Religião e Ideologia

*A concepção religiosa dos “crentes em ideologias seculares” é sociologicamente determinista – mais do que isso, é mecanicista, pois imaginam que a religião é apenas reflexo da estrutura econômica. Sacrifica-se a dialética no altar da crítica à religião. Trata-se de um pensamento tosco e reducionista. Esquece-se, como afirma Berger, “que a mesma atividade que produz a sociedade também produz a religião, sendo que a relação entre os dois produtos é sempre dialética”.[1]

Se a religião é o ópio do povo e fator de legitimação da ordem social vigente, e se esta repousa numa dada estrutura econômica, então, é lícito supor que, na perspectiva do reducionismo economicista, o ser humano superará a religião quando a estrutura, as “condições objetivas”, se transformar e possibilitar a superação do reino da necessidade. Este é um argumento que desconsidera a psique e os dilemas da condição humana que transcendem os aspectos materiais.

Por outro lado, seja na perspectiva religiosa ou secular, os mesmos fatores que legitimam o status quo – religião e ideologia – também podem questioná-lo. Se isto é evidente no que diz respeito às ideologias críticas à sociedade capitalista, parece escapar à compreensão de alguns dos que se debruçam sobre o fenômeno religioso. Observe-se que a mensagem religiosa pode ser conformista, mas também pode representar a promessa de construção de uma sociedade mais justa e igualitária espelhada nas palavras do livro sagrado. A leitura crítica da bíblia e sua aplicação prática pelos que abraçaram a Teologia da Libertação é um exemplo.

A religião, para além de considerações críticas, cumpre ainda um papel importante na medida em que contribui para que os indivíduos se sintam minimamente seguros no mundo. Não é por acaso que a secularização não conseguiu suprimir os sentimentos religiosos e em lugar do desencantamento vemos a busca crescente da religião. Talvez isto se explique pela necessidade de segurança ontológica que temos. Como escreve Berger: “A religião serve, assim, para manter a realidade daquele mundo socialmente construído no qual os homens existem nas suas vidas cotidianas”.[2]

É interessante observar que as ideologias também cumprem esta função. Os homens e mulheres adeptos de determinadas ideologias apegam-se, à maneira religiosa, em certezas e verdades que, a depender do grau de adesão e das características destas, não admitem a dúvida. E, tal qual o religioso crítico em sua instituição, os que ousarem questionar as certezas compartilhadas fervorosamente serão expurgados como hereges. Um bom exemplo deste procedimento é a crise, até mesmo existencial, em que mergulharam os adeptos de determinados ismos quando estes perderam as suas referências e desabaram como castelos de areia (atente-se para eventos históricos como a queda do muro de Berlim e a desintegração da URSS).

Concluindo estas reflexões, afirmo a hipótese de que a separação sagrado/profano, religião/política, Igreja/Estado, religião/ideologia, não é tão absoluta como poderíamos imaginar. A relação entre estes pares não é dicotômica e excludente, mas complementares. Parece-me que o melhor método para compreender estes fenômenos é o que nos permita observar as contradições e o movimento dialético com parte de uma totalidade resultante da práxis humana. Os homens e mulheres historicamente determinados produzem a vida material, mas também as ideologias e a religião. E estas são tão necessárias para a vida cotidiana como o pão que os alimentam e os bens materiais que tornam as suas vidas mais suportáveis. Dessa forma, é possível avançar na direção do aprofundamento de outra hipótese: a de que as ideologias seculares, para serem eficazes, também atuam à maneira religiosa, com seus cultos, mitos, templos, livros sagrados, sacerdotes, profetas e discípulos. Serão as ideologias formas profanas de religião?

Referências bibliográficas utilizadas

BERGER, P. O dossel sagrado. São Paulo: Paulinas, 1985.

CAILLOIS, R. El hombre e el sagrado. México: FCE, 1996.

CROATO, J. S. As linguagens da experiência religiosas. São Paulo: Paulinas, 2001.

