Declaração de voto (2)

Em 2006, votei nulo. Não o fiz motivado por qualquer campanha ou em adesão aos manifestos que circulam em tempos de eleições. Era apenas expressão da minha decepção com o governo Lula, em seu primeiro mandato. Por outro lado, também expressava o meu descrédito com a política – política, bem entendido, no sentido restrito vinculado à democracia representativa baseada no sistema partidário. Foi uma decisão de cunho pessoal e individual. Certa ou equivocada, o meu juiz era tão somente a minha consciência. E, não me arrependo.

Em 2006, como hoje, eu não estava vinculado a qualquer partido ou grupo organizado que defendesse a anulação do voto. Talvez chocasse alguns dos meus alunos quando, inquirido, dizia que iria votar nulo. Deixava claro, porém, que era uma posição individual e que respeitava as opções deles. Apenas defendia o direito legítimo e democrático de não sufragar qualquer dos candidatos. Não tinha o objetivo de arrebanhar discípulos e seguidores em torno da minha atitude política – mesmo atualmente, os únicos “seguidores” que tenho são os que me seguem no Twitter!

Em 2006, eu não tinha blog, twitter e nem participava ativamente das redes sociais (Orkut, Facebook, etc.). As minhas opções políticas eram públicas, mas restritas aos artigos que publico na REA e ao círculo mais próximo de amigos, colegas e acadêmicos. Na verdade, porém, elas não estavam em discussão. Imagino que mesmo os críticos simplesmente as relegavam ao status de mais entre outras presentes no campo acadêmico. Que eu saiba, a minha decisão não teve qualquer impacto e consequência pública. Quedou conservada à esfera da minha consciência.

Em 2010, uma amiga me perguntou, de supetão, se votar nulo era uma questão de princípios para mim. De pronto, respondi: sim! Defendi esta postura publicamente quando ouvi um companheiro insinuar que eu estava “em cima do muro”. Outro disse que era “apolítico”. Li e ouvi argumentos contra o voto nulo ainda mais esdrúxulos. Por que esta grita contra os que se recusam a aceitar os limites da democracia partidária? Por que esta ira insana contra os que insistem em buscar outros caminhos para além dos partidos, dos seus candidatos e da democracia representativa? Por acaso é justo acusá-los pela eventual vitória do candidato da “direita”? Parece-me que não. Por que, então, a chantagem política contra o voto nulo?

O tempo, que é o melhor conselheiro, mostrou que a resposta intempestiva à minha amiga estava equivocada. Se no início da campanha eleitoral estava decidido a anular o voto, terminei por mudar de posição e votar no PSOL e PSTU. No 2º turno, acabei por ficar indeciso entre repetir o gesto de 2006 ou votar na candidata Dilma Rousseff.

Não obstante, chegou o momento da decisão. Ao tornar público a minha indefinição entre votar nulo ou em Dilma Rousseff, consequentemente admiti a interlocução com os que defendem uma ou outra posição. Os comentários em meu blog expressam este diálogo e os argumentos pró e contra o voto nulo. Neste período, recebi emails, dialoguei com amigos, colegas e companheiros dos velhos tempos. Assisti aos programas eleitorais e debates, vídeos e a intervenções on-line via twitcam. Li atentamente o que me foi enviado e o que encontrei na internet.

De repente, fui objeto de uma atenção que, sinceramente, não esperava. Afinal, trata-se apenas de um voto! Seja qual for a minha decisão, nunca esteve em meus planos fazer campanha. Amigos telefonaram, outros escreveram. Até fui convidado para uma reunião suprapartidária – algo inédito nos mais de doze anos que moro em Maringá(PR).

Não vou cansar os leitores reproduzindo os argumentos contra e a favor do voto nulo ou pelo voto em Dilma Rousseff. As manifestações dos partidos de esquerda (PSOL, PSTU, PCB, PCO), de grupos que militam no PSOL, entrevistas e declarações públicas do Plínio de Arruda Sampaio, dos movimentos sociais como o MST, o editorial do jornal Brasil de Fato e a declaração de José Arbex Jr., entre outros, dão bem a idéia do quanto a questão é polêmica.

Como disse outra amiga de longa data, não sou um enragé. Concordo com muitos dos argumentos dos que defendem o voto nulo, mas também fui tolerante com aqueles que tentaram me convencer do contrário. O que não aceito é o sectarismo e autoritarismo dos que almejam “convencer” com argumentos maniqueístas, catastrofistas e “culpabilizadores”; aqueles de visão tacanha que não percebem que a democracia pressupõe o direito de divergir e de oposição de esquerda ou de direita.

Claro, alguns argumentos pesaram em minha decisão. Algumas mensagens que recebi – e comentários dos leitores – foram fundamentais para a minha reflexão. Também contribuiu a leitura de O julgamento de Sócrates, de I. F. STONE (Companhia das Letras, 2007). A postura raivosa e preconceituosa de setores da classe média e de setores obscurantistas religiosos também me fizeram pensar, bem como as mentiras e calúnias durante o processo eleitoral.

Um telefonema que recebi hoje contribuiu decisivamente e foi a pá de cal sobre as dúvidas que ainda restavam. Depois desta conversa, liguei para a minha mãe e perguntei se ela ia votar. Ela respondeu que sim e reafirmou o voto na Dilma do PT. Até analisou o último debate: “Ela [a Dilma] estava nervosa no início, mas depois melhorou”. Concordei e provocativo, disse que ia anular o meu voto. Em tom bem-humorado, ela argumentou: “Na faça isso! Você já me decepcionou no primeiro turno!” Ri e disse que iria pensar.

