Reflexões natalinas!

Admito, nesta fase do ano fico reflexivo, quase que deprimido. Sinto-me deslocado, e, de fato, minhas palavras e ações parecem indicar o desejo de isolar-se do clima natalino imperante. Por maior que seja o meu esforço, e o exercício da paciência, não consigo aderir ao espírito do natal. Respeito os que se juntam à onda, mas temo a tirania da maioria. A recusa a adaptar-se ao comportamento considerado normal nem sempre é tolerado pela opinião majoritária.

Talvez Freud explique e seja algum trauma da infância. Mas não sou freudiano e nada entendo da área. A julgar pela leitura recente de um artigo de Melanie Klein, parece que a culpa é da mãe![1] De certa forma, a “culpa” é dela, pois conseguiu, com esforço sobre-humano, criar a prole e oferecer a base mínima para a sobrevivência. Mas, ainda que leigo, também não embarco nesta onda. Se alguém é inocente nesta história, com certeza é a minha mãe. O que eu sou tem muito a ver com a formação que ela pôde oferecer nas circunstâncias da época, mas também sou a síntese das diversas experiências e influências que tive por toda a vida. Ela, portanto, não tem qualquer responsabilidade pelo fato do filho não curtir o natal.

Compreendo, o ser humano precisa de ilusões, necessita acreditar em mitos. A crença no absurdo explica-se por si: Credo quia absurdum. É desaconselhável tentar demover o indivíduo do que ele acredita piamente, por mais que pareça ilógico ao racionalista cético. Claro, o crente também é racional e, de certa forma, ele racionaliza a sua crença. Porém, o determinante é a fé. É preciso o esforço da compreensão, pois, afinal, a crença no absurdum é também uma manifestação da humanidade que nos faz semelhantes. Oh, homem sem fé, talvez tua vida fosse mais leve sem o fardo de não acreditares na imaginação e sentimentos da maioria!

Perdoe, caro(a) leitor(a). Este é o último post do ano e, sinceramente, gostaria muito de compartilhar com você que acredita religiosamente nos mitos construídos pela imaginação humana e fortalecidos pelos interesses econômicos do Papai Noel capitalista.[2] E isto foi consolidado de tal forma que praticamente nos sentimos culpados por não comprar os presentes – com o risco de ser taxado como avarento, sem contar a frustração dos que esperam ser presenteados.

Desculpe, caro(a) leitor(a). Não quero estragar a festa. Festeje bastante, coma, beba, presenteie e seja presenteado. Penso que isto lhe deixará mais feliz! E, no final das contas, é o que importa. Abstraia e evite pensar criticamente, apenas viva o momento. Seja feliz! A consciência crítica pode ser angustiante e lançar sombras sobre a sua felicidade. Perdoe, mas, por favor, tente compreender este meu jeito Grinch. Aliás, para a minha decepção, Grinch termina por aderir ao espírito do natal.[3] Eu, ao contrário, ainda não consegui me adaptar – apesar dos meus esforços.

Mas não quero terminar este ano como o chato do pedaço, o sociólogo – o que dá no mesmo, pois às vezes ambas as palavras são entendidas como equivalentes. Quero que saiba que, como escrevi em outro momento[4], reconheço a bondade dos outros e não sou ingrato a ponto de recusar os votos de Feliz Natal. Se muitos me desejam o bem, talvez eu o alcance. Ademais, para além das formalidades e hipocrisias próprias desta época, existem os sinceros, ainda que expressem seus sentimentos por emails. Há também os que amamos e que, no final das contas, terminam por nos envolver em seus mais puros sentimentos. O Natal passa, mas eles permanecem presentes em nossas vidas e em nossos corações. Eis o mais importante.

E que em 2012, você continue a brindar-me com sua leitura, críticas e contribuições. Tê-lo como interlocutor(a) é um privilégio e um presente. Meu sincero muito obrigado e um FELIZ 2012.[5]

Ps.: Retornarei em 7 de janeiro de 2012. Até logo e tudo de bom!


[1] Ver KLEIN, Melanie. Amor, culpa e reparação. In: KLEIN, Melanie. Amor, culpa e reparação e outros trabalhos (1921-1945). Rio de Janiero: Imago Ed., 1996, p.346-384.

[2] Recordo de Um Conto de Natal, de Charles Dickens, e do avarento Ebenezer Scrooge, que odeia o natal e pensava apenas nos lucros. Se vivesse hoje, saberia que o natal é um bom negócio e estaria muito feliz. Não sou como ele. Parafraseando Max Weber, tenho ojeriza ao “espírito capitalista do natal”. Dickens mostrava que o “espírito burguês” era uma chaga capaz de se alastrar e aniquilar os bons sentimentos e valores. De certa forma anunciava no que o natal se transformaria sob o capitalismo moderno. Ver O Espírito de Natal, 22.12.2007, disponível em https://antoniozai.wordpress.com/2007/12/22/o-espirito-do-natal/

[4] Ver o post citado acima.

