Eu voto nulo!

“Vote pela vida”, “em quem trabalha pra você”, “em benefício da nossa gente”, em quem vai lutar pelo seu bairro e por você, em alguém “honesto que possa atender seu pedido quando você precisar”, “em quem tem experiência, em quem já fez e tem muito a fazer por você”. Todos querem o seu voto, todos querem representá-lo e estão ávidos para defender os interesses da população, os “seus interesses”, os “interesses da terceira idade, das crianças, dos jovens, das famílias”.

Há os modestos, os que se afirmam os paladinos de interesses específicos, da construção civil, dos vendedores, dos funcionários públicos, etc. Mas todos, indubitavelmente, querem nos fazer crer de que uma instituição como a câmara municipal é representativa dos interesses do conjunto dos cidadãos, considerados de forma abstrata e genérica. Você realmente acredita que eles possam representar os “seus” interesses?

Eles querem nos convencer de que precisamos deles e restringem nossa cidadania ao ato de escolher um entre eles. Prometem que trabalharão por nós e pela comunidade. Só temos que elegê-los. Cuidemos da nossa vida, eles nos representarão. Nas próximas eleições talvez sejam candidatos a deputados ou outros cargos. Será melhor para eles: estarão ainda mais longe dos nossos olhos. Mas, agora, eles precisam de você, de mim, dessa coisa genérica que eles chamam de “comunidade”. “Vamos trabalhar pela comunidade”, dizem.

Querem conquistar o seu voto e poderem representá-lo – e claro, a remuneração e outros benefícios por isso. Um afirma que nasceu e mora na cidade há décadas e que “chegou a hora de retribuir” tudo o que recebeu – ótima forma de retribuir! Outro pede uma espécie de retribuição pelas décadas de “vida pública”, ou seja, que o eleitor contribua para que possa ficar outros tantos anos. Os candidatos à reeleição têm o mesmo propósito: “continuar a trabalhar por você”. “Quero continuar a servir a população”, “como vereador vou ter condições de fazer mais por você”, “conto com seu o voto para continuar trabalhando pela comunidade”, insistem.

“Vamos dar as mãos e lutar pela saúde” (vote em mim!). “Eu e você para acontecer” (o que?!). “Levarei sua voz para a câmara” (e por acaso preciso que alguém fale por mim!).
Todos querem trabalhar por você e pela comunidade. Que lindo! Quanto desprendimento! São homens e mulheres de boa vontade, “bem-aventurados” e que também apelam para o discurso religioso. “Olá irmão eleitor”, diz um. Ora, nunca o vi e nem se parece comigo. Como pode ser meu irmão?! Há quem tenha “Deus no coração, amor ao próximo” e mãos para trabalhar por você. Que comovente!

O altruísmo parece guiá-los. “Apoiarei as entidades para promover a diminuição da desigualdade social entre ricos e pobres”, escuto. Não fica claro se os pobres ficarão mais ricos, ou os ricos mais pobres – ou o contrário. Mas ele promete. Quem sabe talvez socialize os recursos e salário que terá.

Todos querem nos convencer de que são os melhores para nos representar. Até mesmo os candidatos dos partidos da esquerda. Há quem realmente acredite no que fala; há quem acredita no que os outros falam; e há os honestos e bem-aventurados. Todos fazem o discurso da representação. Não perguntam se quero ou se posso ser representado. É preciso refletir sobre a própria idéia da representação.

“Chega, chega dos mesmos! Caro eleitor, vamos dar um basta nessa palhaçada”, afirma o candidato. Concordo! Levarei a sério e não votarei, muito menos nele. Diz, categoricamente, outro: “Pense e vote conseqüente”. Agradeço e serei conseqüente: votarei nulo! E você, caro eleitor?!

30 comentários sobre “Eu voto nulo!