Está decidido: votarei em Dilma Rousseff. Farei isto sem ilusões políticas e ideológicas. Mais do que um voto em Dilma, é um voto contra Serra. Parodiando o presidente Lula, recorro a uma metáfora futebolística: sou palmeirense e, portanto, visceralmente anti-Corinthians. Num campeonato de pontos corridos, porém, pode ocorrer a necessidade de, apesar de tudo, torcer pelo Corinthians. Ora, não é possível fazer isto pela metade, ou ficar contra ambos – já que a derrota do time contra o qual o arqui-rival joga interessa ao Palmeiras. Não posso, portanto, torcer pelo empate. Sou obrigado a deixar as idiossincrasias de lado e apoiar intensamente o adversário, porque a derrota do adversário comum nos interessa. Depois, a vida segue e eu continuarei sendo palmeirense e contra o Corinthians. Ou seja: é ineficaz ser contra Serra e o projeto político que ele representa sem sê-lo 100%. E isto exige ir além do ato de não votar nele, votando nulo; é preciso ser 100% contra, votando em sua adversária e, portanto, diminuir suas chances de vitória eleitoral. Depois das eleições, a vida continua e estaremos na oposição de esquerda à Dilma Rousseff.

Declaro o meu voto em respeito aos leitores deste blog e aos meus interlocutores. Não tenho o intuito de fazer campanha, nem de convencer a ninguém. Como em 2006, é uma decisão de cunho estritamente pessoal e individual. Respeito os que permanecem na defesa do voto nulo e defendo o seu direito legítimo e democrático a esta opção.

51 comentários sobre “Declaração de voto (2)

  1. Estava sem entender o seu posicionamento político em relação ao voto nulo,não entendia se você era defensor do neoliberalismo desvirtuado propalado pelos políticos da direita que se apropriaram do poder durante mais de 500 anos nesse pais e agora apresentam um discurso que precisamos de alternância no poder, dizendo que defendem a democracia nesse país.Não pensavam assim quando FHC apresentou emenda a Constituição para se reeleger. Fico feliz por sua mãe ser essa pessoa esclarecida,de extremo bom senso não por ser contra o Serra ou favorável a Dilma, mas por fazê-lo refletir sobre suas próprias convicções.

  2. Prezados,
    Estamos todos nesse barco, comandado pela presidente Dilma. Contudo, se observarmos atentamente todo o contexto, veremos que na política partidária ocorre todo o tipo de estratégia, onde a ética, a justiça, a lealdade, o amor, a verdade,o próprio Deus não têm vez; o ódio e a satanização do adversário é o que importa, há uma preocupação maior em desqualificar o adversário do que em apresentar seu plano para governar ou legislar. É ganhar e tirar proveito, é tudo ou nada; creio que seria possível elborar uma reforma política que a torne menos desumana.Vivemos uma grande crise de identidade social e coletiva.
    Abraço,
    Adriano

  3. Muito bem meu caro Professor Antonio da Silva, aprecio bastante e ‘e de louvar os fundamentos que apresenta TANTO para defender o “a priorado” VOTO NULO assim como os fundamentos do voto a DILMA, a demais o debate que desenrolou a respeito. para tal, embora “tarde” acho que tanto o voto nulo como qualquer outro tem o mesmo valor quando for fruto de uma a priori reflexao para o fazer. Mocambique tem muito a aprender com esta experiencia brasileira, sobretudo na conscioentizacao-digo eu- do valor do voto seja ele qual for. A nossa experiencia jus-politica em torno da democracia mocambicana ilustra que vota-se a ‘pessoa’ e a cor partidaria e nao programa para uma nacao. se o poder ‘e de per si doce, aqui ‘e ainda muito mais doce.

  4. Caríssimos e Professor Ozaí,
    Acho muito interessante essa discussão, que aliás, deveria ter ocorrido bem antes do dia “D” (31/10/2010), quanto as criticas e avaliações dos participantes neste Blog, acredito o Brasil (o povo) ainda está muito aquém de um estágio avançado em condições ótimas para avaliar seus representantes, vejo que nesses processos falta muito a presença de Deus, o povo age norteados pelos próprios interesses e, muitas vezes são manipulados por grupos interesseiros que se mantém no pudor apoiados no povo iludidos em engodos, migalhas que caem de suas fartas mesas. Humanizar o ?Brasil é reduzir suas diferenças, mas com dignidade.
    Na minha visão o período de ditadura militar acabou e entrou a ditadira civil, talvez seja até pior que a outra, pois você confia naquele que tem um discurso ilusório e pratica totalmente diferente, inclusive contra os princípios de Deus.

  5. Meu “CAMARADA” Ozaí: Quero acreditar que tomamos a posição correta. Se fosse o “Outro” que tivesse ganho, o País, com certeza, seria muito pior. Agora com “ELA” precisamos aguardar para ver. Esperamos não nos decepcionarmos com o voto que demos contra o PSDB. Foi muito bom vê-lo mudar de opinião. Valeu! Um abraço.

