Entre o sagrado e o profano: o interdito ao riso

ANTONIO OZAÍ DA SILVA* ** “O homem é o único animal que ri” Aristóteles “Sim, nós temos o direito de caricaturar Deus” France Soir[1] "One of the great tragedies of Islam is that it has not had its own Enlightenment and therefore there is no coherent point where it can break through the crust and … Continue lendo Entre o sagrado e o profano: o interdito ao riso

Fahrenheit 451

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury[1], é uma obra sobre uma sociedade na qual os livros foram proscritos, em que a simples posse de obras literárias ou filosóficas constitui crime. Nesta sociedade fictícia, que resolveu o problema dos incêndios residenciais, o trabalho dos bombeiros consiste em queimar os livros, “para evitar que suas quimeras perturbem o … Continue lendo Fahrenheit 451

Ler faz bem ou mal?!

ANTONIO OZAÍ DA SILVA* “Minha vida tinha tomado o caminho errado, e meu contato com os homens não era mais do que um monólogo interior. Havia descido tão baixo que, se tivesse que escolher entre ficar apaixonado por uma mulher e ler um bom livro, eu preferia o livro”. (KASANTZAKIS, 1978: 97) “Há portanto, na … Continue lendo Ler faz bem ou mal?!

Igualdade para os animais?

“Como é possível que alguém perca o seu tempo tratando da igualdade dos animais, quando a verdadeira igualdade é negada a tantos seres humanos?” (Peter Singer) * Colocada desta forma e descontextualizada, a questão parece disparate. Os mais apressados e aqueles cuja formação consolidou a noção da superioridade do ser humano em relação às outras … Continue lendo Igualdade para os animais?

[LIVROS] Posfácio – Lev Tolstói. Felicidade conjugal

BORIS SCHNAIDERMAN* Esta novela, Felicidade conjugal, publicada em 1859, pode surpreender o leitor acostumado com a pregação insistente por Tolstói do seu sistema ético-religioso. Com efeito, na mesma época em que escreveu entregava-se com insistência à elaboração de textos moralizantes. Assim, anotava em seu diário, em 1852: “Decididamente, não posso escrever sem objetivo e sem … Continue lendo [LIVROS] Posfácio – Lev Tolstói. Felicidade conjugal

Adultério, culpa e sofrimento

Nathaniel Hawthorne (1804-1864), é filho de puritano. Seus antepassados enforcaram quacres e queimaram mulheres acusadas de bruxaria. Seu bisavô foi um dos juízes no julgamento das “Bruxas de Salem”. Era o ano de 1692. Na Nova Inglaterra daquela época, como relata o historiador Paul Johnson, os guardiões da moral e dos bons costumes condenavam à … Continue lendo Adultério, culpa e sofrimento