37 comentários sobre “Reflexões natalinas!

  1. Caro Prof.Ozaí,
    A missão diária nesta época não muda muito,apenas uma pequena brecada nas correrias que a agenda nos pressiona para nos recolhermos em família sem cairmos no consumismo da época.
    Grata pelas riquezas de sua crônica!
    Abs e luz,

  2. Obrigada pelo crônica honesta. Eu também me sinto assim. Participo da “alegria geral”,
    mas não faço críticas. Há um lado sério da questão que é o inconsciente coletivo.l Esse
    acaba por nos levar. Mesmo fechados em nossa casa não escapamos ao ruído exterior e aos apelos dos que nos cercam . Para o bem de todos e felicidade geral da família e amigos, acabo aderindo. Sem remorsos.
    Thereza Lacerda

  3. Muito interessante o texto professor. Os comentários também são bastante reflexivos.

    Gostaria também de tecer algumas considerações:

    Lendo os comentários de uma colega acima fiquei imaginando que se não está fácil ser cristão, imaginem não ser adepto a nenhuma religião (agnóstico), ou pior ainda ser ateu.
    Para exemplificar, imaginei uma confraternização de fim de ano de amigos / família, quando não parece ser nada constrangedor você se apresentar como protestante, católico, evangélico, mas seria a mesma coisa falar que não acredita em Deus…

    Quanto ao significado do natal para mim foi modificando-se com o passar dos anos. Lembro-me quando era criança, como ficava deslumbrado com as histórias de natal e aguardava ansiosamente meu presente. Também, no fundo de minha consciência infantil havia algo sobre o nascimento de Jesus Cristo e de como isto era importante e devia ser respeitado…

    Hoje, eu continuo feliz com a época do natal, mas não com o natal em si mesmo. Explico-me: a epoca do natal é quando eu revejo muitos familiares, aproveito o tempo de forma mais leve, tenho mais tempo para a família e estes motivos me deixam bem feliz.

    Quanto ao dia de natal, infelizmente ou felizmente, pouco restou da infância…
    Para mim o nascimento de Jesus não foi mais importante que seus atos em vida, ele seria só mais um se não tivesse questionado, refletido em uma época que tais atitudes eram uma afronta. É o aspecto revolucionário da pessoa de Jesus Cristo que me fazem admira-lo com um personagem ímpar da história, e não devido a seus supostos atributos “divinos, milagrosos”.

    Por fim acredito que realmente precisamos de mais homens e mulheres como Jesus Cristo, que respeitem o próximo, que sejam éticos, que dúvidem, critiquem, questionem.

    Precisamos de homens e mulheres que valorizem mais as pessoas que os objetos, que consumam conscientemente, que não sejam complacentes com a corrupção, que não queiram levar vantagem sobre os outros, que não julguem pelas aparências, que se indignem perante uma injustiça, que não cometam injustiças.

    Enfim, precisamos de mais homens e mulheres…

  4. Meu caro editor, adorei a sua crônica que, contrariamente a varios dos seus leitores, achei deliciosa e bem humorada, filosoficamente aceitando esse clima de otimismo delirante que invade todos os espaços em volta da gente.
    As pessoas de quem me sinto mais proxima fazem como você, mantêm a cabeça fria, apesar do alto grau de idiotia ambiente, procuram nao se aproximar de nenhuma loja salvo caso de extrema urgência. Em geral sao pessoas tolerantes e inteligentes, que se reunem em nome de uma velha tradiçao familiar, sem se sentirem obrigadas a esvaziar as prateleiras das lojas em nome da tirania consumista. Até porque, logo depois é o comércio que tem que se livrar dos estoques e, na queima geral, a gente consegue se dar ares de consumidor normal sem se arruinar… Afinal, ninguém é de ferro…
    Mas o que eu nao aguento mesmo sao as musiquinhas – na rua, no supermercado, nas esquinas… e aqueles pobres desempregados ou sei la que tipo de lumpen desgraçado, cobertos de flanela vermelha, borlas brancas e botas pretas em pais tropical que nunca viu neve em dezembro… sem falar no gorro apertando a cabeça… cozinhando em fogo lento… nao sei como é que nao sai um beliscao em bundinha de criança chata, cujos pais obnubilados espiam no rosto do pobre Papai Noel de aluguel um sorriso deslumbrado com as traquinagens do rebento tao engraçadinho… até puxou a barba do velhinho…
    Mas guardemos o bom humor e, aproveitando a ocasiao, antes de ir saindo para ir comprar uns chocolates pras crianças, desejo-lhe de coraçao um Natal muito feliz e rodeado das pessoas que você ama.
    Abraço grande,
    Regina

