Violência na UEM: “E se fosse a tua filha?!”

Estudante da UEM, atingida por uma pedra
Estudante da UEM atingida por uma pedra

Na última quinta-feira (5), à noite, depois do fim das aulas, a Diretoria de Serviços e Manutenção e a chefia da Vigilância da UEM perceberam o início de um evento não autorizado. Os servidores da UEM conversaram pacificamente com os estudantes, tentando fazer com que eles não realizassem o que vem sendo denominado de Sarau. E ainda explicaram aos acadêmicos os motivos da ação. Segundo informações internas, em nenhum momento a vigilância cometeu excessos.” [1]

Não houve excessos?! “Mesmo assim, a UEM está instaurando uma sindicância para apurar os acontecimentos, reunindo todo o material necessário à análise dos fatos, como vídeos e fotos, visto que a Administração Central, repudia, veementemente, qualquer ato de violência”, afirma a Nota da UEM.[2] Se afirma-se tão categoricamente que “em nenhum momento a vigilância cometeu excessos” por que a necessidade de instaurar sindicância? Se a Administração Central “repudia, veementemente, qualquer ato de violência”, porque, diante das imagens e dos fatos, insiste que não houve “excesso”? Devemos aceitar a violência no campus como normal? O que é considerado “excessos”?!

'Enquanto eu cuspia sangue, os vigias riam lá de dentro da universidade', diz a estudante Tamires Schmitt, atingida por uma pedra durante a confusão (Foto: Honório Silva/RPC TV) – Fonte: http://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2013/09/estudantes-dizem-ter-sido-agredidos-por-vigilantes-dentro-da-uem.html
‘Enquanto eu cuspia sangue, os vigias riam lá de dentro da universidade’, diz a estudante Tamires Schmitt, atingida por uma pedra durante a confusão (Foto: Honório Silva/RPC TV) – Fonte: http://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2013/09/estudantes-dizem-ter-sido-agredidos-por-vigilantes-dentro-da-uem.html

Qual é o grau de violência excessiva? Terá que ocorrer algum ferimento mais grave – nem ouso pensar em ferimento fatal – e mais feridos gravemente para ser classificado como “excessos”? Ainda que chegássemos a esta infeliz situação, há uma questão precedente: numa instituição educacional é admissível o uso da violência contra os estudantes? É esta a função da vigilância patrimonial?

Conheço muitos dos profissionais vigilantes. São trabalhadores, pais de família, muitos deles com filhos e filhas na idade dos estudantes. Alguns já são avôs! São pessoas pacíficas, gentis, sempre atenciosas diante das solicitações que envolvem o cotidiano. Como os técnicos administrativos e docentes, exercem uma função importante para a comunidade universitária. Respeito-os e não consigo imaginá-los batendo em jovens, espancando mulheres. Imagino que não aceitem os atos de violência da última quinta-feira!

As imagens mostram um grupo em confronto violento com os jovens. Não os reconheço. Quais as razões para agirem assim? Quem atirou a pedra na jovem? Por que espancaram o estudante e a moça que o defendeu? Há rixas pessoais? Terá sido uma “crônica anunciada”? Quem ordenou? Por que, enfim, tanta violência em vez do diálogo e a busca de meios pacíficos para enfrentar o problema? Por que deixamos que chegasse a este ponto? O que é preciso fazer para evitarmos que fatos como estes se repitam?

Estudante da UEM relata agressão (veja vídeo acima)
Estudante da UEM relata agressão (veja vídeo acima)

O que é mais preocupante, a violência ou as tentativas de justificativa desta? O discurso legalista legitima atitudes violentas com o argumento da defesa da ordem e faz eco aos preconceitos e estigmas lançados contra os estudantes. Se aceitarmos o veredito dos que justificam a violência, os estudantes são um bando de desordeiros e viciados. Parece que basta ser aluno de Ciências Sociais, Filosofia e outros cursos estigmatizados, para ser desqualificado. Sim, há o problema das drogas, na UEM e fora dela. Mas, por que generalizar?

Muitos preferem o estereótipo e a acusação aos agredidos. “Por que estavam ali naquele horário?” A resposta legitima a violência. Não tenta-se compreender as motivações dos estudantes, mas parte-se do pressuposto de que reuniam-se para drogarem-se e consumirem álcool – o que é negado por eles e elas – e termina-se por concordar com a violência e até mesmo a estimulá-la. Justifica-se o injustificável!

Fico a pensar: “E se fosse a minha filha?” Não faltaria o dedo acusador a apontar-me a “culpa”. Não é suficiente aos pais o sofrimento de ver a filha ferida, é preciso que responda ao julgamento moral. Tento entender a atitude de quem espanca e fico a perguntar-me: “E se fosse a tua filha, o teu filho?!”

Por ironia, naquela quinta-feira o tema da aula foi o pensamento de um filósofo que acreditava na razão e na persuasão racional contra a força e a violência. Seu nome, William Godwin. Se estivesse vivo, estaria em choque e precisaria rever suas ideais!

35 comentários sobre “Violência na UEM: “E se fosse a tua filha?!”