__________. Os Deuses da Opressão. In: VV. AA. A luta dos deuses. São Paulo: Paulinas, 1985, pp. 39-57.

DOUGLAS, M. Pureza e Perigo. Lisboa: Edições 70, s.d.

ELIADE, M. “O Nascimento do Cristianismo”. In: ELIADE, M. História das Crenças e das Idéias Religiosas: de Gautama Buda ao Triunfo do Cristianismo. Tomo II. Rio de Janeiro: Zahar Editores, pp. 97-129.

__________. Aspectos do Mito. Lisboa: Edições 70, 1986.

ENCICLOPÉDIA A. EINAUDI. Volume 30 (Religião-Rito). Verbete: Rito: Lisboa: Imprensa Nacional, 1994, pp. 325-359.

MARTELLI, S. A religião na sociedade pós-moderna: entre secularização e dessecularização. São Paulo: Paulinas, 1995.

PAIM, A., PROTA, L e RODRIGUEZ, R. V. Curso de Humanidades 4 – Religião (Guia de Estudos). Londrina: Editora UEL; Instituto de Humanidades, 1997.

PONDÉ, L. F. “Religião como crítica: a hipótese de Deus”. In: CULT. “Cristianismo e Modernidade”. Edição especial, nº 64, Ano VI, Editora 7, pp. 07-19.

RIVIÈRE, C. Os ritos profanos. Petrópolis: Vozes, 1997.

ROSSI, Luiz Alexandre Solano. “Mitos: ferramentas que proporcionam investigações sociológicas”, mimeo.

STENMARK, M. “Racionalidade e compromisso religioso”. Numen: revista de estudos e pesquisa da religião. Juiz de Fora, v. 2, nº. 2, pp. 11-27.


* As ideias expostas aqui estão relacionadas com os textos “Sacralização da política, profanação da religião”, disponível em https://antoniozai.wordpress.com/2011/07/16/sacralizacao-politica-profanacao-religiao/;  e, “Religião, Ideologia e Utopia”, disponível em https://antoniozai.wordpress.com/2011/08/20/religiao-ideologia-e-utopia/. Expressa a tentativa de organizar idéias e se propõe a levantar interrogações que pressupõe aprofundamento teórico e pesquisa.  As contribuições dos leitores, com sugestões, críticas e comentários são bem-vindas.

[1] BERGER, P. O dossel sagrado. São Paulo: Paulinas, 1985, p.61.

[2] Idem, p. 55.

14 comentários sobre “Religião e Ideologia

  1. Acho que ausência de religião não implica em ausência de fé.
    A pessoa pode ter fé em algo (até mesmo em uma ideologia) independentemente de ser religiosa.
    Depende de cada um.
    E capitalismo e socialismo se mostraram ineficazes, o que nos deixa no mato sem cachorro.
    Valeu.

  2. Cada ser humano constrói suas ideologias de acordo com os seus interesses,seja pela religião,a busca de conforto espiritual,influenciado também pelas raízes culturais.

  3. Ozai,
    Ideologia e Religião são ambas formas de crenças.
    Por trás das religiões e das ideologias estão o ser humano e a luta pelo poder.
    Basta ver a história do catolicismo e de outras religões cristãs e não cristãs.
    Tanto nas religiões quanto nas ideologias há um caráter dogmático.
    Kurt Gödel no seu “Teorema da Incompletude” cujo enunciado (com minhas palavras)
    diz : Quando se faz uma sucessão de afirmações tomando as anteriores com referência
    há pelo menos uma afirmação que é não é impossível saber se é falsa ou verdadeira pois é auto-referente” ou seja é uma questão de crença ou fé, portanto dogma.
    No caso das religiões teistas a divinda tem atributos qualitativos humanos.
    As reiligões que aceitam o Penteteuco (também chamado de velho testamento)
    deveriam observar que numa passagem quando Moisés pregunta a Deus quem
    Ele é ? A resposta divina foi : “Eu sou o que sou ” , ou seja, Não cabe a vocês humanos me definir ou ainda Eunão tenho definição.
    Dentro da teologia existe um fenômeno chamado “Cognitio Dei Experimentales”, isto é,
    o conhecimento experimental de Deus. Ae pessoas que passam por essa experiência
    só conseguem falar dessa experiência através de metáforas pois dentro da linguagem
    comum não há palavras que possam descrever essa experiência seja ela real ou
    resultado de um surto eaquizofrênico