    • Shalon Adonai, amado ToinhoOzai, koitado ficou doente, perturbação transitóiria do nervo mediano, diagnóstico, tempestade a vista, depois da tempestade vem a bonança, então vc ficará melhor e com muito gás agora em 2012. É claro vais trabalhar mais 2012, é bissexto, essa esperança é confiável, mesmo que se cumpra essa amaeaça dos Maias. Pesnsava eu que o amado fosse mais resistente, quem sabe suas vacinas estão vencidas, ou vc precisa voltar aquela mocidade e novamente ser papai ou ser Vôvô, vc tem direito a escolher. Pronto nem precisa tomar chá de katuaba, é somente isso. Agora se for velhice precoce, já começa a sentir saudade, tão jovem querendo ser um “OLD”, idoso, num tem graça: VAI TRABALHAR , VAI PRODUZIR, VAIS OUVIR MUITO MAIS, É O QUE VAI TE CURAR, CHÁ DE GEZUIS, 2 taças diariamente. HALLELUJAH. * Um Médico feliz como CURANDEIRO. 2012 de Luz e amor………

      • Caro,

        obrigado por comentar.
        Fique tranquilo, estou bem e com saúde mental.
        Também tenho consciência do tempo.
        No momento, não preciso de médico, curandeiro ou psicólogo…
        De qualquer forma, obrigado por preocupar-se.

        Abraços e tudo de bom,

    • Regina,

      meu sincero muito obrigado por ler e comentar.
      Finalmente – e felizmente – alguém que me entende!!!
      Aproveito a oportunidade por agradecer por sempre ler e comentar este blog e também por suas contribuições à REA e ao BLOG DA REA. Espero contar contigo em 2012. E, claro, fique sempre á vontade para divergir, criticar, sugerir, contribuir.

      Abraços e FELIZ 2012,

  5. Lendo seu desabafo um tanto melancólico, lembrei-me de algumas reflexões já vencidas pelo tempo:

    a) Lembrei-me da escritora Raquel de Queiróz, numa entrevista dias antes de morrer ela disse: é muito difícil não ter fé. Gostaria muito de ter uma fezinha para sofrer menos, principalmente quando não temos mais esperança de vida. Darcy Ribeiro, no debate com Rubem Alves, meses antes de morrer, também lamentou não ter espírito de fé em Deus. Daí minha ilação sobre o “espírito de Natal”: deve ser muito duro a vida de pessoas que não entram no espírito coletivo, com ou sem apelo capitalista. As pessoas parecem zumbis, alienadas ao clima natalino, longe da alegria do povo. O mesmo podemos dizer de pessoas que não vivem o carnaval. E pessoas – como eu – que não sabem viver o clima histérico de jogos de futebol, principalme nte os que ganharam. Ganharam um jogo, “mas é só um jogo!!”

    b) Tenho me esforçado para acompanhar o espírito de Natal, mas ainda não para me incluir no espírito do Carnaval e muito menos o espírito do futebol. Lembrando Raquel de Queiroz, no fundo, eu GOSTARIA DE TORCER PARA UM TIME DE FUTEBOL, SER UM FANÁTICO CORINTIANO, PALMEIRENSE, ETC, FALAR ABOBRINHAS SOBRE O JOGO “x” OU SOBRE O JOGADOR “y”. MAS NÃO CONSIGO, PORQUE NÃO ADQUIRI ESTE ESPÍRITO FUTEBOLISTICO. Sem querer fazer psicanálise rasa, SOFRI INFLUÊNCIA PESADA DE MEU PAI, para não se deixar ser mais um “alienado do futebol” (alienado era termo usado pelos marxistas nos anos 60 a 80; era como um xingamento). No pacote, também fui influenciado por meu pai (que foi pra mim um grande amigo), para não tomar Coca-cola, não ouvir rock, não usar calça jeans, não apre nder inglês, TUDO PARA NÃO SER ALIENADO OU NÃO SER ESCRAVO DO CAPITALISMO IANQUE. Meu amado pai me fez crítico, consciente, SIM, mas NÃO me fez necessariamente mais social e feliz. Porque uma pessoa que não entra no “espírito da moda”, no “espírito futebolistico”, no “espírito do carnaval”, no “espírito de Natal”, entre tantos outros, NÃO É POPULAR. Como disse Joaozinho Trinta: só intelectual gosta de se mostrar avesso ao gosto popular; mesmo assim há aqueles que se acham porta-voz do povo. Coitados!!!

