O Espírito do Natal

O “espírito do natal” impregna o ar. Ele está nos lares e nas almas bondosas que habitam este planeta. Através da TV e da Internet irradia imagens e mensagens que, como um imperativo categórico, apoderam-se das nossas mentes. Ele está nas ruas, nas lojas, em shopping center e nas calçadas onde se ofertam tudo o que o materializa. Até mesmo na rua em que moro, uma voz, amplificada pelo som de um carro que passa, anuncia que a “farmácia tal” deseja Feliz Natal e etc. Um vereador do bairro teve a mesma idéia. Quanta emoção!


É impossível se desvencilhar do espírito natalino (Eis a tirania da maioria!). Ele se traduz em belas palavras repetidas mecanicamente e à exaustão. A Internet contribui para propagá-lo. Empresas e indivíduos, para quem somos apenas um email, enviam cartões de natal, sons e slides em PowerPoint, imagens e palavras que emocionam. Basta que façamos parte do seu catálogo de endereço. Com apenas um clique enviam milhares de emails. Os computadores são infestados pelo “espírito natalino”. Seria um novo tipo de vírus?! Mensagens formais que alimentam o “espírito do comércio” e os egos esvaziados de sentido real. Tudo muito impessoal.

Tento compreender. Fico a pensar se devo enviar votos de “Feliz Natal e Próspero Ano Novo” para os mais de oito mil emails do meu catálogo de endereços. Seria uma boa estratégia para espalhar o bem e fortalecer a “corrente do bem”? Desejar o bem sem olhar a quem deve fazer bem a quem o deseja. Mas não soa falso fazê-lo dessa maneira? Entre estes milhares de emails conheço alguns pessoalmente e outros representam amizades virtuais. Com estes a relação é direta e individualizada. De qualquer forma, desejo, de coração, o bem de todos, inclusive aos que não conheço.

Reflito longamente e termino por me sentir mal. Sim, porque só uma pessoa não imbuída do “espírito natalino” pode ser tão má a ponto de se diferenciar dos milhões de indivíduos imersos num clima de imensa felicidade. Imagino o que pensam os caros leitores sobre a minha audácia. Os mais condescendentes devem se perguntar se não tenho problemas psicológicos; os críticos talvez pensem em romper as relações, ainda que virtuais.
Recordo de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e do avarento Ebenezer Scrooge, que odeia o natal e pensava apenas nos lucros. Se vivesse hoje, saberia que o natal é um bom negócio e estaria muito feliz. Não sou como ele. Parafraseando Max Weber, tenho ojeriza ao “espírito capitalista do natal”. Dickens mostrava que o “espírito burguês” era uma chaga capaz de se alastrar e aniquilar os bons sentimentos e valores. De certa forma anunciava no que o natal se transformaria sob o capitalismo moderno.
Lembro ainda de Grinch, outro personagem mal-humorado que não aceita o “espírito natalino” e arquiteta um plano para arruinar a festa de natal dos habitantes da pequena Quemlândia (Whoville). Porém, até mesmo indivíduo tão malévolo, capaz de roubar o natal das crianças, se rende ao “espírito do natal”. Será que sou mais malevolente? Adoro crianças, mas elas não me contagiam com o seu entusiasmo natalino e a sua avidez pelos presentes.

Devo ser mesmo muito ruim! Ainda assim, reconheço a bondade dos outros e não sou ingrato a ponto de recusar os votos de Feliz Natal. Se muitos me desejam o bem, talvez eu o alcance. Ademais, para além das formalidades e hipocrisias próprias desta época, existem os sinceros, ainda que expressem seus sentimentos por emails. Meu sincero muito obrigado!

Há também os que amamos e que, no final das contas, terminam por nos envolver em seus mais puros sentimentos. O Natal passa, mas eles permanecem presentes em nossas vidas e em nossos corações. Eis o mais importante.

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* Publicado originalmente em http://antoniozai.blog.uol.com.br, em 23 de dezembro de 2006.