  4. Muito interessante o questionamento, contudo, IDEOLOGIA e RELIGIÃO possuem legalidades próprias, que acaso desconsiderarmos, perdemos em grande riqueza, em ambas!

    Quando Marx refere-se em sua Introdução à crítica da Filosofia do Direito de Hegel, ao ópio do povo, está discernindo entre falsa e verdadeira consciência, que nos trabalhos de marxistas, como Lukács, viria a ser descrito como Intentio Obliqua e Recta.

    Mas também vi inúmeros trechos curiosos, “a separação sagrado/profano, religião/política, Igreja/Estado, religião/ideologia, não é tão absoluta como poderíamos imaginar. ” Certamente a separação é um produto histórico, advinda da divisão social do trabalho e inúmeros artifícios de legitimação de classe. Mas religião e ideologia?
    Ideologia é a expressão do real na consciência em um reflexo, verdadeiro ou falso.
    Religião, também. Ambas, são formas de consciência que impulsionam ou interditam a realidade.

    Mas a concordância para por aqui.

    “E estas são tão necessárias para a vida cotidiana como o pão que os alimentam e os bens materiais que tornam as suas vidas mais suportáveis. Dessa forma, é possível avançar na direção do aprofundamento de outra hipótese: a de que as ideologias seculares, para serem eficazes, também atuam à maneira religiosa, com seus cultos, mitos, templos, livros sagrados, sacerdotes, profetas e discípulos. Serão as ideologias formas profanas de religião?”

    Acaso ao Sr. tenha ocorrido citar o ideologia e religião por par, com qual determinante histórico-social o Sr. o faz?
    Afinal, à Ideologia, a consciência verdadeira é um imperativo, do contrário, as massas proletárias não passam de massa manobra. Certamente o outro lado do tabuleiro da luta de classes, também está alienada, mas não é minha preocupação, essa classe é um produto histórico, bem como a divisão estabelecida, precisa ser superada. Sua forma histórica, não sua forma ontológica, essa é insuprimível.
    Portanto, a religião desaparecerá na mudança Capitalismo-Comunismo? Temo que não. Mas retomando Marx: a superação da forma histórica, da falsa consciência. Se os Homens estiverem livres no comunismo, como pensa o mouro poderão também eles criar novos deuses e os cultuar? Será essa uma forma de consciência verdadeira? Se não perderem o eixo que os conduz ao fato de que: os homens criam seus Deuses, mas pelo fetiche, casualmente perdem a consciência de que o fizeram.

  5. Antonio
    Muito bom dia
    Grato por nos remeter em regra tuas assertivas.
    Parece que os poucos que tem maior acesso aos bens materiais, estão de há muito desligados da religião.
    Alguns indicadores no Brasil apontam para um suposto crescimento do ateismo e mais recentemente (fato novo) para a manutenção da crença espiritual mas essa desligada de uma Igreja. Pode (hipótese) que ter de pagar o trisimo (isso mesmo trisimo) esteja ficando inviável.
    Quanto a ideologia (ideologias) efetivamente poucos tb tem acesso a esse conjunto de idéias. Num pais onde os analfabetismos campeiam, acho temerário, pensar que a idelogia ultrapasse os muros dos poucos que frequentam os saberes ditos superiores.
    Imodestamente observo que são poucos efetivamente os que tem uma ideologia, e sobrteudo que a respeitam, não se submetendo aos interesses meramente materiais.
    Abraços
    Pedro