    c) Sinceramente, eu não sei se o “espirito natalino” é tão ruim assim, exceto para os intelectuais rabuzentos. Porque mesmo com a carga consumista do “espírito natalino” parece existir uma tentativa (de algumas pessoas) de fazer o clima social mais leve. Algumas até se reaproximam de outras. Natal pode ser um momento de reparar erros cometidos com colegas, amigos, familiares, mas depende da autocritica e do bom-senso. Natal pode ser momento especial de reencontro com familiares, mesmo aqueles que a gente não gosta ou não queremos encontrar…mas é preciso tolerar…ou é melhor forjar uma atitude “pseudoautista”??? . Pelo menos, no Natal, as pessoas viajam e reencontram com outras que se verem, ou mais. Natal também pode ser momento de reflexão sobre a vida, e preparação para o Ano Novo, mas depende de a pessoa ter esse estilo de “refleção”, “ preparação”, fazer “projetos”. Tem gente que vai vivendo a vida, conforme diz Zeca Pagodinho, sem projeto de vida e sem sem musicalidade. SE TIRARMOS O NATAL, A VIDA SERÁ MELHOR? OLHA, ISSO JÁ FOI FEITO EM ALGUNS PAISES “em nome de uma nova religião”, pesquisem que aconteceu com as pessoas? (Lembro-me do filme “Casamento silencioso”: proibiram o casamento porque o cararada Stalin morreu, e o que fez a família e os convidados???).

    d) Parece-me que o texto faz alusão ao filme “A onda”. Ora, a “onda” natalina, ainda que artificiosa, hipócrita e consumista, faz mal?
    Lembro-me que entre nós somos forçados pela “onda” natalina. Mas onde o Natal é proibido, o “grande lider” (sempre existe um “grande lider” para metaforizar o grande lider do cristianismo) impõe ao seu povo adorar o “grande lider” Kim…ou outro. O que é menos pior: o “espírito de Natal” no mundo cristão e capitalista com todos os seus vícios ou o “culto à personalidade” com traços de histerismo coletivo ao “grande-veneravel-admiravel-lider supremo”??? Como escreveu Kant, vivemos numa época possivel de eslarecimento, mas NÃO ESTAMOS ESCLARECIDOS, até porque muitos se recusam ser esclarecido, e muitos sistemas políticos impõe ao povo uma vida infantil de adoração a um “grande pai”. No nosso caso, adoramos objetos, jogadores de futebol, artistas pop, e até santos cristãos e Papai Noel. (Veja o ensaio de Contardo Caligaris/ FSP: 22/12/2011 “P apai Noel por toda parte”).

    e) Como tenho um olhar psicanalítico, observo que muita gente fica deprimida no Natal. Outros ficam deprimidos com a ideia de Fim de Ano. Outos, ainda, se deprimem em meio a euforia do Carnaval. O número de suicídios aumenta nestas datas. No caso específico de Depressão Pré-Natal (DPN), talvez seja coincidência eu conhecer três sociólogos que entram em crise nessa data. Talvez não seja um sintoma específico da sociologia, mas sim, dos intelectuais mal resolvidos na vida prática. (A pesquisa de Pedro Demo aponta que o curso de sociologia é paradigma de infelicidade da universidade brasileira, embora o número de suicidas seja maior nos cursos de medicina). Acompanho, sim, professores universitários muito mal resolvidos na vida prática. Eu ousaria dizer que nossos professores são bem infantis na vida prática, e bem adulto s quando escrevem textos teóricos. Convivemos com uma personalidade esquizo na cultura acadêmica. Os sintomas vão desde pequenas ironias e chistes sobre o espírito natalino que contuma aparecer sobretudo na última reunião anual de departamento.

    Suponho ser esse sintoma um “ranso” do dogmatismo esquerdista (o infantilismo de esquerda que falava Lenin, que fez escola por aqui). A boa notícia é que esse ranso parece ter sido superado por alguns departamentos de universidades, graças a nova geração de professores. Eles promovem festinha de confraternização, até com elementos de Natal na decoração, criando um clima mais leve e causando mal-estar nos professores conservadores, os Zumbis da data natalina.

    f) Pior do que os zumbis da nata natalina, são os que se deixam ser tomadas pelo demÃ?nio na ceia. Isso mesmo, um amigo de longas datas passou a evocar figuras do Candomblé, que ele não conhecia, mas que fez uso para causar constrangimentos nos membros de sua família, convidados, o prédio todo, porque ele urrava de ódio ao Natal de Cristo. Ainda vem que fomos salvos pelo bom-senso das generosas senhoras que cuidavam da festa familiar. Fiquei pensando: se não tivessemos o Natal de Cristo ou do Capital, teríamos um Outro Natal para juntar nossas famílias pelo menos uma vez por ano??? (Lembro-me do camarada Stalin que mandou destruir catedral de São Basílio, e que queria no lugar um edifício mais alto que o Empire States, e no lugar da cruz da igreja imaginem que símbolo deveria ter o edifício? Advinhem? A Catedral de São Basília foi reconstruida, recentemente.. .). É tafefa da antropologia analisar porque o ser humano precisa de festas coletivas, mitos, ritos de passagem, etc, que sempre escapa da pressão totalitária, porque sua pulsão de vida é muito mais forte.

