Lições Pedagógicas (2)

presenca na aulaSob o risco da redundância, alerto ao leitor que escrevo a partir da minha experiência docente na UEM, especialmente no curso de Ciências Sociais. Embora, pelas características da nossa área de atuação, Sociologia e Ciência Política, nestes mais de quinze anos na docência universitária, trabalhei com turmas em cursos díspares: Economia, Ciências Contábeis, Administração, Direito, Pedagogia, Odontologia, Agronomia, Filosofia. Isto proporcionou vivências diversas, aprendizados, alegrias e momentos inesquecíveis – mas também situações estressantes. Afinal, a docência pressupõe relações humanas e estas também são pautadas por conflitos e tensões.

Uma das questões mais complexas na atividade docente diz respeito à assiduidade dos alunos. De fato, isto não é um problema para o professor que simplesmente faz uso do poder instituído pela instituição de ensino. O receio de ser reprovado por faltas contribui para manter as salas repletas de alunos. No entanto, salas cheias não expressam necessariamente interesse estudantil. Como salientei em outro momento[1], muitas vezes o aluno está presente, mas sua motivação é meramente formal-burocrática, ou seja, garantir que não será reprovado por faltas. Corpo presente, mas espiritualmente ausente. Torturado pelo blábláblá do professor, ele distancia-se mentalmente e, quando mesmo isso o cansa, resta dirigir-se à porta e ir embora. Outro se concentra admiravelmente em seu notebook, mas a tela expõe o texto em pauta? Ainda outro, mal disfarçadamente utiliza o celular, o qual oferece múltiplas possibilidades de não interagir com a aula. Tais tecnologias, no entanto, não são o problema em si. Elas apenas potencializam práticas escapistas diante de uma aula que se mostra desinteressante – somam-se a outros escapismos como as conversas paralelas, desconversas, desenhos e rabiscos, leitura de textos de outras disciplinas, saídas providenciais, etc. A rigor, as tecnologias podem contribuir com o processo educativo. A questão essencial é o interesse ou desinteresse pela aula.

Ilude-se, portanto, quem imagina que a assiduidade do aluno indica automaticamente interesse pela aula e em aprender o conteúdo. Na verdade, as estratégias dos alunos para parecerem presentes – recordo de uma turma na qual uma aluna sentava próximo à porta e  se evadia na primeira oportunidade – pelo menos ela tinha o pudor de esperar o momento em que o professor não visualizasse sua saída estratégica; noutros casos, o aluno espera o intervalo e há os que nem se importam em simplesmente levantar e sais sem nem ao menos se despedir; certa vez, descobri no final do ano que o aluno era fantasma, ou seja, não estava visível nas aulas, mas sua assinatura se fazia presente na lista de chamada – evidentemente outros assinavam por ele.

Então, a confirmação formal-burocrática não resolve o problema pedagógico de como manter o aluno em sala de aula no sentido de que a sua presença seja realmente efetiva, participativa  e interessada. Imaginemos um exemplo hipotético: o aluno não freqüenta as aulas, mas consegue as melhores notas na avaliação. Este se vê, então, diante do paradoxo de reprová-lo – mesmo que ele tenha demonstrado que sabe o conteúdo da disciplina – ou aprová-lo, desconsiderando o aspecto da assiduidade. Ele pode apegar-se à exigência formal da presença nas aulas e decidir pela reprovação. Mas o que importa não é a aprendizagem do conteúdo? Por outro lado, ele sabe que a presença física dos alunos em sala de aula não indica necessariamente participação efetiva. Os corpos estão presentes, mas as mentes ausentes. Ainda mais nestes tempos de tecnologia avançada, com celulares e notebooks disponíveis. O aluno pode simplesmente estar presente, mas sem qualquer interação. O que fazer?[2]

E, de fato, há um tipo ideal de aluno que sempre está presente, mas o faz muito mais pelo hábito de obediência institucional. Um dia, num rasgo de espontaneidade irrefletida, assume não ter o mínimo interesse pela aula, pelo conteúdo da disciplina e que não ler os textos; num arroubo de sinceridade, admite até mesmo que odeia a disciplina. A confissão impõe um dilema ao professor: aprovar ou reprovar? Gostar ou odiar não é um critério avaliativo, mas domínio de conteúdo sim. Como pode alguém ter assimilado este sem a leitura dos textos? Mas, e se muitos outros também não leem? A sinceridade deve ser penalizada?