    • E assim esperaremos o que farão por nós, o que dirão por nós, o que pensarão por nós, o que decidirão por nós.
      Se nos parecer bom, oba, ótimo para nós.
      Se nos parecer um lixo, ora, coitados de nós, fomos traídos — como se não tivéssemos nada com o que antever a traição.
      Ou, por outra: é tão difícil assim prever o que vai se passar durante esse próximo governo, com os apoios que tem, com as alianças que quis costurar, por opção e nunca por necessidade (trata-se de um bom negócio em termos financeiros, só isso), com os planos de governo que já apresentaram sobre edução, saúde, transporte, modelo econômico, etc, etc, etc, etc?
      Eles já disseram com todas as letras o que farão por nós, o que dirão por nós, o que pensarão por nós e o que decidirão por nós, foram eleitos para isto — e reparem bem que, pelo menos até o momento, os tais golpistas não deram um tiro, não mobilizaram nem sequer um acampamento de escoteiros. E nós aqui nos perguntando que diabo vai acontecer durante o próximo governo…

  6. Saúde, companheiro Antonio Ozaí e demais.

    Eu quis dar uma passada e comentar o seu texto após as eleições. Bem, temos algumas coisas interessantes aqui. A certa altura, você se coloca contra as chantagens de todo tipo num papo como esse que já acabou, porque as eleições já passaram, para, em seguida, dizer que quem não estava disposto a votar em Dilma-Themer era contra o Serra só até certo ponto; não era “100%” — o próprio Partido dos Trabalhadores, como um todo, estará entre os tais que podem se dizer “100%”? Está muito claro que quem vota nulo ou deixa de votar está, com mais ou com menos qualidade, contra o sistema instituído, e não há por que recebermos o questionamento sobre quantos por cento da nossa posição política é verdadeira. Parece-me claro também que esse tipo de questionamento deveria recair todos os dias sobre outros indivíduos e grupos políticos, e não sobre nós, já que não assaltamos cofres públicos, não negociamos os rumos da sociedade sem a sua anuência ou abertamente à sua revelia, não falsificamos o discurso por uma questão de conveniência, não promovemos o peleguismo sindical em nome do lucro em dinheiro e da conservação de um poder político espúrio, etc, etc, etc, etc. E é óbvio que não estou me referindo nem a você nem aos que votam individualmente segundo a sua preferência. Eu estou falando, e jogando com toda a convicção no mesmo saco de gatos, de tudo o que há de oficial em nossa política republicana de tipo oligárquico.

    Por outra, deixe-me contar uma experiência absolutamente ridícula que tive nos últimos anos, felizmente durou apenas alguns dias, com uma organização de esquerda chamada Consulta Popular, atualmente organizada como partido. Eu conhecia essa rapaziada fazia tempo, então fui discutir a minha adesão, mas percebei que eles tinham, e ainda têm, o discurso mais ambíguo deste mundo sobre o governo Lula. Fui questioná-los, e eles me disseram que discutir governo não deveria fazer parte do seu projeto “revolucionário”, porque a preocupação deles era com a sociedade (?!), de maneira que teríamos aí a primeira organização comunista neutra, no que toca ao governo vigente, desde o início da história da Terra. Questionei mais um pouco, lembrando-me de uma grande reunião pública que fizemos em minha cidade durante a campanha contra a ALCA, em 2002, em que, lá pelas tantas, o dirigente da CP disse todos inflamadão: “É o seguinte, não temos o direito de roer a corda e deixar de votar em Lula, e, se ele não fizer a reforma agrária, a gente pula no pescoço dele, e fim de papo!”. Pois então, em 2007, esses militantes faziam uma defesa envergonhada do Lula, cheia de discursos indiretos e meia verdades, e nem te conto o que aconteceu quando fui lembrar-lhes o papinho do “vamos pular no pescoço dele, se ele não fizer isso e aquilo”. Fui apontado como um “espião infiltrado” (!!!!!!!!!!!!!!!!!), é notável como esse pessoal se acha importante, importantíssimo, é um tipo de transtorno mental que acomete toda a esquerda, e não tenho encontrado quase ninguém disposto a conversar sobre isso, sobre o nosso panorama mental mais ou menos idiotizado — se é um problema da esquerda, é um problema nosso. Então, vamos tomando cuidado com essa noção de que vamos derrotar Serra nas urnas e Dilma nas ruas, como diz o PCB, em seu discurso tão maravilhosamente linear, porque as coisas não são simples assim. Dilma significa, entre muitas outras coisas, bens de consumo a rodo como um sinal da melhora da vida. Aqui onde moro, toda a meninada vota em Dilma por isso. Votariam em Serra com toda a desenvoltura, se Serra significasse qualquer coisa como a TV de plasma, o IPhone, e não sei mais o quê. Se eu sair dizendo esse tipo de coisa por aí, algum eleitor de Dilma dirá que sou um burguês ($?) ressentido. Pode até ser, já que o burgueses felizes da vida, como os da FEBRABAN, votaram em Dilma e chamaram o voto em Dilma. Se os dirigentes da FEBRABAN são mais confiáveis que os dirigentes da UDR, de uma pespectiva popular, eu só posso concluir que está tudo misturado e retemperado de uma tal maneira no que diz respeito à política republicana que temos hoje, que a estabilidade do capital frente às catástrofes da sociedade é e continuará sendo a única perspectiva.

