 29/01/2007 12:19

  9. [Rita de Cássia Souto Maior S. Lima] [ritasoutomaior@hotmail.com] [Maceió/Al] Queria poder dizer o quanto parece ter sido um fato emocionante para essas pessoas, mas não consigo. Não consigo me admirar pela força de vontade, empenho, perseverança de cada um. Não consigo ficar emocionada pelo fato glorioso que, provavelmente, fez com que cada um desses corações batessem descompassadamente nesse dia. Não me contento em dizer: que bonito! Que vitória! Parece-me uma aberração, uma afronta… Não é contra o governo, instituição, sociedade, ou outro que o valha, que meus piores sentimentos se voltam. É contra mim mesma! Não participo de nada diretamente que faça alguma diferença real para alguém à margem. Quantos asilos, associações, organizações, instituições passam por necessidades reais de pessoas, serviços etc? Mas sou esperta (!?), tenho como me justificar: sou ocupada, tenho meus problemas (seríssimos por sinal) e, a pior de todas justificativas (essa é difícil de transpassar), imagino que já faço muito, o possível digo eu. Como é fácil só ficar indignada…28/01/2007 11:15

  10. [laura santos] [lausant2005@terra.com.br] [guarulhos] meu caro .quem sabe estamos caminhando para isso(que eles não precisem estudar,agora ,que estudem no tempo certo.um abraço e tudo de bom.P.S.´só o fato de eles estiverem estudando, já é um avanço.28/01/2007 01:24

  11. [Silvio José bondezan] [silvio_nihon@hotmail.com] [Maringá Pr.] Caro Prof. Ozaí, sinceramente acho o ritual da formatura um tanto “medieval”, por um lado e, por outro lado, extremamente lucrativo para alguns segmentos. Mas, deixando meu achismo a parte, aproveito o espaço para ressaltar a importancia da educação em qualquer idade. Prefiro a educação na qual o professor seja o promotor da mediação do aluno com sociedade, a fim de transforma-la. Se é que é possivel…25/01/2007 20:20

  12. [Daniel Antonio] [sociologo05@hotmail.com] [Uberlandia Mg] No plano pessoal é muito importante para essas pessoas receberem essas homenagens, porém concordo com vc Ozaí que do ponto vista social este fato demonstra o quanto continua excludente a nossa sociedade, poi na prática o que se celebra é a exclusao a que milhares de individuos foram submetidos ou educação não é um direito básico de cidadania?25/01/2007 09:16

  13. [Karim Roberta de Almeida] [karimralmeida@yahoo.com.br] Canudos, becas e fotos eis o resultado final do ciclo letivo. A festa de formatura! Mas essa formatura é diferente retrata a educação excludente deste país. Onde homens e mulheres passaram uma vida sem ao menos saber escrever e muito menos ler. Fórmulas ou porções mágicas, naõ existem para mudar o retrato da educaçaõ neste país. Precisamos de vontade política. São muitos caminhos a trilhar e muitas pedras para retirar. 25/01/2007 03:56

  14. [Olga Ozaí] [olga_ozai@hotmail.com] Respeito a sua opinião em relação a formaturas, porém acredito que assim como disse o Wander os estudantes de qualquer que seja o estágio escolar se esforçam muito para conclui-lo, principalmente garduação e ao meu ver merecem sim uma comemoração com os amigos, seja ela uma festa de formatura ou ir a uma chacara como vc mesmo fez!!! E acho que talvez vc não goste de formaturas ou não veja motivo para tal, porém existem pessoas (como eu) que sempre esperaram para isso, e acho que isso para a maioria dos estudantes é um sonho alcanço com muito suor!!!!25/01/2007 01:14

  15. [laura santos] [lausant2005@terra.com.br] [são paulo] realmente ozai ,se trata de uma formatura especial ,e o senhor teria que estar presente ,infelizmente em nosso pais .só se dão valor para quem tem talento esportivo ou rosto e corpo de modelo ,e alfabetição de idosos muitos acreditam que é uma ´´besteira“ mesmo sabendo que estão vivendo cada vez mais .24/01/2007 22:17

  16. [maria] [mariajdsrocha@yahoo.com.br] [sao paulo] Quando questionamos tudo com olho critico demais, realmente esses rituais nao fazem muito sentido, mas nao vivemos apenas de pão,é preciso um pouco de fantasia.Tambem não fiz formaturas mas fui a dos meus filhos na creche e foi emocionante, ainda mais porque meu filho foi orador da turma com o texto produzido por eles aos 6 anos.porem entendo seu ponto de vista, realmente nao deveria ser assim, no entanto pior do que isso é uma criança /adolescente passar 11 numa escola e sair sem saber escrever , interpretar um texto e por ai a fora ,isso eu considero como sendo muito errado.Agora que educação entrou na agenda politica pelo menos nas promessas o que ja é lguma coisa, torçamos pra que esse tipo de formatura nao se faça mas necessario num futuro nao muito remoto.24/01/2007 13:34

  17. [eduardo] [dudu.oliva@uol.com.br] [http://dudu.oliva.blog.uol.com.br ] Achei emocionante o texto, teve crítica em relação à nossa sociedade, mas o texto não deixa de ser terno.22/01/2007 15:35

