Aula Magna com o Prof. Dr. Emir Sader

Na sexta-feira, 16 de abril de 2010, na Universidade Estadual de Maringá, ocorreu a Aula Magna proferida pelo Prof. Dr. Emir Sader. O evento, organizado pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC), é parte da comemoração dos 40 anos da UEM. A formalidade foi evidenciada pelo cerimonial, as autoridades presentes e os discursos de praxe. Os menos acostumados a tais formalismos talvez fiquem perplexos diante de tantas autoridades e da possibilidade de que todos discursem. Para o alívio de muitos, isto não aconteceu.

Após os discursos da anfitriã, Pró-Reitora Profª. Drª. Wânia Rezende da Silva, e do Vice-Reitor Prof. Dr. Mário Luiz Neves de Azevedo, o palestrante foi convidado à tribuna para proferir a aula magna. Não sem antes ouvirmos por alguns minutos o extenso currículo do Prof. Dr. Emir Sader, pronunciado pelo cerimonial. Nestas ocasiões enfatizam-se os títulos e as produções, inclusive com a quantificação. Este procedimento se repete em outros eventos acadêmicos e, inclusive, nas entrevistas na Rádio Universitária. Talvez seja conseqüência da ideologia produtivista hegemônica no campus. Chega a ser cansativo! Por que não restringir-se ao principal e, para os que querem maiores detalhes, informar o link do Currículo Lattes? Ainda mais quando o apresentado dispensa maiores apresentações. Qual o objetivo real deste procedimento? Imagino até que, a depender da índole do convidado, seja constrangedor. A apologia exacerbada fere a vaidade.

Mas, tudo bem! É parte do ritual alçar o convidado às alturas inalcançáveis. Ainda mais quando se trata de uma aula magna. Para se ter a idéia da importância desta, basta saber que, no Dicionário Aurélio, ela é definida como “oração de sapiência”.

Finalmente, o orador tomou a palavra. Simpático e diante de um público que lotava o auditório – as cadeiras disponíveis foram insuficientes –, ele não fez uma “oração”, mas sim um discurso memorável contra o neoliberalismo e os tucanos e a favor dos governos progressistas na América Latina, com destaque para o Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua candidata à sucessão presidencial, a Srª. Dilma. Sua fala foi didaticamente construída a partir da alusão aos eventos históricos das últimas décadas, no Brasil e no Mundo, para levar a audiência à conclusão de que temos apenas dois caminhos: apostar na continuidade do projeto representado pelo petismo-lulismo ou correr o risco de um retrocesso político e social com a vitória do tucanato e seu candidato à presidência, o Sr. José Serra. Para o palestrante, não há alternativa a essa bipolarização.

Ainda que concorde com muitas das críticas e da análise política do Prof. Dr. Emir Sader, penso que, com todo o respeito que ele merece, o Cientista Político e Sociólogo foi suplantado pelo militante. A aula magna bem que pode ser incluída numa peça de campanha política a favor da candidatura Dilma e em defesa do lulismo. É direito de o palestrante defender sua posição política e, considerando-se a sua história de vida e o seu compromisso político-social, não surpreende que o faça. A meu ver, este foi o aspecto mais importante desta aula magna, ou seja, a notória certeza de que não existe neutralidade na “Casa de Salomão”. Ficou patente o engajamento político.

Sou favorável ao comprometimento social e político dos intelectuais. E o Cientista Político-Sociólogo-militante Emir Sader é um exemplo. No entanto, para além de opções eleitorais bipolares e simpatias partidárias, há outras formas de comprometer-se social e politicamente. Há alternativas tão legítimas quanto a adesão a um projeto político partidário. O caminho do poder nem sempre é a melhor opção!

27 comentários sobre “Aula Magna com o Prof. Dr. Emir Sader

  1. Caro prof. Ozaí,
    Discordo de sua posição em relação à Aula Magna do prof. Emir Sader. Guardadas as proporções, também já fui questionado sobre a aparente dicotomia entre o discurso político e o discurso acadêmico. Respondi que, se tivesse que fazer uma opção, abandonaria a academia.
    Li, não lembro onde, uma frase de um importante intelectual que afirmava “o que quer que um intelectual o faça, ele o fara mal feito”. Embora não concorde integralmente com a afirmativa, creio que ela se refere ao intelectual puro, se é que isso existe.
    Grande Emir!
    Abraço.