    Por fim, essa imagem que consta no post é muito bonita, mas é irreal. Essa moça que mofou no Doi-Codi e no II Exército em São Paulo morreu diante dos gorilas, sem tremelicar e sem cantar um piu. Foi talvez estuprada pelos homens da Operação Bandeirantes (conhecidos como estupradores com tendências à necrofilia), levou choques elétricos nas partes íntimas, introduziram-lhe baratas na boca, e não delatou nenhum companheiro, e não assinou nada, e hoje dorme o sono dos justos numa vala aberta por Romeu Tuma em Perus. Essa é a moça da foto. A quem encontraríamos na outra vida, se outra vida existisse, para render homenagem à luta e dizer em voz alta que a ditadura derroutou-se a si mesma e foi derrotada pela humanidade, a despeito da imensa dor inflingida ao mártires da POLOP e outros movimentos guerrilehiros. A moça da foto morreu no Doi-Codi. A que existe hoje está de beijos e abraços com Delfim Neto. A da foto pegou em armas contra Delfin Neto e toda a oligarquia reinante, empenhada na mais profunda oposição em que alguém é capaz de se empanhar, apostando a própria vida o tempo todo e a toda prova. Esse é um tipo de coragem que eu gostaria de ter, sinto muita inveja de quem tem.

    Sim, que inveja eu sinto de algumas características que o povo palestino possui, e que nós brasileiros havendo também de possuir, um dia.

    Abraços.

    PS

    Alguém aí escreveu que o negócio era votar em Dilma, porque esse não foi momento para brincadeiras. São as mesmas palavras usadas por Lula em 2002 para se referir à mobilização sobre a ALCA, em justificativa a sua não participação: “Sou um sujeito sério, não tenho tempo para brincadeiras”. Que beleza de argumentação. fala a verdade. Talvez alguém ache que nós, ao propormos qualquer coisa em prol da construção de uma alternativa social e políitca digna desse nome, estamos brincando. Este deserto de homens e idéias, como dizia o Barão de Itataré, está cada vez mais medíocre.

  7. Imperdível depois de assistir a esse filme você verá como é danoso e perigoso o voto não ser obrigatório. Tem um relato com o autor do Senhor dos Anéis dizendo que países desenvolvidos tem sistema de voto. O filme é um apelo para a população dos EUA votarem e levantarem sua b…..s do sofá, expressão usada que representa o título do filme Rebelião dos Preguiçosos. O download é free
    http://slackeruprising.com/
    Depois por favor comentem e espalhem para quem quiser.

  8. por favor não mande mais nada para meu e-mail, pois uma pessoa que vota em Dilma e ainda divulga ; é uma pessoa que esta de acordo com o desmatamenta da Amazonia, com mensalão, com sequestros, com corrupção! tenha uma boa tarde, com a vitoria da sua candidata!

  9. Confesso que temi o retrocesso se o PSDB voltasse para o governo, ainda mais se tratando de educação pública, iria ser um desastre ainda maior. Agora é Dilma lá, e parafraseio o poeta: E agora José?

    Leia e comente o blog ecodoao.blogspot.com

  10. Caro profetssor,
    Nessas eleiçoes não votei pos estou fora do meu colegio eleitoral,justifiquei. Mas também tive serias dúvidas quando pensei na possibilidade de ir votar. Uma coisa eu tinha certeza: Contra Serra. Nos 510 anos de história do Brasil, passamos 502 anos vivendo numa ditadura,ora ou outra disfarçada,mas ditadura. E agora estamos num processo doloroso de passagem, e temos de tentar dar continuidade. Se o presidente Lula fez a Dilma? Bom, ela não seria eleita atoa, independente de quem quer que a tenha feito. Parabéns! Um abraço

  11. Valeu Ozai! Parabéns pela lucidez e flexibilidade. Pelas reflexões também.

    Um grande abraço, Lucila Tragtenberg

  12. Ah! A sabedoria das mães!!!! Guerreiras…com a sabedoria das experincias da vida..ah! essas mulheres…Margarida(s), Amelia(s), Maria(s), Dilma(s), etc..

  13. É isso aí professor. Não queremos nesse país a volta de um estado mínimo mas sim a construção de um Estado democrático de direitos com a participação da sociedade civil via conferências, que foram extremamente reduzidas no governo FHC (PSDB) essa participação. Admiro a sua coragem em declarar publicamente seu voto. Ainda não temos o ideal, mas retroceder jamais!

  14. Eleições 2010

    Em conversa com algumas/alguns colegas ao final do 1º turno (Eleições Presidenciais) resolvemos que, ao invés de votar no nulo como sempre fizemos, votaríamos no/a candidato/a que estivesse com menos pontos percentuais. Partimos do pressuposto de que nem todas as pesquisas são falhas, muitas são tendenciosas, e de que elas podem sim, definir as eleições no Brasil atual.
    Com o tempo o objetivo será fazer valer o voto nulo – que chamamos de voto rebelde, e não inconsciente, como querem alguns – , colocando NULO como opção; e acabar com o voto branco que aparece na urna eletrônica
    (lei Nº 9.504). Ele não tem mais sentido. A abstenção é a grande vencedora no processo eleitoral. Cabe aos partidos políticos tratarem do caso. Outro nó é a obrigatoriedade do voto, que deverá ser tratada para as próximas eleições presidenciais.

    Quase todos os presidentes, governadores e prefeitos brasileiros se elegeram com a minoria do eleitorado, se somarmos os votos nulos, brancos e abstenções. Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva incluem-se na afirmativa acima.

    Podemos estar errados, mas ninguém está livre disso.