    g) Ozai, sinceramente não sei porque estou escrevendo este longo comentário sobre o seu texto melancólico. Sinceramente, não sei porque, e não pretendo analisar as causas deste escrito. Mas fiquei “mexido” pela sua melancolia. Como já disse, seu texto me lembrou Raquel de Queiróz procurando uma “fezinha” para aliviar um pouco a vida. Ao que parece a paixão futebolista ou pelos movimentos estudantis e sociais – que também são “ondas” – são insuficientes para preencher a alma. Acompanhei também isso no meu velho pai, em detalhes que não discorrerei aqui. Voce disse que sua mãe não tem culpa de sua falta de sensibilidade natalina, mas eu digo com tranquilidade: meu pai me influenciou, sim, e muito conversamos sobre essas coisas, fazendo uma autocrítica. Inclusive, por esse efeito negativo em seu filho, lev ava ele a me incentivar fazer psicanálise. Ele demonstrava alivio eu estar em processo de psicanálise, que me ajudou muito a lidar melhor com esses conflitos subjetivos. Tenho outros conflitos, mas não esse, felizmente, graças as conversas com meu pai e a psicoterapia psicanalitica.

    É isso.

    Desculpe-me ter escrito tanto…Abç. Raymundo. PS: para não parecer hipocrisia, nesse ano estou testando não desejar feliz natal e nem feliz ano novo. Mas respondo aos que me desejam, por educação

    • Caro amigo Raymundo,

      obrigado por ler e comentar o blog.
      Li atentamente as suas palavras. Quantas reflexões, dilemas e questões! Não ouso responder, não tenho as palavras certas. Mas fico contente que tenha lido minha humilde reflexão e que esta tenha-o estimulado a escrever este longo comentário. Sempre aprendemos algo! Obrigado.

      Abraços e sinceros votos de um FELIZ 2012! Tudo de bom,

  6. Oi Ozaí!

    Há um argumento seu que não posso concordar e que é muito comum no ateísmo. Bem, porque de crenças acredito que é impossível estar livre: é preciso crer que Deus não existe, embora a exuberância da natureza e dos céus; é preciso crer que os ensinamentos e as promessas de Cristo são ilusões, embora o crescimento do cristianismo nos países pobres do globo na atualidade. É preciso crer que os homens por sua própria conta são capazes de construir uma sociedade justa e igualitária, emboira todas as evidências em contrário. Como crente em Cristo, sou cético em uma série de coisas, mas O tenho como meu Deus salvador. Deus encarnado que veio ao mundo morrer pelos meus pecados. Agora, voltando ao seu texto, essa crença parece aos olhos do ateísmo uma muleta, uma necessidade psicológica frente a incompreensão do mundo, uma forma de fugir da verdadeira realidade material das coisas. No momento que confessamos a Cristo estamos de fato carregando uma cruz, não uma muleta, não é fácil seguir a Cristo, não é fácil almejar uma vida de santidade, não é fácil negar-se a si mesmo, não é fácil dar centralidade a Deus em todos os momentos da vida, não é fácil confessar a Cristo aos olhos de nossa sociedade. Muito mais difícil do que não aceitar o comércio em volta do Natal, é descobrir a miríade de pecados inscrita em nossa carne e lutar contra todos eles. Por isso, por essa dificuldade, é impossível ao ser humano ser cristão, Jesus pregou o impossível, a fé em Cristo é impossível ao homem e a mulher, acaso não fosse o consolo e o despertar do Espírito Santo. A fé verdadeira não é uma muleta, é um milagre, em vista da quantidade de coisas que é preciso abdicar para aceitar Cristo. “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam (1Co 2-9)”.

    Abraços Ozaí e te desejo o melhor para o próiximo ano, não a prosperidade, mas o evangelho de Cristo.

    • Caro Rodrigo,

      muito obrigado por ler e comentar o texto.
      Respeito sua fé, suas crenças. Não quero convencê-lo do contrário, mas também não sinto necessidade de acreditar em divindades – tenham o nome que tiverem – e nem de seguir ou ser discípulo. Também não almejo a santidade e a a minha concepção sobre o ser humano é muito realista – no humano habita “anjos” e “demônios”, o bem e o mal. Na minha forma de ver, não há “bem” ou “mal” absolutos. Mas, é claro, como escrevi acima, respeito sua forma de pensar e crenças.