29 comentários sobre “O Espírito do Natal

  1. […] [2] Recordo de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e do avarento Ebenezer Scrooge, que odeia o natal e pensava apenas nos lucros. Se vivesse hoje, saberia que o natal é um bom negócio e estaria muito feliz. Não sou como ele. Parafraseando Max Weber, tenho ojeriza ao “espírito capitalista do natal”. Dickens mostrava que o “espírito burguês” era uma chaga capaz de se alastrar e aniquilar os bons sentimentos e valores. De certa forma anunciava no que o natal se transformaria sob o capitalismo moderno. Ver O Espírito de Natal, 22.12.2007, disponível em https://antoniozai.wordpress.com/2007/12/22/o-espirito-do-natal/ […]

  2. PRO INFERNO A MÍDIA E SEU NATAL!Este mês de Natal é uma boa oportunidade para pensarmos e repensarmos nossas próprias vidas. No entanto, muito antes de divagar sobre o significado da existência humana num plano filosófico distante, é preciso questionar essa realidade que enfrentamos diariamente, com o devido cuidado para não cair no discurso superficial.(…)Contra essa traição cotidiana, no entanto, haverá sempre – sempre – quem combata as mentiras e se insurja contra a exploração dos povos. Esses serão também portadores das informações comprometidas com a vida, com o ser humano. E por isso, apenas por isso, esses portadores serão revolucionários. Tão revolucionários quanto Jesus Cristo, pois as informações que levam e trazem podem remover montanhas. Basta que acreditem nisso com todas as suas forças.http://proftoni.blogspot.com/2007/12/pro-inferno-mdia-e-seu-natal.html#links

  3. Caro ozai, voce me comove com tamanha indiferença a algo tão bonito e complexo: o espirito e discernimento humanos. Concordo plenamente com cada virgula que escreveu neste texto, mas considerar a ganância humana algo distante e imune é sim hipocrisia. Aos seus filhos, caso os tenha, tenho certeza que deu presentes… Imagino, pelo que já li em seus textos, que fez os devidos esclarecimentos a respeito das “peculiaridades” do tão comentado capitalismo moderno de mercado antes do ato. Uma lembrança talvez. O que quero dizer é que devemos ser mais tolerantes. Penso que os excessos são prejudiciais. Eles fazem com que consideremos outras qualidades, é ai que entram os bens materiais. E minha modesta opinião. Já recebo seus textos a mais ou menos um ano, e por vezes o elogiei. Espero que continue assim. Um forte abraço e um começo de ano mais tolerante. Flávio dos santos silva.

  4. Engraçado é quando eles dizem que o “espírito de Natal” deve ser vivido os 365 dias no ano, pois a solidariedade que invade o coração das pessoas é considerável. Discordo… Que o espírito de solidariedade esteja presente os 365 dias do ano… aí sim podemos afirmar que existe alguma possibilidade do mundo se tornar um pouco melhor.Mas, qualquer coisa, podemos tentar explicar àquela criança, filha de pais pobres, dividindo um quartinho num barraco com mais 6 irmãos, mãe empregada doméstica, pai alcoólatra desempregado […] que vai pra escola todos os dias, que ajuda a mãe com os afazeres do lar e tanto sonha com uma bicicleta no Natal, que o Papai Noel preferiu dar sua bicicleta para uma outra criança só porque tem mais dinheiro…Meus parabéns, o texto, mais uma vez está maravilhoso.Saudações do http://www.caminhaodeideias.blogspot.com

  5. Concordo com vc. Lembro-me da minha infãncia olhando os outros se divertirem na época….Um FELIZ 2008!

  6. Salve, Ozaí! Sempre bom te ler! Que tal ir na contramão deste Espírito Capitalista de Natal e enaltecer o verdadeiro Espírito de Natal. Este Espírito que anima teu coração repleto de coragem e perseverança que não desiste nunca de trazer clareza a nós, com teus escritos e com tua presença amorosa. Sim… teus olhos,mesmo numa banca de mestrado, passam uma compreensão e tolerância que só um coração compassivo e amoroso tem. O amor é benigno,manso e paciente. Não desista de nenhum de níos envolvidos nas malhas da ilusão capitalista,consumista e individualista. O sonho de Natal que fala de uma família fraternal e solidária não se apagou,ele vive em ti,em mim,naqueles que acreditam num “nós”. Feliz Natal e muito obrigado! Rosângela

  7. Quanto a mim, prezado Ozai, fico muito grata pelo seu belo e honesto texto, pela sua reflexao corajosa, que trazem um pouco de ar fresco e saudavel a esta atmosfera saturada de clichês de final de dezembro.O que é esse bombardeio das mesmas cançoes americanas, com a mesma velha carga de mofadas emoçoes e este obsceno velho gordo, vestido para alegrar um Natal de hemisfério norte, em noites longas e frias? A crença numa criança divina, nascida para renovar os valores humanos, pelo menos tinha força e emoçao de verdade. Mas faz muito tempo que o presépio foi substituido por falsos pinheiros, neve de algodao e luzes artificiais que escondem nosso céu de pleno verao.Assim, com a minha plena adesao às suas reflexoes, aceite, prezado Ozai, meus sinceros votos de…tudo isso e o céu também (titulo de um velho filme americano).Abraços natalinos,Regina