  1. Penso que a população não tem consciência da importância de termos representantes sérios, que pensem concretamente na coletividade. Se votarmos nulo, branco ou inválido estamos desqualificando toda representação no sentido de que não nos representa. Ocorre que no contexto atual, os votos nulos, brancos e inválidos somados são minoria. Mas, pensando em aceitar a possibilidade de um avanço qualitativo de consciência e vida com o voto nulo…Como conscientizar a população da importância do voto nulo e mais, que com ele um bom passo para a autogestão está sendo dado? Se consegue isso em plena sociedade capitalista, com taylorismo cabloco, com uma das burguesias mais espoliativas e espertas do globo? Não gosto de ser liderado, mas também não gosto de liderar. Por isso acredito na autogestão. Mas pra se chegar a ela, o voto nulo não seria colocar o carro na frente dos bois?…

  2. Veja bem caro professor, compreendo e concordo em parte com seu ponto de vista, é bem verdade os discursos da maioria dos candidatos já encheram o saco, levando em conta que tenho apenas 18 anos, e não se pode confiar em 5% do é falado.
    Mas, independente de nossas idéias, atualmente temos e precisamos (minha opinião) de representantes governamentais e o voto nulo dá a entender que não queremos mudanças. Veja, quando vota-se nulo, o beneficiado são todos os candidatos, que em sua opinião, não merecem nosso votos, pois, sua porcentagens em votos não mudam.
    Penso que muito (!!) melhor do que votar nulo, seria votar em branco, pois neste caso sim, as porcentagens (dos votos) dos futuros representantes diminuiriam, e em escala maior daria um susto nos mesmo fazendo que talvez mude-se algo.

    • Caro Rafael,

      boa tarde.
      Muito obrigado por ler e comentar.
      Os candidatos são eleitos pelos votos válidos; brancos e nulos, do ponto de vista prática, tem o mesmo efeito, ou seja, não conta. Por outro lado, sei que esta é uma postura polêmica e respeito sua posição.

      Abraços e tudo de bom,

      • Bem verdade que são eleitos apenas por votos válidos, mas até onde sei, no caso de eleição de presidentes por exemplo, se houverem 50% de votos brancos os candidatos que se apresentaram perderiam sua candidatura e não seriam permitidos tentar se eleger no ano corrente e outros políticos poderiam apresentar-se ao cargo.
        Portanto, partindo desse pensamento vejo o branco como melhor opção. Sendo que reconheço não saber totalmente sobre o funcionamento das eleições.

  3. Já passou da hora de pensarmos e colocarmos em prática uma democracia, eu quero o direito de me representar, de ter liberdade de expressão e de ação. Precisamos estudar métodos mais eficientes de democracia, direta, semidireta, líquida, analisar a viabilização prática e politizar.

    • Caro Delabio,

      boa tarde.
      Concordo plenamente!
      Comecemos por nossa “própria casa”. Você considera que há prática democrática na UEM? O movimento estudantil é democrático? Pratica a democracia direta? Funciona? Quais seriam os “métodos mais eficientes”? O que significa democracia “líquida”?