      Abraços e tudo de bom em 2012,

  7. Ozaí, mais uma vez seu texto é muito crítico, verdadeiro. Que natal, que coisa nenhuma, apenas aparências. Cadê o respeito ao ser humano, seus valores e sua dignidade? Como sempre, seus comentários, seus artigos nos levam a uma compreensão melhor da atual situação que enfrentamos. Um grande abraço, é o melhor presente de Natal, abraços Mailde

    • Mailde,

      muito obrigado por ler e comentar o texto – e também pelas palavras de estímulo.
      Fique à vontade para divergir, criticar, sugerir…
      Espero contar com a sua leitura, críticas, etc., em 2012.
      Sinceros votos de um FELIZ 2012,

  8. Antonio
    Boa tarde
    Muito adequadas tuas ponderações, quanto às chamadas festas de final de ano. De há muito as comemorações humanas, portanto, os chamados feriados, festas religiosas, familiares, comunitárias, vêm perdendo seu significado social, lúdico, de encontro, simbólico, reflexivo, para dar lugar ao mero e perdulário consumismo. Afastando de imediato a defesa de causa própria (vitupério), a pretensão de exemplo (soberba) e tendo a humildade de declarar que ganhei o pão como comerciário durante parte de minha vida, informo que fui educado no seio da família a ser frugal e econômico. Obvio que não podia ser diferente, pois nossa situação era e permanece de luta pela sobrevivência.
    Ao que conste no início do cristianismo a vida dos adeptos era bastante simples o que atesta que as comemorações deveriam (em tese) se revestir de parcimônia e não marcadas por excessos.
    O ato de presentear consagrado nas sagradas letras e no costume antigo, era reservado para o dia 6 de janeiro (coisa ainda observada em muitos lugares), o que a nosso ver separaria o sagrado (natividade) do terreno (coisas materiais).
    Os tempos obviamente são outros, o consumismo e o desperdício, preponderam sobre a caridade e a partilha, propostas iniciais do cristianismo.
    Qual teu exemplo observamos todas essas movimentações ao longe, com respeito aos que tem por celebrar, ficando somente angustiados pelos que não tem com o que se alimentar, quer espiritualmente, quer materialmente.
    Junto com a maioria dos brasileiros (excluídos sociais) permanecemos na labuta, não tendo condições e nem tempo para preocupações secundárias, por isso nossa homenagem e reconhecimento aos que seguem trabalhando todos os dias do ano, incluso o dia do solstício (sol invictus).
    Aproveito o ensejo para te agradecer a tolerância o e convívio nesse ano de 2011, torcendo que possamos manter o dialogo e a critica construtiva também no ano convencional de 2012, visto que filosoficamente o tempo é sempre o mesmo e nós é que passamos.
    Cordialmente
    Pedro

    • Caro Pedro,

      meu sincero muito obrigado por sua amizade, leitura e comentários ao blog durante este ano. Cometo o pecado de nem sempre responder aos leitores, mas, tenha certeza, sempre leio e aprendo. Seus comentários sempre são lúcidos e estimulam a reflexão.

      Agradeço também por compartilhar sua experiência de vida comigo e os leitores do blog.

      Sim, foi o ser humano que inventou a contagem do tempo (as vezes esquecemos que o nosso calendário não é não foi o único existente). De qualquer forma, é bom darmos esta parada e nos iludirmos de que o tempo recomeça em 01 de janeiro de 2012. Somos humanos, precisamos de ilusões. Assim, um FELIZ 2012 para todos nós. E que possamos contar com a sua leitura e comentários. Vc é um dos interlocutores especiais que tive a sorte de conhecer, ainda que virtualmente. Obrigado.

      Abraços e tudo de bom,

  9. ACHO ENGRAÇADO REFLEXÃO SOBRE O ESPÍRITO CAPITALISTA DO NATAL E NOFINAL DIZER QUE É O ÚLTIMO POST E QUE VOLTA APÓS O DIA DE REIS DE 06/01/2012. CONCLUSÃO SE NÃO APROVA AS FESTAS PORQUE USA O CALENDÁRIO RELIGIOSO PARA DESCANSAR.

    • Caro(a),

      obrigado por seu comentário.
      Também acho engraçado seu comentário. Imagino que vc saiba que exista uma coisa chamada FÉRIAS!!! Dizem por aí que o foi o “pai dos pobres” quem concedeu-nos esta dádiva!!! Prefiro acreditar que foi a luta dos trabalhadores, embora reconheça a esperteza do Getulio Vargas. Será que vc acha que os trabalhadores não devem ter férias, descansar?! E olha só como a vida é interessante: eis-me em férias, mas aqui a responder teu comentário. Estou descansando!

      Abraços e continue a ler e comentar o blog. Seus comentários são muito instigantes!

  10. Ola’, Ozai, bom dia!

    Aqui hoje amanheceu de chuva, e meus cachorros ganharam um presente de manha de Natal especial: um opossum no quintal. E’ um tipo de gamba’ bem feiiinho, mas bom com a familia, e importante pra ecologia. Buddy e Inu sairam correndo pra “catar” o opossum, mas ele foi mais rapido e subiu numa arvore. Esta’ la’, olhando pra baixo, balangando no galho. Hoje os cachorros vao ter uma manha otima, contemplando o que nao podem pegar!