Claro, há o aluno ideal que é o ideal de qualquer professor: o que ler os textos, é assíduo, cuja presença se faz efetiva, e realiza todas as atividades solicitadas com esmero e demonstração de domínio do conhecimento referente à disciplina. Este é o aluno DEZ! O problema é que a maioria dos alunos reais não corresponde a este paradigma!

O dilema de aprovar ou reprovar envolve questões individuais e coletivas, e pressupõe sensibilidade para agir da maneira mais justa diante das diversas situações. Um dos aspectos que amplia as dificuldades reside no fato do discurso docente estar sujeita a várias interpretações. O apelo à presença efetiva, e a consequente relativização da assiduidade meramente por obediência às normas institucionais, pode ser interpretado por uns como desvalorização da presença em ala de aula; e, por outros, como autorização e estímulo para faltarem às aulas. Ambos não compreendem o objetivo de reforçar a presença real em sala de aula, para além a mera formalidade. O resultado, em ambos os casos, é decepção e descontentamento. Se partirmos do princípio de que o argumento do aluno se funda na boa fé e no bom senso, a responsabilidade é apenas do docente. Eis mais uma lição pedagógica: a fala docente deve ser clara, inequívoca!

9 comentários sobre “Lições Pedagógicas (2)

  1. Olá, professor.

    Deixo aqui minha singela opinião filosófica:

    A “naturalidade” trágica do conhecimento é que ele mais parece se mover pelas paixões, convicções e pela sorte(da qual não se fala, e sequer sabe-se falar; apenas acontece) do que propriamente pela razão. Certamente, essa “sorte” pertence ao histórico de vida do aluno, algo próprio dele; e exprime uma sabedoria tão mais alta e ostensiva do que qualquer outra confraria que tente se sobressair. É o modo pelo qual ele reflete e se motiva, e tal modo, é o único do qual fará ele enxergar seus erros quando achar que errou.

    Não é a toa que a “confissão”, ao assumir a culpa em frente do juiz, é um dos elementos mais fortes em um julgamento, até mesmo diante de evidências empíricas. Pois a culpa só se prescreve no âmbito moral e humano, deste modo, também o julgamento que fazemos sobre a mesma ou sobre o culpado. O aluno mais que um aluno, é um humano, e isso fará dele parecer pouco objetivo, senão em suas próprias motivações e sentimentos.

    Como Schopenhauer parafraseia o historiador da Filosofia alemão Tennemann em O Mundo como Vontade e Representação(pag.101), acerca dos nossos sentimentos: “SENTIMOS que os sofismas não eram raciocínios corretos, todavia não pudemos descobrir o erro”. — Enquanto o conceito de sentimento não for considerado do seu correto ponto de vista e não se reconhecer a sua característica negativa como essencial, ele tem de dar azo a contínuas confusões e disputas, devido à extraordinária extensão de sua esfera, bem como do seu conteúdo meramente negativo, limitado e determinado de maneira parcial”.

    Até mesmo quando Aristóteles procurou definir a origem da Filosofia como sendo o “espanto”, havia algo de muito trágico nisso, e a tragédia não era mais que o caráter incompreensível das coisas. Sendo o espanto, uma tentativa imediata de reação a perplexidade das coisas. E essa é uma condição trágica humana, por mais que a posteriori falemos de razão, a priori tudo começou com um sentimento.

    A solução? Difícil! Mas é provável que o professor encontre uma saída se também estiver apaixonado pelas coisas do mundo(sim, no plural), assim como o aluno aparenta estar do lado de lá da escrivaninha por suas próprias demandas. Sofrer junto do aluno faz parte dessa “sorte” indubitável; não mais que uma tragédia das relações e da vida humana. É antes de tudo, um sentimento. Encarar isso é amadurecer junto dos próprios acontecimentos e fatalidades que caracterizam nossa vida; é acompanhar a si mesmo e o aprendizado como um plano muito maior, através da qual a questão da convivência nos apresenta.

