Sobre a leitura da Bíblia!

O filme The Sunset Limited sustenta-se nas excelentes interpretações de Tommy Lee Jones, no papel de um professor ateu e suicida, e Samuel L. Jackson, que representa um evangélico, ex-presidiário, que salva White – talvez esta não seja a melhor expressão, pois ele não queria ser salvo. No apartamento do salvador, o professor e o crente travam intenso debate sobre Deus, a religião, o sentido da vida, da morte, etc. O filme concentra-se no debate, praticamente sem cenas externas. Com a força dos argumentos bíblicos, o salvador tenta resgatar a alma do ateu para o Senhor; ele receia que o professor, se não for convertido, volte a tentar o suicídio. Coloca-se para si a missão de convencê-lo a aceitar o Salvador. O ateísmo do professor parece inabalável. Aquele que se acredita iluminado, instrumento de Deus e executor de uma missão, conseguirá convencê-lo? Os argumentos inspirados na religião e no Livro Sagrado derrubarão as muralhas da razão cética? A argumentação racional abalará a fé do evangélico?

Quem assistiu, sabe as respostas. Não serei o estraga prazer, não contarei o desenlace. Sugiro que assista e tire suas próprias conclusões. Por outro lado, esta não é uma reflexão sobre o filme. O que me fez lembrar dele foi a cena na qual o salvador pergunta ao professor quantos livros leu na vida. Foram muitos!. Mas de que lhe serve tanta leitura se não leu a obra principal, a único que realmente vale a pena ler? O professor é questionado se leu a Bíblia e passam a debater sobre a importância da sua leitura.

Por que ler a Bíblia? Como proceder a sua leitura? As respostas não são únicas. Eu, por exemplo, a li na época em que estava engajado na Pastoral Operária e fazíamos uma interpretação bíblica inspirada na Teologia da Libertação. O Livro Sagrado era a nossa inspiração, fornecia argumentos que fortaleciam a nossa utopia de uma sociedade justa e igualitária e orientava a nossa práxis política. Não a líamos como se ler um livro qualquer, mas como a fonte da palavra revelada. Era uma atitude sincera, acreditávamos piamente nas palavras. Hoje, porém, parece-me que, como os demais, interpretávamos a Bíblia de acordo com o nosso pensamento social, a ideologia cristã amalgamada com inspirações de uma certa leitura da obra de Karl Marx e Engels. Instrumentalizávamos a Bíblia, da mesma forma como se instrumentalizam teorias profanas que orientam práticas políticas conservadoras ou revolucionárias.

A leitura que fazíamos da Bíblia era aquela compatível e justificadora da nossa prática política e objetivos ideológicos. Não há novidade nisto! Durante séculos, em nome da religião, em Nome de Deus, a Bíblia tem sido utilizada para justificar políticas conservadoras e reacionárias e manter o status quo. De fato, a obra fornece possibilidades interpretativas múltiplas – até mesmo o absurdo da interpretação literal e fundamentalista. Leituras absurdas não seriam problemas se não se traduzissem em atitudes humanas conservadoras, preconceituosas, intolerantes e fanáticas. Com o fanático, aquele que se acredita porta-voz da palavra sagrada, braço do Senhor e instrumento da Sua missão, não há diálogo possível.

A Bíblia é uma daquelas obras que oferecem argumentos para todos os gostos, a depender do olhar, objetivo e pensar do leitor. Certa vez, por exemplo, presenciei um debate intenso e ríspido, na medida em que o calor da discussão aumentava, entre um homem e uma mulher igualmente tementes a Deus. Ambos brandiam capítulos e versículos bíblicos para comprovar teses irreconciliáveis sobre a submissão da mulher ao homem versus a igualdade entre os sexos. A julgar pelos argumentos de autoridade, ambos tinham razão.