  8. Puxa! Quantos comentarios! Este negocio de natal mexe mesmo com todo mundo. Aqui nos EUA, onde o capitalismo e’ ainda mais desenfreado e sem vergonha, eu sinto bem claramente aquilo que a critica e pensadora Eva Sedgwick uma vez escreveu sobre esta epoca, em que todos temos que “cantar a mesma musica, falar com a mesma voz, e sentir como criancas.” Esta necessidade imposta da felicidade natalida e’ realmente denigrante. E quando juntamos a isto o imperativo de consumo, entao as coisas ficam ainda piores, especialmente se consideramos que um “natal” jamais e’ perfeito, que sempre tem alguem de fora, alguem sobrando, alguem ausente. Nao e’ de se admirar que tanta gente tem ataques cardiacos nesta epoca.Em todo caso, vale a data como uma possibilidade de reuniao das familias, e dos amigos, para os que tem.Abracos, e que o almoco/ceia/reuniao, biritadas de 25 de dezembro sejam boas ocasioes, e qe 2008 seja melhor que este 2007.

  9. Caro Ozaí,Você e o Max Weber têm razão, o que causa aversão é o “espírito” capitalista do natal. Esse espírito, burguês, consumista, individualista mesmo quando políticos profissionais distribuem ao seu “curral” e a coletividade alguns brindes, essa ideologia consegue contagiar boa parte do mundo, até mesmo países da Ásia ou do Oriente Médio, não cristãos, são influenciados pela “magia” natalina, ou seja, em qualquer lugar aonde existir dinheiro, com certeza existirá um feliz natal!!Um grande abraço e um feliz 2008,Silvio.

  10. Prezado colega distante…a você e aos seus entes queridos desejo um Feliz Natal…E a todos os outros seres humanos que têm acesso a net e aqueles, a maioria ignorada pelo capital que nem viver com dignidade mínima lhe é permitido…Que a força maior do universo tenha piedade…O ser humano é capaz de maravilhas e de atitudes abomináveis …cria e recria sempre em função de seus interesses individuais sua marca principal de imperfeição. Contudo, um momento mágico como a Disney onde se respeita a pureza da criança mesmo sendo uma invenção do capital é um ato nobre nesse mundo tão violento dos dias atuais…O Natal é ao mesmo tempo o êxtase do capital com lançamento de suas armas ao final de mais um ano para atingir e aflingir a toda criatura humana na face da terra…Mas, significa para muitos um momento sublime do perdão, do reencontro, da alegria mínima com as doações de alguns sensíveis as desgraças mundanas e espirituais de milhares de seres humanos em sua passagem terrena? Quem sabe? É Natal em seu sentido maior para quem ainda sonha com a transformação do ser humano imperfeito sempre…que hoje destrói sua casa, o planeta.Rose Palmeira, professora universitária,Fortaleza-Ce.rosepalmeira@hotmail.com

  11. [Julio Cesar Lourenço] [jcl_okcomputer@hotmail.com] [www.jclokcomputer.blogspot.com] [Maringá/PR] Sempre considerei estranha a época do Natal, mas até gostava dela, contudo nos últimos anos, tenho notado que cada vez mais a magia que envolvia a época está sendo deixada de lado com a voracidade do capitalismo impondo a todo momento na midia que voce deve comprar, comprar e comprar: “filas nos shopings, apresse suas compras senao fulano ficará sem presente, etc. O Natal perdeu a magia, os simbolos, se tornando uma data do capital e nao mais a comemoraçao do nascimento de cristo, este que repudiava tudo o que hoje se comemora agora e hoje quando a data chega ao invés de trazer a alegria de outros tempos traz melancolia.05/01/2007 11:34

  12. [Jonas Jorge da Silva] [jonasjorge13@hotmail.com] [Sarandi – Pr] De fato todo este período de final de ano é uma tragédia. De repente parece que as coisas ficarão melhores, que virá alguma coisa de nova, no entanto, o que alimenta tudo isto são as ideologias mais conservadoras com que a sociedade convive. 30/12/2006 15:56

  13. [Edimir] [edmrbrlhdor@hotmail.com] [Maringá – PR ] Bom, conheço muitas coisas sobre Natal que não vou comentar aqui, se quiserem mais informações meu e-mail está ai, terei prazer em informá-los sobre este “espírito natalino”. Sinto que estas discussões são tão superficiais quanto é superficial o espírito das pessoas quando dizem “Feliz Natal. Um pouco de conhecimento sobre a origem desta festa serve para ficarmos ainda muito mais indiferentes. Natal é uma transposição simbólica cristã (suposto dia de nascimento de Jesus) para o mesmo local das Saturnálias romanas (uma festa que envolvia orgia e carnaval desenfreado). Para mim Natal nem… 28/12/2006 18:44

