5 comentários sobre “Como construir uma democracia no Egito com essa junta militar?

  1. Senhor Mauro Ostronoff, preciso que o senhor me diga como fazer que o Egito, um País de povo árabe, na possibilidade de eleger seus governantes e de rumar à democracia (particularmente não acredito, e, sim, em outro regime de força) seja laico!
    Respeitosamente, a comparação que faço é como imaginar que o primeiro-ministro e/ou o presidente de Israel sejam gentios.
    Tenho lá minhas dúvidas se isto um dia poderá acontecer, tanto com o Estado judeu quanto à “democracia” egípcia.

  2. Para ter um Egito democrático :
    1) os militares devem devolver o poder aos civis constituindo um conselho eleitoral civil para propor as normas partidárias e eleitorais para um pais e governo laico,
    2) após a formação dos partidos marcar eleições com finalidades constituintes
    3) o conselho eleitoral deve fiscalizar as eleições,convidar observadores da ONU e de outros paises como observadores e usar força militar, se necessário, para evitar fraudes
    4) se as eleições correrem tranquilas dar posse aos eleitos
    5) após promulgada a constituição,dependendo do regime escolhido a constituinte ou
    elegeriam um presidente que escolheria um primeiro-ministro para formar um governo
    ou elegeriam um presidente, ou marcariam uma eleição para presidente.
    em qualquer das hipóteses os militares entregariam o poder ao presidente eleito

    Mauro

  3. O Brasil tem experiência com regimes militares no poder. Também no início nos diziam que iriam ficar pouco tempo no poder, mas permaneceram 15 anos. Houve corrupção, a Constituição foi pisoteada, direitos individuais desprezados, demonstração de força, prisões injustas e a imprensa amordaçada através de uma censura rígida.
    Igualmente os Estados Unidos estavam monitorando os nossos presidentes, todos generais (pelo menos não eram só coronéis, como no Egito). Apesar de haver mais de trinta anos que elegemos nossos governantes, ainda temos um longo caminho a percorrer à maturidade política e social como povo. Pelo menos, enquanto éramos governados pelos militares, eles não tiveram ímpetos beligerantes e a paz tanto com países do nosso continente quanto fora dele foi mantida. Internamente tínhamos problemas que nos ocupariam por um bom tempo, existindo resquícios deles até hoje. Portanto, dificilmente, este país árabe conseguirá se governar livre de influências americanas ou da Irmandade Islâmica, muçulmanos que simpatizam mais com o Irã e, na eventualidade de chegarem ao poder, possivelmente vão rever o reconhecimento do Egito quanto à existência do Estado de Israel, algo preocupante pela chance de conflitos mais generalizados naquela região e, talvez, ser ampliado para fora do Oriente Médio conforme os ânimos atuais.
    Na razão direta da inexperiência de nações árabes viverem uma democracia, os países que notoriamente se intrometem na liberdade e decisões soberanas dos outros porque suas forças armadas são infinitamente mais bem equipadas e, portanto, determinando que estes sigam formas de governo de cordo com os seus interesses políticos, estratégicos e comerciais, precisam aceitar essas escolhas. Neste aspecto, a maior dificuldade, indiscutivelmente.
    A dúvida, então, é se o maravilhoso e extraordinário povo egípcio conseguirá a sua liberdade absoluta ou continuará sendo manipulado. Se outro regime de força assumir o governo do Egito, lamentavelmente, que se espelhe no anterior, isto é, opte pela paz, confirme tratados anteriores, mas, desta vez, exija ajuda do exterior à reconstrução do país e transferência de tecnologia para o desenvolvimento do Egito, criação de empregos, habitação, educação e saúde, justamente em nome da preservação da paz, única condição possível para melhorias na região e harmonia entre as nações do Oriente Médio.
    Uma guerra entre árabes e judeus neste momento teria uma repercussão além das fronteiras entre Egito e Israel, e a única maneira de acalmar os ânimos mais exaltados seria a demonstração inequívoca por parte dos países ricos e diretamente interessados nesta questão de valorizarem o povo árabe através de ajuda material e apoio científico, ao mesmo tempo que o surgimento Estado palestino fizesse parte desta mesa de propostas e pedidos de auxílio.
    Um pacote, finalmente, ao estabelecimento de uma nova era que reuniria pacificamente várias nações em conflito nas últimas décadas.
    A grande questão é:
    Existem países e governantes interessados nesta estabilidade social, política e religiosa para os árabes e dispostos a obterem a paz simultaneamente e em definitivo com Israel?
    E os governantes judeus querem a paz ou a ameaça de os árabes atacarem suas cidades facilita que Israel continue invadindo terras alheias e condenando os palestinos à fome, sede, doenças e privação de sua liberdade e dificultar sobremaneira a criação de um Estado palestino?

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