      Muito obrigado.
      abraços e tudo de bom,

      • Boa noite Ozaí.
        A UEM, como instituição, adota prática completamente antidemocrática, segrega os indivíduos e atribui a eles valores diferentes, uma “democracia” comparável à da Grécia antiga. O movimento estudantil é essencialmente democrático, no caso do DCE, a diretoria é eleita pelos estudantes sem nenhum tipo de distinção, seja por curso, por ano, ou qualquer outra, sua divisão em instâncias favorece a democracia, a Diretoria Eleita, o CEEB e a Assembléia Geral dos Estudantes, permitem uma razoável desburocratização e não permitem a concentração das tomadas de decisão, teóricamente e tendo em vista os modelos “democrátcos” vigentes, na prática a situação não se iguala à teoria, p/ isso tenho algumas suposições, uma delas a estrutura alienante da universidade e da sociedade, que polariza a luta estudantil geralmente em 2 pequenos grupos, um representando as idéias da esquerda, como a universidade e os estudantes não serem “ilhas” e daí a necessidade de irmos além dos interesses internos da universidade e “diretos” dos estudantes, e outro se contrapondo e representando as idéias da direita, que temos é que nos preocupar apenas com o que está diretamente relacionado a nós, o restante são POPs (problemas de outras pessoas), enquanto a maior parte dos estudantes estão em algum outro planeta qualquer. Os métodos mais eficientes que coloquei seriam os modelos democráticos não meramente representativos, como os citados. A democracia líquida é um híbrido onde você pode se representar ou escolher alguém que você confie para te representar a cada assunto (veja melhor aqui http://www.democracialiquida.org/). E depois precisamos viabilizar o funcionamento da democracia, não existe democracia, sequer um esboço, sem liberdade de conhecimento e de acesso à informação, ainda mais com a mídia controlando as informações da maneira como bem entendem, ou mais corretamente, como mais lhe beneficia, sem levar em consideração que são concessões públicas.

  4. Respeito as palavras do professor Ozaí, mas acho meio presunçoso da parte de qualquer um considerar que entre mais de 300 candidatos a vereador de Maringá, por exemplo, NENHUM o represente. A preguiça do pessoal de analisar o currículo e as propostas de cada candidato também é desculpa para o voto nulo. Todos os setores da sociedade estão representados entre os candidatos: professores, gays, maconheiros, evangélicos, atletas etc. Se olhar bem, UM, unzinho que seja pode ser o seu representante. Até a esquerda mais à esquerda, digamos assim, está representada.

    • Caro Rodrigo,

      muito obrigado por ler, comentar e pela consideração.
      Também o respeito e sei que esta postura é polêmica, mas não se trata de indivíduos – de procurar o melhor ou o “menor ruim”. É uma posição política que questiona a ideia de representação. Claro, há outros motivos para votar nulo – inclusive apolíticos -, mas não é este o caso.

      Abraços e tudo de bom,

    • Isso em outras palavras acaba com a individualidade de cada um, pois deixamos de ser cada indivíduo um modo de pensar p/ ser aproximadamente 300 maneiras de pensar, a representatividade não diz respeito à apenas um critério, a representatividade como é colocada é para todos os aspectos, para decidir os rumos que a vida das pessoas devem tomar, eu me represento e apenas eu me represento, se vou votar em alguém ou não, é outra história, mas me representar com certeza não irá, e outro aspecto é msm que eu vote em alguém, que teoricamente me represente, se essa pessoa não for eleita continuarei sem ser representado.

  5. Considero boa a reflexão sobre a real possibilidade ou não de ser representado por alguém, mas, considero a análise muito puritana, com todo o respeito e estima que tenho pelo Professor Ozaí. Não se deve esquecer que uma sociedade se constrói em suas contradições. Não existem santos e nem demônios, existem pessoas, projetos, crenças e expectativas. Existe o sistema político vigente. Quem dera se a maioria das pessoas não quisessem mais votar por conta da chamada “consciência política”, por quererem uma real democracia, mas parece que é bem o contrário, as pessoas estão mais para a condição do analfabeto político de Brecht.