  14. [Cleonice Ferreira da Silva] [cleonicefsilva@hotmail.com] [Araputanga MT] Achei interessantíssimo seu texto, pois percebi que existem pessoas que pensam como eu. Também vejo que o espírito natalino não tem mais aquela religiosidade e sim, apenas o espírito capitalista fluindo. São pessoas querendo tirar vantagem de todos os lados…25/12/2006 17:55

  15. [Bruno Franco] [brunofrancorj@gmail.com] [Rio de Janeiro] O Natal tem seu valor por conseguir agregar minimamente valores familiares que a sociedade atual insiste em relativizar. No entanto, como todas as outras manifestações culturais foi cooptada pelo espírito avaro do consumismo capitalista. Eu discordo do sr. Paulo Roberto de Almeida, de quem já li, com prazer, alguns artigos. O Natal, a meu ver, é muito mais capitalista que a universidade. A menos que por universidade entenda-se escolões de 3o grau, mascates de diplomas.25/12/2006 15:15

  16. [ligia] [zeniha@uol.com.br] [Sao Paulo – SP – Brasil] como tudo o mais que é simbólico, penso que o natal pode servir para despertar. emoções, sentimentos, ideais, transformações. imagino que entre milhões de pessoas que comemoram o natal, mesmo com todo o comércio existente, talvez algumas poucas sintam interiormente com mais força o simbolismo da ocasião; algumas poucas, quem sabe, se prometerão melhores sentimentos em relação às suas famílias, aos seus amigos, aos seus conhecidos, aos seus subalternos, aos seus superiores, aos seus vizinhos, às suas cidades, aos seus países, ao planeta. nunca se pode saber com absoluta certeza o que obras de arte, por exemplo, despertam nas pessoas. todos já ouvimos falar, ou lemos testemunhos de muitas pessoas cujas vidas se transformaram inteiramente ao vivenciar determinadas experiências. se os momentos de confraternização tornam ambientes mais felizes, [e eu disse “momentos”] por que não vivê-los? o que é a vida além de momentos ? se estas comemorações instigassem ódio, ressent24/12/2006 18:47

  17. [Paulo Cesar Azevedo Ribeiro] [paulocaribeiro@globo.com] [www.passadonopresente.blogger.com.br] [Rio de Janeiro RJ Brasil] Meu caro amigo virtual Antonio Ozai Essas estórias são tradições e ao mesmo tempo pragas que infestam os nossos cotidianos. Hoje minha companheira viu um livro que devíamos dar para a minha neta, com a história do Lobo e os Três Porquinhos. Pensei em escrever uma nova versão falando do Terceiro Mundo e das habitãções precárias e dos imperialistas, mas a netinha só tem 1 aninho! Mas vou escrever para ela ler quando estiver alfabetizada. Um grande abraço e à moda tradicional: Feliz Natal e um ótimo 2007 para você. Depois das festas acesse os meus blogs: http://www.passadonopresente.blogger.com.br e http://www.aprofundardiscussao.blogger.com.br24/12/2006 18:28

  18. [Betania] [betaniadaniadantas@hotmail.com] [blogdosquadrinhos] [São Paulo] Caros amigos “Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente” Carlos Drummond de Andrade Um grande abraço, Betania 24/12/2006 15:12

  19. [Tânia] [bgui2@yahoo.com.br] [Mgá – PR] Muito interessante o texto e os comentários… Mas refletindo sobre isso, creio que este é o período oficial (ou seja que escolhemos intencionalmente) de dar trégua, de perdoar, de controlar a língua preta… claro que no ano novo começa tudo de novo, mas o homem precisa desta ilusão de recomeço, de melhora, de evolução e elevação das intenções, da espiritualidade… Evidentemente, é um martírio a “obrigação” de estar junto e sorrir para pessoas que te aborreceram durante o ano todo. Mas há jeito?? 😉 24/12/2006 14:31

  20. [Vanja Garcia] [vanjagarcia@ig.com.br] [Belo Horizonte] Caro Ozaí, Concordo também com o que o Paulo Roberto de Almeida diz em seu comentário. Um abraço e tudo de bom.24/12/2006 09:05