  2. Bem, convidar o Emir Sader para uma aula inaugural já é dose pra Leão. E perder um tempo enorme ouvindo seu curriculum para depois aguentar um amontoado de frescuras e disparates de alguém que se julga altamente intelectualizado mas acha que Presidência da República fica muito natural com a figura de um semi-alfabetizado é um acinte para uma instituição de ensino.

  3. Professor Antonio Ozaí,
    Aula Magna organizada pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PEC), era parte da comemoração dos 40 anos da UEM, evento que não pedia discurso político.
    É preocupante o rumo em que está sendo levada a militância política em nossa Nação. As falas políticas construídas, também chega via e-mails, tanto quanto a mídia destrutiva e enganosa, deixando a cabeça do brasileiro impensante, um pouco mais.
    As instituições do nosso país estão podres. O brasileiro em geral está sofrendo, há décadas, de uma doença crônica, até hoje incurável, e nossa esperança é que, um dia, se descubra o tratamento adequado.

    O nome dessa doença é CORRUPÇÃO.

    “É necessário reencontrar o universo em todos, homens e mulheres, gente com línguas, minorias e crenças diferentes, indivíduos com atividades interesses e gostos diversos ou opostos. Criar a diversidade. Este é o principal objetivo da ação política, pois uma sociedade é moderna na medida em que é diversa e já não porque coloca todos os indivíduos arrancados à sombra de sua minoria à luz crua da Razão” (Ibidem, p.69)

  4. Estimado professor Ozaí.
    Um dia antes da aula magna do professor Emir Sader na UEM ele esteve na UFPR, em evento do DECISO, Departamento de Ci~encias Sociais da UFPR, para lançamento de seu último livro e sua palestra também permeou estes mesmos assuntos. Creio ser um tema de grande importância, entretanto, concordando com muita das mensagens acima o ato se tornou uma defesa incontestável do governo e sua candidata. Logicamente que é seu direito, entretanto a sociologia e ciência política perdem.
    Abraço

  5. Caro Professor de Maringá.
    Creio que a política, a “arte dos reis”, sempre será o melhor caminho para aqueles que tem maturidade para bem entendê-lo.
    A abordagem exageradamente pontual, contudo, pode até mesmo prejudicar a ética.
    Militante é um termo que abriga muitos erros e acertos.
    Acertos ao saber-se que cada idéia tem que necessariamente estar ligada a uma prática, que na pior das hipóteses é a omissão criminosa.
    Erros ao se subestimar a inteligência de uma platéia e saturá-la de verdades questionáveis, depondo mesmo contra a capacidade intelectual do professor.
    A máquina acadêmica, hoje cheia de formalidades alheias ao seus melhores conteúdos, faz com que muitos valores questionáveis alcem voos além de sua capacidade aeróbica intelectual.
    Parece-me mesmo que isto tem nome – DELINQUÊNCIA ACADÊMICA, NO LIMITE.
    A ETERNA LUTA PELOS LIMITES IDEAIS PARA A VIRTUDE SEMPRE TERÁ BONS ESPAÇOS NA VIDA INTELECTUAL DOS MELHORES PENSADORES.
    SOU PELA MARINA, e não aceito a atual imposição da dualidade absurda para um Brasil continental.
    MAIS QUE ISTO DEFENDO O VOTO DISTRITAL MISTO DE BASE COMUNITÁRIA, num desenho que aprofunde a facilidade à candidatura, mais que a fábrica de massa de manobra do voto infantil, ao tempo que traz a vida política mais próxima do cotidiano das pessoas.
    SHALOM
    ZÉ CARLOS

  6. Prezado Ozaí,
    Fui convidada para assistir a aula magna e me preparei para ir, na última hora não pude. Entretanto, percorreria os quase 300 km de Cascavel a Maringá de bom grado se pudesse ter ido. Ainda mais se o prof. Emir Sader disse o que você diz. Lembra-se do ciclo de conferências “O Silêncio dos Intelectuais” produzidas pelo Cultura e Pensamento em 2005? Elas servem como luva para que vc possa rever a afirmação “No entanto, para além de opções eleitorais bipolares e simpatias partidárias, há outras formas de comprometer-se social e politicamente. Há alternativas tão legítimas quanto a adesão a um projeto político partidário”. E se você mesmo afirma que a neutralidade não é possível, gostava muito de saber das outras formas de se comprometer. Peço a Pró-Reitoria Wânia desculpas por não ter ido, certamente fui eu quem perdeu. Será que gravaram a aula magna?
    Valdeci – Unioeste-Cascavel.

