É científico?

Toda revista acadêmica que se preze tem um conselho científico e se propõe a publicar, é claro, artigos científicos. Em que medida os trabalhos publicados atendem a esta exigência? O que define o caráter científico? A linguagem, a forma da apresentação, metodologia, referencial teórico e bibliografia? O fato de o artigo ter objeto, desenvolvimento e conclusão e estar em concordância com os procedimentos previstos comprovam sua cientificidade?

Todo evento acadêmico (congresso, simpósio, etc.) que se preze também se propõe científico. Os trabalhos são avaliados por uma comissão científica e devem obedecer a critérios formais, a um determinado padrão de escrita. O que garante, porém, que a avaliação da “comissão científica” seja, desculpe a redundância, científica? Ainda que os trabalhos atendam às exigências, podem ser considerados científicos? Será que a subjetividade, simpatias teóricas, políticas e ideológicas da comissão, autores e/ou pareceristas, não interferem? Interesses pessoais, institucionais, departamentais, etc., não influenciam?

Imaginemos uma situação específica: a defesa de uma dissertação. O ritual tem como pressuposto o fato de que o trabalho avaliado tem qualidades que o caracterizam como “científico”. Afinal, foi elaborado sob a chancela da estrutura acadêmica e, inclusive, teve o financiamento de órgão público cuja função é fomentar a pesquisa científica; também foi sancionado pelo Programa de Pós-graduação, o departamento e o orientador. Afora isso, passou por um processo de pré-avaliação que o qualificou, ou seja, foi avaliado por uma banca que conta com a participação de docentes de outras instituições.

A dissertação foi legitimada como científica. Ela tem uma hipótese que via de regra é o ponto de partida e de chegada, ou seja, é confirmada a priori. Nesse caso, a “cientificidade” não reside na maneira de dispor os dados, organizá-los e adequá-los ao referencial teórico e a bibliografia adotada? Se é assim, como afirmar o caráter científico? Pelo fato de ser aprovado pela banca? Na verdade, a composição desta já define a priori o resultado da avaliação. Por mais críticas que o autor escute o trabalho dificilmente será reprovado. E por que seria? Cumpriu os requisitos “científicos” e, inclusive, foi “qualificado”. No extremo, ainda que a banca anuísse pela necessidade de reprovar, não o faria pelo simples motivo de que isto causaria danos ao programa e à instituição. Estes são avaliados por organismos superiores e reprovações podem resultar em perda de pontos, recursos como bolsas, etc.

De certa forma, alimentamos o engodo de que tudo o que se produz no campus é “científico”. O próprio conceito de “científico”, porém, é questionável. O artigo “X” e a dissertação “Y” aprovados com elogios rasgados por “A” e “B” podem ter uma avaliação desfavorável da parte de “C” e “D”, cujas simpatias teóricas, políticas e ideológicas, sem contar as questões de cunho pessoal, são divergentes. E, no entanto, uns e outros afirmam avaliar segundo critérios científicos. Até o autor dirá, categoricamente, que seu texto é “científico”. Será? Talvez se limite a uma bem articulada exposição com objetivo político-ideológico. É uma postura perfeitamente legítima. Na medida em que não existe neutralidade axiológica o texto “científico” tem um caráter também político e ideológico, ainda que não assumido. Por que, então, apresentar tais procedimentos como “científicos”? Será que muito do que se produz na universidade sob a fachada da cientificidade não é, pura e simplesmente, representação ideológica? Afinal, o que é Ciência?

13 comentários sobre “É científico?

  1. me: não seinão fui eu que escrevimas é um questionamento interessante Lais: quem saberá???? me: o autormas como tirar a política do homem? Lais: sem dúvida, sempre é importante um olhar crítico me: tirar a política do homem é matá-lo Lais: apolítica mesquinha, vc quer dizer?meu quintal é o unico q precisa ser cuidado me: heheisso tambémmas mesmo assimpelo científico presume-se uma atitude racionalcritérios racionaismas em um momentoo racional não é viável, tomando parte o raciocínio político Lais: mais que racionais, falta respeito e falta humanismo me: sem dúvida In reply to “É CIENTÍFICO?”

