Reflexões de um céptico sobre as certezas religiosas e laicas

Em dezembro de 2009, foi publicado no blog da REA o texto Por que não festejo e me faz mal o natal, do professor Mário Maestri. Ao publicar, imaginei que causaria polêmica, dado a veemência da argumentação. Não pensei, porém, que este post causasse tanta repercussão. Ainda não tinha visto um texto tão comentado: foram mais de 80. Muitos, em apoio ao autor. A maioria, porém, em nítido desacordo. Em muitos destes, chama a atenção a religiosidade intensa e passional. Sem contar os casos em que, ainda que respeitosamente, sugeriu-se que o autor estaria estressado, deprimido, ou algo assim. O motivo? A ausência de Jesus no coração.[1]

Como editor, procurei não intervir, mas apenas intermediar em prol do debate civilizado e com o devido respeito entre todos. Não obstante, fiquei a pensar sobre as demonstrações de fé, que parecem tomar o outro como o “inimigo”, e sobre a imensa dificuldade em aceitar o ateísmo assumido pelo autor. Há, também, os igualmente veementes em sua fé, mas respeitosos em relação ao ateísmo do professor Mario Maestri.

Como explicar tamanha fé? Por que se apegam com tanta paixão à crença religiosa? Por que crêem? Tento compreender, ainda que não concorde com os argumentos que nos lançam à face. [2] Também já fui crente! Não renego as minhas origens, nem a importância que a religião teve em minha formação, especialmente a minha práxis vinculada à Teologia da Libertação. Isto me ajuda a ser mais tolerante, embora seja difícil não irritar-se com a intolerância dos fanáticos.

Hoje, sou um céptico! Duvido das certezas absolutas da religião e das ideologias – as quais, em certos aspectos e contextos, se assemelham a religiões, ainda que mantenham caráter laico. Eis a lição que aprendi na vida: duvide sempre e de tudo, até mesmos das suas verdades! Como escreveu Vargas Vila: “Duvide. Nenhuma fé até hoje foi tolerante. A dúvida é a tolerância. A fé levantou fogueiras, a dúvida não as levantará jamais. Toda fé é uma tirania e todo crente é um escravo. Não acredite”.[3]

Como é possível a um céptico compreender a religiosidade e o significado da fé? O cepticismo, tal qual o entendo, não nega ao outro o direito de ter certezas, de construir e defender verdades. O céptico é incoerente se cai na tentação de substituir a verdade do crente religioso, pela verdade laica na qual acredita. É incoerência porque se ele cultiva a dúvida, as suas próprias verdades são provisórias. Como diria Raul Seixas, é a “metamorfose ambulante”.

Portanto, é contra-senso contrapor uma crença à outra – ainda que esta seja denominada como Ciência e a Razão. O século XX mostrou que também estas podem ser opressivas e irracionais. Assim, o céptico duvida de todas as crenças – religiosas ou laicas. Ele, porém, cultiva a tolerância. Portanto, ainda que duvide, é capaz tolerar e tentar compreender as certezas dos outros.

O fanatismo não se restringe apenas aos que professam as religiões. As ideologias laicas também geram fanáticos. As palavras de Vargas Vila servem para ambas. A doutrinação não admite a dúvida, mas apenas a submissão e anuência. Nestes termos, trata-se de substituir uma fé por outra; os senhores por outros.

Quantas barbaridades e atrocidades não foram feitas, e continuam a serem cometidas, em nome de Deus e das religiões? O mesmo pode ser questionado em relação às ideologias laicas, nas quais os fins justificam os meios. Quanto absurdos não foram cometidos em nome das ideologias? A fé laica também induz a atitudes que, bem analisadas, se mostram ridículas e irracionais. A religião não tem o monopólio da irracionalidade. É preciso compreender, ou pelo menos tentar! Mas compreender não significa aceitar.


[1] Mário Maesti respondeu aos leitores do Blog da REA com outro texto igualmente polêmico: “O ateísmo como militância social”, publicado em 09.01.2010

[2] Como escrevi em “Credo quia absurdum (Creio porque é absurdo)”, admiro as pessoas que têm fé. Maravilham-me ainda mais por acreditarem em absurdos. Elas são o mistério da fé. A frase Credo quia absurdum, atribuída a Tertuliano, expressa bem o significado da crença. Simplesmente acreditam! Não adianta argumentos racionais e fatos comprovados cientificamente. A razão é impotente diante da fé. Por mais que consideremos o credo como “absurdum”, devemos respeitá-lo e tentar compreender. Afinal, é também manifestação da humanidade que nos faz semelhantes. Ver “Credo quia absurdum (Creio porque é absurdo)”, publicado em 11.04.2009.

[3] In: BAZZO, Ezio Flavio. Assim falou Vargas Vila. Brasília, Companhia das Tetas Publicadora, 2005.

