14 comentários sobre “ONG católica diz que aborto é um direito da mulher

  1. Desde há vários anos, um grupo que se define “Católicas pelo Direito de Decidir” (CFFC) tem apoiado publicamente o aborto, afirmando que esta reivindicação está em sintonia com o autêntico ensinamento católico. Esta reivindicação é falsa. Com efeito, a atividade deste grupo orienta-se para a rejeição e a deturpação do ensinamento católico acerca do respeito e da salvaguarda devidos à inerme vida humana do nascituro.

    Diversas vezes a Conferência Nacional dos Bispos católicos (NCCB) afirmou publicamente que CFFC não é uma organização católica, não fala em nome da Igreja Católica e de fato promove posições contrárias ao ensinamento da Igreja, como é articulado pela Santa Sé e pela NCCB.

    A nível prático, CFFC é uma arma do “Lobby” abortista nos Estados Unidos e no mundo inteiro. Trata-se de um grupo de defesa, que se dedica a apoiar o aborto. É patrocinada por um determinado número de poderosas e ricas fundações particulares, sobretudo norte-americanas, e tem em vista promover o aborto como um método de controle demográfico. Esta posição é contrária à atual política das Nações Unidas, bem como às leis e disposições da maioria das nações do mundo inteiro.

    Na sua última campanha, CFFC concentrou os seus esforços nas relações públicas para pôr fim à presença oficial, e calar a voz moral, da Santa Sé como Observador Permanente junto das Nações Unidas. Os seus esforços nas relações públicas têm ridicularizado a Santa sé com uma linguagem que faz recordar outros episódios de fanatismo anti-católico, de que no passado a Igreja católica foi vitima.

    Como os Bispos católicos dos Estados Unidos têm afirmado há muitos anos, o uso do vocábulo “CATÓLICAS” como trampolim para promover a eliminação da vida humana inocente e ridicularizar a Igreja é ofensivo não só para os católicos, mas para todas as pessoas que esperam honestidade e clarividência nos pronunciamentos públicos.

    Declaramos uma vez mais, com a maior ênfase: “Em virtude da sua oposição aos direitos humanos de alguns dos mais desprotegidos membros da raça humana, e dado que as suas finalidades e atividades contradizem deliberadamente os ensinamentos essenciais da fé católica… “Católicas pelo Direito de Decidir” não merece o reconhecimento nem o apoio como organização católica”

  2. Eduardo, você traz considerações importantes, mas outras absurdas. O que eu disse foi em resposta ao “irresponsabilidade da mulher” postado em um dos comentários. Não estou dizendo que todo homem que se separa abandonou os filhos, mas isso sim acontece em milhares de casos, basta buscar os dados: 25% dos brasileiros não tem o nome do pai na certidão de nascimento. Sei que nem todos os pais fizeram esta opção, mas é um número altíssimo de qualquer forma. O feminismo cometeu e ainda comete equívocos, mas isso advém do “massacre material e moral das mulheres” , como você mesmo apontou. No mundo, as mulheres têm salários em média 22% menores do que os homens, no Brasil este número sobe para 34%. Aqui, o desemprego entre as mulheres é de 8%, quase o dobro da taxa de desemprego dos homens. A sociedade que eu defendo é uma sociedade onde as mulheres possam se autodeterminar, da mesma maneira que é possível aos homens e a questão do aborto passa por esta autodeterminação.

    • Tá, Maria, eu concordo com você, desde que a separação entre trigo e joio seja feita.
      Está muito claro que a solução das questões de gênero virá com a instauração de uma Democracia digna desse nome, com todo mundo exercendo os seus direitos e cumprindo com as suas responsabilidades. Existe homem canalha, mulher canalha, homem bacana e mulher bacana. Cuidado com o discurso feminista, porque está baseado em muitas, mas muitas idealizações, ou irrealidades, portanto em muitas injustiças. Eu digo e sustento que o feminismo é qualquer coisa comparável ao racismo, poderemos conversar mais a respeito.
      Agora, quando pintar um movimento social e político em defesa da verdadeira soberania do povo, a Democracia, e esse movimento está muito perto de aparecer, teremos a oportunidade de ver as mulheres instituindo todas as suas demandas sociais e políticas, porque são a maioria.

      Eu mesmo sou contrário à prática do aborto, que para mim é mesmo abominável, mas sou favorável à discriminalização, e quem deve dar a palavra final é a população feminina, apenas por uma questão de justiça. Em minha opinião, uma mulher que faz aborto já está passando por uma situação tão grave, tão dramática, que ninguém tem o direito de apontá-la como uma criminosa. Se eu fosse religioso, defenderia a discriminalização exatamente por isso.