  2. Parece-me que a produção acadêmica tem padecido de um mal. A cientificidade, ou racionalidade, não parece ser a principal característica desejada. Basta que você saiba citar autores importantes e sua tese é aceita.

  3. Gostei muito de ler este artigo. Acho os seus artigos muito interessantes e sugeria que publicasse um livro com estas ‘crónicas’.Rotular um artigo ou investigação de cientifíco é muitas vezes uma forma de dar credibilidade a um assunto. Veja-se, por exemplo, a questão do clima. Nem todos os cientistas estão de acordo com Al Gore, etc. Por trás das estatisticas, dos estudos etc. há muitos interesses subjacentes e por isso é difícil separar o trigo do joio.Julgo que o mesmo se passa com os conselhos pedagógicos e com as comissões científicas.Não acredito que haja imparcialidade e isenção de interesses por parte de quem avalia métodos e técnicas de trabalho. No entanto a transparência e democracia de certas instituições leva-nos a ter mais credibilidade nelas.Parabéns pelo blog.Um abraço,Ivone

  4. Eis então realmente a grande dúvida do “científico” as vezes me parece que vivemos na verdade um conjunto de “vaidades desvairadas” em nossas dissertações e teses sem questionarmos o real sentido e aplicabilidade do que pesquisamos.Parece estranho?Penso que nem tanto, ou melhor pense nisso!!!Um forte abraço,Adair

  5. Caríssimo, deixando de lado as conjecturas, suspeitas e formalidades, creio que a discussão em pauta pode ser ilustrada por uma velha piada:Num dia lindo e ensolarado, o coelho saiu de sua toca com o notebook e pôs-se a trabalhar, bem concentrado. Pouco depois passou por ali a raposa e viu aquele suculento coelhinho, tão distraído, que chegou a salivar. No entanto, ela ficou intrigada com a atividade do coelho e aproximou-se, curiosa: R: – Coelhinho, o que você esta fazendo ai TÃO concentrado? C: – Estou redigindo a minha tese de doutorado, disse o coelho sem tirar os olhos do trabalho. R: – Humm .. . e qual e o tema da sua tese? C: – Ah, é uma teoria provando que os coelhos são os verdadeiros predadores naturais de animais como as raposas. A raposa fica indignada: R: – Ora! Isso é ridículo! Nós é que somos os predadores dos coelhos! C: – Absolutamente! Venha comigo à minha toca que eu mostro a minha prova experimental. O coelho e a raposa entram na toca. Poucos instantes depois ouvem-se alguns ruídos indecifráveis, alguns poucos grunhidos e depois silêncio. Em seguida o coelho volta, sozinho, e mais uma vez retoma os trabalhos da sua tese, como se nada tivesse acontecido. Meia hora depois passa um lobo. Ao ver o apetitoso coelhinho tão distraído agradece, mentalmente, a cadeia alimentar por estar com o seu jantar garantido. No entanto, o lobo também acha muito curioso um coelho trabalhando naquela concentração toda. O >lobo então resolve saber do que se trata aquilo tudo, antes de devorar o coelhinho: L: – Olá, jovem coelhinho. O que o faz trabalhar tão arduamente? C: – Minha tese de doutorado, seu lobo. É uma teoria que venho desenvolvendo há algum tempo e que prova que nós, coelhos, somos os grandes predadores naturais de vários animais carnívoros, inclusive dos lobos. O lobo não se contém e farfalha de risos com a petulância do coelho. L: – Ah, ah, ah, ah!! Coelhinho! Apetitoso coelhinho! Isto é um despropósito. Nós, os lobos, é que somos os genuínos predadores naturais dos coelhos. Aliás, chega de conversa… C: – Desculpe-me, mas se você quiser eu posso apresentar a minha prova experimental. Você gostaria de acompanhar-me à minha toca? O lobo não consegue acreditar na sua boa sorte. Ambos desaparecem toca adentro. Alguns instantes depois ouvem-se uivos desesperados, ruídos de mastigação e . silêncio. Mais uma vez o coelho retorna sozinho, impassível, e volta ao trabalho de redação da sua tese, como se nada tivesse contecido… Dentro da toca do coelho vê-se uma enorme pilha de ossos ensangüentados e peles de diversas ex-raposas e, ao lado desta, outra pilha ainda maior de ossos e restos mortais daquilo que um dia foram lobos. Ao centro das duas pilhas de ossos, um enorme leão, satisfeito, bem alimentado e sonolento, a palitar os dentes. > >MORAL DA HISTÓRIA: Não importa quão absurdo é o tema de sua tese. Não importa se você não tem o mínimo fundamento científico. Não importa se os seus experimentos nunca cheguem a provar sua teoria. Não importa nem mesmo se suas idéias vão contra o mais óbvio dos conceitos lógicos… O que importa é QUEM É O SEU ORIENTADOR… Abraços,Clarice