  6. Ozaí, desta vez vou tomar a liberdade de discordar de você e da maioria dos comentaristas. Sua crítica aos políticos está correta. Também é correto achar legítimo o voto nulo. É um direito democrático. Nenhum argumento que questione isso vai ao fundo da questão. Também o argumento do “menos pior” me parece frágil. Lembra o “voto útil” que muita gente exigia do PT e PDT, para que eles apoiassem o PMDB que era mais forte para derrotar o PDS da ditadura. Nunca aceitei esses argumentos, pois não levam a lugar nenhum. O PMDB não era uma alternativa, como ficou claríssimo depois. E a força se constrói, não precisa querer ganhar tudo de primeira. Outra coisa é saber se o PT e o PDT mantiveram a coerência depois. A resposta negativa não justifica agora o voto nulo.Então, qual o problema com o voto nulo? É que ele também não leva a nada. Voto nulo só como protesto contra “tudo que está aí” é tão vazio quanto o “menos pior”. O que se propõe no lugar? Tem que propor, sim,não vale dizer que não tem obrigação de propor nada. Aí já vira irresponsabilidade. Eu posso estar de saco cheio (desculpe!), mas não vou transformar isso em posição política.Se nada for proposto, o melhor que pode acontecer é continuar tudo como dantes na terra de Abrantes – aliás, um dos comentaristas mostrou em exemplo disso. E o pior, que você está deixando de considerar, é reforçar as alternativas autoritárias e fascistóides. O fascismo sempre começou atacando a democracia, a corrupção, a desonestidade e os vícios tradicionais dos políticos.Fiz campanha pelo voto nulo contra a ditadura, porque o processo eleitoral não era democrático . A campanha propunha “por um partido operário”. Uma democracia de verdade deveria permitir uma alternativa classista. A ditadura impedia. Então o protesto apontava a construção de um novo partido de baixo para cima.Meu problema com o anarquismo é que, ao não propor nenhuma organização, ele deixa o campo aberto para os de sempre mandarem. O perigo de burocratizar e pasteurizar a esquerda é permanente, sem dúvida. O PT e o PCdoB que o digam. Mas não apontar nenhum caminho me parece o pior caminho. Ainda acredito que uma alternativa de esquerda seja possível. Por enquanto voto no PT, apesar de todas as decepções. Não vejo alternativas melhores e acho que no seu interior ainda há muita gente boa. Mas, no dia em que deixar de votar, será para apoiar outra proposta e não proposta nenhuma.Com todo o respeito pela sua opinião, um abraço.

  7. Ozaí, desta vez vou tomar a liberdade de discordar de você e da maioria dos comentaristas. Sua crítica aos políticos está correta. Também é correto achar legítimo o voto nulo. É um direito democrático. Nenhum argumento que questione isso vai ao fundo da questão. Também o argumento do “menos pior” me parece frágil. Lembra o “voto útil” que muita gente exigia do PT e PDT, para que eles apoiassem o PMDB que era mais forte para derrotar o PDS da ditadura. Nunca aceitei esses argumentos, pois não levam a lugar nenhum. O PMDB não era uma alternativa, como ficou claríssimo depois. E a força se constrói, não precisa querer ganhar tudo de primeira. Outra coisa é saber se o PT e o PDT mantiveram a coerência depois. A resposta negativa não justifica agora o voto nulo.Então, qual o problema com o voto nulo? É que ele também não leva a nada. Voto nulo só como protesto contra “tudo que está aí” é tão vazio quanto o “menos pior”. O que se propõe no lugar? Tem que propor, sim,não vale dizer que não tem obrigação de propor nada. Aí já vira irresponsabilidade. Eu posso estar de saco cheio (desculpe!), mas não vou transformar isso em posição política.Se nada for proposto, o melhor que pode acontecer é continuar tudo como dantes na terra de Abrantes – aliás, um dos comentaristas mostrou em exemplo disso. E o pior, que você está deixando de considerar, é reforçar as alternativas autoritárias e fascistóiides. O fascismo sempre começou atacando a democracia, a corrupção, a desonestidade e os vícios tradicionais dos políticos.Fiz campanha pelo voto nulo contra a ditadura, porque não era democrático o processo eleitoral. A campanha propounha “por um partido operário”. Uma democracia de verdade deveria permitir uma alternativa classista. A ditadura impedia. Então o protesto apontava a construção de um novo partido de baixo para cima.Meu problema com o anarquismo é que, ao não propor nenhuma organização, ele deixa o campo aberto para os de sempre mandarem. O perigo de burocratizar e pasteurizar a esquerda é permanente, sem dúvida. O PT e o PCdoB que o digam. Mas não apontar nenhum caminho me parece o pior caminho. Ainda acredito que uma alternativa de esquerda seja possível. Por enquanto voto no PT, apesar de todas as decepções. Não vejo alternativas melhores e acho que no seu interior ainda há muita gente boa. Mas, no dia em que deixar de votar, será para apoiar outra proposta e não proposta nenhuma.Com todo o respeito pela sua opinião, um abraço.