  7. Estimado Ozaí,

    Agradeço a sua presença na aula magna da extensão e o conteúdo do texto postado por você em relação a mesma.Isso já é suficiente para sabermos que estamos em uma instituição séria.

    Existem várias formas de se contribuir com o projeto acadêmico, político, cultural e social de uma instituição além da função docente. Alguns buscam polemizar discussões pelos seus blogs, revistas on line , etc, como você mesmo e outros tantos. Muitos, trabalham solitária e incansavelmente nos seus cubículos laboratoriais.Alguns, além disso,desenvolvem projetos diretamente com municípios e comunidades que mal conseguem imaginar o que possa representar uma aula magna. O que quero dizer é que , nesses 19 anos de UEM, tenho acreditado que esta INSTITUIÇÃO sobrevive,se qualifica, se legitima , acolhe regiões , nacionalidades e pensamentos plurais , porque tem permitido espaços de embates, reflexões e ações como o que aconteceu na sexta-feira passada, com a fala do prof.Emir Sader.

    O ritual , nesse caso específico, é uma homenagem e um reconhecimento político e simbólico a todos que têm vivido, empírica e teoricamente ,a extensão e o compromisso social da universidade. Para o prof.Emir Sader , é um agraciamento pela sua séria
    trajetória profissional. A opção que fez por um discurso político-partidário mostra quem ele é e o que está esperando para esse país. Não tínhamos a obrigação de permanecer quietos, sentados , e muito menos de concordar com a sua fala. Mas , penso que devemos sim, respeitar a pessoa que se dispôs a vir até aqui , e mais que isso, refletir sobre os nossos papéis diante de uma INSTUIÇÃO que não se encerra nela mesma .

    O ritual serve também para isso- criar momentos que sejam capazez de nos mover das confortávéis redomas que ,muitas vêzes , nos cercamos.
    Concordo que , em muitos casos´, torna-se exaustivo. Mas vamos aprendendo.

    Não me esqueço , do seu olhar de contentamento no ritual da formatura do CCH, após ouvir vários discursos, o NOSSO paraninfo, os inúmeros nomes dos graduados-alguns mais familiares, e a bela homenagem que foi feita ao prof. Antônio Ozaí.

    Assim, só tenho a agradecer , trazendo a aula magna para além das paredes do Bloco PDE.

    Abraços.

    Sua colega,
    Wânia.

  8. Caro profº Ozaí! O seu relato, preciso nos detalhes como sempre, é clarificante para quem lá não estava a presenciar tão nobre e inquestionável figura do douto cientista, a proferir a sua Aula Magna, que nos pareceu apenas um pouco temeroso do que por acaso possa vir acontecer ao nosso querido Brasil: um belo retrocesso,caso o tucanato reassuma o poder, na figura do sr. Serra. Claro,no mais haveremos de concordar que sem a agressividade colocada na fala e na posição assumida do ilustre Doutor, é possível entendermos a proximidade de tal acontecimento. Bem deve saber o caro mestre que é devido a posturas tímidas que às vezes se perdem grandes oportunidades (eleições)as quais, com certeza, não se recuperam.Concordo, portanto com a missivista ao alto quando coloca que o Dr.Emir Sader, aproveitou muito bem a privilegiada posição e ganhar uns votos, por que não?
    Saudações.