    Uma vez uma femea opossum caiu de uma arvore, bem aos pes dos meus cachorros, que querem matar tudo que cai de arvore. Escutei os latidos e fui ver. O pior e’ que estes bichinhos sao marsupiais; a femea estava carregando um filhote, e o bebezinho saiu da bolsa da mae quando ela caiu. Ouvi o barulho dos caes e fui ver: la’ estava a mae, durinha, e o pobrezinho inocente do lado de fora, sem saber o perigo que o cercava. Tratei de trazer os cachorros pra dentro, e esperar que a mae opossum nao estivesse morta.

    Em meia hora, fui ao quintal de novo, e la’, debaixo da arvore, so’ havia umas folhinhas amassadas.

    Feliz Natal! e abracos pro seu pessoal todo.

    Eva

    • Eva,

      obrigado.
      Coitadinho do opossum – que eu nem sabia que existia rsrsrs – e sorte dos seus cachorros!
      Agradeço também por sempre ler e comentar os textos deste blog. Sempre leio seus comentários, desculpe não respondê-los.

      Abraços e sinceros votos de um FELIZ 2012 para vc, o Terry e todos os seus,

  11. Faço parte do grupo dos céticos. Posso compreender perfeitamente cada palavra sua, No entanto, quando meus sobrinhos nasceram, resolvi virar a “mamãe Noel” deles e a partir daí aderi ao senso comum,

    • Cara Áurea,

      obrigado por ler e comentar. Espero contar com sua leitura e comentários, críticas, etc. em 2012!
      Sim, compreendo! Muitas vezes temos que fazer pelos outros o que não faríamos por nós!
      Abraços e tudo de bom em 2012!

  12. Caro professor: é bem verdade tudo o que aqui confessa. Ontem, na casa de um filho, durante o troca-troca de presentes e, mais precisamente, ao voltar a minha casa e ver a árvore vazia de tantos pacotes, eu refletia sobre tudo isso.
    Estou longe de ser uma marxista empedernida, mas vejo essa escravidão do consumo galgar um terreno avassalador, deixando a cada dia, em cada um de nós, a dolorosa sensação de, por momentos, pensar que nada somos por nada podermos (comprar) presentear. E, o que é ainda mais grave: descobrir que o presente mais aceito é (via de regra) aquele pelo qual mais dinheiro paguei.
    Meio a tantas ações e pensamentos imbricados, não nos escapa a reflexão sobre o império desse consumismo desenfreado. E aqui vamos nós, rumo a 2012; que seja ele um ano de reflexão e, quiçá, de alegres descobertas.

    Ah! Eu quase esqueci: obrigada pelos tantos presentes que o senhor me enviou ao longo deste ano que se vai. Os presentes que eu “li” forjaram uma nova mulher… Melhor que isso: forjaram um ser humano melhor.
    Até 2012.
    Tânia

    • Tânia,

      meu sincero muito obrigado. Suas palavras expressam bem as contradições que vivenciamos, mas também são estimulantes. Agradeço sinceramente e espero continuar com a sua leitura, críticas e sugestões em 2012. Suas palavras são um presente!

      Abraços e tudo de bom em 2012!

  13. Shalon Adonai!, amados, tenho me manifestado indiferente para aqueles que acreditam, na vivência prática do natal atual. Uma mentira que virou verdade, que na prática são lembranças do paganismo. Mas temos sentido que Deus tem um plano e lenatmente, vamos abandonando certos vicios vaticanistas históricos, para ainda viver e praticar o que a lei manda, nas Sagradas Escrituras. assim sermos motivados pela Fé que liberta, que transforma e que salva; JESUS É CAMINHO A VERDADE EA VIDA, mas vamos procurá-lo em outros lugares e nos conformar. HALLELUJAH

    • Caro João,

      muito obrigado por sua presença sempre constante neste espaço.
      Respeito sua crença e fé e louvo sua busca na libertação em Cristo.
      Quanto a mim, prefiro acreditar no humano, nas ações humanas que, para o bem ou para o mal, transformam o mundo e aos que estão no mundo.

      Abraços e tudo de bom,

  14. Não fique triste, Ozai.

    Você está em boa companhia: Bertrand Russell, Richard Dawkins, Christopher Hitchins, Georg Carlin, Antonio da Silva Melo e, last but not least, eu, entre outros.

    • Alfredo,

      obrigado por ler e comentar.
      Não, não estou triste. Mas fiquei melhor ao saber que estava em tão ilustres companhias.
      Alias, tenho um livro de Bertrand Russell (Por que não sou Cristão) na fila para ler!
      Abraços e tudo de bom em 2012!