  3. quero entender os tucano fala tanto em aborto, porque eles não fala do extermino da juventude que morre todos dia eles não diz nada

    • É que, não que o aborto não seja um tema polêmico e importante.
      A mídia adotou como tema principal o aborto.
      Mas, no Brasil é assim mesmo, o debate fica parecendo luta livre, dá mais ibope.

      Faz sucesso porque o povo gosta disso! Respira isso!
      Só perguntar para qualquer homen por aí, ele sabe o nome de cada jogador titular e reserva do seu time de coração, mas não sabe em quem votou na eleição passada.

      Esse é o nosso país! Infelizmente.

  4. Eu acredito que a Instituição Igreja, seja ele qual for, católicas ou não, é mais uma empresa do sistema capitalista, portanto, está defendendo os seus objetivos, os lucros e sua Ideologia. Não cabe a ela definir e ou decidir o que o outro deve fazer. Cabe então a Mulher (e o Homem) decidir o que fazer com o seu corpo. Ela é livre, tem o livre arbitrio para escolher o que é melhor para ela. SÓ ELA tem o direito de decidir o que fazer. Para mim, estas instituições são hipócritas, levianas e falsas. O que estas Instituições precisam é de cuidar dos seus próprios erros e de suas mazelas.
    O ABORTO tem que ser de livre escolha da mulher.

    • “Eu acredito que a Instituição Igreja, seja ele qual for, católicas ou não, é mais uma empresa do sistema capitalista…”
      Como é que é? Você tem certeza?
      Estranho, de acordo com a história e a história da política economica a idéia de capitalismo surgiu no século XIX. Que eu saiba as igrejas são mais velhinhas.
      É também concordo contigo, cabe ao homen e a mulher decidir o que fazer com o SEU CORPO e não com o corpo do feto!

      O aborto é escolha da mulher como cornear é escolha do homen?
      Na minha sociedade isso não funciona!

      Abraços!

    • Olá, João Paulo.
      Deixe-me abrir um pouco o meu coração, ando necessitado disso.
      Amigo, eu concordo com tudo o que você escreveu, mas estou com problemas em relação a religião. Eu sou ateísta, mas estou vivendo toda aquela espécie de coisa considerada muito a sério pelo Espiritismo, de maneira a me sentir obrigado, neste momento, a concluir que Deus existe, e que a espiritualidade é um fato. Sinto-me um tanto atormentado.

  5. Em minha opinião, esse assunto do aborto deveria ser decidido por meio de uma grande consulta popular, com alguns meses ou anos de discussão, algo ainda mais abrangente que um plebiscito.
    Mas, durante a deliberação, SÓ AS MULHERES TERIAM O DIREITO DE PARTICIPAR, por meio do voto secretíssimo!

    E vejam em que pé andam as coisas. Numa eleição passada, não lembro qual, o patife do Antony Garotinho tinha uma posição sobre aborto mil vezes mais avançada que a Dilma e o Serra têm hoje. Dizia-se ele, com a Bíblia debaixo do braço, contrário à prática do aborto, mas quem tinha autoridade para dar o Sim ou o Não à discriminalização era a sociedade — sem dizer como “a sociedade” seria chamada a deliberar sobre o tema, é claro.

    Abraços especialmente carinhosos às leitoras. Eu, que tenho horror ao catolicismo, gostaria de tascar um beijo no rosto de cada Católica pelo Direito de Decidir, essa gente é muito necessária. E também tenho horror ao feminismo, a soberania das mulheres deve ser apoiada meramente por uma questão de justiça. Um dia, quando houver democracia no mundo, até mesmo as crianças terão instrumentos de poder político para si, e discutirão os seus assuntos, e governarão a Terra, com os pais e os avós.

  6. Bom, vamos lá então.
    Supondo que seja legalizado o aborto. Pergunto, vai ser mais fácil ou não uma jovem adolescente, por exemplo, abortar ao invés de ter a criança?
    Será mais fácil ou não abortar por motivos econômicos?
    Será mais fácil ou não abortar por motivos de vergonha ou pressão da sociedade?
    Será mais fácil ou não abortar por ter tido uma relação casual?

    Esses motivos entre outros justificam o aborto, mesmo correndo o risco de se estar praticando um assassinato de um ser humano?
    Será que é tão difícil assim pensar em uma alternativa melhor?

