Mia Couto – Repensar o pensamento

Mia Couto, romancista moçambicano, defende em sua conferência um pensamento que crie pontes e não fortalezas. Vivemos em um tempo de acesso a tudo, mas confundimos ideias novas e informação recente: “Cada vez mais repetimos o que já fomos.” Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2012.

Fronteiras do Pensamento | Produção Telos Cultural | Conferência Mia Couto | Edição Sonia Montaño | Finalização Marcelo Allgayer | Tradução Francesco Settineri e Marina Waquil

2 comentários sobre “Mia Couto – Repensar o pensamento

  1. Comentar o cometário é algo estranho mesmo, não! Farei o contra argumento do meu argumento inicial. As fronteiras devem existir, elas delimitam um corpo, uma identidade, uma geografia. Um corpo em catalepsia é a metáfora que Mia Couto utiliza em seu romance para corporificar ou personificar a África: uma forma de pôr o corpo no ponto zero, de abrir as fronteiras para supervisão internacional. O problema de Mia Couto é deslocar aspectos formais, poéticos primando pelo texto denuncia, achei contraditório, pois em todos os textos do autor ele denuncia a presença estrangeira e “politicamente correta”, “bondosos com uma África arruinada e sem rosto, como ele mesmo afirma”, que usa seu pais e não respeitam a fronteira do outro: a africana. Somos o outro tb., mas temos fronteiras delimitadas, acho igualmente estranho ser alguém que utiliza à poética para denunciar e, ao mesmo, tempo desconstruir veladamente o rosto africano retirando suas crenças, trata-as como superstições. Mas de qualquer forma o manejo do autor é excelente e ele sabe manejar mitos, mitemas, folclore como ninguém. Isso é positivo poeticamente, para mim o mais relevante no seu trabalho! Em uma discussão recente em SP, com um professor amigo, dizia que Mia Couto é um homem sem espaço, logo sem corpo.

    Carolina Assis

  2. Que legal Mia Couto no Brasil! Por certo que as relações entre o eu e outro é interativa, é uma relação de troca muitíssimo acolhida nas relações internacionais e poéticas, mas existem fronteiras sim! Um mundo sem fronteiras é um mundo globalizado, não! Acho estranho um discurso morno como esse de Mia Couto. Grande parte de seus textos tratam de um pano de fundo no qual o acesso ilimitado do outro, sobretudo de órgãos estrangeiros politicamente corretos que supervisionam e tentam “civilizar” a cultura africana que sua bondade sem fronteiras. Acho igualmente estranha a fala do escritor ao construir um olhar simbiótico entre o Brasil e Africa, somos uma fronteira possível de trocas, mas temos um rosto bem singular. Somos miscigenados e nossa identidade é diferente da Africa, tão marcadamente polarizada entre negros e brancos.

    Carolina Assis
    (Ver mais crítica texto Mia Couto na link abaixo:
    http://linguagem.unisul.br/paginas/ensino/pos/linguagem/critica/0602/060202.pdf

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