    Modesta, Daniel Celso, Afonso Maia, Euler, Maria Alícia e outros/as

    Observem a tabela:

    ” Eleições para Presidência da República – Taxa de abstenção e de votos brancos e nulos, Brasil, 1945-2006 (%)
    ELEIÇÃO: 1945 1950 1955 1960 1989 1994 1998 2002 2006
    1º. Turno 2º. Turno 1º. Turno 1º. Turno 1º. Turno 2º. Turno 1º. Turno 2º. Turno
    ABSTENÇÃO: 19,48 27,94 40,32 19,31 11,67 14,09 17,76 21,48 17,73 20,45 16,75 18,99
    BRANCOS: 1,18 2,56 1,78 3,38 1,63 1,40 9,23 8,03 3,03 1,88 2,73 1,32
    NULOS: 1,09 1,76 3,41 3,78 4,83 4,42 9,55 10,67 7,36 4,12 5,68 4,71
    TOTAL: 21,75 32,26 45,51 26,47 18,13 19,91 36,54 40,18 28,12 26,45 25,16 25,02
    Fonte: Tribunal Superior Eleitoral. Elaboração: LEEX-IUPERJ http://www.ucam.edu.br/leex/Brasil/Dadger/ABNPSGP.htm; 2006:
    Núcleo de Pesquisa em Sociologia Política Brasileira – UFPR”

  15. Estimado Prof. Ozaí, desde o ínicio estabelecemos um diálogo franco e fraterno sobre a polêmica entre o voto nulo e o voto crítico em Dilma, portanto minha posição pelo voto nulo foi fundamentada em email´s anteriores que trocamos, assim como a sua é fundamentada pelo texto que ora apresenta.

    Respeito muito sua decisão apesar de discordar dela, afinal, diferentemente de outros interlocutores, o que sempre pautou nosso diálogo foi o respeito e a argumentação política sobre o assunto. Estou absolutamente convencido de que vença quem vencer e tudo indica que Dilma vencerá, chegaremos a 20 anos de políticas neoliberais no Brasil, políticas essas, absoluamente contrárias aos interesses da classe trabalhadora, e acho também que mesmo sendo uma disputa da ordem burguesa – terreno ao qual não acredito deva ser nosso princiapal foco de luta – acabamos por ser um pouco co-responsáveis pelas escolhas que fazemos, e nesse sentido, desejo de coração que não se arrependa da sua.

    Sds, fraternas.
    Nelson Breanza

  16. Caro mestre e professor,

    Respeito muito sua opinião! Me identifico com suas idéias e sua forma de posicionar-se sobre temas polêmicos. Entretanto, votar em Dilma é votar em Michel Temer resquício negativo de todos os outros governos que existiram e existirão!

    abraço. Boa sorte para oBrasil

    Luciano Guarnieri

  17. Parabéns pelos dois textos que vc apresentou.
    Suas fundamentações para os pontos de vista estão fundadas na racionalidade politica.
    A situação hoje estava para exigir uma posição sobre qual o projeto que se deseja para enfrentar a crise: estado sim para os dois projetos, mas um com mais ênfase para o grande capital e outro com certa divisão das benesses – se for possível.
    O quadro do real já está determinado e qualquer que seja o eleito, as manoras irão depender muito dos nossos esforços de mobilização para empurrar o governo Dilma para o atendimento de nossas revindicações. Ao contrário, esta mobilização e enfrentamento civilizado não seria possível num governo Serra – temos certeza disso pelo seu passado de polícia na rua contra qualquer revindicação.
    É isso Ozaí, o bom senso levou você para uma posição mais equilibrada e sensata.

  18. Caro Ozaí: eu entendo sua posição. Durante a campanha das montadoras e do governo para trocar de carro e aproveitar para comprar um zero com o desconto do imposto, eu também quase não resisti e quase troquei meu carro por um novo. A propaganda naquele período para aproveitar as ofertas incríveis, o super desconto e a oportunidade única de ter um carro zero a preço baixo quase me levaram a trocar meu carro usado. Mas eu resisti à propaganda e estou contente com meu usado e não me arrependo de não ter desperdiçado meu dinheiro num luxo desnecessário. A campanha em torno da Dilma e contra o voto nulo tem o mesmo caráter da campanha do carro zero contra aqueles que estavam felizes com seu carro usado. Você possivelmente não entrou no engôdo da campanha das montadoras e resistiu à pressão publicitária daquela época. Mas como nem todo mundo é de aço, parece que você não resistiu a essa nova campanha massiva dos goebels da mídia política brasileira. Não adianta votar, eleger e dizer que vai fazer oposição de esquerda. Você votou para estar de bem com a pressão pública? É o que parece pelo seu relato. Você sabe o que é pressão pública? É aquilo que existiu em abundância na Alemanha e na Itália na primeira metade do século XX e que agora volta a se repetir aqui no país, timidamente mas volta. Grande abraço.

  19. Quero parabenizar o Professor Ozaí pelo seu bom senso crítico e sensato nessa sua decisão individual. Como você, em 2006, votei nulo, apenas votando num companheiro do PT à Deputado Federal… Pois são dois projetos diferentes e o projeto dos tucanos é a diminuição mais e mais do estado. O mais ridículo do tucanto é trazer a religião de uma forma sensacionalista para dentro da disputa eleitoral. Pois sabemos que o estado é laico, infelizmente as elites exploram através da mídia o ataque frontal as discussões de forma distorcida que são temas que a sociedade tem que encarar de frente. Principalmete a questão do aborto, pra mim o aborto não trata-se de uma questão religiosa, e sim, de um tema nacional de saúde pública…

  20. Olá Ozaí, bom dia !
    Obrigado por votar, agradeço de mente e coração.
    Um grande abraço, bom restinho de final de semana e um alegre feriado, sem tristeza,
    Misael.