Este debate me fez recordar outras discussões, tão ou mais calorosas, nas quais os contendores sustentavam teses opostas fundamentadas em obras seculares de autores como Marx-Engels-Lenin-Trotsky. A maneira religiosa de ler transforma autores seculares em profetas e suas obras em livros sagrados. Também aqui, a verdade depende da interpretação. Os pequenos profetas que veem a si mesmos como portadores do legado investem-se na função de sacerdotes e portadores da verdade revelada. O sectarismo e a intolerância ideológica não é menos perigosa do que aquela inspirada no divino! Deus e Marx nos livrem deles!

14 comentários sobre “Sobre a leitura da Bíblia!

  1. Qualquer pessoa só pode ser salva de si mesmo. Existem vários tipos de suicidas; o tabagista, o alcoólatra?o drogado o hipocondríaco,obeso, anoréxico, etc, portanto a verdadeira obra de salvação é na maioria das vezes uma espécie de transposição de um estado de livre arbítrio para outro de submissão, onde existe uma vontade soberana aquém da nossa. Posições extremadas podem ser encontradas em todos os níveis e camadas sociais, mas em todas as situações, podemos encontrar um princípio comum nestes antagonismos. O ateu quer sim convencer outras pessoas; quer convencer com seu exemplo, que se pode ser feliz sadio e prospero, mesmo sem acreditar e seguir a Deus, venha ele de que livro, filme for.O fanático quer convencer com palavras e ações, e é nessas ações que ele termina por enveredar pelo fanatismo, provocando o efeito contrário nas pessoas. O livro citado no filme, e no artigo, exprime essa vontade aquém da nossa, que deve ser feita, mesmo sacrificando a própria vida, é uma espécie de suicídio também.

  2. Texto provocativo e instigante, deixou a vontade de assistir ao filme. Quanto aos comentários, alguns são maiores que o texto, brincadeira. Entendo que os “ismos”, na história nos levaram equívocos fantástiscos.