14 comentários sobre “Reflexões de um céptico sobre as certezas religiosas e laicas

  1. Prezado!
    Está na hora de tratarmos as religiões e as diversas manifestações de fé como são tratadas pelos historiadores ou sociólogos da religião. De maneira mais histórica e científica. Sinto em dizer mas, como apenas expressas opiniões baseadas nas tuas experiências de fé ou abandono dela,parece reproduzir apenas um desacordo com uma “catequese” incompleta. A questão Religiosa é mais ampla que uma simples crença pessoal ou descrença. E sinceramente, a militância ateísta de Maestri chega a ser tão dogmática como a dos fanáticos kamikases islamitas. Assim não é possível ter qualquer debate, algo imprescisdível para qualquer ciência e por isso as manifestações contrárias predominantes. Talvez uma leitura, mesmo que simples de Mircea Eliada possa ajudar a sairmos da superfície e penetrar melhor no universo religioso que o simples acreditar ou não, comemorar o natal ou não. Na linha desse pensador referido é impossível sermos totalmente racionais, sem qualquer manifestação do que se chama de Homo Religiosus.
    Saudações fraternas

  2. Muito interessante este espaço. Bem construido, temas diversos e bem construidos.

    Endereço os meus parabens.

    Obrigada pela partilha.

    Bem haja

  3. Caro Professor!

    Sim, quaisquer que sejam os absolutismos, acredito, devam ser repensados.
    Em primeiro lugar, por respeito ao ser humano, que deve ser livre para escolher uma visão política, uma orientação sexual, seguir (ou não) um credo religioso.Parto dessa premissa.
    Vale destacar tabém o quanto nos espaços acadêmicos, em geral, as posturas religiosas são alvo de ironia, sarcasmo, intolerância.
    A intolerância e o desrespeito às opções pessoais deveriam, sim, ser abominadas, especialmente por nós, acadêmicos, que, supostamente, atingimos um nível de discernimento maior.

    Por outro lado, há que se pensar que o pensamento mágico, orientado por vertentes religiosas, muitas vezes rege as pessoas e suas ações. Esse pensamento, na maioria dos casos, não orienta para as mudanças sociais, a participação política e o exercício da cidadania na cobrança dos direitos. Aí é um prato cheio para o modelo político que se instaura no país há tempos.

    Saudações

  4. Antonio
    Saúde
    Cumprimentos por trazer este tema à baila. O Dr. Maestri também pela precisão.
    Antes do advento do Estado Novo, os diferentes grupos Anti-Clericais existentes no Brasil professavam livremente suas convicções, publicando inclusive jornais.
    Não localizei ainda informações de que após 1945 tenham retomado este tipo de atividade.
    Circula, por outro lado, que o ateísmo é forma de pensamento que cresce, inclusive no Brasil.
    Diante da possibilidade do crescimento dessa linha de conduta não se observa de fato e pelo menos em nossas plagas, que ela esteja engajada socialmente com vistas a mudar os graves desajustes sociais existentes em nosso seio.
    Por outro lado o obscurantismo explora incautos, alienados, analfabetos, analfabetos funcionais, pessoas de boa fé que crêem no assistencialismo social. De quebra dita ainda regras em suas Universidades (todas particulares) as quais por vezes recebem aportes de recursos públicos, obviamente estes sem controle social por parte da sociedade civil.
    Deixamos respeitosamente a sugestão de leitura: Isto É, Tecnologia, & Meio ambiente, N° Edição: 1946. 14.Fev, A ciência sob pressão. Por Júlio Wiziack

    Pedro
    Caxias do Sul – RS

  5. Olá!
    Acredito que cometemos um erro ao atribuir os males do mundo as macros estruturas,as religiões e as ideologias como um todo, ao meu ver essa essa postura faz com que não assumamos responsabilidade de buscar soluções, fica
    parecendo que as soluções devem vir dos governantes ou de lideres religiosos.
    A pergunta é: O que eu faço no meu cotidiano para que o mundo seja melhor?
    O que eu faço pelo meu vizinho? pelas pessoas mais próximas de mim?

    Espero ter contribuido para a discussão!