  21. Caro Ozaí: a falácia do teu argumento conclusivo está na armadilha do 100%. Será que a aliança absurda da coligação capitaneada pelo PT te permite falar em 100% contra Serra? Achas mesmo que se trata de uma questão binária SIM ou Não, 1 ou 2, Corintians e Palmeiras, Serra ou Dilma? Eles podem não ser iguais, mas jogam no mesmo campo, referendam as mesmas regras do jogo e usam exatamente as mesmas táticas, estratégias e mesmo recursos. E se eu não concordo com isso tudo? Votar em Collor, Sarney, Steinbruch, parcela significativa da FIESP é ser 100% contra Serra?

  22. O Brasil vive uma crise ética. Ai dos brasileiros se não fosse a esperança, que tanto e sempre nos engana. Devemos ter claro que Dilma é e será tão privatizadora das riquezas da nação como os mais privatistas de plantão. Não há porque se enganar. Dendo Dilma, Serra, ou como foi Lula e FHC, todos vão fazer o que o sistema capitalista e seus grupos econômicos ditarem. Por isso, o meu voto consciente é não legitimar esse estado de corrupção, onde O PÚBLICO SE TORNA CADA VEZ MAIS PRIVADO.

  23. Caro Mestre Antonio Ozaí, já se vão alguns bons dias que leio e aprecio as suas posições políticas e observo cada vez mais a sua coerência consigo próprio e com os seus leitores.
    Admito que sempre tive aquela vontade militante e impulsiva de dizer-lhe como seria bom o seu voto na Dilma, não evidentemente pelos seus belos olhos mas, acima de tudo pela luta ora desenvolvida por todos nós contra a re-instalação do mando da direita explícita que acompanha os contrários à política desenvolvida pelo governo Lula, que não sendo aquela que queríamos ainda é melhor do que a apresentada por Serra e seu grupo neo liberalista.
    Parabéns e um ótimo domingo.

  24. Voterei NULO pois não quero dá aval a politica nefasta de Dilma e do PT de Serra e do PSDB. Para mim não existe voto crítico na urna voto é voto. Estarei na oposição de esquerda sem Dilma sendo Serra o mesmo projeto neoliberal.

  25. Caríssimo Professor Ozaí, parabéns pelo esclarecimento, muito oportuno. Mais do que um simples apoio à decisão, quero aqui comentar a atitude que teve perante os “pastores da falsa democracia” com os quais tentou travar diálogo ao longo da disputa eleitoral. Sei o quanto é difícil, pois já enfrentei situações semelhantes nesse pequeno período de Academia.

    O fato é que, acertada ou não – e isso apenas o tempo dirá – sua decisão manifesta o que a minha também expressa, vale dizer, representa a vontade de boa parte da população em exterminar os tucanos da fauna política brasileira, pulverizar seus ideais escusos e sua falsa moralidade.

    Com Dilma, longe estaremos de uma política justa, de realização plena do Estado Democrático de Direito. Mas, creio, é a única maneira de atingirmos um mínimo igualitário e existencial no que se refere à sociedade.

    Grande abraço!

    Moyses

  26. Olha amigo,desde os idos de 50 sempre votei uma vez que muito cedo já estava engajado no movmento sindical e partidário.No periodo da ditadura,como o campo progressista decidiu anular voto,eu e muitos outros nem sequer votavam.Com excessão da eleição de 1974 quecausou aquele rebu nos ditadores de turno que abaram criando os senadores biônicosque de certa forma caiu a máscara dos homens do milagre economico e do arrocho salarial que prometiam um bolo fantasioso que sria repartido em para tos nós.
    Felizmente na era Lula há uma modesta repartição desse bolo.

  27. PROFESOR OZAI

    Tenho seguido atentamente os depoimentos sobre este momento eleitoral do Brasil.

    Bem decisivo para a vida desse País .Deixo aqui um verso de Fernando Pessoa de um poema

    da Mensagem:É a Hora .

    Esta Hora chegou .Se Dilma é merecedora do voto a favor do seu programa fazendo

    o Brasil do Feudalismo em que tem vivido,que seja Dilma a mulher Presidente .

  28. Prezado Antonio Ozaí da Silva

    Existem dois tipos de canditados nesta eleição: o que defende o Estado forte e aquele que defende o Estado Fraco. Por mais que você não concorde com um, ou outro canditado, é nisso, e somente niisso, que respalda a escolha de seu voto.

    Abraços

  29. Leiam o que o ex-petista prof. Francisco de Oliveira fala. Não sei o que a “elite” INTELECTUAL vai dizer disso agora, provavemente, vão desqualificar este importante cientista político que antigamente veneravam…
    É isso que me incomoda a falta de uma postura séria, livre, independente, com capacidade de discernimento que permita ver, decidir com liberdade…
    Leiam e tirem suas próprias conclusões sem medo de ser “feliz” ou de preferência sem medo de pensar diferente o que, infelizmente, no meu meio profissional está cada dia mais difícil.
    Abços
    Neide

    Enviado por Ricardo Noblat –
    17.10.2010
    |
    18h08m
    DEU NA FOLHA DE S. PAULO
    Sociólogo afirma que ‘Lula é mais privatista que FHC’
    Para Francisco de Oliveira, um dos fundadores do PT, é “ilusão de ótica” achar que o presidente é estatizante. Professor emérito de sociologia da USP diz que atual segundo turno obriga eleitor a escolher entre o “ruim e o pior” Uirá Machado

    No começo de 2003, ano em que rompeu com o PT, o sociólogo Francisco de Oliveira, 76, afirmou que “Lula nunca foi de esquerda”. Agora, o professor emérito da USP dá um passo adiante e diz que Lula, mais que Fernando Henrique Cardoso, é “privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu”.
    Na entrevista abaixo, Oliveira, um dos fundadores do PT, também afirma que tanto faz votar em Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB).