  6. Corrigindo rs. Ufaaaa!!! Eu e minha “imcompetência visual” para notar erros de digitação rsrsrs… No meu comentário acima, onde está “têm sido valorizado” deve ser “tem sido valorizado”; “assim como para um positivista conhecimentos que derivam” tem de ser “assim como para um positivista conhecimentos que não derivam”; onde se lê “um saber reprsentacional” tem ser “um saber representacional”; onde escrevi “mais cerceiam do robustecem a inovação” deve ser llido “mais cerceiam do que robustecem a inovação”.Credo!!!! rs

  7. Não dá pra negar o impacto que o tema causa. :)Acredito que, como bem demonstraram os demais debatedores deste post, essa é uma inquietação presente em muitos de nós, “habitantes da academia”.Em parte pq destrói, acredito, uma visão-de-profissional do processo de avaliação institucional. “A ciência “permanentemente politizada” ainda é ciência? É possível que seja diferente?”Na minha opinião ainda cambaleante sobre o assunto a forma com que a Academia vem sendo organizada não chega a por em dúvida a cientificidade: ela acaba é por colocar a ciência em tons mais graves, expondo sua condição de ritual, deixando confusos nossos sentimentos mais ideais e criando muita fumaça pra quem está de fora da Universidade (especialmente as agências de fomento…).Acredito que o que o “problema” nos revela é isso: os aspectos menos racionais de uma prática humana (ciência ainda é isso, certo?)Forte Abraço.

  8. Ufaaaa!!! Metralhadora interrogatória me deixou meio zonzo, Ozaí, mas feliz e alimentado por ter vindo aqui. Motivo: a questão da produção acadêmcia precisa mesmo ser questionada desde os seus fundamentos. De minha parte, entendo que nomeamos as representações que construímos do mundo de vários modos: o tão surrado senso comum (aponte-me um cientista de carteira assinada que viva completamente sem recorrer a ele???), o antigo mito (que não se foi, de forma alguma), o filosófico (abstrato demais?), o científico (concreto demais?), o saber das artes (têm sido valorizado tanto quanto mereceria?), o conhecimento tecnológico (como seria a vida sem ele?) e o teológico (dogmaticamente fundamentado). Nessa lista, penso, cada modalidade de saber simbólico recebe essa ou aquela característica de conformidade com o consenso que fazemos em torno da respectiva conceituação. Assim é que para um adepto do materialismo histórico a fenomenologia é babagem; assim como para um positivista conhecimentos que derivam dos “fatos” não têm nenhuma validade. De minha parte, não sei até que ponto um saber reprsentacional tem que necessariamente se enquadrar em uma dessas “gavetas” epistemológicas. Melhor seria se a academia se preocupasse em potencializar a imaginação criativa e criadora, sem se prender a modelos epistêmicos que mais cerceiam do robustecem a inovação. Que teria sido de Einstein se ele tivesse dado ouvidos à academia, e não à própria imaginação? Então, que ousemos ir além dos “paradigmas” aceitos como válidos, ainda que o preço sejam as críticas inócuas dos acadêmicos de plantão…Abraços, meu caro! Obrigado mais uma vez.