  1. JANELAS QUEBRADAS
    Drauzio Varella

    A deterioração da paisagem urbana é lida como ausência dos poderes públicos, portanto enfraquece os controles impostos pela comunidade, aumenta a insegurança coletiva e convida à prática de crimes.
    Essa tese, defendida pela primeira vez em 1982 pelos americanos James Wilson e George Kelling, recebeu o nome de “teoria das janelas quebradas”.
    Segundo ela, a presença de lixo nas ruas e de grafite [pichação] sujo nas paredes provoca mais desordem, induz ao vandalismo e aos pequenos crimes. Com base nessas ideias, a cidade de Nova York iniciou, nos anos 1990, uma campanha para remover os grafites do metrô, que resultou numa diminuição dos crimes realizados em suas dependências. O sucesso da iniciativa serviu de base para a política de “tolerância zero” posta em prática a seguir.
    Medidas semelhantes foram adotadas em diversas cidades dos Estados Unidos, Inglaterra, Holanda, Indonésia e África do Sul. Mas, apesar da popularidade, a teoria das janelas quebradas gerou controvérsias nos meios acadêmicos, por falta de dados empíricos capazes de comprová-la.
    Um grupo de holandeses da Universidade de Groningen publicou um estudo na revista “Science”, que esclarece os pontos obscuros da teoria.
    O primeiro experimento foi conduzido num estacionamento para bicicletas, numa área de compras da cidade de Groningen. Para simular ordem, os pesquisadores limparam a área e colocaram um aviso bem visível de que era proibido grafitar/pichar. Para a desordem, picharam as paredes da mesma área, apesar do aviso para não fazê-lo. A pichação constava apenas de rabiscos mal feitos, para evitar confusão com arte. Em ambas situações, penduraram um panfleto inútil nos guidões das bicicletas, de modo que precisasse ser retirado pelo ciclista antes de partir. Não havia lixeiras no local. Na situação ordeira, sem pichação, 77% dos ciclistas levaram o panfleto embora. Na presença de pichação, apenas 31% o fizeram; os demais jogaram-no no chão.
    Uma segunda experiência foi realizada no estacionamento de um supermercado. No portão em que as pessoas normalmente entravam para buscar o carro, foi colocada uma cerca com uma abertura de 50 cm. Nela, foram afixados um aviso para andar 200 metros a fim de alcançar um portão alternativo e outro que proibia amarrar bicicletas na cerca.
    Na condição de ordem, quatro bicicletas foram estacionadas a um metro da cerca; na de desordem, as quatro foram acorrentadas a ela. Na ordem, 27% das pessoas entraram pelo portão proibido; na desordem, 82%.
    No terceiro estudo, também conduzido no estacionamento de um supermercado, foi colocado um aviso para devolver o carrinho de compras num determinado lugar, depois de descarregá-lo no portamalas. Ao mesmo tempo, foram pendurados os panfletos inúteis na parte externa do parabrisa.
    Para simular ordem, nenhum carrinho foi deixado à vista; na situação de desordem, quatro deles ficaram expostos. Quando havia ordem, 30% dos motoristas atiraram o panfleto no chão, atitude tomada por 58% dos que encontraram os carrinhos abandonados.
    O quarto estudo se baseou numa lei holandesa que proíbe fogos de artifício nas semanas que antecedem o Ano Novo, contravenção punida com multa de 60 euros.
    O cenário foi um abrigo de bicicletas junto a uma estação de trens. O mesmo panfleto dos experimentos anteriores foi pendurado nos guidões. A situação de desordem foi representada pelo espoucar distante dos fogos no momento em que o ciclista chegava para retirar a bicicleta; a de ordem, pelo silêncio. No silêncio, 52% jogaram os panfletos na rua; ao ouvir os fogos proibidos o número aumentou para 80%.
    Nos estudos cinco e seis, foi testada a tentação para roubar. Numa caixa de correio da rua, foi colocado um envelope parcialmente preso à boca da caixa (como se tivesse deixado de cair para dentro dela), com uma nota de 5 euros em seu interior, bem visível para os transeuntes.
    Na situação ordeira, a caixa estava sem pichada e sem lixo em volta. Numa das condições de desordem estava pichada; na outra, sem pichação, mas com lixo ao redor.
    Dos transeuntes que passaram diante da caixa sem pichação nem lixo, 13% roubaram o dinheiro. Esse número aumentou para 27% quando havia pichação e para 25%, quando havia apenas lixo ao redor.
    A mensagem é clara: desordem e sujeira nas ruas mais do que duplicam o número de pessoas que joga lixo na sarjeta e rouba.
    http://drauziovarella.com.br/drauzio/janelas-quebradas/

  2. O que está acontecendo com as universidades? os reitores estão autorizando a polícia militar a entrar nos campus e bater nos estudantes (caso da USP), em Maringá o reitor apoia vigilantes que se fazem de policiais e agridem os estudantes, quase até ao assassínio (a menina sofreu traumatismo craniano). Enquanto isto indignados da classe média acusam os estudantes e não os vigilantes-assassinos em um acesso de histeria moral que eles certamente não tem autoridade para falar. É fácil combater os mais fracos. Eu sou avô de uma estudante desta universidade, e que soube do fato com todos os detalhes, revoltou-se com a atitude dos vigilantes-assassinos e clama para atos de desagravo, com toda a razão. Já é hora de se voltar contra os próprios filhos, avalizando os atos ditatoriais de um sistema arcaico, onde a repressão violenta é a única atitude dos poderosos, das elites, das “autoridades”. Qualquer reitor de universidade hoje julga-se no direito de ser o ditador de turno de seu “campus”, que eles confundem com “campos de concentração nazista”. Esta é a verdade, e não estou exagerando, não sou dado a exageros, escrevi até um livro mostrando como a “ditadura não acabou”, fixada hoje na ditadura policial, na ditadura da justiça das elites, na ditadura do capital financeiro, na ditadura da mídia golpista e na ditadura da miséria. Tampis.