    1)Folha – Qual a sua avaliação sobre o debate eleitoral no primeiro turno?

    Fora o horror que os tucanos têm pelos pobres, Serra e Dilma não têm posições radicalmente distintas: ambos são desenvolvimentistas, querem a industrialização…
    O campo de conflito entre eles é realmente pequeno. Mas, por outro lado, isso significa que há problemas cruciais que nenhum dos dois está querendo abordar.

    2)Que tipo de problema?

    Não se trata mais de provar que a economia brasileira é viável. Isso já foi superado. O problema principal é a distribuição de renda, para valer, não por meio de paliativos como a Bolsa Família. Isso não foi abordado por nenhum dos dois.
    A política está no Brasil num lugar onde ela não comove ninguém. Há um consenso muito raso e aparentemente sem discordâncias.
    Dá a impressão que tanto faz votar em uma ou no outro…
    É verdade. É escolher entre o ruim e o pior.

    3)Qual a sua opinião sobre a movimentação de igrejas pregando um voto anti-Dilma por causa de suas posições sobre o aborto?

    É um péssimo sinal, uma regressão. A sociedade brasileira necessita urgentemente de reformas, e a política está indo no sentido oposto, armando um falso consenso.
    O aborto é uma questão séria de saúde pública. Não adianta recuar para atender evangélicos e setores da Igreja Católica. Isso não salva as mulheres das questões que o aborto coloca.

    4)O sr. foi um dos primeiros a romper com o PT, em 2003, e saiu fazendo duras críticas ao presidente. Lula, porém, termina o mandato extremamente popular. Na sua opinião, que lugar o governo Lula vai ocupar na história?

    A meu ver, no futuro, a gente lerá assim: Getúlio Vargas é o criador do moderno Estado brasileiro, sob todos os aspectos. Ele arma o Estado de todas as instituições capazes de criar um sistema econômico. E começa um processo de industrialização vigoroso. Lula não é comparável a Getúlio.
    Juscelino Kubitschek é o que chuta a industrialização para a frente, mas ele não era um estadista no sentido de criar instituições.
    A ditadura militar é fortemente industrialista, prossegue num caminho já aberto e usa o poder do Estado com uma desfaçatez que ninguém tinha usado. Depois vem um período de forte indefinição e inflação fora de controle.
    O ciclo neoliberal é Fernando Henrique Cardoso e Lula. Só que Lula está levando o Brasil para um capitalismo que não tem volta. Todo mundo acha que ele é estatizante, mas é o contrário.

    5)Como assim?

    Lula é mais privatista que FHC. As grandes tendências vão se armando e ele usa o Estado para confirmá-las, não para negá-las. Nessa história futura, Lula será o grande confirmador do sistema.
    Ele não é nada opositor ou estatizante. Isso é uma ilusão de ótica. Ao contrário, ele é privatista numa escala que o Brasil nunca conheceu.
    Essa onda de fusões, concentrações e aquisições que o BNDES está patrocinando tem claro sentido privatista. Para o país, para a sociedade, para o cidadão, que bem faz que o Brasil tenha a maior empresa de carnes do mundo, por exemplo?
    Em termos de estratégia de desenvolvimento, divisão de renda e melhoria de bem-estar da população, isso não quer dizer nada.

    6)Em 2004, o sr. atribuiu a Lula a derrota de Marta na prefeitura. Como o sr. vê como cabo eleitoral de Dilma?

    Ele acaba sendo um elemento negativo, mesmo com sua alta popularidade. O segundo turno foi um aviso. Essa ostensividade, essa chalaça, isso irrita profundamente a classe média. É a coisa de desmoralizar o adversário, de rebaixar o debate. Lula sempre fez isso.

  30. É isso Ozaí: sem ilusões, mas contra a TFP e a oligarquia paulista.
    Dona Margarida sabe tudo! rs.

    Abraços e parabéns pela decisão e pela publicação.

  31. É isso mesmo. Nada de deixar o Brasil descer Serra abaixo. Concordo com seus argumentos, lúcidos e equilibrados. Como diria o prof. Marcos aos militantes do voto nulo/branco, não é hora para brincadeiras, a coisa é séria.

    Parabéns pela decisão.

  32. Caro amigo Ozaí: Parabenizo pela decisão acertada, no meu ponto de vista, evidentemente. Mais que isso: a sua capacidade de dialogar. Pressuposto fundamental para além da democracia liberal. Saudades. Beijos. Edvaneide

