3 comentários sobre “Marcha da Liberdade Maringá

  1. Sem querer entrar no mérito da positiva iniciativa de os jovens irem às ruas protestar (!), a verdade é que foi mais um oba oba que uma passeata devidamente organizada e reivindicando algo que de fato estivesse oprimindo o cidadão.
    Nem eles sabiam a razão pela qual estavam protestando. O negócio era fazer barulho e gritar por uma liberdade que jamais foi tão ampla à juventude como nesses tempos!
    Basta que se dê uma olhada na forma como se comportam, como se vestem, como fumam, bebem, namoram, fazem sexo. Como dançam nos bailes funk, rap, hip hop, cujos movimentos sensuais há alguns atrás seriam motivos de escândalo, enfim, a mocidade de hoje não pode alegar que esteja sendo privada da liberdade, pois seria uma grande injustiça!
    E torna-se pertinente cobrar desta rapaziada, tanto deles quanto delas, por que não protestaram contra a violência que a mulher sofre?
    Os estupros e as penas brandas; as agressões de seus companheiros; a violência doméstica; a discriminação no trabalho, nos transportes coletivos, nas ruas e bares.
    Ou para aquelas mocinhas que estavam na passeata está tudo bem? Elas não sofrem maiores assédios de seus colegas? Não são obrigadas a experimentar novas “sensações” através de drogas que os seus namoradinhos oferecem?
    Claro que eu sei que existem jovens conscientes, responsáveis, com objetivos traçados em suas vidas e não pretendem se afastar deles, mas também existe um número significativo e preocupante de jovens sem futuro, sem estudos, oportunidades de se desenvolverem na vida, escolas técnicas que lhes proporcionassem uma profissão, pelo menos!
    Tomara que para as próximas passeatas eles escolham um tema relevante, útil, passível de as autoridades governamentais serem devidamente pressionadas a fazerem algo em prol desta gurizada, que bate cabeça e segue sem maiores orientações pelo mundo afora.
    Ainda bem que esses movimentos demonstram que eles não estão tão alienados assim, apesar de as suas baterias deveriam ser voltadas aos políticos e suas atitudes que comprovam serem eles os grandes traidores deste país, justamente pelas suas condutas imorais, fisiológicas, briga por cargos públicos, desvios de verbas e a institucionalizada corrupção.
    Como os nossos parlamentares são muito espertos, lá pelas tantas eles se engajam nesses movimentos para mais liberdade e pensam que podem transformar o Brasil numa mina de ouro a céu aberto, numa grandiosa farra constitucional, no país da impunidade.
    Que as futuras reivindicações sejam previamente escolhidas, mais específicas, ou de nada vai adiantar sair batendo tambor e berrando no megafone.
    Pura e total perda de tempo!

  2. Antonio
    Boa tarde
    Cumprimentos a ti por teres postado e aos que participaram.
    Alguns intelectuais em suas análises tentam infelizmente ressuscitar presentemente o pré-conceito existente entre 1964 e 1984 onde teríamos lutado tão somente contra o arbítrio. Na época esteve presente o pensamento único de que deveríamos apoiar o Voto Inútil e a unidade de todos contra o Estado de excessão. Felizmente não foi bem assim, houveram os que ousaram defender tb o direito de greve, o voto nulo, a ecologia, os direitos humanos, etc. Na atualidade os que não se atem ao pensamento único e combatem as “Nomenklaturas” ainda são minoria, mas ao protestarem estão abrindo a possibilidade das multidões da Tunísia, do Egito e presentemente Grécia, também tomarem corpo e ocuparem espaço no Brasil.
    Cordialmente
    Pedro

  3. PrezadProf.Ozaí,

    vendo o filme da Marcha da Liberdade em Maringa, de repente, voltei às decadas de 60, depois 70, 80… O grito ainda é o mesmo. A diferença, me parece, é que hoje temos mais questões por que lutar. Ou talvez, as questões de sempre se agigantaram e, para podermos lidar com elas, precisamos “organizá-las” em questões mais específicas.
    Como educadora e cidadã, que tenta viver da forma mais digna e coerente possível essas duas dimensões da minha existência, só posso dizer, diante da nossa complexa realidade que , sim: ainda me espanto com as coisas que vejo acontecer na nossa vida política e social. E que espero, ainda espero, que nós saibamos ser neste mundo a diferença que esperamos nele ver acontecer.
    Obrigada, Ozaí, por compartilhar conosco as imagens.
    Abraço fraterno,
    Lucia Klein

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