    • Até agora não provaram que foram os vigilantes. Até agora não informaram se estavam consumindo drogas ou bebidas dentro do campus, como foi mostrado num programa de televisão e é proibido por lei federal. Até agora não postaram o vídeo sem as edições que ele apresenta […]. Sem se falar nos inúmeros casos de roubos, furtos e ataques de “tarados” que acontecem aqui no campus e no em torno, em razão do não policiamento. Espero que meu filho nunca faça parte de um DCE ou utilize seu tempo para encher a cara e depredar o patrimônio público em vez de estudar, na verdade essa é a grande queixa da comunidade externa e dos alunos mais sérios da UEM. O DCE não briga pela abertura do RU, não utiliza a grana que gasta com o patrocínio das festas para algo mais construtivo, é uma pena.

  3. Os mesmos alunos que gritam por liberdade obrigam os calouros a participarem dos trotes. Hipocrisia!

  4. Caros Ozaí e Patricia Lessa! Há algum tempo atrás os vigias da UEM foram agredidos por alunos durante um sarau e foram parar no hospital. Ninguém fez video sobre isso. Lembro-me que os estudantes riam do acontecido. A verdade é que estabelecer limites virou nome feio. As pessoas, melhor nenhum reitor até agora teve a coragem de se manifestar sobre isso. O que aconteceu foi em função de uma reportagem da rede Massa que mostrava o consumo de drogas na UEM durante esses eventos e depois a pedrada que não temos como provar que foi atitude dos vigilantes. Vamos filmar o sarau e, sem cortes, divulgar esses eventos culturais para que saibamos o quanto são proveitosos. Pronto. Acredito que acabarão rápido, quando as coisas são expostas à mídia tudo muda. Do mesmo modo, se divulgássemos o quanto os pesquisadores da UEM se dedicam a graduação e o quanto de tempo trabalham para justificarem seus salários, muita coisa mudaria.

  5. Revoltante demais.
    FIGHT BACK, bando de filho da puta!
    No meu tempo, vigilante da UEM não botava a mão em estudante, só saía falando: “Eu sei quem é você, eu sei seu RA, pode esperar…” ameaçando punição administrativa.
    VIGILANTE NÃO É POLÍCIA, MUITO MENOS TEM PODER DE POLÍCIA, não baixem a cabeça pra esses trogloditas.
    Quero ver se uma porrada de estudante se revolta com uma merda dessas e EM RESPOSTA bota fogo naquela CEF ali dentro do campus, ou no Itaú dentro do campus (se ainda existir), quero ver se esse bando de filho da puta vai ter aval da administração pra colocar a mão em estudante novamente depois de respostas violentas para as ações violentas dos vigilantes…

  6. REFORÇO MEU COMENTÁRIO, publicado. Disse que as pichações, depredações, roubos, no fundo, AUTORIZAM outros ilícitos. Basta ler algumas pesquisas sobre violência urbana para constatar esta ASSOCIAÇÃO: da menor violência para um maior dano maior dirigido às PESSOAS. Dá pra entender??? Dá pra remover o ponto-cego ou resistência intencional para ler-compreender??

    Agora, tal como Hannah Arendt que disse que nunca amou um povo por ser alemão, americano, alemão, ou comunidade [judaica] ou classe operária. Daí ela ser estigmatizada pelos judeus e as demais vítimas do nazismo, porque teria se posicionado do lado de um “amor mundi”. Então, minha cara coleguinha: acho que sou SENSÍVEL e SOLIDÁRIO as vitimas de violência em geral, que inclui as vítimas do narcotráfico local que faz dos alunos reféns de seu negócio made in CAPITAL. E não preciso provar minha sensibilidade e solidariedade, mas ACUSO de “retórica da INFAMIA” (tal como o filme “Infâmia” ou “difamação”, projetado na segunda feita, no bloco I-12), insinuar “falta de sensibilidade e solidariedade” dos docentes que se preocupam mais com o muro ‘pichado’ do que com os rostos de estudantes sangrando”. Em vez do histerismo do grito de guerra aos guardas e a reitoria, PREFIRO uma conversa pela PAZ. Ainda vale o bom senso e prudência nessas horas.

  7. Após ver o video e uma reflexão pessoal, retiro todos os meus comentários de cunho político e de crítica aos universitários, totalmente desnecessários e fora do plano para a reportagem acima. Também peço desculpas aos ofendidos e reafirmo enfaticamente a minha crítica ao atual reitor, como já havia dito. Sua incompetência administrativa é tão chocante quanto o despreparo da guarda da Universidade, como também já havia comentado.
    É lamentável que situações como essas acontecem dentro de uma instituição de ensino, local de pleno desenvolvimento de opiniões e críticas. Despreparo e descaso para atender o principal cliente da Unviersidade: Os estudantes/a sociedade.