    Como conjuntura, eu acrescento a minha apreciação esse texto de Nietzsche:

    “- Que ninguém dá ao homem suas propriedades; nem Deus, nem a sociedade, nem seus pais e ancestrais, nem ele mesmo (- o contra-senso da representação, aqui por fim recusada, é ensinado por Kant, e talvez mesmo já por Platão, como “liberdade inteligível”). Ninguém é responsável em geral por ele existir, por ele ser constituído de tal ou tal modo, por ele se encontrar sob estas circunstâncias, nesta ambiência.A fatalidade de sua existência não pode ser separada da fatalidade de tudo o que foi e de tudo o que será.
    O homem não é a conseqüência de uma intenção própria, de uma vontade, de uma finalidade. Com ele não é feita a tentativa de alcançar um “ideal de homem” ou um “ideal de felicidade” ou um “ideal de moralidade”.
    – É absurdo querer fazer rolar sua existência em direção a uma finalidade qualquer. Nós inventamos o conceito de “finalidade”: na realidade falta a finalidade… É-se necessariamente, se é um pedaço de fatalidade, se pertence ao todo, se está no todo. Não há nada que pudesse julgar, medir, comparar, condenar nosso ser,
    pois isso significaria julgar, medir, comparar, condenar o todo… Mas não há nada fora do todo!
    Que ninguém mais seja responsável, que o modo de ser não possa ser reconduzido a uma causa prima, que o mundo não seja uma unidade nem enquanto mundo sensível, nem enquanto “espírito”: só isso é a grande libertação. – Com isso a inocência do vira-ser é restabelecida… O conceito de “Deus” foi até aqui a maior objeção contra a existência… Nós negamos Deus, negamos a responsabilidade em Deus: somente com isso redimimos o mundo.”

    Abraços!

  2. Ozai, eu USO o seguinte sistema: entre presenca, participacao, apresentacoes or ais e entrega de trabalhos EM CLASSE, estao 50 por cento dos pontos da nota do aluno. E nao podem retomar exames, a nao ser em caso comprovado por escrito, assinado por medicos ou outra autoridade. Questao de respeito. Se eu Levo horas preparando uma aula, o minimo que o estudante deve fazer e pelo menos fingir interesse e nao atrapalhar os demais ou o professor. Ah, muitos grandes sucessos comecam com uma reprovacao. Quem disse que a escola deve ser uma anarquia? Os estudantes que nao querem ficar na sala de aula podem sair, de uma vez. E deixar mais tempo pra quem tem interesse. Depois de mais de 40 anos ensinando, experimentando tudo quanTo e moda, cheguei a conclusao que o professor tem que abrir o Jogo logo de saida, e dizer que quem nao quer seguir as regras pode sair, de vez.

    • Eva,

      boa tarde!
      Muito obrigado por ler e comentar.
      Suas palavras me fazem pensar, ainda tenho muito que aprender. Como vc diz, o essencial é “abrir o jogo logo de saída”. Neste semestre, tive problemas por não observar esta regra com mais rigor.

