7 comentários sobre “Marcha das Vadias: protestos e liberdade de expressão

  1. Simplesmente o que a mulher veste não diz que pessoa ela é, bem como não justifica os atos de violência. É necessário romper com o discurso do moralismo e repensar na cultura machista e patriarcal que ainda permanece na nossa sociedade. Chega de fingir que não sabemos que muitas mulheres são estupradas fisicamente e “moralmente”, devemos admitir este triste cenário e procurar meios para transformação social em prol da igualdade de gênero e combate à violência.

  2. O que buscam as feministas afinal?
    acho a iniciativa bacana porem a meu ver os objetivos sao equivocados
    O movimento sendo contra a violencia torna-se hipocrita pois esta violando valores de muitas familias. Um pouco de conservadorismo mantem a ordem e nao faz nenhum mal.

  3. Vale a pena ler a nota do link postado por Jeferson.
    Fico imaginando se os cristãos fizessem uma marcha para defender sua liberdade de expressão garantida constitucionalmente contra os valores contrários àqueles defendidos por suas doutrinas como o Sr. BITENCOURT, César Roberto afirma em seu comentário na nota que recomendo acima, como isso iria repercutir. Pois o cristão deve amar o pecador e não a sua prática pecaminosa.

    Temos sim de lutar contra qualquer tipo de violência – criança, homem/mulher, idosos, homossexuais, profissionais do sexo ( só para ser politicamente correto, não é?), criminosos de guerra (presos), presidiários e qualquer outra pessoa ou comunidade de pessoas.

    O Ser humano deve ter protegida sua vida, salvo se a lei do Estado punir com pena de morte algum ato criminoso. Contudo, mesmo assim, essa morte deve ser digna e não um espetáculo.

    Entretanto, defender a não-violência, não significa que concorde com todos os estilos de vida ou práticas pessoais das pessoas e até mesmo suas crenças. Os direitos inalienáveis não podem ser confundidos e equiparados como estilos de vida que se pretendem ser práticas inalienáveis e aí, para provocar um poquinho, teríamos que pensar sobre a cultura. rsrsr

    Só para lembrar:
    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    III – ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;
    IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;
    V – é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização por dano material, moral ou à imagem;

    VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

    IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
    XVI – todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

  4. Pois é. Eu pego muito o trem (CPTM) e converso muito com o trabalhador no boteco, pode parecer uma coisinha à toa, mas quem sabe, sabe: é nesses lugares que a gente pode ouvir e conversar pra chuchu com a maioria do povo. E o que ouvi sobre as “vadias” não foi nada bom, e como poderia ser? A mobilização em si é justa e a gente apoia, mas e o apoio do povo, do maior número possívbel de gente? Eu não saio por aí chamando ninguém de vadia, nem de vagabunda, simplesmente porque isso não é maneira de falar com os outros (aliás eu educo os meus filhos com muita ênfase nesse tipo de coisa), e se alguma vez fiz isso foi por estar descontrolado. O trabalhador pensa dessa forma e está disposto a apoiar as mulheres numa mobilização contra a violência. Pra mim, é mais ou menos como se desempregados fizessem a “Marcha dos Vagabundos”, negros, a “Marcha dos Macacos”, e homossexuais, a “Marcha dos Queimadores de Rosca”. A população pode ser convencida a se solidarizar com a marcha das mulheres contra a violência, a marcha dos negros brasileiros, a marcha dos trabalhadores desempregados e a marcha dos cidadãos homossexuais, aí sim. Um dia desses uma feminista que conheço há tempos me chamou de FASCISTA ao ouvir as opiniões que estou registrando aqui, e a partir disso eu digo que a esquerda, com todo esse “progressismo” que não necessariamente significa algum progresso, está mais perdida do que eu geralmente penso que está.

    • Concordo com o que escreveu, Eduardo…
      Eu já havia pensado isso, sobre o sentido duvidoso da ideia contida nesse protesto. Para uma boa parte da população o resultado será o de… aumentar ainda mais a forma preconceituosa de se pensar sobre as mulheres.
      Sobre isso de qualquer comentário discordante ser já rapidamente rotulado de fascista é revelador de duas coisas: intolerância (não raro chamamos de fascistas opiniões que têem como maior problema serem diferentes das nossas…) e desconhecimento do foi, de fato, o fascismo…
      Abraços,
      Fábio.

      • Pois é, Fábio, acho que você tem toda a razão sobre a ignorância a serviço da burrice. E essa Marcha das Vadias, ou essa tremenda vadiagem, é um movimento de gente aguerrida falando apenas para si mesma, é o que eu chamo de autismo libertário. Mas surgiu no Canadá, como diz a garota aí do vídeo, então deve ser bacana. Que coisa ridícula!
        Abraços.

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