  9. Olha Ozai… antes eu era contra esses cerimoniais e talz… mas depois de escutar tanto a Daine que faz mestrado comigo e que fez graduaçao em direito… hj entendo que eles sao absolutamente necessarios… é preciso seriedade na academia… é preciso os rituais, a defesa do estudo, do metodo, do rigor… etc… etc… Se nos que fazemos parte da academia nao a respeitarmos, quem irá… já diziam outros… e os rituais servem para ilustrar nossos valores, nossas crenças… porque como o Emir falou, é importante uma universidade publica? Porque o Estado tem que por grana nesta instituiçao? Porque é importante… é um patrimonio, e temos que lutar por ele, mostrar o seu valor… qto ao lattes concordo com vc… mas nao foi extensa a explicaçao, acho que o protocolo foi perfeito e conciso.

    Achei uma grande palestra, bem fundamentada, coerente. As pessoas contrárias ao PT podem claro questionar, mas contradizer oq o Emir falou é falta de bom senso…

  10. Caro Antonio Ozaí da Silva,

    Emir Sader, no meu entender diz o oposto ao que o Professor Dr. Denis Lerrer Rosenfield, com propriedade menciona. Enquanto Emir Sader prega a ilusão e a cultura da lombada, Rosenfield a razão e a solução de nossos problmemas a partir de suas causas. Das causas fundamentais.

    fechamos o ano com mais de 150 mil mortes devido a violência, foram sempre mais de 200 mortes por dia. O brasileiro gastou com a violência, segundo o IPEA, mais de 5% do PIB, isso a partir de estudos sub avaliados.

    http://www.nevusp.org/portugues/index.php?option=com_content&task=view&id=199&Itemid=29
    http://desafios2.ipea.gov.br/sites/000/17/edicoes/35/pdfs/rd35not04.pdf
    http://www.ipea.gov.br/desafios/edicoes/24/artigo22743-1.php

    Mas estes resultados são efeito, efeito de uma mentalidade esquerdizante. De pessoas que desejam rever a Anistia, que desejam administrar o Brasil com base no espelho retrovisor.

    Pessoas que não olham para frente, aceitando e vencendo desafios, mas procurando distribuir a riqueza que se produziu, não se dedicam a gerar riqueza.

    Hoje o termo capitalismo no Brasil virou uma ofensa, mas ignorantes e incautos, ou mesmo pessoas de má fé, normalmente ocupando espaços nos partidos de esquerda, desconsideram suas virtudes e, corretamente, suas falhas. A questão é que a Economia de Mercado é subversiva numa Sociedade do Privilégio, numa sociedade pautada por criar privilégios, pautada pelo republicano capitalismo de comparsas ao qual se associou o socialismo de privilegiados, com sua emPTização e nePTismo. A Economia de Mercado, onde o capitalismo encontra sua forma ética de atuação, é subversivo, pois propugna a competição, a impessoalidade e a meritocracia, e dispensa, tanto quanto possível a interveniência de um Estado cheio de vícios.

    Pessoas assim são como o Sr. Sader, mencionam o termo que não se pode explicar: – o neoliberalismo. O fazem porque desconhecem o que vem a ser o liberalismo.

    Só uma verdadeira e bem urdida Sociedade do Privilégio consegue o prodígio de alijar a Economia de Mercado do sistema político-partidário, e consegue nos impor seis candidatos com mentalidade esquerdizante (José Serra, Plínio de Arruda Sampaio, Marina Silva, Dilma Rousseff, Ciro Gomes e José Maria de Almeida) a desancar o que chamam de “o modelo neoliberal”, cada qual propondo, em diferentes vestimentas, a extensão de novos Privilégios e o crescimento do Estado.

    Entre distribuir uma riqueza que não temos e gerar uma riqueza que podemos, creio que devemos optar por atuar nas causas e não nos efeitos, a cultura da lombada no Brasil deve, assim entendo eu, ser erradicada e para isso se faz necessário que venhamos a entender o que nos cabe para construir uma verdadeira nação.

    “Não se conhece nação que tenha prosperado na ausência de regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado.” (Prof. Ubiratan Iorio de Souza)

    Leia: http://www.kanitz.com.br/impublicaveis/defesa_da_classe.asp

    o qual foi comentado pelo Luciano Pires:

    http://www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast/?pagina=/2010/01/14/falando-sobre-nacao/

    Não podemos viver a dicotomia da direita e esquerda.