  6. Independentemente das funções sociais apaziguadoras que a religião exerce, o facto é que ela repousa numa concepção idealista do mundo e da vida que, penso eu, há boas razões para considerar falsa, pois decorre apenas de “wishful thinking”, como resposta à dificuldade que os seres humanos têm de assumir a sua finitude e o seu “abandono” no mundo. Portanto, é redutor equiparar a religião enquanto ideologia a outras ideologias seculares, independentemente das tendências que os seres humanos tenham de se apegar a estas como se de religiões se tratasse.
    Quando Marx, numa metáfora notável, equipara a religião ao ópio do povo ele está a perceber bem os mecanismos psicológicos que levam o povo a precisar da religião e levam as forças que detém o poder a servirem-se também dela para fins que não são diretamente revelados mas que não deixam de estar lá. As religiões são sempre acomodatícias pois prometem a salvação num outro mundo, num outro tempo, normalmente também costumam ser avessas ao progresso, e mesmo quando nelas surgem facções progressistas, isso é apenas o resultado de contradições da própria ideologia religiosa que prega a igualdade mas convive esplendidamente com a diferença, a hierarquia e uma chocante desigualdade.
    Claro que também concordo que se engana quem predisser o fim da religião mesmo se, numa hipótese remota e inverosímil, a opressão terminasse. É que de facto ela cumpre uma outra função: a de satisfazer ilusoriamente a sede de transcendência que o ser humano enquanto ser consciente não consegue aplacar porque lhe falta a coragem para assumir a sua total liberdade e responsabilidade, porque lhe falta a coragem para reconhecer a sua finitude enquanto animal pensante.

  7. Professor Ozaí, o senhor termina o seu texto com uma pergunta, e eu respondo que é possível, mas talvez o pensamento ideológico assim não quisesse estabelecer este paralelo ou esta substituição da religião, tenha sido coincidência.
    Se compararmos a forma de agir de alguns séculos atrás, vamos constatar que mudamos muito. Religião e idealismos se precisassem se adptar ou criar novas condições para arrebatar fiéis ou seguidores já o fizeram.
    Qual foi o último “ismo” criado? O comunismo? De certa forma não existe mais, a não ser na cabeça de uns e outros, pois na prática mostrou-se inoperável, de difícil aplicação face a razão humana e suas variáveis.
    A religião está definida entre os que acreditam em Deus e os ateus. Claro, há também as mais ortodoxas e as mais flexíveis com relação ao comportamento humano, mas a base é a mesma, o culto a um Deus que se imagina piedoso e paradoxalmente capaz de nos atirar ao fogo do inferno se não obedecermos suas determinações!
    Nós vivemos com medo do desconhecido; desta possibilidade de existir vida após a morte. A religião tenta transmitir a mensagem da vida eterna de acordo com a nossa maneira de ser; a ideologia também nos promete uma vida melhor porque fundamentada no bem comum.
    Ambas se confundem no aspecto de se mostrarem interessadas na vida do próximo e que seja boa, compensatória, auspiciosa, esperançosa.
    No entanto, a ideologia também estabelece padrões de conduta aos seus adeptos, sob pena de igualmente pagarem com suas vidas a dissidência, o descontentamento, o desligamento daquela suposta tentativa de um mundo melhor.
    Portanto, na promessa de melhores condições, religião e ideologia se confundem, sim, mas ao mesmo termpo se mostram castradoras da criatividade humana, tolhem nossos pensamentos no aperfeiçoamento de práticas que poderiam aperfeiçoar uma e outra de acordo com a nossa evolução tecnológica, científica e até mesmo cultural, simplesmente pelo medo que temos do desconhecido por um lado e da incógnita de se valer o pensamento que contestaria o que a maioria segue, sem admitir ajustes pelo caminho.
    Seremos sempre seguidores de algo, professor, ou de uma religião qualquer ou de um ismo por mais superficial que seja, haja vista que vivemos em grupos, e se quisermos dele fazer parte, temos de aceitar suas regras, seus ditames, seus modismos.
    Sim, acredito que vivemos sem muita coerência, sem uma forma de vida que possa ser identificada como autêntica, convicta, pois qualquer religião ou ideologia pode ser contestada, criticada, justamente porque não atendem integralmente nossas necessidades, dúvidas e perguntas sobre a nossa própria natureza.
    O próprio ateu não consegue ser isento de uma crença, tendo em vista que se não acredta em Deus deve render seus pensamentos a um ismo qualquer como filosofia de vida ou simpatizante de seus métodos, portanto, não seria original esta descrença e nem total;
    igualmente o religioso, que se acredita em Deus e tenta seguir seus mandamentos. Na verdade o faz por medo do fogo do inferno do que pela fé, que diz ser verdadeira e altera a sua vida justamente pela punição que na esperança de o “pai” piedoso e amoroso possa perdoá-lo e levá-lo consigo para os céus após a morte.
    Talvez seja esta falta de convicção ou dimensão do que somos que o senhor tenha feito esta pergunta ao fim do seu artigo, pois até o presente momento não existe religião ou idealismo que de fato contemplem absolutamente nossos pensamentos, questionamentos, incertezas, indefinições, nossas mudanças de comportamento e nossas reações perante a nós mesmos.
    Por enquanto, mestre, eu não acredito em ideologia alguma porque feita pelo ser humano e também em religião qualquer porque igualmente criada por nós e, se somos assim, inconstantes, débeis são também nossas projeções tanto para o além quanto à vida secular.