  8. Primeiramente gostaria de deixar claro que sou contra a agressão aos estudantes ou seja lá quem for, no entanto, é preciso esclarecer alguns pontos que, que no meu não singelo foco, está por demais sendo parcializado, a defesa total e irrestrita do estudantes agredidos.O autor do post, apela pela família, escrevendo “e se fosse a tua filha?”, o que me permite analisar também sob esta perspectiva : a da família. Acredito que grande parte dos problemas de hj é em função da família e negar seu papel. Não por maldade, ao contrário, os pais de hj azem os maiores sacrifícios para que seus filhos não sofram quaisquer frustações e/ou faltas. Não querem que os filhos passem pelo o que passaram, ou sonham que seus filhos tenham o que nunca tiveram ( um curso superior, uma profissão, enfim uma vida melhor). Muitos se sacrificam para MANTER seu filho longe de casa, acreditando supostamente que este filho seja ESTUDANTE. Grande parte, e arrisco dizer , a maioria dos alunos envolvidos nestas confusões NÃO SÃO DE FATO ESTUDANTES. Gostaria que os pais “quebrassem o sigilo acadêmico” e teriam uma surpresa ao saber de muitas reprovações (primeiramente por FALTA), estão ligados à UEM, mas de fato vivem em função de ações que pouco ou quase nada serve para formar um profissional (do qual os pais sonham) que ao final de X anos, teria um filho FORMADO. Acho interessante que os alunos sejam engajados, politizados etc., porém estes perderam o FOCO. Interessante avaliar que nos rankings divulgados a UEM seja uma das melhores universidades, sem dúvida, não são e NUNCA serão estes alunos que contribuem para esta classificação. Embora haja um leque enorme de criticas acerca dos rankings, mas quer queiram ou não eles “medem” alguma coisa. Muitos do alunos “revolucionários” que se dizem marxistas, leram sobre Marx pela Wikipédia, se é que leu o resuminho….são contra exploradores, burguesia e autoridade e EXPLORAM os próprios pais (o que é pior). Para esses alunos que estão a enganar a si mesmo (mas isto talvez seja falta de maturidade), não engane seus pais e aos pais eu diria: pergunte a ele o que ele fazia? O que faz e como anda seus estudos, afinal são ESTUDANTES,não são?

  9. Roberta

    E se fosse minha filha? Minha filha não estaria na UEM depois da aula adentrando a madrugada nesse sarau. Sou professora e lido com jovens universitários, em sua maioria, mimados, inconsequentes de donos da razão.
    Eu não acredito na versão apresentada pelos jovens e creio que só quiseram “causar”, a fim de desmoralizar mais ainda a já desmoralizada UEM.

    • Será?você controla a sua filha a esse ponto? Será que ela não participaria de uma reunião política na universidade sobre abusos de autoridades e ações que invadem os direitos dos estudantes com o intuito de uma universidade melhor para todos? Se ela realmente não iria porque está “tarde”, eu sinto pena dela e da consciência política deficiente que foi ensinada principalmente por você, creio eu, já que é uma professora que não têm noção nenhuma da realidades dos seus estudantes, sabe-se lá se têm noção da realidade da sua filha.

      • Reunião politica? me poupe…não venha me dizer que um bando de drogaditos e outros alienados são politicamente engajados!

  10. Faço minhas as palavras de Marcos! ”Sou contra a Violência, mas sou a favor da Educação com os Profissionais que estão em cumprimento com o seu dever, a UEM é publica mas ela tem horário de funcionamento, sera que estes Alunos participam dos horários de suas Aulas com tanto Glamour Assim?”

    Esses vigias estão cumprindo ordens! é não é por que a uem é uma universidade pública que pode frenquenta-la a hora que quiser! Querem fazer festinhas em qualquer horário? Vão fazer na casa de vocês!

    • Vitória, estudo com alguns destes estudantes e posso lhe garantir que são muito bons como alunos, se preocupam com a política interna da UEM, enquanto alguns mauricinhos e patricinhas ficam cuidando das suas próprias vidas e se preocupando com seu futuro brilhante , esses jovens discutem políticas, que se quer certas pessoas fariam melhor. Penso sim que um destes jovens poderia ser minha filha, pois felizmente ou infelizmente estou criando ela, para que se preocupe com o próximo e não apenas consigo mesma. E quanta hipocrisia, falar mal dos sarais na UEM, do uso de entorpecentes e álcool, sempre as mesmas desculpas para uma sociedade conservadora, que acabou com os espaços públicos da juventude desta cidade e ainda querem que eles fiquem enjaulados como muitos.