    Entre distribuir o que não temos e gerar o que podemos e devemos, não me deixo enganar por políticos demagos, paternalistas e corruPTos, que assim desejam mais e mais presença do Estado para assim poderem subjugar a todos. Esta questão de esquerda e direita é sempre intrigante, mas procuro me afastar dela, pois entendo que não devemos viver na dicotomia e assim fazer o jogo das esquerdas. O jogo é um simples embuste, colocam tudo à direita: totalitários, liberais, conservadores, social-democratas, social-cristãos, usw… Assim não entram no debate sobre as vantagens do liberalismo, pois o identificam com tudo que é oposto, facilitando ou falseando o debate. Entrar neste jogo permite a eles usar um termo que não possui nenhum significado, o termo “neoliberalismo”.

    Par a fugir disso, entendo eu, busco não a divisão, mas o entendimento através de uma forma que me parece ser mais mais correta, as defino em função de dois vetores, considerando as liberdades pessoais e econômicas, onde teríamos os totalitários, onde ambas as liberdades tendem a zero, a esquerda onde a liberdade econômica tende a zero, a direita onde as liberdades pessoais tendem a zero e finalmente os liberais, onde tanto a liberdade econômica como a liberdade pessoal tendem a ser máximas, porém são e devem ser limitadas pela responsabilidade individual, pelo fiel observação do princípio da subsidiariedade, pela democracia e com ela o Estado de Direito. Tanto a direita, quanto a esquerda, quando se colocam em prática, tendem à centralização e ao totalitarismo. E isso se dá devido não se sustentarem, como foi o caso do Brasil em sua história mais recente, ou durante regimes de exceção ou como foi também nos países socialistas e comunistas, razão de terem produzido tantas mortes, sofrimento e subjugação. A questão é que em função destas tendências temos diversos gradientes.

    A questão é que gerar riqueza, emprego e renda dá trabalho, vagabundos optam e oPTam por olhar pelo espelho retrovior e distribuir o que não temos, mas não se dão conta que assim promovemos a diáspora econômica brasileira ou como Luciano Pires cita, e o faz de forma divertida, que estamos nos tornando “refugiádos éticos”:

    http://www.lucianopires.com.br/cafebrasil/podcast/?pagina=/2009/12/04/refugiados-eticos/

    1. Riqueza das Nações de Adam Smith
    2. A Nova riqueza das Nações de Guy Sorman
    3. O Caminho da Servidão de Friedrich August von Hayek
    (http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2007/04/o-caminho-da-servido.html)
    4. Por que sou liberal, ou o discurso que quase não foi pronunciado: http://www.ecsbdefesa.com.br/fts/LIBERAL.pdf
    5. Ação Humana de Ludwig von Mises (Anexo)

    No mais recomendo que ouça: http://www.ordemlivre.org/?q=node/80

    Abraços,

    Gerhard Erich Boehme
    gerhard@boehme.com.br
    (41) 3252-0620
    (41) 8877-6354
    Skype: gerhardboehme
    Caixa Postal 15019
    80530-970 Curitiba – PR

  11. Caro Ozaí,
    Já estive por aqui comentando um texto seu sobre Nietzsche. Gosto de seus textos. Volto hoje porque fiquei a me perguntar o que teria motivado o comentário sobre a aula magna se não… o patente engajamento político do comentarista? Seu texto faz exatamente o que você diz que o professor fez: é simpático, mostra o constrangimento da exibição do currículo, define “aula magna” e mostra que ele (o professor) não correspondeu, passando de orador para palestrante; diz que ele tem o direito de tomar posição – tanto que não surpreende -, mas ele poderia ter feito outra coisa. Você não acha que ao apontar a impertinência da fala do professor o que faz é indicar os trilhos dos quais ele não deveria ter saído? Qual o problema em o militante suplantar o cientista?
    Bom, quem lê o blog do prof. Emir Sader sabe qual é a posição dele. Fiquei encafifada com seu texto (não pelo texto em si, moderado e respeitoso, mesmo me deixando curiosa com relação ao “há outras formas de comprometer-se social e politicamente” / “para além de opções bipolares”), porque, no momento, com toda a grande mídia a serviço de um único candidato, qual seria a outra forma? A candidata alternativa também está aliada a um dos pólos, contribuindo, ela também, para mascarar a bipolaridade. A grave diferença com relação à atual oposição é que ela tem a maior rede de televisão e os maiores jornais a seu lado – coisa que a oposição anterior não teve nunca!
    O que o professor convidado (não acredito que quem o convidou – e quem lotou o auditório – esperasse dele outra coisa) deveria ter feito? Feito de conta que ali, dando a aula magna, ele seria somente o professor? Ele aproveitou a ocasião? Pelo visto, sim, e deve ter incomodado alguns, que podem se valer de seu comentário sobre a fala do professor para fazer uso de argumentos ad personam.
    Enfim, fico curiosa com relação a todos que propõem uma terceira via. Se ela existisse de fato, no momento atual, não poderia permitir ser encampada por nenhum dos lados. Acontece que já foi…
    Um abraço,
    Viviane