  33. Ai como é bom ter uma mãe de juizo, não? ….rs….
    Abraços, parabéns pela escolha!!!!
    Betini

  34. Prezado Professor Ozaí, em seu texto Declaração de Voto [1] eu não consegui escrever porque conhecendo um pouquinho, o Professor Ozaí, e vivendo todas as ocorrências negativas que tivemos em nossa República principalmente dos anos 60 para cá, ACREDITEI EM SEU BOM SENSO. Sabe professor, em 2008 fui obrigada a entrar com representação no MPF Contra a ANATEL; – para tanto, precisei pesquisar para entender o que realmente estava acontecendo no Brasil; – me deparei com os criminosos processos arquivados pelo PGR e os demais arquivados em vários estados, motivando a ingerência do Patrimônio Público, e vindo… vindo… vindo… sem que o cidadão brasileiro soubesse NADA!… porque a mídia golpista e enganosa não publicava.
    — Foi difícil para mim saber em qual notícia confiar para as pesquisas, porque lia sobre juristas de peso na política ou editores de peso, e descobria que eram absolutamente coniventes com a corrupção política existente.
    ― Mas não desanimei, hoje, possuo um pequeno conhecimento, que me oferece bom sustentáculo para escrever o que sinto, no mais puro sentimento de patriotismo pela minha querida PÁTRIA BRASIL.
    — Fique sabendo Professor Ozaí, o senhor está incluído na relação daqueles que busquei a VERDADE REAL, para entender este BRASIL que AMO.
    ― Procurando escolher com consciência, e sem filiação partidária, busquei, comparei, verifiquei, analisei, chegando a conclusão que a Sra. Dilma será a melhor solução para o Brasil continuar a política do nosso Presidente Lula da Silva que fez o que pode, e o que pode fez da melhor maneira; – tenho a certeza que os participantes do PT que não souberam honrar o partido, a candidata Dilma saberá peneirar e excluir, melhorando a qualidade moral do partido, para que possa exercer um mandato digno, cumprindo conforme prometeu em campanha, o reconhecimento da população carente e implantando em nossa Nação, a INCLUSÃO SOCIAL.
    http://mudancaedivergencia.blogspot.com/2010/10/lula-e-um-analfabeto-pe-rapado.html#links
    Grata Professor Ozaí
    Marilda Oliveira
    São Paulo – SP

  35. Paz e bem!

    Ozai, escrevestes:
    “Está decidido:
    votarei em Dilma Rousseff.
    Farei isto sem ilusões
    políticas e ideológicas.”

    Também votarei nela
    sem estas ilusões,
    mas como não é Lula
    e vem de uma escola política
    bem diferente;
    confesso que tenho
    uma pequena esperança
    de que ela peite
    algumas graves questões
    que o Lula deixou de lado.

  36. Ozaí, mesmo q vc votasse nulo, a admiração continuaria a mesma. Belo texto e boa escolha. Votar contra , numa frese feita, tb pode ser votar a favor.

    • Meu voto será contra Lula,pois Dilma é um simples joguete nas mãos de quem mantém as redeas de conduzir,ao estilo sindicalista, como sempre fez.Não aceito imposições.Quero poder dizer:
      Lula, lamento sua derrota.Sua ausencia no governo prencherá uma grande lacuna.Espero que nunca volte!

  37. “Está decidido: votarei em Dilma Rousseff. Farei isto sem ilusões políticas e ideológicas. Mais do que um voto em Dilma, é um voto contra Serra.” – faço minhas suas palavras Prof., aliás imagino que essa não seja a primeira vez que te falo isso! rsrs

    Mas diferente de vc Prof., eu optei pelo voto na Dilma-PT há um tempo, quando me dei conta que o risco do Serra ganhar era grande!
    Cheguei a pensar sim no voto nulo, mas o baque (pra mim no caso) do psdb ter ganho aqui no PR foi grande, o que me causou enorme temor do psdb chegar a presidência.

    Tem tbm o fator “Mulher”, acho interessante uma mulher ganhar a presidência de um país como o nosso neste momento histórico, apesar que se fosse o psdb que lançasse uma mulher (algo impossível de se imaginar, diga-se de passagem), eu não votaria não haha

    Enfim, é um voto anti-serra, anti-psdb, anti-direita!
    Sei que o voto nulo nos representaria melhor, mas se podemos, de certa forma, garantir que serra não ganhe votando na Dilma, que assim o façamos!

    É como o PCB lançou: Derrotar Serra nas urna e Dilma nas ruas!

    Um abraço!

  38. Ozaí,
    Desde o início do segundo turno já tinha tomado uma decisão. Que bom que nos acompanha nessa. Também votarei em Dilma, com todas as restrições que isso implica. Contra o obscurantismo!
    Abração!

  39. Mais uma vez, fecho com você. Foi assim que raciocinei desde o início e, no meu silêncio, fiquei torcendo pra que essa fosse sua decisão. Porque concordo com todos os seus argumentos, mesmo que tenha pendido desde que soube que haveria segundo turno, por votar em Dilma. Um abraço.

  40. É verdade, agora é hora de ser 100% contra o Serra. Num segundo momento, podemos nos dar ao luxo de discutir questões mais refinadas sobre a política brasileira no governo Dilma.

    • Olá! meu caro amigo Ozai: parabenizo pela decisão acertada, no meu ponto de vista, evidentemente. Mais que isso: mostra o quanto é importante o diálogo, pressuposto indispensável para além da democracia liberal. Saudades! beijos. Edvaneide

    • Querido professor,
      como você, defendo a legitimação do voto nulo! Não sei se meu voto é por convicção, mas durante o primeiro turno, também não fiz o que as minhas reflexões sobre a política brasileira determinavam que fizesse, votei no Osmar, com a mesma premissa que hoje votarei na Dilma. No entanto, essa não é uma decisão tranquila pra mim, justamente porque não me conforta pensar que tenho que ser totalmente contra o Serra. Por isso, é com grande tristeza e revolta, que me sinto obrigada a também votar na Dilma!

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