    abçs

  3. “Minha devoção à verdade empurrou-me para a política; e posso dizer, sem a mínima hesitação, e também com toda a humildade que, não entendem nada de religião aqueles que afirmam que ela nada tem a ver com a política.”
    A frase é de Mahatma Gandhi, irrepreensível até os dias de hoje, justamente pela forma como as cultuamos.
    Aquilo que assemelha o religioso e o político está no fanatismo que se dedicam a professar suas paixões, menos a fé.
    De uma lado, o sectarismo doentio e, do outro, o radicallismo obsecado, igualmente prejudicial.
    O diálogo inexiste nessas circunstãncias.
    Acredito que, até mesmo, tanta convicção ou ortodoxia são os responsáveis pela humanidade não ter ainda se desenvolvido como deveria, tanto em dar a devida importância à ciência como complemento da religião quanto esta em fortalecer a crença.
    Polítcos, no entanto, são os primeiros a declarar que a religião não pode se envolver com a política ou miscuir-se a ela por se tratar de temas diferentes.
    Religiosos usam a política, atualmente, como trampolim para conquistarem mais poder perante os fiéis, não só porque seriam os pastores e ministros que divulgam a Bíblia em nome de Deus, mas também porque se tornam autoridades eleitas por esses mesmos seguidores.
    Da mesma forma o adepto de um regime, por exemplo, o comunismo.
    Ignora os malefícios praticados durante dezenas de anos à humanidade, seu genocídio, sua falência econômica, violência contra os direitos individuais e coletivos, cerceamentos de liberdades, mas ainda possui gente que acredita na sua inexorabilidade de seguir em frente, de conquistar pessoas e de retornar a ser implantado no mundo, diferentemente dos países que se livraram deste modo e adotaram o capitalismo para poderem se desenvolver e progredir.
    Rússia e China, simplesmente os exemplos mais clássicos sobre a falência do comunismo; Cuba e Coréia do Norte, os exemplos mais traumáticos sobre a presença do comunismo.
    O tema versa sobre a Bíblia, uma coleção de livros escritos em diferentes épocas, modos e costumes.
    Dividida em o Velho Testamento e o Novo Testamento. Os cristãos usam ambas como base à sua religiosidade e, o Judaísmo, a primeira parte.
    Por não ser judeu, detenho-me mais em ler as parábolas do Novo Testamento, ensinos diários para nossas atribulações, tentações, maus caminhos, vida fora dos trilhos.
    Concordo que a sua leitura tem várias interpretações, dependendo do momento e do espírito do leitor, e sua disposição e humildade em querer aceitar e compreender os textos.
    Mal comparando, é como se fosse O Capital, de Marx, para os comunistas, ainda mais quando aborda a questão sobre da luta de classes, a paixão dos ditos “revolucionários”, que só leram esta parte e a entenderam conforme suas conveniências.
    Pois, a pregação da Bíblia não foge à regra por parte dos mais fanáticos, principalmente quando é para exigir o dízimo, o assunto predileto das igrejas neopentecostais, que se mostram agressivas, prometem o que não podem cumprir, e atrelam as ofertas pecuniárias à “verdadeira” fé, amedrontando os fiéis com a figura mitológica do demônio e o castigo no inferno eternamente.
    Nada diferente do comunismo e o medo que implantaram nas pessoas, obrigando-as a seguirem este regime sob pena de perderem as suas vidas, porém na Terra, e não através do espírito ou alma como propalado pelas religiões.
    Assim, o inculto e incauto cidadão do mundo está entre a cruz e a espada, tendo muita dificuldade em discernir o que é mais importante: se seguir um partido político com o ardor necessário, uma esp[écie de religião ou, então, professar a sua fé, inclusive adotando um senso crítico e consciência política que o auxiliará a diferenciar o totalitarismo de uma democracia e, principalmente, a utopia da realidade, hoje, muito mais a política sendo utópica, que as religiões crescendo vertiginosamente tanto em cooptar corações e espíritos do que a razão propriamente dita, perdidas exatamente entre a fé e a política mal divulgadas e absolutamente mal praticadas.
    Política e religião atualmente, possuem adeptos que não se utilizam da razão, portanto, em ambas, encontramos falhas, violência, enganos e engodos, diminuindo a nossa credibilidade e, paradoxalmente, aumentando a nossa imaginação nas soluções milagrosas, advindas ou de um pai da pátria ou do retorno de Cristo, mediante o que dizem aqueles que se autointitulam como seus representantes.
    Mas, a Bíblia, deve ser lida como livros religiosos, que não trazem consigo dados históricos ou científicos como alguns esperam ou assim entendem e, quanto mais em silêncio e pessoalmente, melhor.

  4. Quando o assunto é religião a polemica o acompanha. O que é o filme? Ainda não assisti, também não faz diferença pois o que realmente importa é a leitura bíblica que costumo fazer e que tem me fortalecido diante das intemperes da vida que todos nós estamos sujeitos, mas o que encontramos na palavra faz toda a diferença e não abre brechas para depressão que muitas vezes conduz ao suicídio ou a morte lenta para aqueles que perdem o sentido da vida! Mas o que é a vida sem Deus?

  5. Meu caro Ozai. Seu texto é instigante. Pena que alguns comentários acima indicam dogmatismo, ou seja, revela incapacidade de reexaminar seu posicionamento. Começo a imaginar o pior religoso o sujeito fanático por uma crença ‘religiosa’ ou ‘laica’. É uma patologia sem tratamento. Lamento. Abç. Raymundo.

  6. Engraçado, não só a Bíblia é interpretada segundo o nível de conhecimento de quem lê ou mesmo suas preferências políticas, culturais etc. Qualquer tipo de leitura dá condições a interpretações diversas. Mas como a matéria é sobre a Bíblia devo dizer-lhe que não a li na íntegra, mas quando o fiz não estava bnem psicologicamente e ela me serviu como lenitivo e me deixou menos aflita. Gostei de suas colocações, aliás vou ler com outro olhar, mas sempre sabendo que ela não foi escrita por nenhum ser sagrado, mas por homens de diferentes épocas e espaços geográficos, já que não se escreveu uma só, mas várias bíblias.