      Abraços e tudo e bom

      • Ozai, nos as vezes caimos na tolice de acharmos que podemos ser amigos dos alunos. Toda vez que cometi este erro, foi um desastre. Agora eu sei exatamente o que sou, uma professora, alguem que estudou mais que os alunos o assunto que ensino. Isto nao quer dizer que sei tudo, pelo contra rio. Mas sou o elemento que facilita a entrada do aluno no campo com o qual estamos lidando, sou a que provoca o aluno a me ultrapassar inclusive. Mas tudo dentro de uma moldura em que cada um de nos sabe seu papel. Os alunos nao sao meus amigos, nem meus chapas. Pra esses papeis tenho os amigos de minha idade. No comeco de minha carreira, nao achava estranho os alunos me chamarem pelo meu primeiro nome, ate um dia em que um aluno bronqueado com uma nota baixa foi reclamar a decana, perguntando de onde eu tinha saido, e duvidando dos meus conhecimentos. Ele quase caiu de costas ao saber que tenho doutorad. Aquela decana me aconselhou a usar meu titulo a partir de entao. Foi uma boa coisa. O titulo nao me importa na vida social, mas no campo Academico, para o qual consegui o titulo, ele e importante e marca a distancia entre mim e os alunos. Podemos ser atenciosos, mas sempre respeitosos. A sala de aula e um Espaco em que eu dito as normas. Quem fica e segue o combinado, aprende, se diverte, abre a cabeca. Mas tem que seguir as normas. Eu nao preciso ser popular. O que me importa e que minha aula contribuir para a formacao profissional do cidadao ou cidada que toma o curso.

  3. Antônio
    Boa tarde
    Para frequentar os bancos escolares superiores o fiz com o suor do meu rosto. As instituições de graduação existentes no período na cidade em que resido eram particulares, logo tive que pagar para estudar. Os professores mesmo em plena ditadura, sempre relativizaram a meu ver a presença, sendo sempre flexíveis. O que contava mesmo era a apresentação dos trabalhos – exposição durante a aula – as resenhas dos livros lidos, fichas de leitura e duas provas, majoritariamente discursivas (a maioria delas sem consulta e com rígida fiscalização, do Professor e de Monitores). Não existia prova ou trabalho de recuperação e o índice de reprovação era expressivo, sobremodo em algumas disciplinas.
    Atualmente afastado do Campus ouço de Colegas que seguem estudando em outras graduações, mestrado, etc. que a situação se modificou bastante, mesmo para as instituições particulares, onde o desinteresse toma corpo de forma avassaladora. Mesmo pagando, muitos alunos acham que estão fazendo um favor para a instituição.
    Observo também no geral que temos ainda muita dificuldade cultural, social, individual em aceitar os estudos como peça importante da vida. Raramente se encontra alguém com hábitos de auto estudo (autodidatas), hábito de leitura, frequentadores de Bibliotecas, Arquivos Documentais, Salas de Leitura, etc. Tenho colegas no trabalho ligados na WEB que se recusam terminantemente a navega-la, não obstante paguem por um serviço que não utilizam.

    Particularmente acho estranho que os que têm oportunidade de desenvolverem seus conhecimentos, não o façam, esquecendo tristemente, só para citar um caso, que a cada ano o Brasil recebe milhares de pessoas de outros países – imigrantes – com forte formação superior que acabam ocupando espaço técnico e cientifico junto a iniciativa privada que nós negligenciamos.
    Reitero que sempre defendi e defendo um ensino fundamental e médio de qualidade, gratuito, laico, necessariamente acessível a todos os brasileiros, sobremodo os milhões excluídos socialmente, um salário das Professoras compatível com o que determina a Constituição – não confundir, por favor, com a afronta do tal PISO NACIOANAL que covardemente Estados e Municípios teimam em não respeitar – Salário Mínimo calculado pelo DIEESE para Outubro de 2013 R$ 2.729,24.
    Acho que estudar realmente dê muito trabalho, muitas vezes só dá trabalho e que é muito mais fácil seguir prestigiadores, escribas, ungidos, que prometem a facilidade dos milagres.
    Pedro
    Caxias do Sul, 03 de dezembro de 2013.

  4. Desculpe Ozaí essa conversa é cansativa e inócua. Ninguém obriga o aluno a matricular-se e o curso é presencial. Essa é a realidade que todo aluno procura, só que depois deloca por querer de um jeito facilitado só para ele, um reizinho. Os professores são a ponta da culpa para um sistema que é falido, não aceito isso. Fazer o aluno se responsabilizar pelo próprio conhecimento ou desconhecimento é mais importante. Agora achar que o professor deve fazer de sua aula um cursinho ou virar apresentador de televisão também não é opção. Acho que o professor está casando de ser escravo de pessoas que não sabem o que estão fazendo nas instituições que eles (alunos) mesmos procuram, ninguém força o aluno assistir aula ou não. O aluno deve se responsabilizar pelo que ele constrói. O professor está lá, os textos propostos, a aula também. O ideal é conscientizá-los para que não desloquem o problema que eles têm em não se responsabilizarem pelo próprio conhecimento e isso inclui as faltas. Hoje em dia escuto segmentos totalmente alienados que me dizem, nos quase não temos alunos precisamos serví-los como bons escravos, esses mesmos alunos virarão, no futuro, um problema social, passam o aluno que depois nos diz: sou eu quem pago o seu salário, escravo.