    O pior é uma ONG que se diz cristã apoiar essa causa, mesmo sabendo que a legislação permite o aborto em caso de estupro e em caso de risco de morte para a mãe.

    Não há justificativa moral para o aborto em caso de irresponsabilidade da mulher!
    Que são as maioria dos casos.

    • Jeferson, “irresponsabilidade da mulher”? não sabia que a mulher tinha a capacidade de gerar filhos sozinha. Você sabia que 20% das familias brasileiras são compostas apenas pela mãe e pelos filhos? ou seja, de cada cinco famílias, uma não possui a figura do pai. Mas estes homens, coitadinhos, não são considerados irresponsáveis. Eles podem decidir se querem ou não ter os filhos, pois simplesmente os abandonam.

      • Opa, calma lá!
        Nem todo homem que se separa da mulher “abandonou” os filhos, o cara simplesmente foi embora de casa porque o casamento não deu certo, e muitas vezes a mulher, que também não é santa, usa os filhos para infernizar a vida do desgraçado, por vingança, movida por canalhice ou por imaturidade. Eu mesmo vou vivendo esse tipo de vilania, e tenho muita autoridade para dizer que tal postura, orgulhosamente sustentada por um sem-número de mulheres, está entre as coisas mais covardes que o gênero humano pode ter a oportunidade de observar.
        Por isso eu considero o tal feminismo das coisas mais idiotas deste mundo, e das mais irreais. O homem é sempre um patife, e a mulher é sempre o máximo. Isso não está certo, é qualquer coisa comparável ao racismo.
        E então, Maria Gorete, para isso vocês queriam o direito ao divórcio? Para culpabilizar o homem se o divórcio se concretizar, apontando-o como um crápula que abandonou os filhos, sempre que isso for conveniente? Que diabo de sociedade você defende? Baseada em que espécie de relações?

        E mais isto: a responsabilidade sobre todos os assuntos da família, ali em âmbito privado, deve caber igualmente ao homem e à mulher, certo? Pois então. Se a família se desagrega, a CULPA (para usar uma linguagem que talvez lhe agrade) deve caber igualmente aos dois, bem como a decisão mais sábia e mais adulta do que fazer daí para frente.

        Então vamos combinar o seguinte. Dou-lhe minha palavra de homem que não vou compactuar jamais com o massacre material e moral das mulheres, e, em troca, a mulherada se abstém de nos apontar, a mim e aos demais homens que há sobre a face da Terra, como os calhordas imundos que vieram à existência para fazer o mal, está bom assim?

      • Querida Maria,

        Quando um não quer dois não brigam, posso ter me expressado mal, do mesmo modo que homens enganam, mulheres também enganam.
        Mas, o que eu quis dizer é que quem vai pagar o pato é o bebê que está sendo gerado.
        Isso é justo? Isso é ser cristão? Jesus decidiria desa forma? Não há solução melhor do que abortar? Após a fecundação do óvulo pelo espermatozóide esse ser é um ser humano ou um pedaço de carne? Você pode ou alguém nesse mundo pode me provar se o ser trata-se de um ser humano legítimo ou não?
        Partindo do pressuposto da dúvida, é prudente abortar correndo 50% de chances de risco de estar cometendo um assassinato premeditado?

        Se você puder me tirar essas pequenas dúvidas vou concordar que um ser humano concorde com a prática legal do aborto!

        DESAFIO A TODOS QUE LERAM ESSE POST A REFUTAR ESSE TEXTO:
        Lógica do abortismo

        Olavo de Carvalho
        Diário do Comércio, 14 de outubro de 2010

        O aborto só é uma questão moral porque ninguém conseguiu jamais provar, com certeza absoluta, que um feto é mera extensão do corpo da mãe ou um ser humano de pleno direito. A existência mesma da discussão interminável mostra que os argumentos de parte a parte soam inconvincentes a quem os ouve, se não também a quem os emite. Existe aí portanto uma dúvida legítima, que nenhuma resposta tem podido aplacar. Transposta ao plano das decisões práticas, essa dúvida transforma-se na escolha entre proibir ou autorizar um ato que tem cinqüenta por cento de chances de ser uma inocente operação cirúrgica como qualquer outra, ou de ser, em vez disso, um homicídio premeditado. Nessas condições, a única opção moralmente justificada é, com toda a evidência, abster-se de praticá-lo. À luz da razão, nenhum ser humano pode arrogar-se o direito de cometer livremente um ato que ele próprio não sabe dizer, com segurança, se é ou não um homicídio. Mais ainda: entre a prudência que evita correr o risco desse homicídio e a afoiteza que se apressa em cometê-lo em nome de tais ou quais benefícios sociais hipotéticos, o ônus da prova cabe, decerto, aos defensores da segunda alternativa. Jamais tendo havido um abortista capaz de provar com razões cabais a inumanidade dos fetos, seus adversários têm todo o direito, e até o dever indeclinável, de exigir que ele se abstenha de praticar uma ação cuja inocência é matéria de incerteza até para ele próprio.