  6. Olá Ozaí, como é polêmica a questão da religião. Aliás, como todos os temas essencias da vida, os sentimentos humanos controvertidos, pela propria difíciculdade em se abordar. Contudo, fazer as leituras de comentários… pessoais e teóricos, me leva a uma reflexão ampliada em meu ponto de vista. Nesse sentido, o filme Il y longtemp que je t’aime/Há tanto tempo que te amo, um drama do escritor e estreante a diretor Philippe Claudel, 2008, França, com Krintin Scott Thomas (O paciente inglêsa) – que conta a história de Juliette que retorna à sua família e à sociedade, após 15 anos de ausência e rejeição. O filme que foge um pouco das narrativas típicas subjetivas e complexas, é uma trama moldada por sentimentos sutis e que podem até mesmo passar despercebidos por espectadores menos atenciosos. Tem o intuito de gerar outras reflexões. Abraços, Jaci

  7. Prezado Ozaí:
    Compartilho da opinião do Prof. Maestri sobre religião. Quando somos crianças, nos contam que viemos trazidos pela cegonha e também que Papai Noel existe até que crescemos e passamos a entender um pouco mais como a vida é realmente. Cada um acredita no que quiser. Claro que deve ser um choque para aqueles que passaram uma vida acreditando no que seus pais e avós acreditavem, sem nunca investigarem sobre as fontes de tais crenças, de repente se defrontar com tais “heresias” como as ditas pelos ateus. Porém, assim como as preferencias sexuais, a religião não deveria ser motivo para polêmica. A intolerânica, o preconceito e o respeito pelo outro são, no fundo, os grandes males da humanidade.

  8. Prezado,
    Os extremos são sempre perigosos e, ainda que seja mais atribuído aos cristãos, o fundamentalismo e a intolerância podem ser encontrados em todas as outras formas de religiosidade e também no ateísmo. Os textos do professor Maestri, ainda que sejam frontalmente contra aquilo no que acredito, chamam minha atenção e procurei, quando comentai um deles, não fazer proselitismo e respeitar sua opinião.Espero ter conseguido.Por que cremos? Como disse Agostinho, é acreditando no que não se vê que conseguimos ver aquilo em que acreditamos.

  9. Querido Antônio.

    Tenho pensado muito nesta questão ultimamente, sobretudo em minha militância religiosa(1). Passei por uma fase niilista(2), mas essa me levou bem próximo à queda no abismo no qual vivemos.

    Penso que não seja por acaso que em todas as sociedades haja o fenômeno religioso ou ao menos a dimensão do sagrado. Talvez seja dura demais a realidade tal qual se nos apresenta. Talvez precisemos de verdades transcendentes para nos dar um norte que nos mostre uma direção a seguir.

    Tenho certeza(3) de que sem estas verdades, a vida carece de sentido. Sobretudo em nossa América Latina e em especial nosso país, tão sofridos, explorados e dominados, que não conseguem ter uma identidade própria, no qual tudo me parece estranho e me obrigam adequar-me ao que aí está, se não quiser me sentir perdido, sem casa. Estas poucas certezas que me restam, são baseadas na esperança e portanto, são certezas de que é possível melhorar e para isso devo dedicar minha existência.

    É bem verdade, que as religiões que aí estão, como estão, não se manterão. Essa é outra crença que carrego. Pois em tempos de mundialidade, a primeira vez na história que podemos pensar no mundo, não se sustentam absolutos que queiram ser impostos nas mais diferentes culturas e diversidade que conhecemos. Assim, nem democracia, nem Cristo, nem Allah,nem os ismos podem ser implantados em parte alguma. Mas podem nascer novas religiões, novas formas de governos(4) que respeitem a diversidade, sejam locais, mas dentro de um paradigma de mundialidade.

    É nisso que acredito e essa crença é o que me ajuda a cada dia caminhar, ainda que esteja errado em cada uma de minhas crenças, a esperança quando se finda, finda a possibilidade de compreensão de ser e quando este não pode ser compreendido, não resta nada além dos entes. Abraço. Gostei muito do texto. Hugo.

    (1)O próprio termo aqui posto já seria motivo de uma análise aprofundada.
    (2) De relativizar tudo, recusando verdades absolutas.
    (3) E esta certeza assim como tantas outras que tive pode ser superada por outra verdade, mas até então ela é absoluta.
    (4) Tais quais vêm nascendo, sobretudo em nossa América Latina.

  10. Prezado Ozaí,

    De fato, intolerância é algo farto. Há sob todos os argumentos, para todos os fins. A dúvida não precipita, não incrimina, pode ser solo para que a tolerância graceje. A dúvida, porém, não é algo apreciado na sociedade contemporânea – de resultados, pressa, imediatismos. Ao ler seu post fiquei pensando em diversas coisas, entre elas, as formulações anarquistas e a iconoclastia de Nietzsche. Lembrei-me, também, que os manuais de metodologia científica discorem sobre os conhecimentos empírico, filosófico e científico, e também sobre o conhecimento teológico, o qual relaciona-se à fé, à crença divina. Importante questão você abordou no post de hoje. Muitos desdobramentos existem a partir da mesma. Em qualquer caso, compreensão, como você advoga, deve ser mesmo a palavra-chave.

