Fins e meios

O fim nobre justifica os meios ignóbeis? A felicidade dos que amamos acima de tudo justifica qualquer atitude? A necessidade é mãe das nossas ações? Diante dela, não importam os meios? A verdade é que a moral que adotamos enquanto indivíduos nem sempre resiste à prova da necessidade. Em nome dos nossos ou de um objetivo que consideremos nobre, por exemplo a utopia da sociedade justa, há muitos capazes de cometer atrocidades e os piores pecados. Se não encontramos a justificativa no coletivo, podemos recorrer a casuísticas individuais. Como expõe Dostoiévski (2003, p. 45): “Fazemos como os jesuítas e, de momento, tranquilizamo-nos… convencemo-nos a nós mesmos de que tem de ser assim, invariavelmente, pois é para um fim nobre”.


Referência

DOSTOIÉVSKI, F. Crime e castigo. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2003.

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