  18. [Wander Sena] [formamkt@uai.com.br] [Divinópolis – MG ] Caro Ozaí, Também questiono o que chamo de comércio de formaturas. Fui apenas na minha formatura da quarta série do “Grupo”. Ginasial, curso técnico e superior não fomos (eu e minhas turmas). No entanto, quando penso nos formandos, suas famílias – e os sacrifícios, de toda ordem para concluirem seus cursos, acho que os custos, a ritualistica e outros problemas (principalmente o$ de relacionamento$ com Comi$$õe$ de formatura$ ) são só mais um $acrifício. Vale a pena. Em divinópolis existe um projeto dirigido à terceira Idade, conduzido pela Faculdade de Ciências Econômicas de Divinópolis em que os idosos de todas as faixas econômicas fazem curso com professores e alunos voluntarios. O Nome do projeto: Faculdade da Terceira Idade. Têm formatura e, segundo depoimentos (Dia V – FIEMG) é o tipo de formatura que Vale a Pena comparecer. É simbólica, mas demonstra realidades e depoimentos comoventes de idosos felizes por “concluirem” ou visitarem os bancos escolares e…se formarem.22/01/2007 13:36

  19. [Márcio Costa] [marciueu@gmail.com] [Guajará-Mirim/RO] Estou de acordo quanto à sua opinião sobre formaturas. Participei de uma (conclusão do curso de filosofia) – era necessário, devido a minha situação. Mas conseguimos – eu e um pequeno grupo – “segurar” a idéia de se usar os peletós. Quanto a educação para os idosos faço ressalvas. Infelizmente, dada a situação educacional brasileira, nem todos tem o acesso à alfabetização na época comum – infância e adolescência. Entretanto, se querem tem o direito de obter esse benefício, mesmo que tardiamente. Talvez a sua crítica vá no sentido de que se deveria estar estabelecido todo um aparato de amparo e respeito aos idosos, dispensando necessidades como essa. Sendo assim concordo, mas ressalto que dada a carência moral da sociedade, considerada ativa, vejo como útil que os idosos saibam, ao menos ler, para evitar serem lesados nalguma transação. Entretanto, acrescento: fora este detalhe que citei qual seria a necessidade mesmo dessa educação? Inserção num mercado que vê o idoso como lixo?22/01/2007 12:58

  20. [Francisco Giovanni Vieira] [fgdvieira@wnet.com.br] [http://www.dad.uem.br/marketing] [Maringá] Formatura na “melhor idade” em Maringá é apenas reflexo do que o país é em termos de educação!Todavia, há algo estranho nessa nossa sociedade, não? É estranho por pelo menos duas, entre outras razões: (i) porque o projeto é da Renovação Carismática Católica, movimento conservador e de direita, que certamente conta com muitas pessoas da “melhor idade”, e não é um projeto de uma ONG ligada a algum outro movimento social considerado progressista ou de esquerda; e (ii) porque estamos em uma região cuja renda per capita e índice de alfabetização estão acima, mas bem acima, mesmo, da média nacional. De qualquer forma, as formaturas são sempre bem-vindas. São ritos importantes onde compartilhamos experiências e expectativas. Creio que ritos com tais características representam parte essencial da vida em sociedade.22/01/2007 12:07

  21. [Rodolfo Fiorucci] [rodhistoria@yahoo.com.br] Caro Ozaí, de fato o fundo de crítica social que colocou no texto é de extrema relevância. há algo de errado num país em que idosos precisam ser alfabetizados. Contudo, acredito que os ritos característicos de uma formatura são momentos de extravazar todo esforço empreendido na graduação e de despedida dos amigos que se fez. Além, é claro, de massagear o ego dos pais que, com todo suor empregado em nossas formações, merecem esse carinho singelo. Acredito que faça parte da nossa cultura esse ritual com seus simbolismo e tudo mais. Se possível, por que não realizar uma festa desse tipo? Agora, nada justifica a formatura dessas pessoas as quais você se referiu, todas na 3ª idade. O gesto é plauzível, é claro, mas o ponto é outro. Até quando ouviremos discursos ufanistas sobre a educação deste país? Isso parece um mal herdado dos portugueses que, infelizmente, nos acompanhará por muito tempo ainda. Só que agora a situação é mais desprezível, afinal,~é a nossa elite, a autora da obra.22/01/2007 11:39

  22. [Cláudio] [claudioah@gmail.com] Qdo ainda no curso de Administração da UEM, senti pouco ou quase nenhum entusiasmo pelos ritos finais da graduação. Graduação para mim era meio, não fim. Formatura era como uma espécie de agradecimento aos pais e um motivo para festejar com os amigos. Mas, amigo, como foi boa aquela semana de formatura. Nunca tinha imaginado o quanto seria especial aquele momento. Curti muito mesmo. Com uma profusão de sentimentos que iam da alegria por ver o brilho nos olhos paternos aa tristeza do clima melancolico de despedida dos amigos de sala de aula…22/01/2007 08:21

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