  8. Caro Ozaí, Estou contigo e com a maioria do pessoal que deixou suas opiniões no blog. Ora acho interessante alguém falar que votar nulo é se desfazer de um direito conquistado. P… também foi conquistado o meu direito de achar que ninguém que está no cenário político atual merece meu voto. Não vamos entrar naquela conversa de que quem não vota não exerce sua cidadania. Não vejo progandas incentivando o povo a lutar diretamente por seus interesses. Penso que o sistema só vai melhorar quando for demolido, por isto tô dentro da campanha pelo voto nulo. Já venho fazendo isto à algum tempo, mas agora quando vejo, em Sarandi, o PC do B apoiado o PP, me dá medo. E alguns colegas ainda dizem que é para escolher o “menos pior”, se uma aliança como esta é feita antes da eleição imagina depois.Outra coisa, há aqueles que dizem que se voto nulo não tenho o direito de reclamar depois. Outra besteira, pois tenho os mesmos direitos que qualquer outro cidadão, independente da minha opção política. Isto só não serve para quem tem interesse em cargos, ou outros benefícios oriundos do jogo político. Abs

  9. Gauche e demais amigos:vamos colocar as idéias no lugar.Votar nulo não é lavar as mãos – lavar as mãos é votar em branco.Quem vota em branco diz “qualquer um desses candidatos aí serve” e “tudo está bom, nada precisa ser mudado”. Quem vota nulo diz “nenhum desses candidatos aí serve” e “nada está bom, tudo precisa ser mudado”.Além de, é claro, não compactuar com essa “maquiagem democrática”.Há uma diferença, né? E que diferença !!!Abraço a todos.

  10. Eu não compreendo como as pessoas dizem em votar no menos pior. O que é menos pior para você, caro leitor? Posso estar exagerada, mas o que percebo é que o menos pior é aquele político iniciante, simplesmente porque ainda não lhe foi dado ‘plenos poderes’ de agir.Para mim,essa essa de menos pior é pura falácia!E sim, votar nulo é lavar as mãos. Melhor anular-se claramente, que depois de ver o seu candidato fazendo parafernália, dizer: “eu não votei nele.”O antigo prefeito da minha cidade foi caçado depois de roubar R$1.000.000,00 de reais da prefeitua, entre outros pormenores. Todos falavam mal dele. Naquele momento ninguém assumia a sua parcela de culpa por ter colocado aquela quantia nas mãos do salafrário.Eu estou contigo, Ozaí!Beijos e parabéns pelo texto.

  11. hahah.. muito bom! Carla, para votar nulo é só digitar um número não que não existe tipo 00 0000 e confirmar. abraço!

  12. Ozaí,Muito bom esse texto sobre o voto nulo. Entendo que o correto é não participar formalmente desse processo de escolha feito pelo Estado burguês, e que nada representa o proletariado.Concordo com o texto, pois não reconheço a legitimidade desse processo!Parabéns pela matéria… vou ajudar a divulgar com toda força revolucionária a partir aqui de Rio Preto!Saudações,Jean.fafica_95@yahoo.com.br

  13. Respeito sua opinião,mais como político,candidato a vereador, cientista´político, socialista, não posso aceitar, mesmo sabendo que a cultura de nosso povo é essa mesma sua, acham que todos são farinha do mesmo saco, o que éuma mentira e eles gostam que permaneçam como estar. Pergunte ao cancerologista como ele acaba com o cancer é extirpando as bolhas de pús. Vejo por aí, temos que acabar com os vagabundos de plantão. Venho domovimento estudantil, nunca fui candidato a cargo político esta é minha primeira vez e o que estou ouvindo nas ruas é sua manifestação, o que é uma. Observe que no Brasil existem políticos sérios como PEDRO SIMOM, JEFERSSON PERES, FALECIDO, ULISSES GUIMARÂES, E tantos outros que simplesmente nunca fizeram da política meio de vida. Abraços.