  5. Caro Ozaí,

    Obrigado por mais um texto sobre a prática docente e lições pedagógicas e por nos convidar a refletir sobre o tema!

    Aparentemente, o aluno, na instituição universidade pública, está em uma situação muito confortável. O docente parece ser o único responsável pelos desafios do cotidiano em sala de aula. Se a aula é interessante ou desinteressante é responsabilidade do docente. Não se questiona que a disciplina tem uma ementa, programa e bibliografia aprovadas em um órgão colegiado com a presença de vários outros docentes. Não se questiona, do mesmo modo, que a disciplina compõe uma estrutura curricular que foi pensada e aprovada por um colegiado como capaz de fornecer subsídios e informações para a capacitação e formação profissional e intelectual de alunos em um determinado curso. Estar ou não estar presente em sala de aula é uma questão antiga e que sempre convida ao debate, que ao meu ver ocorre quase sempre por meio de um viés ideológico vinculado à condição de liberdade e autonomia do indivíduo mais enquanto ser do que enquanto sujeito social.

    O aluno tem o direito de faltar até 25% das aulas. Parece razoável. Há a necessidade do cumprimento de um ordenamento jurídico institucional. No entanto, muitas vezes se interpreta o lançar as faltas dos alunos na chamada caderneta como um exercício de poder por parte do professor. Trata-se de um equívoco. Ao assinar um contrato de trabalho o docente se compromete a cumprir resoluções que ordenam o funcionamento da instituição. Essa observação pode parecer demasiado legalista, mas ela é por demais simples – ou pelo menos deveria ser. Talvez os alunos devessem refletir que estão usando de um serviço público para o qual conseguiram acesso e que outros alunos, que não conseguiram semelhante êxito, gostariam imensamente de estar em seus lugares.

    Há docentes que cumprem o ordenamento e outros que não o cumprem. Há alunos que se sentem no direito de reivindicar a ausência da sala e outros que lá querem estar presentes. Somos uma democracia jovem e, aparentemente, estamos em um estágio em que mais reivindicamos direitos do que cumprimos deveres. No meu modo de ver a universidade é um espaço formal e como tal deveria ser tratado. Há algo fora da ordem quando o aluno usa aparelhos de telefonia celular durante a aula, quando usa notebooks para propósitos díspares daqueles tratados na aula e quando entra e sai da sala de aula como se essa fosse um lugar qualquer com um evento qualquer. Pobre aluno.

    Na análise final da assiduidade ou do interesse do aluno, todavia, a condição de algoz é quase sempre atribuída ao docente. Aliás, várias outras, também. O docente, hoje em dia, tem uma extensa lista de condições que precisa contemplar, como, por exemplo: incentivador, mediador, comediante, personagem de stand up, animador, palestrante, conferencista, entrevistador, apresentador, articulista, gestor, revisor, consultor, assessor, orientador, pesquisador, editor, escritor, extensionista e, inclusive, docente. A tudo isso, some-se o que é apontado em seu post: a necessidade de se ter uma “fala clara, inequívoca”. Não é um fardo leve, convenhamos. Pobre docente.

  6. Encantada com o texto! Compartilho desta angustia, atualmente, na verdade alguns anos, meus alunos são livres, digo os objetivos do curso e da disciplina, listo os pros e contras da ausência em sala de aula (isto faz parte do processo de educação), e cada um decide como frequentar ou não as aulas, desde que assumam suas possíveis consequencias ( e não digo isto em tom ameaçador, apenas educativo), tem dado certo.

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