  9. Grande Antonio, Você toca num ponto essencial da produção intelectual: a “cientificidade”. Ou, no vocabulário do vulgo,a exigência da “imparcialidade”, “impessoalidade”, “neutralidade”, “desinteresse”, “descompromisso” da atividade intelectual.Como se houvesse a possibilidade de alguém ser absolutamente neutro e imparcial sobre o que quer seja…Nós sabemos que toda manifestação intelectual – mesmo a estética – dá-se a partir de um lugar social e revela uma cosmovisão do autor. Portanto, a produção intelectual tem como um de seus constituintes a posição ideológica do autor – podendo o conceito de ideologia ser entendido como falsa consciência ou conjunto das convicções do autor. Essas duas possibilidades da ideologia são, no caso, latentes. Todos acreditam realizar a segunda possibilidade, evidentemente.O curioso é que são poucos os autores que assumem, explícita e convictamente, suas posturas ideológicas – seja pela própria inconsciência delas, seja porque, se assumirem-nas, acreditam que estarão “limitando” o alcance de suas “verdades”. E não deixa de ser sintomático que os “liberais” são os que mais proclamam sua neutralidade e imparcialidade – como se elas fossem possíveis – rotulando de “ideológicas” as manifestações que combatem – como se essa qualidade invalidasse tais manifestações. Por aí você vê que o interesse político ou a alienação permeiam toda e qualquer produção acadêmica. Mas, como a cidadania pressupõe o interesse político, e o intelectual é acima de tudo cidadão, a presença do interesse político não desqualifica a produção intelectual – antes, robustece-a dando-lhe um sentido , fundamentando sua prática e fornecendo-lhe um alicerce para o exercício da profissão.Entendo que devemos assumir nossa posição ideológica porque somente assim poderemos falar com autoridade intelectual – e autoridade intelectual è intrínsica à própria atividade. Infelizmente, muitos confundem “autoridade” com “autoritarismo”, especialmente os que têm deficiência de formação ou dificuldade para elaborar e fundamentar seus argumentos.Eu, como tantos, acho saudável, necessário e urgente termos consciência da própria postura ideológica. Divulgá-la. Revê-la constantemente. Reafirmá-la ou aperfeiçoá-la. Defendê-la com autoridade, enfim, sem ficarmos nos escondendo atrás do flébil biombo da imparcialidade inexistente, como é característico do pensamento conservador e autoproclamado “liberal”.Isso, sem considerar que a própria ciência é relativa e não absoluta, é histórica e não metafísica, é mais questionamento que proclamação, é mais confiável ao perguntar do que ao responder…Belo e oportuno o seu texto.Um grande abraço. E aos amigos do blog também.(emeksenas@uol.com.br)

  10. Grande Antonio, Você toca num ponto essencial da produção intelectual: a “cientificidade”. Ou, no vocabulário do vulgo,a exigência da “imparcialidade”, “impessoalidade”, “neutralidade”, “desinteresse”, “descompromisso” da atividade intelectual.Como se houvesse a possibilidade de alguém ser absolutamente neutro e imparcial sobre o que quer seja…Nós sabemos que toda manifestação intelectual – mesmo a estética – dá-se a partir de um lugar social e revela uma cosmovisão do autor. Portanto, a produção intelectual tem como um de seus constituintes a posição ideológica do autor – podendo o conceito de ideologia ser entendido como falsa consciência ou conjunto das convicções do autor. Essas duas possibilidades da ideologia são, no caso, latentes. Todos acreditam realizar a segunda possibilidade, evidentemente.O curioso é que são poucos os autores que assumem, explícita e convictamente, suas posturas ideológicas – seja pela própria inconsciência delas, seja porque, se assumirem-nas, acreditam que estarão “limitando” o alcance de suas “verdades”. E não deixa de ser sintomático que os “liberais” são os que mais proclamam sua neutralidade e imparcialidade – como se elas fossem possíveis – rotulando de “ideológicas” as manifestações que combatem – como se essa qualidade invalidasse tais manifestações. Por aí você vê que o interesse político ou a alienação permeiam toda e qualquer produção acadêmica. Mas, como a cidadania pressupõe o interesse político, e o intelectual é acima de tudo cidadão, a presença do interesse político não desqualifica a produção intelectual – antes, robustece-a dando-lhe um sentido , fundamentando sua prática e fornecendo-lhe um alicerce para o exercício da profissão.Entendo que devemos assumir nossa posição ideológica porque somente assim poderemos falar com autoridade intelectual – e autoridade intelectual è intrínsica à própria atividade. Infelizmente, muitos confundem “autoridade” com “autoritarismo”, especialmente os que têm deficiência de formação ou dificuldade para elaborar e fundamentar seus argumentos.Eu, como tantos, acho saudável, necessário e urgente termos consciência da própria postura ideológica. Divulgá-la. Revê-la constantemente. Reafirmá-la ou aperfeiçoá-la. Defendê-la com autoridade, enfim, sem ficarmos nos escondendo atrás do flébil biombo da imparcialidade inexistente, como é característico do pensamento conservador e autoproclamado “liberal”.Isso, sem considerar que a própria ciência é relativa e não absoluta, é histórica e não metafísica, é mais questionamento que proclamação, é mais confiável ao perguntar do que ao responder…Belo e oportuno o seu texto.Um grande abraço. E aos amigos do blog também.(emeksenas@uol.com.br)