    PS: As perguntas que fiz são animadas por uma experiência que vivi em janeiro e que partilho com você – participei de uma banca de tese cujo tema era a violência da mídia corporativa com relação aos nordestinos. Um dos membros da banca, depois de muitos elogios (houve unanimidade quanto a seriedade, qualidade, e tudo o mais que indica a excelência de um trabalho acadêmico), trouxe um senão: por que, entre as inúmeras reportagens de uma revista, escolheu justo “esta sobre Lula”, tornando a análise, “de certa forma, tendenciosa”. O candidato respondeu com singela brevidade: é que não é uma tendência, é uma afirmação mesmo.

  12. Gosto muito do Emir Sader
    O problema é quando se acredita que se deve anunciar o caminho como “missionários” do projeto. Em termos de sem-terra, posso dizer que a era lula foi pior para o MST que na época do FHC. Então a defesa quase a-crítica da Dilma é problemática desde o início. Daqui a um ano o próprio Emir estará publicando artigos contra ela no seu blog, que ademais, é excelente.
    abraço a todos e continuemos tecendo comentários

  13. Concordo plenamente com a análise do Prof. Antonio. Me considero de esquerda e até o momento estou fortemente inclinado a votar na Dilma, mas não consigo suportar o fundamentalismo de esquerdas que consideram até o ato sexual uma oportunidade imperdível de “gerar consciência política”. Um abraço, Francisco Pucci.

  14. Caros amigos.
    Temos que reconhecer que a livre manifestação do pensamento, desde que não fira a ética , a moral e os bons costumes da sociedade como um todo, é sempre bem vinda, pouco importando se a sardinha vai para um lado ou para outro.Afinal estamos numa vivência pré e pró democracia, e isso temos que respeitar.
    Na Ética dos pais – Pirkei Avôt , dos hebreus, temos a indicação desse fato como lamentável; porque, alí diz: Se o teu pensamento é sábio cuida para que não seja destruido por apenas um segundo e uma palavra descuidada.SHALOM.

  15. Eu ficaria extremamente frustrado se estivesse então ali presente. Afinal, qual o objetivo e sentido de uma AULA MAGNA? Escutar peroração política / eleitoral? Para tal não iria -e nunca fui nem irei- a uma “Aula Magna”! Assim, endosso comentário de Paulo Roberto de Almeida de 17/04 às 21:55.

    Entretanto, méritos à UEM/PEC, pois é dever da academia de fomentar a inquietude, até o desconforto e o embate de ideias. Por este prisma, parabéns!

  16. Olá, Ozaí
    Só para lembrar: a abreviatura de professor é prof. e não profº. e a de doutor é dr. e não drº.
    Atenção com a língua portuguesa é um dever.

  17. Caro Ozaí

    Acompanho muitos dos teus comentários com muito interesse. Elogio as posições claras sobre “n” quesstões.

    Mas neste caso do Emir ficaste nos devendo os argumentos aos quas aludiste, e que adjetivaste o corpo da notícia. Como Sader está construindo a posição que citaste. Interessa entender o que o leva a esta posição militante.
    Interessa entender em que ponto a academis pode se encontrar com a história. Ou só lhe resta o trágico cumrimento de rituais de auto-destruição.