  7. Totalmente de acordo. Mas registro uma omissão: se vamos falar de ideologias fanáticas, intolerantes e totalitárias, não podemos omitir a mais influente de todas: a ideologia do deus-mercado. Em certo sentido, é a mais perigosa, por duas razões. Primeiro, é muito fácil identificar um fanático religioso ou um defensor dogmático de ideologias políticas extremas. No primeiro caso, o número por minuto de citações bíblicas e de invocações a Deus (contrariando inclusive um dos Dez Mandamentos, curioso como eles não percebem) é o indicador de que estamos em presença de um fanático religioso. No segundo, o mesmo papel cabe aos “textos sagrados” profanos (aliás, faltou falar do stalinismo aí, essa é a vertente mais forte e que maiores estragos políticos trouxe a milhões de pessoas – outra omissão importante). Mas os neoliberais adoradores do mercado parecem seres normais, não citam Bíblias ou Lênin’s. Parecem ser práticos, entendem a realidade sem complicações. “O mundo é assim” – esse é o dogma, tão forte quanto os Mandamentos, a Imaculada Conceição ou a marcha inexorável ao socialismo. Implícito nesse dogma há outro, que às vezes – quando provocados – se explicita: “Não adianta querer mudar o mundo, é o mesmo que dar murro em ponta de faca”. Nem um keynesianismo desenvolvimentista escapa desse argumento de autoridade. “O Governo não é a solução, ele é o problema”: poucos lembram do lema de campanha que elegeu Reagan para o início da saga neoliberal e se converteu na máxima neoliberal pelas décadas seguintes. Essa é a segunda razão de sua periculosidade: o mundo inteiro foi contaminado, na prática e na (pseudo) teoria. Os discordantes não são excomungados, queimados na fogueira, nem fuzilados ou mandados aos Gulag’s. São apenas ridicularizados, desqualificados, descartados como interlocutores: “jurássicos”, “saudosistas”, “anos 50”, ou – o que soa como terrível condenação – “gastadores irresponsáveis”. Então, o mundo redesenhado pelo neoliberalismo despenca na maior crise desde a Grande Depressão e dez trilhões de dólares são gastos em operações de salvamento de bancos, empresas (ex.: GM) etc. . Aí pode, porque são os “responsáveis” que fazem isso em regime de emergência extrema. Quando quem despenca é um “primo pobre” como a Grécia, o neoliberalismo da Thatcher alemã (Merkel) pratica o “faça o que eu digo, não faça o que nós fazemos”, à maneira dos fanatismos religiosos e políticos que abusaram da auto-refutação nos atos. Conceição Tavares disse recentemente que os ultraneoliberais estão conduzindo os ajustes face à crise provocada pelo neoliberalismo e concluiu: “É a treva!”. Esse é o pior dos totalitarismos fanáticos. E a ausência de uma alternativa com força política relevante é talvez o maior problema que o mundo enfrenta na atualidade.