      • Olga o atentado contra estudantes mostra o quanto estamos vivendo uma época de imperialismo selvagem. As pessoas repetem discursos da mídia comprada pela corja da prefeitura, abraçam a causa das famílias que sugam o sangue de estudantes na ganância pelo $ e poder e jogam pedras em rostos indefesos. Parte do ódio aqui expresso, me parece inveja da coragem que estudantes que militam possuem. Eu dou aula, oriento pesquisas e sou amiga de muitas/os destas/es e fico perplexa como existem pessoas usando o sangue, o espaço de luta e até mesmo o blog alheio para destilar seus venenos, rancores e frustrações…

      • Olga
        depois do seu argumento ” E quanta hipocrisia, falar mal dos sarais na UEM, do uso de entorpecentes e álcool, sempre as mesmas desculpas para uma sociedade conservadora, que acabou com os espaços públicos da juventude desta cidade e ainda querem que eles fiquem enjaulados como muitos”, devo dizer que me nego a acreditar que sejam alunos sérios e comprometidos que frequente esses luaus. Acredito que vc não more próximo a Uem, pois eu morei e não foi uma, duas ou tres vezes que tive que chamar a policia pois dava 2, 3 , 4 horas da manhã e eu que precisava acordar as 630 para trabalhar não tinha ainda conseguido dormir! Uma das muitas vezes que a policia veio para que eu fizesse a queixa, com moro muito próximo quando alguns desses pobres jovens viam eu a formalizar a queixaq desciam em penca a me ameaçar na frente da policia e a dizer que iam me processar. Hoje não moro mais próximo a esse lugar porém sou solidária aos que moram, e se eles sofreram essa violência, pessoas comuns, moradores, honestos, trabalhadores e pagadores de impostos ( alias pagando o estudo desses jovens) são violentados dentro de suas casas pelas farras deles regadas sim a álcool e drogas.
        abraços da conservadora
        Ana

  11. A falta de sensibilidade e solidariedade chegou ao extremo de lermos manifestações de docentes que se preocupam mais com o muro “pichado” do que com os rostos de estudantes sangrando. Outra questão que chama bastante atenção nos comentários é ver como a massa é manipulada: não estava acontecendo nenhum sarau, no entanto muitas pessoas só repetem igual papagaios de pirata o discurso do Pinga Fogo e do Diário. E mesmo que estivesse acontecendo isso justifica o ESPANCAMENTO DE JOVENS DENTRO DA UNIVERSIDADE? Estudantes estavam reunidos/as na UEM quando um bando de homens raivosos (alguns sem o uniforme da equipe de vigilância, incluindo um com chapéu e casaco) atacaram brutalmente discentes da Universidade. Violência cometida por funcionários públicos contra estudantes seria crime em qualquer local onde o crime organizado não começasse pela elite que está no poder. Muita gente acha que abrir ruas na UEM vai resolver o transito mas, não se pergunta qual o motivo da prefeitura ainda não ter concluído a obra dos contornos que inicialmente iria ajudar no trânsito. Parece que o Diário e o Pinga Fogo estão ajudando a formar doutores em moralismo e senso comum. A UEM está acobertando um crime, pois até onde sei é crime espancar qualquer pessoa esteja fazendo o que for, a hora que for…

    • Fala sério né dona lessa, muito facil pagar de Xena guerreira justiceira atrás da tela do computador, mas ficar escrevendo cartas no anonimato pra prejudicar os outros (ainda mais alunos!) voce não enquadra no que você mesma chama de “degradação moral da universidade”?. Faça o favor né hipocrisia não. Filósofa de facebook qualquer um pode ser, agora caráter e coragem é coisa de poucos. Se os fins justificam os meios, pedrada na cara e carta anônima escrita por professora (da pedagogia!) estão no mesmo patamar.

      • Anna me parece que anonima aqui é você que não se identifica. Eu estou totalmente identificada: nome, função e de que lado estou. Ataque pessoal parece injustificável nesse momento de uma onda de violências contra estudantes. Por acaso você está participando das reuniões ou atividades com as/os estudantes que sofrem violência na UEM? “Dona Lessa” já anuncia o nível de submissão e covardia na tua fala. E teu ódio pessoal contra minha pessoa pode ter outros sentidos…