  18. Estimado Antonio
    Saude e Liberdade
    Nos lugares que marxistas, social-democratas, cristãos, estiveram ou estão no poder observa-se a onipresença do Estado em todas as esferas da vida pública. O formalismo portanto além de se manter é mera decorrência. Concordo não obstante que além do voto, da democracia representativa, do Governo, do Estado, da Igreja, etc. existam outras opções e alternativas. O desafio esta em estas se apresentarem para a sociedade, em conquistarem seu espaço. Tarefa ingrata pois ainda clamam no deserto essas idéias e ideais, enquanto isso o Sinédrio com seu formalismo arasta as multidões.
    Um abraço e cumprimentos por manter acesa a chama da polemica.
    Pedro

  19. Olá Ozaí!

    Pena que moro em São Paulo e não pude assistir a aula magna do Prof. Emir Sader.
    Bom saber que continua existindo intelectuais que emitem opiniões e, ao emití-las, não se refugiam no muro do dizer tudo e nada dizer e – melhor ainda – alertam a quem ouve (mesmo aos conservadores de todos os matizes) que para o Brasil, e para as suas universidades inclusive, existe uma opção eleitoral que representa retrocesso político, social e cultural para o país. Bom que não seja a opção que o professor defendeu!
    Grande abraço

  20. Ozaí, como já lhe escrevi no twitter, também acho o cerimonial excessivo. Uma aula magna não é um café na esquina, e comporta uma cerimônia, mas seria mais agradável em doses menores, eu acho…
    Quanto à transformação da “aula” em momento de campanha, acho lamentável. Não que eu pense que seja possível neutralidade. Mas partidarizar, e usar um momento como esse pra fins eleitorais… As pessoas deviam então ter sido avisadas que iam para algo parecido com um comício…
    Lendo aqui os comentários anteriores ao seu post, fiquei curiosa em relação ao imediatamente anterior ao meu. Se não são “posições políticas ou eleitorais” que fazem com que se oponha tão veementemente ao nome do Emir Sader, quais seriam? Não entendi por que razão uma aula proferida por ele não poderia ser “magna” jamais…
    Eu, de minha parte, fico só com saudade do EDER Sader… 😉

  21. Bem, o que vou dizer nao tem nada a ver com posicoes politicas ou eleitorais. Acho que o que ele cometeu foi uma ofensa a Universidade, aos professores, aos alunos, a todos os que foram ouvir uma aula “Magna”, ou seja, uma exposicao seminal, como se diz, resumindo alguma area do conhecimento, o que obviamente nao foi o caso.
    Por isso, com perdao pelo comentario impertinente, de certa forma iconoclasta, mas me parece haver ai uma contradicao nos termos:
    Se se trata de uma aula magna nao pode ter sido do Emir Sader.
    Se foi o Emir Sader nao pode ter sido uma aula magna.
    Se foi uma aula da Sader, nao pode ter sido magna.
    Se foi magna, nao foi do Sader….

    • Como sempre a infelicidade do “professor”, agora intelequitual como o próprio prefere, é de amargar! aliás mais amargurado impossível! quiça o convidem para alguma “aula magna”. como tal não sucede, porquê será?!?! vai ficar apenas nos tradicionais pensamentos medíocres e nas antíteses pobres! assim é!

  22. Caracas!!!!!! no meu tempo de peão era mais breve até as formalidades iniciais … as coisas de formalidades…brincadeira….é melhor estas formalidades weberianas com o corte da esquerda que o formalismo liberal de direita. Bem que na universidade temos que ver este formalismo. Legal Ozai…bem neste momento que o Mauro Puero esta em casa…kakakakakakk

  23. olá antonio !
    quero parabeniza-lo pelo texto !
    concordo com o que falou sobre o cerimonial .
    sobre o militante ter suplantado o cientista politico…
    acho que o profºdrº tem todo o direito de escolher um lado e torna-lo publico ,mesmo que a situação nao seja a mais apropriada .acho que ele aproveitou a ocasião pra angariar uns votos usando de sua posição privilegiada .
    saudações !

    • O pior é que diante de tanta formalidade, com tantas taças em sua frente, ele simplesmente abriu a garrafa e bebeu água no bico. Quebrou todo o protocolo….rsrsrs

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