  14. Grande Antonio,Desde 2004 eu voto nulo. Veja bem: eu não anulo o meu voto: eu voto nulo. É o único meio de eu não participar desse sistema político e desse sistema partidário que estão aí. O voto nulo é válido politicmente.Nós não participamos das escolhas dos candidatos que serão lançados pelos partidos. A maquinação já começa aí. Nem adianta ser filiado, nos bastidores é que firmam-se compromissos de grupos e tudo é decidido.Um candidato tem de obrigatoriamente pertencer a um partido, a camisa de força do político já começa aí.E o jogo de alianças espúrias e poder econômico ainda decidem os resultados.Eu não quero participar disso aí, não. Eu voto nulo.Nós estamos numa democracia formal, onde a igualdade é apenas jurídica, não econômica, e muito menos universal, e as eleições são apenas a maquiagem dessa democracia formal.Nada de maquiagem. Estou fora.Até 2002 eu votava na esquerda porque tinha esperanças em homens e partidos de esquerda. Hoje não tenho mais, seja porque a “esquerda” no poder faz a política neoliberal da classe dominante, seja porque a esquerda que busca o poder terá de compactuar com o esquema ilícito que funciona nos labirintos do Congresso para poder existir.E não adianta casos de idoneidade e idealismo de políticos individuais: a camisa de força dos partidos e os votos de liderança atropelam os idealistas individuais.Estou fora. Voto nulo.Um abraço a todos.

  15. Espero que o Sisifo (o Azevedo) continue com a campanha pelo voto nulo! E que como ele, exista outros milhares de brasileiros. Sugiro a leitura de uma pesquisa feita pela Associação dos Magistrados Brasileiros acerca da porcentagem dos brasileiros que acreditam nas promessas políticas de campanha:http://www.jusbrasil.com.br/noticias/93469/pesquisa-revela-que-47-dos-eleitores-nao-acreditam-em-promessas-de-campanhaPode-se ver que é grande o número de eleitores que não acredita, e que não espera que o político faça verdadeiramente algo por ele. Então, votar no “menos pior”? Que é isso? É “tapar sol com peneira”! É ser conivente e aceitar tudo que está por aí. Bem você perguntou, Antonio: precisamos que alguém fale por nós?Certo, conquistamos o direito ao voto, mas entre a “Diretas Já!” e as campanhas nada ideológicas de hoje, definitivamente não quer dizer que tenhamos de votar em alguém só para tapar o buraco. Pois, se houver conscientização, ao serem contabilizados os votos nulo e em branco, vai se demonstrar de fato a insatisfação do povo! Já temos que votar obrigatoriamente (faz 76 anos), o que já é em si usurpação de direito, como disse Cony em seu artigo: “O voto obrigatório é a causa principal que cria os currais eleitorais, os votos de cabresto. Por um motivo qualquer, o cidadão não tem interesse na vida pública, por falta de educação ou por excesso dela. Obrigado a votar, para não sofrer sanções que não chegam a ser punitivas mas apenas incômodas, cumprem o chamado dever cívico com má vontade […]”. (Aliás, na mesma pesquisa veremos a porcentagem da população que não votaria se o voto fosse facultativo…)De Emma Goldman: “Essa aparência de direito era o meio mais cômodo de governar o povo, pois o governo não pode existir sem o consentimento do povo, consentimento verdadeiro, tácito ou simulado. O constitucionalismo e a democracia são as formas modernas desse pretenso consentimento […]”. Também estou contigo! Vamos votar nulo!