    Saudações,

    Francisco Giovanni Vieira

  11. Caríssimo Ozaí,
    Tambem cultivo as dúvidas. Duvido da sua citação de Vargas Vila “nenhuma fé até hoje foi tolerante” a partir de casos documentados pela história. É bem verdade que nos lembramos bem mais dos conflitos justificados pela fé e motivados pelas conquistas econômicas e políticas. Tento lembrar se isso vale para os muitos séculos de dominação moura na Peninsula Ibérica, onde coexistiram pacificamente cristãos, muçulmanos, judeus, ciganos e outros. O momento seguinte, protagonizado pelos cristãos faz parte de nossa história. Não sei se os céticos são tão tolerantes assim, menos ainda os que se assim se intitulam, mas são totalmente crentes em ideologias a ponto de chamarem alunos de ignorantes (a expressão usada foi “burrice” mesmo) em sala de aula por que disseram ter religião (caso ocorrido no curso de Ciências Sociais, não faz muito tempo). Assumir identidade religiosa no âmbito acadêmico é um verdadeiro tabu, principalmente quando a religião não está estre as de maior status sociais, como o judaísmo, o cristianismo, o budismo, que são praticadas por intelectuais renomados. Quando se refere às religiões afro-brasileiras então, logo vem comentários extremamente pejorativos, de cunho evolucionista e racista que é melhor não reproduzir. Coisas (ruins e desnecessárias) de ambiente acadêmico…
    abraço,
    Cleyde

  12. Alguém duvidar da religião, de líderes religiosos, etc., é totalmente normal.
    Agora, creio em Jesus, religião é apenas um meio das pessoas se relacionarem mutuamente para com Deus e entre eles mesmos, isso não quer dizer que esse relacionamento será perfeito. Pois o homen não é perfeito.
    Creio em Jesus pelo líder que foi e é, não existiu, não existe e creio que não existirá na terra líder semelhante.
    Falando agora em ciência e religião, os grandes estudos científicos, as universidades, se iniciaram da religião. Agora querem dizer que a ciência é tudo e a religião é nada, mas que besteira. Que o que interessa é a razão e fé é loucura, é ideologia, quanta besteira.
    Estamos vendo tudo ir para o buraco por causa da razão de líderes comunistas e banqueiros sangue sugas da humanidade, cientistas que se vendem para dizer que existe aquecimento global, religiões(não cristãs) que pregam o ódio e a morte.
    Com certeza essas pessoas não se lembram nem um segundo dos ensinamentos de Cristo.
    Ta aí o resultado.

  13. Caro Professor Ozaí

    Adoro como teus textos incitam à discussão, sempre de uma maneira cordial e positiva. Gostaria de tratar de uns pontos que me tocaram e assim me tentar fazer compreender, e espero ajudar na discussão, no diálogo, que sempre traz bons frutos.
    O primeiro ponto que me vem à cabeça seria o da intolerância religiosa. Para mim esse é o fator mais negativo das “religiões”, termo este que é muito abrangente, ou seja, dentro dele estão as mais diversas formas de pensar Engraçado que geralmente o que se entende por religião difere totalmente daquilo que seu principal mentor ou fundador transmitiu.. como é o caso, no meu ver, do cristianismo, por exemplo: se todos os cristãos renegassem o desejo material, como fez seu Mestre, o capitalismo ja teria acabado há muito tempo.. Mas, voltando à intolerância, ela é a mesma em qualquer crença, como bem destacado no texto, na ciência, ou em qualquer campo do conhecimento, mas queria ressaltar que o mau uso que dela se fazem os que se dizem religiosos (mas na verdade não são), não levaria necessariamente a dizer que a religiosidade é uma irracionalidade, ou seja, se alguns fanáticos são irracionais, não quer dizer que todo religioso o é.
    O Segundo ponto que me toca é essa generalização dos conceitos a que nos leva a linguagem. Ela leva a uma classificação muito geral de uma realidade que é diversa. Portanto, dizer que a “religião” é tal e tal coisa, como: “intolerante”, “irracional”, etc, fica complicado, porque nem toda religião é tão irracional assim e tão intolerante, cito exemplos, como o budismo, que apesar de ser considerada uma religião, não acredita num Deus julgador, e de todas creio ser a mais tolerante e ecumênica, e extremamente prática e racional. Para ficar nesse exemplo, mas creio que existam mais exemplos de tolerância nas “religiões”. Tenho uma convicção pesssoal que “religião” seria aquilo que nos torna mais próximos uns dos outros, (um re-ligar) a um estado em que tudo é interconectado e interdependente, sendo esse fato chamado do que for. Mas para tanto é tão necessário a tolerância e o aceitar da multiplicidade e da diferença, como é necessário água para se ter chuva.
    Enfim, para não me estender, ficam essas colocações, acredito que se a religião te levar a ser uma pessoa melhor, mais íntegra consigo e com o mundo, ela está fazendo seu papel de re-ligação, e isso não é conseguido através do uso da força e da intolerância. Acredito também que a maioria dos fundadores das tais religiões as abominaram.
    Um grande abraço e tudo de bom.

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