  12. Caro professor Ozaí parabéns pelo texto. Hoje os discursos de ódio a juventude, de ódio à liberdade, de controle de corpos proliferam desde o senso comum passando pelos doutores bem fundamentados. Sou professora e orientadora da Tamires, companheira de militância dela e da Bárbara e amiga de muitos/as deles/as. Minha afinidade com estudantes é grande, pois, fui dessa turma, que viveu a graduação, as especializações, mestrado, doutorado dentro da Universidade. Obviamente quem estuda e muitas vezes trabalha só tem as madrugadas para se reunir. Esse era meu caso quando estudante e é até hoje. Quem me conhece já me viu trabalhando as 7h30 da manhã depois de ter ficado na UEM tocando Maracatu até as 2h. Mas, a UEM é uma universidade dentro de uma cidade provinciana, que ainda acredita que as 23h30 a vida acadêmica encerrou. Tive o prazer de estudar em ótimas instituições: Unicamp, UnB, UFF, UFPel e em todas elas vivíamos perambulando, nos reunindo para ler, escrever, cantar, planejar atividades. Em muitas delas cheguei a morar na casa estudantil. E isso é uma coisa impossível de pensar na UEM com a história do “toque de recolher”, imagina a situação de alguma pessoa que quisesse sair da casa estudantil para visitar amigos… “Não pode andar na universidade depois das 23h30”! Chega ser engraçado de tão ridículo esse argumento. Agora penso que a questão mais preocupante é o número de pessoas fomentando o ódio: mas eles perambulam depois das 23h, eles são pichadores, são baderneiros, bebem muito… Como se nas boates de playboyzinhos não fossem emblemáticos os casos de uso de drogas como: cocaína, ácidos, e outras drogas e depois de tudo ainda saem enfurecidos atropelando trabalhadores/as, cães de rua e o que vier pela frente. A questão é que são dois pesos e duas medidas. Existe o pessoal que fica assistindo TV Globo e lendo a Veja e acha que o grande problema mundial é a militância: estudantil, feminista, das bicicletas, da agroecologia, animalista, grafiteiros/as, black bloc etc. Vivemos uma grande inversão de valores. Ninguém perguntou: se os vigilantes estão preocupados com a segurança do campus o que faziam todos reunidos no mesmo local? Enquanto espancavam jovens quem cuidava do “patrimônio”? Qual o motivo para alguns não usarem uniforme? Qual foi a medida que a reitoria tomou quando roubaram todos os data-shows de 4 blocos? Onde estavam os vigilantes? Enfim… Fico feliz que ainda existam Tamires, Bárbaras, Renans e tantos outros/as jovens cheios de sonhos e com garra para estudarem, militarem, cantarem e dançarem. O ódio de muita gente é por não ter a garra e a coragem que vejo nessa juventude. Com certeza a lição disso tudo para muitos/as deles/as será de nunca se tornarem uns velhos/as rancorosos/as e saudosistas de um passado que não existiu.

  13. Quanta escrotice e insensibilidade, eu trabalho e me sustento e vou ao sarau quando quero,
    que conversinha essa de que quem ajuda em casa não pode sair pra se divertir uma vez por semana
    como era feito semanalmente o sarau, com relação ao uso de drogas, se tem em todo lugar, eu já tive problemas
    com usuários na minha família e por isso detesto, no entanto, sei identificar um por um dos vigias cherados que viram
    a noite feito lobisomem na UEM, dá medo de ver como determinados vigilantes ficam se mordendo e parecendo loucos,
    mas isso não se coloca em questão, a conduta da vítima é sempre
    questionada pra legitimar o ato do agressor, e o mesmo desde que tenha alguma autonomia estabelecida pelo
    poder vigente faz o que quer, ameça os estudantes de morte e a única crítica que vocês tem á fazr
    é sobre a qualidade de música que se ouve no sarau, sobre o tipo de pessoas que frequenta e blábláblá
    vocês querem elitizar a Universidade, e nós queremos elitizar as massa.
    “Sim o tempo reina; ele retomou sua brutal ditadura. E está-me empurrando, como se eu fosse um boi, com seu duplo aguilhão: Vai, anda, burrico! Vai, sua, escravo! Vai, vive, maldito!”
    (Charles Baudelaire).
    ―Charles Baudelaire
    Frases – http://kdfrases.com

  14. É lamentável a situação que a UEM se encontra. Dois anos após a minha formatura a Universidade se transformou num muro de pichações. Grande parte por incompetência do atual reitor, que não tem postura firme contra os vandalos. Frequentadores do Sarau, “estudantes” politizados com argumentos embasados la literatura da reforma agrária e abaixo a burguesia? Duvido muito que a classe de renda baixa gaste dinheiro e tempo com pichações; isso foi percebido nas manifestações de insatisfação nacional. Coitados!
    Voltando ao pessoal do “Vara”-u, como discutir com um grupo que se diz intelectualmente político se todas suas reivindicações são a base do grito, pichações e cabresto? Não desejo o mal a nenhuma pessoa, pois amanhã pode ser eu que esteja com essa mal, e sinto por essa estudante, mas não duvido que essa “pedra” possa ter vindo dos frequentadores do Sarau, Os Argumentadores.
    Hoje a esquerda é mais conservadora do que a própria direita. Hoje os esquerdistas estão adotando a mesma política de privatização que criticaram os direitistas anos atrás, com a diferença de fazerem não bem feito. Vejam as estradas no interior do Brasil…Goiás, MT! A esqueci, o pessoal da Sarau, que critica a “burguesia” só vai para o litoral, pra ilha do mel. Só viajam pelas estradas terceirizadas e protegidas pela polícia. Hoje a esquerda alia-se a estrema direita “que rouba, mas faz”. Hoje a esquerda está tão envolvida em jogos, quanto os bicheiros do Goiás.
    E a culpa é da guarda (des)preparada da UEM? Sou da opinião de que se não houvessem vanda-los, bandidos corruptos e o quadro de guardas/policiais seria menor. Sinto-me mais 1000x seguro em ir numa delegacia, a ir na casa do pessoal do Sarau.

