Um comentário sobre “Racismo – Anos Rebeldes

  1. Será que os conflitos começam em casa como mostra o filme ou é dentro do lar que ele se estabelece?
    Eu não saberia dizer até que ponto o ser humano consegue aceitar pacificamente certas questões de foro íntimo quando postas à discussão, ao enfrentamento.
    E, a questão racial, tem componentes extremamente delicados de se abordar, e não será à força que eles serão dissipados de modo que todos aceitem todos e compreendam em definitivo que a igualdade entre as pessoas deve prevalecer sem qualquer contestação.
    A educação, a formação, os exemplos que a própria sociedade oferece diariamente de tratamento desigual entre brancos e negros, elaboram uma complexidade de situações de difícil solução.
    Penso que se deveria iniciar através de uma nova metodologia de ensino, portanto desde o início de uma criança em sala de aula, que a cor da pele ou professar uma religião diferente não significam diferenças, que ninguém é superior ou inferior ou mais inteligente ou menos, mas consequências naturais e de escolha, respectivamente.
    Introduzir desde cedo nas mentes dos jovens a igualdade, de modo que levem consigo este aprendizado e convivência com os demais.
    Digo mais: os colégios não poderiam mais ser exclusivos, no caso, os particulares, pois, em tese, os públicos aceitam alunos sem qualquer distinção.
    Mas os particulares não poderiam mais ser específicos a esta ou aquela seita, religião, filosofia, enfim, deveriam aceitar qualquer aluno que quisesse se matricular naquele estabelecimento de ensino.
    Fosse ele católico, espírita, evangélico, judeu, budista, não importa.
    Ora, como somos um país laico, de novo, em tese, as aulas de religião deveriam ser abolidas, e dar lugar às matérias e disciplinas referentes à vida cotidiana.
    Seria na escola o primeiro movimento que deveria abolir as diferenças e não alimentá-las como vem acontecendo.
    De nada adianta depois que se transformam em adultos, suprimir a carga de preconceitos que ao longo da vida acarretaram, a começar com escolas que segregam este ou aquele aluno em razão da fé ou cor da pele, afora o que ouvem dentro de casa dos pais que aprenderam com os avós e assim por diante.
    Por isso que eu opinei em temas anteriores, a minha rejeição pelas cotas universitárias, que mais servem para alimentar a fome do preconceito que extirpá-lo do nosso meio.
    Aliás, qualquer forma de segregação ou diferença por si só já deveria ser eliminada.
    Esta iniciativa do governo federal foi simplesmente demagógica e deve ser sempre criticada com veemência, ao meu ver.
    Querem o negro na mesma proporção que o branco nas faculdades, então que se inicie a mesma oportunidade para todos desde o fundamental, aparelhando as escolas com tecnologia, conforto, professores sendo bem remunerados e preparados, mas com tratamento igual para todos.
    Na verdade o governo sabe disso, só que não toma as providências cabíveis porque interessa o conflito, é importante jogar as pessoas contra elas mesmas, uma forma abjeta de que os olhos sejam desviados para outros assuntos, menos para o governo e suas incompetências, incapacidades e corrupção desmedida.
    Basta que olhemos a educação em governos que se interessam por ela -lamentavelmente fora do Brasil -, para observarmos como são as escolas e o tratamento dispensado aos alunos.
    A minha opinião é esta: se quisermos diminuir substancialmente o racismo e qualquer outro preconceito, a solução está em novos meios educacionais, inclusive com os pais participando deste novo aprendizado, uma integração que não existe no Brasil entre a comunidade escolar e a sociedade como um todo, e não partes estanques.
    Lamentavelmente para a maioria dos pais as escolas são depósitos de crianças enquanto eles trabalham, deformando o ensino e transferindo aos professores a incumbência de educar, enquanto que seria dos pais esta tarefa, haja vista que a escola ensina e informa.
    Ora, se os pais não têm tempo para educar os seus filhos e querem que a escola faça isso, que todos frequentem as salas de aulas, e façamos do preconceito – qualquer tipo – uma grande discussão comunitária!

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