  21. [Paulo Roberto de Almeida] [pralmeida@mac.com] [www.pralmeida.org] [Brasilia, DF] Meu caro Ozai, O Natal faz parte de uma tradição cultural que remonta há seculos, quase tanto quanto o capitalismo moderno, que se foi forjando ao longo dos tempos como um modo de producao funcional, maleável, flexível, reprodutor de todas as virtudes e de todos os vicios das sociedades humanas, com seus traços de egoismo e de desprendimento, de genialidade inventiva e de egoismo inveterado, de eficiência a toda prova e capaz tambem de abusos e desperdícios, enfim de desigualdades, como são as sociedades ha séculos. Acho que o Natal não é mais capitalista do que a universidade, a escola pública, o Estado (que não necessariamente é burguês, mas simplesmente reprodutor das diferenças sociais presentes na nossa civilização, em permanente mutação). Os produtores de conhecimento que somos nós, acadêmicos em tempo integral ou universitários em tempo parcial (como é o meu caso), deveriamos reconhecer no Natal uma manifestação cultural civilizacional, não uma configuracao apenas do capital.24/12/2006 02:05

  22. [Natacha] [melo_natacha@yahoo.com.br] É bom saber que minhas opiniões sobre esta época do ano não é única.23/12/2006 20:52

  23. [Luis] [luisestenssoro@hotmail.com] [São Paulo] Para quem não acredita, como eu, que Jesus algum dia foi deus – que aliás não existe -, é realmente asfixiante. Entre o consumismo desenfreado, a liturgia repetitiva, a hipocrisia irremediável, e a proliferação insuportável de “papais”, fico com a ceia de natal! (Minha mãe, católica, cozinha muito bem). Bom Ano Novo.23/12/2006 17:40

  24. [Flávio dos santos silva] [fbbf@pop.com.br] [Aparecida de Goiânia] Afirmo que tens plena razão. Quem apenas deseja Mão de obra obediente e lucros vultuosos não consegue exprimir sentimentos sinceros. Naturalmente devo desejar que Continuie Produzindo textos com a qualidade critica deste. Gentilmente não lhe desejarei feliz natal: Este é uma invenção oportunista da mente humana.23/12/2006 16:17

  25. [Celma Tavares] [cftav@hotmail.com] Acho que você tem razao quando diz que nao devemos reproduzir o que as outras pessoas fazem ou dizem só porque é natal. E acho também que ninguém deve se sentir mal por nao estar envolvido com o espírito natalino. Se é uma coisa que sai de forma espontânea, o melhor é curtir. Se nao, o melhor é respeitar o outro na sua forma de ser. Apesar de fazer parte apenas das suas relaçoes virtuais gostaria de lhe desejar um ótimo natal e um 2007 de muita luz.23/12/2006 15:23

  26. [Elizabet Dias de Sá] [elizabet.dias@terra.com.br] [www.bancodeescola.com] [Belo Horizonte MG Brasil] Ozaí, compartilho de suas idéias sobre o Natal. Retribuo com este mimo: “Um ano Novo não tem pecado: É tão criança… Vamos embalá-lo… Vamos todos cantar juntos A seu berço de mãos dadas, A canção de eterna esperança.” Mario Quintana Um afetuoso abraço. Elizabet23/12/2006 13:58

  27. [Vanja Garcia] [vanjagarcia@ig.com.br] [Belo Horizonte – MG] Caro Ozaí, tudo isso é muito conflitante. Não magoar as pessoas é o que mais desejamos. Eu gostaria de impedi-las de caírem nessa cilada de tantos gastos impossíveis. Mas, no final, eu mesma acabo fazendo algumas concessões para, logo depois, jurar que não faço mais parte disso. A propósito, li no NoMínimo, um artigo do Zuenir Ventura: “Faz mal ao coração” (http://nominimo.ig.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=21). Natal faz mal ao coração e ao bolso. E você não é mais malevolente, pelo contrário, percebe-se. P.S.: Ainda não me comuniquei com você, mas aproveito para dizer que gosto muito de ler os textos neste bloog. Um abração e BOM NATAL!23/12/2006 12:44

  28. [nere] [rosrad@web.de] [alemanha] Bem, voce fala dos meus sentimentos, das minhas palavras! O Natal nao representa nada mais do que comercio e competicao: quem recebe o presente mais caro, mais “in”, mais belo, mais mais mais … ? Por que se juntam, no Natal, pessoas que 364 Dias do Ano se “odeiam”, se desejam e se fazem mal? Hipocrisia pura! Se for assim, nao preciso de presentes, nao preciso de um “Feliz Natal”. Se for assim, prefiro contar somente comigo, como o faco 364 Dias do Ano. Ainda bem que o Natal so e um dia. E este passa tambem… 23/12/2006 12:27

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