  15. O que aconteceu foi horrível. Não deveria, em hipótese alguma ter acontecido. Ponto. A questão, penso eu, é a discussão sobre o espaço público. A UEM não aceita o sarau no campus. Por que? A universidade, como espaço público, deveria sim ser um espaço onde qualquer um, todos, pudessem entrar e ficar ali, mesmo que fosse sem fazer nada. Já fui convidada a me retirar da UEM numa tarde de sábado quando fui levar meu gato Boris para um passeio. O que havia de mal ali? Estávamos, meu gato e eu, ameaçando o patrimônio ou a paz da comunidade acadêmica e do entorno? Penso que não. Com relação ao ocorrido na última semana, pelo vídeo, ao que parece, não estava acontecendo nada demais, ainda que todos saibamos que nem sempre é assim. E, ainda que a situação fosse diversa da que o vídeo parece mostrar, a violência estaria, então, justificada? As drogas. Essa questão tem sido muito levantada e não se restringem ao espaço universitário, nem aos estudantes deste ou daquele curso. É um problema da sociedade como um todo. Impedir sarau ou qualquer reunião que seja não vai resolver o problema. O espaço público é sim de TODOS, para TODOS, e todos nós deveríamos reivindicar o direito a eles, fazendo valer o “público” de espaço público. Todos, afinal de contas, colaboram de uma forma ou outra para a construção e/ou manutenção deste espaço. Cercá-lo, impedir o acesso a ele é tirar de todos um direito a um espaço que deveria ser de todos. É preciso antes, zelar por aquilo que é de todos e não impedir que alguém tenha acesso a ele. Outro ponto a ser analisado é a negação por parte da administração da UEM da violência. É preciso sim levantar, averiguar e tomar as providências necessárias, mas negar o ocorrido é tapar os olhos com uma peneira, é virar a face para algo que tem ocorrido no espaço da universidade: o sarau e a violência. Não devemos fingir cegueira, nem melindres, nem mal estar algum por tocar numa ferida que está aberta, que custa a fechar e para a qual não nos propusemos ainda, de maneira séria, trabalhar para fechá-la. Creio que antes devemos analisar, ainda que cautelosamente, nosso papel de estudante, professor, agente patrimonial, administrador, morador. Pensar como uma comunidade para encontrarmos se não uma solução o melhor caminho para todos… Pode parecer utópico, mas parece-me que ainda não pensamos coletivamente, cada um teima em ver apenas o seu lado e apontar o outro como perigo.

  16. Sou contra a Violência, mas sou a favor da Educação com os Profissionais que estão em cumprimento com o seu dever, a UEM é publica mas ela tem horário de funcionamento, sera que estes Alunos participam dos horários de suas Aulas com tanto Glamour Assim?

  17. Sò uma perguntinha básica: Jovens que estudam tanto ou outros que precisam trabalhar para ajudar seus pais na manutenção de seus estudos estudos teriam tempo pra ficarem pelas madrugadas afora nos tradicionais “saraus”, realizados de quinta pra sexta feira semanalmente? Quem trabalha na UEM é testemunha da lixeira que esses bem comportados estudantes deixam la depois da baderna que promovem! Defecam e urinam a céu aberto usam drogas e deixam os rastros com montes de garrafas de bebidas alcoólicas e preservativos! Esses “anjinhos” são capazes de revidar com truculência qualquer tentativa de coibir aquilo que chamam de nosso direito a liberdade de expressão e diversão, direito esse (segundo eles) que consiste em perturbar o sossego da vizinhança com sons altíssimos deixar suas fezes para os servidores limpar e fazer da UEM terra de ninguém nas “madrugadas”! Revidam prontamente com pedradas e palavrões e acusações de agressões e truculências contra quaisquer que se ponham a sua frente com o intuito de coibir-lhes os excessos! Não estou aqui a defender um lado ou outro! È claro que os fatos tem de ser apurados mas é preciso ver os dois lados com cautela! Talvez desse modo se descubram que os que gritam por justiça também precisam de uma boa dose de consciência de cidadania e responsabilidade no sentido de perceberem que seus direitos terminam onde começa os dos outros!

  18. Ozai. Minha recente denuncia sobre o aumento das PICHAÇÕES na UEM, depredações, roubos, etc, me colocou na condição de ridículo “indignado quixotesco”, na UEM: apenas preocupado com o bem público da “terra de ninguém”. Recebi emails e apoios verbais [não vi o seu comentário]. Este MANIFESTO PESSOAL ‘QUIXOTESCO’ NÃO FOI APENAS POR SE TRATAR DE um “Bem Público”. A hipótese é simples: PICHAÇÕES, DEPREDAÇÕES, ROUBOS, são SINAIS ou SINTOMAS do DIAGNÓSTICO de como [des]tratamos a Instituição. Também estes sintomas alertam para além do “bem público”, isto é, para possíveis violações da integridade física, moral e psicológica de PESSOAS (alunos, professores, funcionários).

    Com o confronto entre guardas e alunos, passamos a SEGUNDA FASE. QUAL SERÁ A TERCEIRA FASE, porque parece ter sido declarada uma ridícula guerra [ou luta de classe entre trabalhadores e burgueses?] entre ambos?

    É CHEGADO O MOMENTO PARA UMA “URGENTE” REUNIÃO ENTRE TODOS OS ENVOLVIDOS, para chegarem a um ACORDO. Seria bom senso. Pra promover a PAZ, ouso sugerir até mesmo aceitar o representando ILÍCITO, que talvez esteja usando inocentes…Ou agora é um novo delírio quixotesco meu?? PS: Tímon, concordo.