  8. Osai,boa noite.
    Você falou sobre os “ismos” na dissolução da União Soviética, na queda do muro de Berlim com o fim do comun(ismo). Dentro da sua visão profética filosófica o “capitalismo” também não está indo pelos ares, ou p’ro buraco? Você sabe que, através da história, todos impérios tiveram a sua evolução e decadência. O Estado Norte-Americano está caindo ou ainda vai imperar, também, sobre a nossa Amazônia?

  9. A ideologia se torna uma doença no momento que se torna uma idéia revolucionária, que pretende resolver os problemas de todos a qualquer custo.

    Há pessoas que desejam saber só por saber, e isso é curiosidade; outras, para alcançarem fama, e isso é vaidade; outras, para enriquecerem com a sua ciência, e isso é um negócio torpe; outras, para serem edificadas, e isso é prudência; outras, para edificarem os outros, e isso é caridade”

    Santo Agostinho

  10. Amado eu tenho vários pseudonimos, quando decidi lhe seguir no twitter, fiquei muit admirdo da sua KREK, e fiz algumas sugestões. EU SOU O SHIKOBA, ASTAPHAI, JOÃO OBADIAS, JOÃO HEBREU E SOU SEU AMIGO E SEGUIDOR. O tema que envolve RELIGIÃO, arretado, mas vou começar a furar sua cabeça na teologia e na apologética, deixando a politica de fora,para os jornalistas, deputados e senadores. Dona Dila, a PRESIDENTA vai receber uma cópia e vc será chamado ao planalto para falar mais e revelar outros mistérios tanto da filosofia, como do seu entendimento. Vc não é materialista, ou se considera um filósofo do DESERTO DOS DESEJOS. HALLELUJAH. * PARABÉNS.

  11. Oi, Osaí.

    Muito legal o seu texto.

    O assunto é polêmico.

    Como você disse, depende muito da situação e do jeito particular de cada pessoa.

    Até um tempo atrás, eu fui ateia convicta, intolerante com manifestações religiosas e muito crítica.

    A vida, com seus reveses me ajudou a ter um olhar mais doce, mais complacente, até me encontrar numa religião.

    O ser humano, como construtor ativo da sua maneira de ser, busca respostas, sempre insatisfeito, e isso é bem legal, já que estamos em constante modificação.

    Graças à Deus!

    Abraço,

    Eneida

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