  11. Ozaí,As observações constantes do seu texto sempre me inquietaram. Acrescento outra questão: uma dissertação de filosofia ou de literatura (que não são ciências, naturalmente) pode ser considerada científica apenas porque seguiu o padrão acadêmico exigido por programas de pós-graduação?Concordo com você: muitos trabalhos pretensamente científicos podem converter-se em belos instrumentos ideológicos. Parabéns pelo texto. Como sempre, foi uma agradabilíssima leitura no domingo.Grande abraçoRoberto.

  12. Recentemente reprovei a indicação de um artigo científico produzido para uma revista com “ISSN”, corpo editorial e outros requisitos acadêmicos devidamente cumpridos… A reprovação, no entanto, somente foi possível graças à vigilância atenta da presidente da comissão avaliadora, que conseguiu desvencilhar-se das pressões de um colega, parceiro afetivo da autora do artigo e que desejava por todos os meios promovê-la academicamente, mediante a publicação do artigo.Este relato se multiplicaria por mil, com tantos outros casos que denunciam os procedimentos pouco ou nada acadêmicos e científicos que tem validado produções ditas “científicas”, desde um simples artigo até teses de doutorado…A pertinência do debate sobre o caráter de cientificidade destas produções é patente e carece de urgência, por conta dos tantos males que tem escapado da caixa de Pandora da Ciência e outros Meios/Instrumentos/Formatos que o conhecimento tem adquirido ao longo da história.Que muitas outras vozes se manifestem, para que ao menos tenhamos regras mais claras neste fascinante jogo do saber (e do poder).

  13. muito interessante essa discussao, mas fico aguardando um desenvolvimento. por enquanto, vimos como a exigência de formalizar a produçao cientifica leva quando muito a um modelo, a bons andaimes, mas nao garante a pretendida… o que? cientificidade? digamos que a construçao pode ser solida sem fazer avançar as técnicas construtivas. mas qual é o objetivo de cada tese? talvez seja simplesmente ilusorio pretender que cada academico possa trazer uma contribuiçao nova, original, à pesquisa cientifica. sera que se deve admitir que o que se faz é julgar métodos de trabalho, apresentaçao de conclusoes, buscando o aperfeiçoamento da linguagem acadêmica? mas o que fica faltando? uma conclusao nao acadêmica: uma ver aprendido o método, so falta uma relaçao apaixonada e exigente com uma verdade que se percebe, se intui, mas que cabe ao pesquisador, tornado argumentador competente, provar. e afinal, tudo o que se diz, so se pode dizer de um ponto de vista bem determinado – entao, é preciso também reconhecer nossa limitaçao ideologica e explicita-la.ideal? e por que nao?para terminar, gostaria de ler nas suas ediçoes uma reflexao sobre a cientificidade das publicaçoes universitarias.Um abraço,Regina

Comente!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s