        Se esse argumento é evidente por si mesmo, é também manifesto que a quase totalidade dos abortistas opinantes hoje em dia não logra perceber o seu alcance, pela simples razão de que a opção pelo aborto supõe a incapacidade – ou, em certos casos, a má vontade criminosa – de apreender a noção de “espécie”. Espécie é um conjunto de traços comuns, inatos e inseparáveis, cuja presença enquadra um indivíduo, de uma vez para sempre, numa natureza que ele compartilha com outros tantos indivíduos. Pertencem à mesma espécie, eternamente, até mesmo os seus membros ainda não nascidos, inclusive os não gerados, que quando gerados e nascidos vierem a portar os mesmos traços comuns. Não é difícil compreender que os gatos do século XXIII, quando nascerem, serão gatos e não tomates.

        A opção pelo abortismo exige, como condição prévia, a incapacidade ou recusa de apreender essa noção. Para o abortista, a condição de “ser humano” não é uma qualidade inata definidora dos membros da espécie, mas uma convenção que os já nascidos podem, a seu talante, aplicar ou deixar de aplicar aos que ainda não nasceram. Quem decide se o feto em gestação pertence ou não à humanidade é um consenso social, não a natureza das coisas.

        O grau de confusão mental necessário para acreditar nessa idéia não é pequeno. Tanto que raramente os abortistas alegam de maneira clara e explícita essa premissa fundante dos seus argumentos. Em geral mantêm-na oculta, entre névoas (até para si próprios), porque pressentem que enunciá-la em voz alta seria desmascará-la, no ato, como presunção antropológica sem qualquer fundamento possível e, aliás, de aplicação catastrófica: se a condição de ser humano é uma convenção social, nada impede que uma convenção posterior a revogue, negando a humanidade de retardados mentais, de aleijados, de homossexuais, de negros, de judeus, de ciganos ou de quem quer que, segundo os caprichos do momento, pareça inconveniente.

        Com toda a clareza que se poderia exigir, a opção pelo abortismo repousa no apelo irracional à inexistente autoridade de conferir ou negar, a quem bem se entenda, o estatuto de ser humano, de bicho, de coisa ou de pedaço de coisa.

        Não espanta que pessoas capazes de tamanho barbarismo mental sejam também imunes a outras imposições da consciência moral comum, como por exemplo o dever que um político tem de prestar contas dos compromissos assumidos por ele ou por seu partido. É com insensibilidade moral verdadeiramente sociopática que o sr. Lula da Silva e sua querida Dona Dilma, após terem subscrito o programa de um partido que ama e venera o aborto ao ponto de expulsar quem se oponha a essa idéia, saem ostentando inocência de qualquer cumplicidade com a proposta abortista.
        Seria tolice esperar coerência moral de indivíduos que não respeitam nem mesmo o compromisso de reconhecer que as demais pessoas humanas pertencem à mesma espécie deles por natureza e não por uma generosa – e altamente revogável – concessão da sua parte.

        Também não é de espantar que, na ânsia de impor sua vontade de poder, mintam como demônios. Vejam os números de mulheres supostamente vítimas anuais do aborto ilegal, que eles alegam para enaltecer as virtudes sociais imaginárias do aborto legalizado. Eram milhões, baixaram para milhares, depois viraram algumas centenas. Agora parece que fecharam negócio em 180, quando o próprio SUS já admitiu que não passam de oito ou nove. É claro: se você não apreende ou não respeita nem mesmo a distinção entre espécies, como não seria também indiferente à exatidão das quantidades? Uma deformidade mental traz a outra embutida.

        Aristóteles aconselhava evitar o debate com adversários incapazes de reconhecer ou de obedecer as regras elementares da busca da verdade. Se algum abortista desejasse a verdade, teria de reconhecer que é incapaz de provar a inumanidade dos fetos e admitir que, no fundo, eles serem humanos ou não é coisa que não interfere, no mais mínimo que seja, na sua decisão de matá-los. Mas confessar isso seria exibir um crachá de sociopata. E sociopatas, por definição e fatalidade intrínseca, vivem de parecer que não o são.

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