  8. Antonio
    Bom dia
    Defendo que as pessoas tenham acesso a todos os temas. Para isso acho que em primeiro lugar precisaria ser possível que todos pudessem ter acesso a educação laica, básica e de qualidade. Mesmo os livros no Brasil ao menos, paradoxalmente a 7ª Economia do Mundo, são ainda muito caros, se comparados com os preços praticados em outros países e mesmo com relação aos ganhos salariais da maioria das pessoas. O número de Bibliotecas ainda é insuficiente e em geral na grande maioria a quantidade de obras disponíveis é reduzida. Contrariado observo que a televisão aberta e o rádio, ambas concessão do Estado, são utilizados a larga para desinformar, quando haveria possibilidade de auxiliarem e muito no debate de todas as questões que envolvem a convivência social. Existem excelentes programas televisivos, para citarmos um exemplo, que são apresentados em Canais de acesso pago. Na TV aberta, mesmo nos canais públicos, os programas científicos, didáticos, musicais, ecológicos, de debate são transmitidos altas horas o que inviabiliza totalmente sua audiência, pois o dia para quem trabalha no Brasil começa ainda de madrugada. Se houvesse um mínimo de vontade Estatal, dos governantes de plantão, poderia haver uma cota mínima de filmes nacionais a serem exibidos por todos os canais abertos em horário “nobre”, o que salvo melhor entendimento, possibilitaria torná-los conhecidos. Fique claro que ninguém é obrigado a assistir filmes nacionais, somente ficaria desautorizado a criticar nossa filmografia por ignorância opcional. Observo junto aos Colegas de trabalho em sua quase totalidade com o ensino médio concluído uma rejeição total ao hábito da leitura extensiva a utilizar WEB regularmente, e ao mesmo tempo, vendo seus filhos penarem nos estudos. Não conseguem aceitar e nem se convencem de que os filhos muito observam os pais. O resultado dessa postura tem gerado frustrações no desempenho escolar das crianças, reprovação desnecessária, troca de Escola, com a permanência das dificuldades, despesas com profissionais da saúde, da psicologia e da psicopedagogia, tudo isso com resultados tímidos quando não decepcionantes. Se o exemplo serve para algo talvez o contato maior com os saberes pudesse auxiliar, sobremodo as novas gerações a ter mais consciência de si, dos fenômenos da ciência, da sociedade, da cultura. Talvez com conhecimentos plurais, poderíamos ter uma sociedade mais apta a não se enganar com fanatismos, crendices, preconceitos e xenofobias.
    Cordialmente
    Pedro
    Caxias do Sul, 02 de setembro de 2012.

  9. A maneira tosca e direta de ler e interpretar a Biblia torna impossível o diálogo. A crença deve e pode estar embasada no racional. Não é proíbido, mas lógico e desejável. Essa atitude, principalmente de alguns evangélicos radicais, nas escolas, nas faculdades e universidades, nas quais espera-se que o bom senso prevaleça sobre a visão única e embotada pela creça desnutrida da razão, impede que se dedique a questionamentos que poderiam levar a hipóteses razoáveis fatos da Ciência que deveriam se tornar público de forma clara e necessária. Aristóteles já dizia que a ignorância é pedoável, mas viver na igonância é vício (não com estas palavras). O que se vê, atualmente, é a perpetuação do vício, não querendo sair da ignorância, viendo na mesma. Quem acredita no Divino não pode ser tão pequeno, mas imitar a grandeza daquilo que acredita. Pode acontecer que seu Deus seja muito pequeno e nem exista.

    • Nem me atrevo a responder-lhe. Sou uma pessoa simples demais para isso. Desejo apenas a sua licença para citar: “Quem acredita no Divino não pode ser tão pequeno, mas imitar a grandeza daquilo que acredita.” O Deus em que acredito é amável, sensível, compreensivo e não fica julgando ou castigando ninguém. Tenho compaixão dos(as) fanáticos que vivem com a Bíblia na mão ou citando seus versículos. O Criador é pura generosidade e amor. Acho a Bíblia uma excelente literatura, mas não concordo com um monte de coisas. Esqueci de dizer, que embora tenha mais de 60 anos, ainda sou meio rebelde, uma anarquista levemente bem educada. Cada pessoa tem o seu Deus, creio que aquele que seu coração merece. Gosto de ateus, são pessoas sinceras e leves, não se ligam e preconceitos e nem querem convencer ninguém de nada. Tudo de melhor a você. Gostei de lê-lo. Vera Linden

  10. Ainda não asssti ao filme, nem li a Bíblia, mas ada um de nós vamos interpretá-la de acordo com nossas crenças em cada época.
    Irei assistir ao filme.
    Gostei do teu comentário.
    Abraços,
    Lina Bastos

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