  16. Este é o problema, quem reclama ou reivindica após o voto? Votamos cegamente e continuamos assim, no mesmo de sempre, no “menos pior”. Até quando? Lutamos pela conquista do voto, mas esquecemos de todos os ideais que nos impulsionaram…Nós nos permitimos a impunidade.Eu não tenho a solução, quem me dera! Mas todo este sistema é tão falho, o horário político, a proposta dos candidatos…tudo me lembra mais um circo, uma comédia que não deixa de ser trágica…Será que se não votássemos, poderíamos assim, realmente, nos representar? Não seria essa uma manifestação da nossa indignação e anseios por mudanças urgentemente necessárias?

  17. Apesar de concordar com seus argumentos, não sou favorável ao voto nulo. Penso que uma geração inteira lutou pelo direito ao voto, e temos que tem isso sempre em mente. Votar nulo é “lavar as mãos”, é nos escondermos, é “fugir” da responsabilidade em escolher “o menos pior” (que seja!) e deixar que outros o façam por nós. Quem vota nulo não tem do que nem de quem nem pra quem reclamar depois!

  18. Votar nulo na urna eletrônica é digitar um número que não pertence a nenhum dos partidos que está concorrendo. Para o legislativo, igualmente, mas com o número de algarismos do candidato ou da legenda que não concorra no Município. Boa sorte.

  19. Sem delongas, concordo com o escrito do Ozaí e também voto nulo e faço campanha para que tal fato um dia obtenha sucesso e possamos nos livrar dos políticos lacaios das multinacionais.Saudações vermelhas e indignadas!Máuri de Carvalho

  20. Oi, Ozaí! E se todos votassem nulo? E se ninguém fosse as urnas? Era o que eu queria ver!!!Se aceitamos a corrupção é porque antes já nos corrompemos…Será isso verdadeiro?

  21. Azevedo e-mail icaroazevedo@uol.com.br. Ozaí, nas eleições passada fiz campanha e defendi ferrenhamente a prática do voto nulo como forma de protesto. Posteriormente às eleiçoes municipais (as últimas) verifiquei ter havido 5 municípios com maior número de voltos nulos que os válidos; sendo portanto, anulada a eleição. Dentre estas Prefeituras acompanhei a de Rosana, uma cidadezinha encravada no Pontal do Paranapanema. Foi realizada nova eleição com outros candidatos e o Prefeito não terminou o mandato. Então a gente vê que não tem jeito, mesmo. Se correr o bicho pega e se ficar o lobo come. O problema é do povo e não dos políticos, pois estes são extraídos do próprio meio em que vivem.

  22. Caro Ozaí, infelizmente, não posso contrapor as minhas observações às suas; não tenho nenhum argumento razoável acerca do “show” do pleito eleitoral, nem da farsa pseudodemocrática que os candidatos ensejam. Todavia, ainda prefiro votar nos menos piores, e acredito seriamente que há uma grande diferença entre esses e os “mais” piores. E essa grande diferença pode ser refletida, ainda que de forma bastante minimizada, nas práticas e políticas públicas. Penso, depois das entrevistas e investigações que fiz acerca do vereadores, que seria uma injustiça de minha parte, colocar candidatos como Humberto Henrique e Dr. Manoel, mesmo Mário Hossokawa (que considero dignos) em um mesmo “saco”, ou como se fosse iguais a outros como John, Edith, Zebrão e Fogueteiro (que considero “descarados”). É um esforço quase sobre-humano ser reto e íntegro na política, e um esforço quase “solitário”, que não posso deixar de apoiar aqueles que se propõe a fazê-lo.

  23. Como se faz para anular o voto na urna eletrônica?Ando pensando nisso, e seu texto ‘caiu do céu’.ObrigadaSan

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