  15. Não precisa pedir desculpas professor por ser sincero.
    Muitas pessoas pensam como você mas não conseguem adimitir.
    O natal deveria nos lembrar e nos direcionar a Jesus, ao seus ensinamentos mais fraternos e amorosos. Mas, o materialismo toma o lugar.
    Não vejo culpa no sistema econômico, seja capitalista ou não.
    Pois todos os benefícios tecnológicos que vivemos hoje é devido ao capitalismo.
    O que sempre estragou e ainda estraga a humanidade é a falta de amor ao próximo bem ao contrário do que Cristo nos ensinou!
    Abraços!

    • Caro Jefferson,

      boa tarde!
      Obrigado por suas palavras.
      Tenho a mania de desculpar-me, agradecer, pedir por favor, etc. Sei lá, talvez seja uma forma de manifestar amor ao próximo – mas como diria Dostoiévski é mais fácil amar a humanidade do que o “próximo”. Digamos, então, que seja apenas respeito.

      Abraços e tudo de bom em 2012!

      • Olá professor!
        Legal você responder à todos!

        Que Deus o abençoe e a sua iniciativa deste blog.

        Uma coisa que jamais esquecerei é o ensinamento de Cristo que diz que devemos amar até nossos inimigos, pois amarmos apenas aos nossos entes queridos é o que todos sem exceção fazem. Até os maus.

        Mesmo discordando em muitos aspectos com o senhor, tenho aprendido com o senhor e isso deve ser valorizado.

        Creio que o maior pecado que alguém possa cometer é odiar o seu próximo apenas por uma divergência de opinião. Isso gerou as maiores crises da humanidade!

        Continue seu trabalho, buscando sempre a verdade, pois a verdade nos liberta assim nos ensinou Cristo!

        Abraços!

  16. Ozai, tenho acompanhado os seus escritos a alguns anos. Concordo plenamente. Sempre me declinei da participação no espírito natalino, mas confesso que já estou um pouco cansada. Às vezes é necessário explicar, preciso agradecer aos votos de “feliz natal” que recebo, aproveito e explicito sinceramente os meus desejos de paz a quem de direito. Hoje mesmo, consegui não participar da ceia, participarei do almoço com a família. Bom para reencontrá-la, mas o exagero faz perder o apetite. É o “espírito do capitalismo’ travestido em menino Deus.

    • Shalon Adonai! FELIZ NATAL, é de mentirinha, NATAL É REAL,mas o que vemos são coisas de ateus pagãos, como comemorações, comidas, bebidas, prostituição etc. o NATAL EXISTE, é uma NATIVIDADE, ou seja o nascimento do Messias e Salvador a humanidade. Os católicos, os evangélicos sabem e são conscientes. Agoga, não podemos proibir, não podemos questionar as formas mercadológicas e o ato de dar presentes somente neste dia. Estamos sim diante de uma comemoração bizarra fora do tempo e com muitos lucros, que deveria ser repartidos. Cada um vai fazer a sua parte e tem ainda muita fraternidade, gestos de boa vontade em muitas comunidades, mas o que vemos são fatos de ficção, um sonho de um papai Noel mentiroso e falso e ainda AVAKLHADO. O resto vc sabe . . . HALLELUJAH

    • Vera,

      meu sincero muito obrigado por acompanhar este humilde escritor e se dignar a comentar os escritos.
      Compreendo, as vezes o cansaço toma conta; as vezes também me sinto assim. Mas o diálogo com pessoas como voc~e renova as minhas esperanças e fazem o esforço valer a pena. Muito obrigado!

      Bem, não precisamos ser “marxistas empedernidos”, como alguém escreveu aqui, para observarmos como o “espírito capitalista” toma conta do pedaço! Um autor como Max Weber, que nada tem de marxista, já escreveu sobre a “ética protestante e o espírito capitalista”. Penso que vale a pena ler – ou reler – esta obra, a qual nos ajuda a compreender a sociedade na qual vivemos.

      Obrigado por tudo e fique à vontade para criticar, sugerir, etc.
      Abraços e tudo de bom 2012!

  17. Ozaí, muito bom o seu texto. Daqui a pouco, vou na casa do meu irmão, juntar a família e confraternizar. Mas mesmo assim, mesmo contente por estar com a família, que vejo algumas vezes no ano (pois moro longe), sinto-me não adaptado ao “espírito natalino”. Creio que um abraço, um beijo, uma demonstração de carinho, sejam mais valiosos do que trocar presentes. Tenho sobrinhos pequenos que não ganharão brinquedos desse tio “avarento”. Mas todos os dias do ano, lhes dedico amor, atenção e tempo. O monstro do capitalismo, querendo ou não, faz a gente se sentir culpado por não dar presentes. Confesso que estava angustiado, pois ganhei vários e não retribui nenhum. Li seu texto e me senti aliviado.

    Um abraço

    • Tiago,

      boa tarde!
      Obrigado por ler e comentar o blog.
      Sinto-me bem por contribuir para que sinta-se mais aliviado; é recíproco, suas palavras também me deixaram melhor.

      Grande abraço e tudo de bom em 2012!

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