  19. O vídeo é bom porque permite investigação, que deve ser feita e apurada com rigor. Porém, o argumento da moça de que ”a universidade é pública, logo, podemos ficar aqui o quanto quisermos” não é válido. Se for assim, todas as instituições públicas podem ser ocupadas como bem entendermos. Hospitais públicos apresentam regras de visitação, com hora para entrar e sair. Ninguém chega lá e fica como e quanto quer. Se a universidade é pública e de TODOS estou admitindo que os moradores de rua, os sem-terra e qualquer outro desfavorecido se instale, pois ”slogan”, logo ”todos”. Esse argumento é vazio demais. Nem argumento é.

    NADA JUSTIFICA A VIOLÊNCIA DO ATO, da pedrada, da brutalidade, do sangramento. Mas isso é o cúmulo da burrice de ambas as partes. As duas partes estão erradas.

    Muito tempo atrás, levei um primo para conhecer a universidade em época de férias ou menor circulação da comunidade acadêmica. Sentamos em carteiras na varanda do G-34 e ficamos olhando a paisagem. O vigia pediu para sairmos. Não discutimos. Só saímos. Outra vez, (eu que adoro uma janela, varanda e afins), subi os andares de um prédio e fiquei olhando a paisagem. O vigilante pediu para eu sair. Saí. Quando os vigias pedem para esses jovens saírem, por que eles não atendem? É a extensão da teima comezinha que se realiza em casa com os pais? Parece coisa de mimados. Desculpem-me. É a noção de autoridade inexistente e de espaço sem limites. Condenar os vigias por cumprirem o papel de ”chatos e ôtoridades” é o mesmo que daqui a algum dia nos condenarem por entrarmos em sala de aula para cumprir as 136 horas anuais. “Chatos e ôtoridades”.

    Ora, o argumento de ”não estamos fazendo nada” não é válido também, pois estes vigias são responsáveis pela segurança do patrimônio público, o que implica no NÃO acesso de pessoas ao interior da universidade após o fechamento dos portões, sejam elas: alunos, professores, estranhos, mendigos, bandidos, drogados, etc, etc, etc ad infinitum. Naquele momento, eu apenas olhava a paisagem, mas quem garantiria àquele vigia que eu não pularia a sacada no instante seguinte? Naquele momento não estão fazendo nada, mas quem garante que não acontecerá qualquer coisa negativa instantes depois? Se algo ruim acontece ao mesmo jovem, em agressão causada por qualquer outro transeunte, de quem é a responsabilidade?

    Essas discussões mostram que a gente não está sabendo como educar, pois não está mostrando que a sociedade tem regras que se justificam pelo zelo de tudo e de todos. A rebeldia sem causa engrossa o caldo da ignorância.

    ”Se fosse sua filha?” é um questionamento válido, tanto quanto ”se fosse teu avô?” Já que mencionou a idade dos vigias.
    Agora, comparar uma pedra que vem na escuridão, atirada de alguém a alguém, à coisa de macho-alfa, como li por aí, é uma descontextualização lamentável.

    Talvez a universidade precise de campanha para explicar público, privado, direito e deveres. Poucas vezes estou lecionando sem barulhos, risadas altíssimas, conversas altas, que atrapalham o bom andamento da aula, principalmente em dias de provas. Está difícil em muitos aspectos. Por uma universidade em que haja respeito por tudo e por todos. TODOS.
    .

  20. Será que é tudo isso mesmo do que estão acusando a segurança? Será que estes “saraus” são inocentes festinhas de estudantes que querem, apenas, se divertir? E a pedra…será que partiu da segurança? E a segurança usa pedras para defender o patrimônio PÚBLICO universitário? Ou será que as pedras partiram dos “inocentes” e “alegres” estudantes? São perguntas que merecem ser respondidas para o bem da verdade.

  21. De facto foi uma atitude nao aceite em pleno século xxi onde os jovens perdem por completo o dialogo, com vista a ultrapassar as opinioes que lhe devida. Lamento este comportamento negativo que para as vitimas foi um acontecimento vitalicio e manchou por completo a sua moral.

  22. Prof. Ozaí, periodicamente somos agraciados a uma reflexão ponderada e instigante a partir dos seus textos. Em tempos como o nosso, sua ousadia de se portar como um “formador de opinião”, um verdadeiro intelectual – naquilo que ele pode oferecer de melhor – é digna de admiração. Fui estudante da UEM, infelizmente não fui seu aluno. Para resumirmos a ópera: não sejamos hipócritas, o propósito destes encontros, nem de longe, podem ser considerado acadêmicos. Não me refiro a este particular, em que o episódio dessa barbárie aconteceu. Negar o caráter de clandestinidade do sarau é negar “óbvio ululante”. Sem querer incorrer no legalismo, mas a reitoria está certa quando afirma que os encontros não têm respaldo normativo. Eles estão acontecendo, semanalmente, ao arrepio das normas. Diga para nós, sem querer desagradar sua dileta platéia, o campus da Universidade é o local adequado para reunir, semanalmente, mais de uma centena de pessoas?

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