Trecho: O Capital, de Alexander Kluge

O vídeo ilustra a noção de “fetichismo da mercadoria” (O Capital, livro I)

Notícias da Antiguidade Ideológica — Marx, Eisenstein, “O Capital”

Título original: Nachrichten aus der ideologischen Antike — Marx, Eisenstein, “Das Kapital”
País de produção: Alemanha
Ano de produção: 2008
Gênero: Documentário
Direção: Alexander Kluge
Elenco: Hans Magnus Enzensberger, Tom Tykwer, Joseph Vogl, Werner Schroeter, Galina Antoschewskaja, Claudia Buckler, Oskana Bulgakowa, Jan Czajkowski, Dietmar Dath, Boris Groys, Durs Grünbein, Ute Hannig, Johannes Harneit, Oskar Negt, Lucy Redler, Sophie Rois, Helge Schneider, Peter Sloterdijk, Rainer Stollmann
Idioma: Alemão
Áudio: Dolby Digital 2.0
Legendas: Português
Formato de tela: Fullscreen 1.33:1
Tempo de duração: 492 min.
Cor: Colorido e Preto & Branco

2 comentários sobre “Trecho: O Capital, de Alexander Kluge

  1. Recordando, para valorizar o post: a tese central de Marx no capítulo sobre o fetiche da mercadoria, em O Capital, é de que os homens consideram o mundo como uma relação entre coisas, sem perceber que ele é, na realidade, uma relação social entre homens. É isso que explica o pedagógico e excelente vídeo disponibilizado neste blog pelo professor Ozaí.
    Seguindo o método de apresentação de Hegel, Marx parte do que é imediatamente mais simples, a mercadoria bruta (no Hegel da Fenomenologia seria o nível da certeza sensível, no Hegel da Lógica seria o do puro ser, ou o que se encerra em si mesmo), para desvendar o que é mais complexo, o conjunto das mediações sociais que a gera e sustenta, que é, afinal, o que ela encobre sob o domínio fetichizado do reino das aparências. Por isso, disse o “Mouro” – apelido de Marx -, que se a aparência das coisas fosse igual à sua essência, toda a ciência seria desnecessária.
    Simplificando um pouco à esfera do cotidiano, didaticamente podemos dizer que de um lado está um modelo de consciência crítica, de bom senso, com potência transformadora social. De outro, um modelo de alienação ou estranhamento da consciência, de senso comum, de conservadorismo em ato, ou, no máximo, de protesto pelo interesse próprio, privado.

  2. Observar no vídeo como se o mundo houvesse parado a forma como valorizamos coisas em detrimento de pessoas. O consumo transformou a natureza e a conformou, e aqui ressalto Gramsci, as nossas necessidades. Durante toda a história somos levados a acreditar que tudo isso nos permite uma vida melhor quando o acesso a estas coisas nos são permitidas, ou até, quando não nos são, conseguimos uma maneira de justificar a ausência destas, mas, não conseguimos nos desprender.

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